Escolhas - Fred e Hermione
14 Costume Ball Masks... ?
Notas iniciais
BOM DIA FLORES DO DIA!
Então, mais um Cap aqui pra vcs - to postando escondido, pq minha mãe me tirou o PC T-T.
Boa Leitura
QUATORZE:
Alguns dias mais tarde:
Enquanto cumpria minhas ronda noturna perto da torre de astronomia escutei um ruído vindo de lá. Sem fazer muito barulho, me dirigi à porta entre aberta de carvalho. Com a varinha em punhos empurrei a porta, dando de cara com uma Trelawney super atrapalhada e confusa.
- A senhora está bem? – eu disse me aproximando dela, ela parecia pálida.
Ela me olhou com seus óculos estilo mosca que lhe cobriam boa parte do rosto, distorcendo seus olhos azuis vivos.
- Oh, minha jovem. – ela disse olhando para mim. – eu estava preparando a aula para amanhã, mas o que a senhorita faz fora da cama? – ela disse piscando seus cílios.
- Eu sou monitora. Tenho ronda hoje. – esclareci.
- Minha querida, eu não estou muito bem... – ela disse ficando ainda mais pálida e desorientada.
Ela passando a mão em sua testa suada.
- Professora? – eu disse procurando seus olhos.
Ela despencou na minha frente, caindo sentada no chão, e se agarrando em minhas roupas ao cair, fazendo assim que eu caísse junto.
- Socorro! – eu gritei alarmada. – professora a senhora está bem?
Ela então com o corpo vibrando levemente levantou os olhos com pupilas desfocadas e enormes. Em uma voz gélida e cavernosa, como se alguém falasse por ela, ela disse as seguintes palavras:
“Uma escolha deve ser feita. Entre dois amores, entre dois inocentes. Entre os de sangue por ele considerado sujo, a última treva será plantada. A última parte deverá ser expurgada para que a história não se repita. A escolha feita com o coração alterará os rumos naturais, mas mesmo assim alguém que se ama lhe será tirado. Uma vida pela outra, a morte não parte de mãos vazias.”
- Professora? – eu disse receosa. Ela parecia estar possuída pelo demônio ou algo do gênero. – ele quem? Que amores? Do que você está falando?
Ela então piscou algumas vezes e me encarou no fundo dos olhos, para logo depois desfalecer em meus braços, como se estivesse exausta, ressonando profundamente.
***
Os dias se passaram, Ron saiu do hospital, bem como a professora Trelawney, que diz não se lembrar de nada. Comentei o episódio com Harry e Rony, que não deram muita importância. Ela estava fora de si, certo? Afinal não foi como quando ela profetizou a Harry. Ela simplesmente começou a tremer e balbuciar, isso não fazia sentido. Fora isso, as coisas continuaram tranqüilas em relação a isso.
O idiota do Harry fez o favor de quase matar o Draco, lançou-lhe um feitiço que ele viu naquele maldito livro de poções e não fosse Snape Draco teria morrido. Briguei com Harry e o fiz ir ver Draco no Hospital. Durante seu período de recuperação eu fiquei com ele, lhe passando a matéria e conversando com ele. Ele mais de uma vez, expulsou a Pansy de lá, preferindo ficar comigo. Se eu contar que depois do ocorrido até o Harry admitiu que ele tem fibra, ninguém acredita. Impressionante como Draco é uma pessoa agradável quando quer... Ou quando está dopado, cheio de remédios. Semana passada ele saiu do hospital, e está novo em folha. Quem não está feliz com a nossa amizade – além de Rony que descobriu tudo – é o pessoal da Sonserina. Pansy anda me fazendo ameaças constantes, e sua raiva é palpável.
Tenho trabalhado depois das aulas com Malfoy sobre o baile, Fred e Angelina brigaram e estão sem se falar – eu não posso mentir, fiquei feliz com isso. Luna se desculpou, e eu voltei a falar com ela. Gina? Orgulhosa demais para isso.
- Máscaras? – McGonagal disse surpresa.
- Sim, achamos que seria interessante. – Malfoy esclareceu.
Estávamos em uma reunião de Monitores, discutindo o assunto do Baile. Houve um murmúrio sobre a idéia de um baile à fantasia de máscaras.
- Nós já temos em mente a decoração do salão e o desenho dos panfletos. – eu disse apreensiva.
- Alguém se opõe à idéia? – Minerva disse.
Ninguém se pronunciou.
- Então vocês podem passar o projeto para os outros monitores e debaterem a idéia com os elfos. A data ficará estabelecida para o dia 19 de dezembro. Vocês têm então o prazo de um mês para se organizarem. – ela sorriu. – podem começar a conversar. E gostaria de dar dez pontos para as casas da Sonserina e da Grifinória pela brilhante idéia.
