Notas iniciais
*jurosolenementeuqenãovoufazernadadebom*
Cara, eu sonhei que tinha atualizado a fic, e só hj me dei em conta que não tinha o.o''
isso está virando um vício, começo a confundir sonho com realidade e s´´o penso sobre a fic durante o dia inteirinho ...
Any Way; Enjoy :)

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TRINTA E QUATRO:

As semanas se passaram desagradavelmente rápidas, e a data para buscar Harry se aproximava. Fred e eu não desgrudávamos. Lilá foi passar uns dias com Rony, e ele estava completamente destruído em ter que deixá-la. No final, ele não teve coragem de romper com ela. Apenas deram um tempo.

Draco todo dia me manda uma mensagem pela moeda, nem que seja só para dizer que está bem. Contou-me que voltou a escrever para Luna, que no final das contas o perdoou por tudo. Ele me contou que quer aparecer na casa de Luna qualquer dia desses.

Eu estava com Fred, Jorge e Rony na sala, conversando animadamente e tomando algumas cervejas amanteigadas quando batidas fortes ameaçaram derrubar a porta.

O ar descontraído simplesmente sumiu. Todos sacaram suas varinhas e ficaram de pé, Fred se colocou em minha frente de um modo irritantemente protetor.

Gui, que já estava bem melhor, porém com alguns curativos, desceu as escadas correndo, com Fleur ao seu lado.

Molly e Arthur foram juntos até a porta.

- Quem é? – Senhor Weasley murmurou desconfiado.

— Alastor Moody. – a voz grossa do velho bruxo veio firme atrás da porta.

Mesmo com a confirmação ninguém baixou as varinhas.

- O que você colocou secretamente na bebida de Kingsley para lhe pregar uma peça? – Arthur disse.

Moody pregando peças? Inesperado no mínimo.

- Uma poção muda-voz. – Moody disse com uma voz risonha.

Não pude evitar um sorriso.

Arthur murmurou um feitiço e a porta se abriu.

Pela porta passaram Moody, Kingsley, Tonks e Lupin.

- Então foi você que deixou minha voz daquele jeito? – Kingsley falava indignado para Olho tonto que se mantinha sério, mas com certeza gargalhava por dentro.

Eles se dirigiram para a sala. Tonks sorrindo e Lupin com aparência exausta, porém parecendo muito mais jovem.

- Estou grávida e me casei! – Tonks praticamente berrou exibindo o anel em sua mão esquerda.

O alvoroço foi geral. As varinhas que ainda estavam em punhos foram esquecidas e todos foram parabenizar a moça sorridente de cabelos roxos vibrantes. Isto é. Quase todos. Moody permaneceu sério, com sua postura impecável encarando o momento de descontração.

- Ninfadora! – a voz rígida de Moody cortou o ar. – Não estamos aqui para fazer chá de bebê, comemorem mais tarde.

- Tudo bem, desculpa. – Tonks fez careta e deu a língua para Moody.

Eu senti o peito apertar e contorci minha boca em agonia. Boa coisa por ai não vinha.

- Todos aqui? – Kim perguntou analisando o ambiente.

- Gina está lá em cima. – eu murmurei. – ela está dormindo. Quer que eu a chame?

- Não. Deixe a tola apaixonada lá... Assim ela não nos atrapalha nem dá dor de cabeça. – Moody disse com sua simpatia habitual.

- Alastor! – Tonsk protestou.

- O que? Vai dizer que amor não deixa as pessoas estúpidas! – ele lançou um olhar sorrateiro para a mulher que estava furiosa com os comentários indelicados. – esquece... Seus níveis de progesterona estão muito altos, você não está pensando direito.

- Eu vou te mostrar progesterona seu... – ela disse ameaçando ir até Moody, contudo foi impedida por Lupin.

- Chega! – eu disse silenciando a sala. – Faça o favor de falar ao que veio e pare de criancices e comentários machistas, antes que eu te mostre a progesterona. – eu disse irritada.

- Desde quando a Granger deixou de ser a calada e tímida que sempre concorda com os professores? – Alastor murmurou espantado.

- Eu disse que ela era terrível. – Lupin deu risada.

- Ela não é terrível. – Molly interferiu a meu favor.

- Apenas tem voz de comando. – Fred completou.

- E um gancho de direita que mete medo em qualquer comensal. – Jorge brincou.

- Madames... Vocês podem deixar para discutir minha personalidade marcante para depois? E você desembucha logo. – eu disse apontando para Moody.

- Vamos buscar Harry hoje. – Moody finalmente disse.

- Hoje? – Rony se exaltou. – Não, nós íamos semana que vem.