Eu e Draco trocamos um sorriso, e fomos debater com os demais monitores as tarefas que iam ser divididas.
- Senhores, — Minerva disse antes de sair da sala. – neste final de semana os alunos poderão passar com as famílias, peço que informem aos demais estudantes. Panfletos, anúncios, sejam criativos. – ela concluiu.
- Sugiro que um representante de cada casa seja escolhido para informar aos demais. – o monitor chefe da Lufa-Lufa sugeriu.
***
O resto da reunião correu bem, eu fiquei encarregada de fazer uma reunião entre os grifinórios e informar sobre o baile. Isso só pode ser castigo. Justo eu que costumo desmaiar quando vou fazer discursos.
Eu já estava na frente do quadro da mulher gorda e observava Draco ir rumo ao seu salão comunal.
- Bugigangas. – eu disse.
A mulher gorda abriu um sorriso ao me ver.
- Querida, deixe eu te contar, hoje mais cedo consegui finalmente quebrar uma taça de cristal.
Revirei os olhos.
- Ainda isso? Desde o terceiro ano a senhora tenta fazer isso. Desiste. – eu me irritei – Bugigangas. – repeti.
- Não querida, olha só isso. – ela disse pegando uma fina taça de cristal que estava atrás dela.
Ela começou a gritar estridentemente.
- Senhora! – o familiar tom de voz, interrompendo aquele show de horrores. – não é a aumentando a freqüência da sua voz que você vai fazer esta droga de taça quebrar, você tem que entrar na freqüência preferencial da taça, então pelo amor de deus, estuda na teoria antes de sair por aí furando os tímpanos das pessoas! – Fred disse irritado com os pesados livros escorregando em meus braços.
- Garotos insolentes. Como se eu não soubesse o que eu faço! Pois eu fui uma renomada cantora de ópera e...
- Bugigangas! – eu insisti, revirando os olhos juntamente com Fred.
- Certo. – ela bufou e o quadro me deu passagem.
Virei-me e vi Fred.
Passamos pelo buraco na parede e entramos na aquecida torre da grifinória.
- Ela definitivamente não entende nada de ressonância. – ele disse. Eu o olhei surpresa.
- Desde quando você entende de ressonância? Ou melhor, desde quando você entende sobre assuntos trouxas? – eu me encaminhei até a mesa, onde depositei os pesados livros.
- Eu sou uma caixinha de surpresa. – ele disse misterioso. – e eu também costumo usar alguns princípios trouxas nos produtos da loja. – ele riu.
- Ora, temos então um físico entre nós?
- Um o que? – ele me olhou confuso.
- Fred, quem estuda física se chama físico.
- Sei, aposto que físico é um tipo de analista. — ele sorriu maliciosamente.
- Com certeza — respondi em tom de segredo. — Físicos são aqueles que além de venderem serviços sexuais ainda servem como acompanhante aos velhotes ricos em festas.
Ele gargalhou.
Ele riu.
- Fred, você pode chamar os garotos que estão no dormitório para uma reunião aqui no salão? – eu disse.
- Todos os anos?
- Não, só a partir do quarto ano.
Ele concordou com um aceno de cabeça e seguiu pelas escadas que davam ao dormitório masculino. Eu me dirigia os alunos que conversavam em frente a lareira.
- Ham... – pigarreei atraindo a atenção dos alunos. – Eu peço que vocês se organizem que eu tenho alguns recados para passar.
Eles assentiram. Eu me dirigi ao dormitório feminino. Chegando lá várias garotas conversavam, — entre elas Gina – e pararam imediatamente quando eu entrei no quarto.
- Vou ter que passar uns recados. Por favor, no salão comunal em dois minutos.
Sem olhar para ninguém, dei as costas e saí do dormitório. Quando estava descendo as escadas eu vi os garotos da grifinória descendo as mesmas rumo ao salão. Senti um puxão em meu braço.
- Hermione, eu estava cochilando. – Rony sorriu, e estranhamente não tive vontade de desmaiar ao ver seus orbes esmeralda. – O que é assim de tão urgente?
- Recados da Minerva. – respondi sorrindo.
- Problemas? – O moreno descabelado perguntou surgindo atrás de Ron.
- Vamos lá em baixo que eu já explico. – eu disse pegando a mão de Rony e a mão de Harry puxando-s escada a baixo.
Assim que chegamos, tive vontade de morrer. Rony e Harry se encaminharam a um lugar vago no tapete, sentaram-se e me encararam em silencio. Infelizmente todo o resto da Grifinória estava excessivamente falante.
- Sonorus! – eu disse e a minha voz foi amplificada. – por favor, atenção. – eu pedi atraindo olhares.