- Mudamos a data para despistar os comensais. – Kingsley disse do outro lado da sala.

- Partiremos ao final da tarde.

- Vocês virão com a rede Flu certo? – Molly perguntou apreensiva.

- Com a quantidade de comensais que há no Ministério? De jeito nenhum! Iremos voando.

- Não é melhor desaparataram então? –ela tentou novamente apreensiva.

- Harry é menor de idade, podem rastreá-lo. – eu disse e sacudi a cabeça de modo negativo.

Moody focou seu olho mecânico em mim e eu senti meu rosto corar.

- Garota, quando se formar apareça no ministério. Vou demitir a Tonks e você fica no lugar dela. Isso se sobrevivermos é claro.

- Hey! – Tonks protestou.

- Me sinto lisonjeada, mas será que podemos discutir um pouco de tática e deixar o futuro para depois? – eu bufei.

- Certo. Vamos dividir nosso grupo em duplas...

Moody passava a estratégia enquanto todos prestavam atenção. Me aproximei de Fred e enlacei nossas mãos, sentindo aquele pavor de perdê-lo crescer em meu peito.

***

- De jeito nenhum! – Harry protestava. – vocês não vão virar eu! É muito perigoso! E se vocês acham que vou deixar seis pessoas arriscarem a vida...

- Por que realmente é a primeira vez para nós. – Rony revirou os olhos.

- Bom, nenhum de nós gostou muito da idéia, Harry – falou Fred, sério. – Imagine se alguma coisa der errado e continuarmos retardados, magricelas e ‘ocludos’... Para sempre. – ele dramatizou a ultima frase arregalando os olhos em falso espanto.

Vi Jorge sorrir ao lado do irmão.

- Harry, não seja estúpido e com mania de herói – eu me aproximei dele. – todos somos de maior e sabemos o que fazemos.

- Vamos Harry. Sabemos o que fazemos. – Hagrid murmurou meio encurvado para poder caber na casa sem bater a cabeça no teto.

- Não! De jeito nenhum. – ele sabia ser teimoso. – e além do mais, não poderão fazer isso se eu não cooperar, precisarão que eu ceda alguns fios de cabelo.

- Então lá se vai o plano por água abaixo – comentou Jorge irônico, usando um tom de voz derrotado. – É óbvio que não há a menor possibilidade de arranjar fios dos seus cabelos, a não ser que você colabore.

- É... Treze de nós contra um magrela descabelado proibido de usar magia; não temos a menor chance – acrescentou Fred sarcástico.

Eu já disse que só eles conseguem me fazer rir em uma hora dessas?

Eu estava quase roxa tentando segurar o riso e me permanecendo séria.

- Bom, não adianta questionar eu não...

No meio do discurso heróico, aproveitei sua distração e voei com minhas mãos até o cabelo dele, arrancando-lhe um tufo de cabelo;

- Auch! – ele levou a mão até o topo da cabeça com seus olhos verdes fulminantes me metralhando.

- É por isso que vou dar seu emprego para ela! – ouvi Moody implicar com Tonks.

- Me desculpe. – eu disse para Harry levando os fios até Olho-Tonto, que já tinha o frasco da poção aberta.

Joguei os fios lá dentro e aos poucos a poção começou a borbulhar e mudar de cor, primeiramente ficando laranja e depois mudando pra dourado.

- Você é bem mais apetitoso do que Goyle. – Rony murmurou espiando a poção por cima dos meus ombros.

Após algum segundo de silêncio em que Fred e Jorge se seguravam para não rachar de rir Rony sacudiu a cabeça.

- Isso soou estranho. – ele constatou.

- Pode apostar que sim. – Gui disse caindo na risada com Jorge e Fred.

- Pronto, cada um dê um gole. – Moody disse passando a poção para Fletcher e os demais. – Harry vai com Hagrid, Jorge e Lupin, Gui e Fleur, Hermione vai com Kim, Tonks vai com Rony, Mundungo vai comigo e...

- Por que eu vou com você? – protestou o Harry mais próximo da porta dos fundos.

- Wow! Estamos idênticos! – Fred e Jorge disseram assim que se olharam. Revirei os olhos.

- Porque você é o único que precisa de vigilância. – rosnou Moody, e, de fato, seu olho mágico não se desviou de Mundungo enquanto continuava – Arthur e Fred...

- Eu sou Jorge – disse o gêmeo para quem Moody estava apontando. – Você não consegue nos distinguir nem quando somos Harry?

- Desculpe, Jorge...

- Eu estava zoando você, na verdade sou o Fred...

juro que tive um momento de legilimencia epude ver quando Moody fantasiou começar a estapear o Harry-Fred.

- Só querendo quebrar o clima. — Fred disse recebendo o olhar sério e frio de Moody.

Eu bebi a poção, e comecei a me remoer por dentro. Queria que Fred fosse comigo. Tudo podia dar errado. Eu nunca estive tão perto de perdê-lo.

Senti a sensação incômoda da transformação até que em poucos segundo, eu era Harry Potter.

Harry definitivamente não ficava bem com as minhas roupas.

- Pronto, agora ponham as roupas. – Moody disse jogando uma muda de roupa para cada Potter falso.

Despi-me rapidamente, ficando embaraçada tanto por mim quanto por Harry. Coloquei suas calças evitando olhar demais para o corpo do meu amigo, tirei meus sutiã e comecei a desdobrar a blusa.

Harry tinha um belo físico, não posso mentir.

- Isso é o mais perto de ser Gay que já cheguei. – a voz de Harry chegou aos meus ouvidos.

Virei de costas e vi Harry atrás de mim com um sorriso malicioso. Arregalei meus olhos.

- É o Fred. – ele esclareceu ajeitando os óculos no rosto.

Comecei a rir e coloquei minha camiseta, e logo em seguida joguei a jaqueta por cima.

- Se eu te beijar agora, conta como beijo gay? – eu perguntei estranhando a voz de Harry sair pela minha garganta.

- Seria meio estranho. – Fred-Harry fez careta.

Moody voltou a falar, definiu para qual casa cada Harry iria e eu rumei para o lado de Kingsley para discutirmos estratégia. Iríamos de trestálios para a casa de Moody.

- Vamos na moto de Sirius? – pude ouvir ao longe um Harry perguntar com uma nota de dor na voz. Era com certeza o Harry verdadeiro.

- Potter! – Moody rugiu perto da porta.

- Oi. – eu e mais seis Harrys responderam.

- O verdadeiro. – Moody revirou os olhos.

- Oi. – o Harry próximo de Hagrid respondeu.

- Por favor, fique vivo. – Alastro piscou seu olho humano. – Muito bem, senhores, senhoras e Potters, foi um prazer servir com vocês! – ele disse fazendo uma reverência exagerada. – Vejo vocês em uma hora na Toca, ou em alguns aos no inferno. Acho que Deus não vai me querer no céu. — demos uma rápida risada coletiva.

Todos começaram a se encaminhar para a porta.

Quando Harry-Fred passava por mim, puxei-o rapidamente para mim. Eu sentia meu peito apertar, e um nó em minha garganta crescer. Ele passou os braços ao meu redor e abriu um sorriso rápido.

- Tome cuidado. – ele me pediu.

- Você também. – minha voz saiu igual a de Harry, e isso definitivamente me incomodava.

Mesmo a voz de Harry saiu trêmula.

- Dane-se se isso é gay. – ele disse me puxando para perto dele.

A cozinha agora estava vazia, todos estavam no Hall, Harry-Fred me puxou para ele e tocou seus lábios nos meus. Os lábios eram diferentes e finos, a altura dele era a mesma que a minha, sua franja comprida e desarrumada fazia cócegas em meu rosto, e os óculos dele batiam contra os meus. Sem falar que eu estava praticamente beijando Harry.

Mas o cheiro almiscarado era inconfundível, e por um instante, eu tive tanta certeza de que era o Fred, que é como se a poção não funcionasse.

Separamos-nos rapidamente.

- Isso foi definitivamente estranho. – eu murmurei vermelha.

- Nem me diga. – ele disse puxando-me a mão rumo ao Hall. – nunca mais faremos isso. – ele riu.

- Certo. – concordei retomando a postura séria.

Chegamos ao Hall onde Moody dava as instruções finais.

- Ah, Potter-Granger, não se esqueça de passar no meu gabinete depois da sua formatura.

- Sim senhor. – eu bati continência enquanto me colocava ao lado do Kim.

- Um. – Alastor colocou a mão na maçaneta. – Dois. – todos prenderam a respiração. – TRÊS!

A porta se abriu. Diversos Harrys correram pelo Jardim, alguns de vassoura outros de trestálios, e apenas um em uma moto.

Mesmo não tendo ataques, todos corriam. Kim ajudou-me achar o trestálio, colocou-me sobre ele e montou logo em seguida. Eu não podia vê-lo.

Ouvi a moto de Hagrid rugir enquanto eles cortavam o ar, acenei rapidamente para Harry que dava uma ultima olhada na casa número 4 da Privet Drive. Do outro lado do jardim eu vi Arthur e Harry-Fred montarem em suas vassouras, enquanto ele rapidamente piscava-me sorrateiramente.

Senti meu peito se contorcer e dei-lhe um fraco sorriso.

O bicho invisível se moveu abaixo de mim e pela segunda vez eu senti a estranha sensação se voar em um algo imaginário.

E então aconteceu.

Flashes irromperam através das nuvens altas e sombrias daquela noite tão agradável. Um pio agudo de Edwiges ecoou pelo céu enquanto homens encapuzados surgiam de todos os lados.

Eles sabiam.

Kingsley manobrava o trestálio, eu com uma mão me prendia à cintura do alto homem e com a outra sacava minha varinha e distribuía feitiços estuporantes.

- Nimiumaere! – eu apontei para um comensal que se dirigia ao ponto em que Harry-Fred voava.

Foi o feitiço mais certeiro da noite. O comensal começou a se sacudir e logo depois caiu para o chão em uma queda de pura agonia. Eu provavelmente o matei.

- Onde aprendeu esse feitiço?! – Kim berrou espantado contra o vento enquanto se esgueirava de um feitiço.

-Pansy Parkinson usou em mim no dia do baile de máscaras lá da escola! – eu gritei.

- Sonserina? – ele perguntou após estuporar um comensal.

- Reducto! – eu errei o alvo – pode apostar! – respondi-lhe.

E então algo assustador me ocorreu.

“Você pode ter matado seu querido Draco” minha consciência reapareceu para me azucrinar.

E então algo horrível me ocorreu. E se Draco estivesse ali, no meio daquelas máscaras, e se eu o acertasse? E se ele acabasse por morrer?

Gelei com esse pensamento.

“Por favor, esteja bem”

Rezei baixinho comigo mesma, acertando outro comensal que se aproximava de nós.

***

- Quanto tempo até irmos para a toca? – eu perguntava enquanto Kingsley passava um pano úmido em um corte em meu pescoço que sangrava.

- Seis minutos. E pare de se preocupar, você quase perdeu sua jugular!

- Tem como saber se os outros estão bem? – eu perguntei observando a sala singular de Olho-tonto.

O chão era de madeira, tinha uma lareira e um tapete felpudo cor de vinho. Eu parecia ter caído em um conto de Sherlock Holmes, em uma dessas salas de filantropos da máfia. Moody tinha estilo.

- Asclépio! – ele apontou a varinha para o meu pescoço e eu senti a luz arroxeada fechar minha pele como um zíper.

- Pronto. – ele murmurou se levantando. — fez um bom trabalho hoje, para uma pirralha. – ele sorriu.

- E você não está mal para um coroa. – respondi indigente.

Ele riu-se.

- Moody realmente gostou de você. – Kim disse buscando uma peça de prata e colocando no encosto da poltrona.

- Ele é legal. Gosto dele. – eu sorri. – ele teria sido um bom professor. Um dos meus prediletos aposto.

- Sabe, quando eu e Moody fomos prender Evan Rosier, ele resistiu. E na luta, eu me distraí, ele conseguiu tirar minha varinha e Rosier ia me cortar a jugular, assim como tentaram fazer com você. – ele sorriu fracamente. – Mas Alastor conseguiu chegar até ele e se colocou na frente do feitiço, me dando tempo para recuperar minha varinha. Esse ato lhe custou um pedaço do nariz. – Kingsley riu-se apontando o próprio nariz. – depois disso, matei Evan. – seu olhar se perdeu. – Moody ainda me diz que lhe devo um nariz.

Eu ri junto com Kingsley.

A curiosa peça de prata começou a brilhar ao meu lado. Dei-me em conta de que se tratava de uma chave de portal.

- Certo Potter-Granger, vamos para a toca. – Kim sorriu exibindo seus alvos dentes.

Ambos tocamos a peça ao mesmo tempo. Senti a sensação de ser sugada por uma chave de portal e após dois horríveis segundo, senti meu corpo cair na grama.

- Com o tempo você aprende a cair em pé. – a voz de Kingsley soou acima de mim.

Olhei-o e aceitei sua ajuda para me levantar. Mal fiquei em pé e pude avistar a toca. Meus pensamentos automaticamente correram para Fred, era tortuoso não saber se ele estava bem.

Notas finais
Espero que tenham gostado, por que eu amei escrever *u*
bom, como o ENEM é no próximo fim de semana, eu vou postar dois capítulos amanhã e passarei o resto da semana sem poder postar pq vou estar me matando de estudar o/
THANS Por hoje é tudo pessoal ;)
*Malfeitofeito*