Engoli em seco. Todos agora me olhavam e eu tive um pequeno ataque de tosse.
- Bem, como já sabem, teremos um baile de inverno este ano. – eu fiz uma pausa escolhendo as palavras e agradecendo aos céus por não gaguejar. – Foi decidido na reunião dos monitores, que o baile além de ser a fantasia, será um baile de máscaras. – ouve um murmúrio de comemoração entre garotas e um “Que boiolice” geral entre os garotos. – bem, também foi decidido pela coordenadoria da escola, que este final de semana os alunos poderão passar com as suas famílias.
- Qual vai ser o tema? – uma aluna do quinto ano loira de cabelos curtos perguntou.
- Tema? – perguntei engolindo em seco novamente.
- O tema do baile. – ela esclareceu.
Eu tinha esquecido completamente.
- Acho que vamos deixar a critério de vocês. Vamos deixar a gosto de cada um. Lembrando que roupas curtas em demasia não serão permitidas. – garotas e garotos reclamaram. – Desculpe, mas são ordens. Bem, por hoje é só. – o povo começou a se espalhar.
Eu andei até Rony e Harry e que conversavam.
- Bom, pelo menos as pessoas não vão ver minha cara de bocó. – Rony disse irônico.
- Acho que vai ser bacana. – Harry positivo como sempre. – eu só não sei como vou ainda.
- Do que vocês estão reclamando? E eu? Eu não tenho a mínima idéia de roupa, maquiagem... De nada! – eu disse esfregando a cara.
- Calma Mione. – Rony disse botando a mão em meu ombro amigavelmente. – Você vai repetir o sucesso do quarto ano.
Eu corei violentamente.
- Rony! – Lilá escandalosa chegou se dependurou no pescoço de Ron. – Que idéia genial. Não acharam?
- Créditos à Mione. – Rony disse dando um selinho nela.
Senti inveja dele. Sim, do Ron, não da Lilá. Ele sofreu, ele amou, e depois de noites em claro pensando nela, ele teve sua chance. Ele era correspondido. Ele podia sorrir plenamente.
- Nossa Granger. – Lilá me tirou de meus devaneios. – Realmente impressionante. Você é a garota mais brilhante que eu conheço. – ela sorriu.
- Pode me chamar de Hermione. – eu disse antes de pensar.
Eu ainda a odiava. Era para eu estar plenamente feliz ao lado de Rony. Mas por algum motivo ela despertava minha afetuosidade.
- Certo então, Hermione. – ela riu.
Dei-me em conta que quem entendia menos ainda era Harry, que me olhava completamente perdido. Até onde ele sabia, eu queria injetar ácido sulfúrico nas veias dela.
- Rony, pensei em vir de Morgana. – ela disse olhando para ele sorridente. – Eu vi um vestido lindo nas férias, estilo medieval.
Rony olhava para ela apaixonadamente, com um sorriso genuíno. Ele estava feliz.
- Acho que você ficaria Linda em qualquer coisa. – ele disse abraçando-a.
- E vocês garotos como vão? – ela disse olhando para Harry e Ron.
- Não faço idéia. – Ron respondeu.
- Sweeney Todd. – Harry disse.
- Quem? – Ron e Lilá disseram juntos.
- Perfeito! – eu sorri. – você vai ficar perfeito! – eu disse bagunçando seus cabelos.
- Você já assistiu? – Harry perguntou.
- Assistiu o que? Quem é esse? – Ron insistiu.
- Sweeney Todd, o Barbeiro demoníaco da Rua Fleet. – eu esclareci.
- Um musical trouxa. Um dos únicos que eu vi sem vomitar ou tentar me matar. – Harry murmurou.
- Ah, mas o Alan Rickman está um deus naquele filme. – eu brinquei.
- Claro, Hermione. – Harry disse irônico.
- Hermione. – uma voz baixa soou atrás de mim, acompanhada por um leve tocar de dedos em meus ombros.
Virei-me e vi uma ruiva com olhos tortuosos.
- Oi. – eu disse meio seca.
- Posso falar com você? – ela disse.
- Está tudo bem com vocês? – Harry perguntou.
Eu engoli em seco.
- Vocês andam meio estranhas. – Ron murmurou.
Desejei morrer.
- Coisa da matéria. A Gina anda meio mal em feitiços, né Gina? – Lilá nos socorreu e me lançou um olhar cúmplice. Como ela havia descoberto a nossa briga eu não sabia.
- Isso. – Gina confirmou tristonha.
Ela saiu e eu a segui. Boa parte dos alunos já tinham se dispersado, poucos ainda conversavam empolgados pelos cantos. Ela me levou até um canto do salão onde ninguém podia nos ouvir.
- Desculpe. Por favor, Mione. Me perdoa, eu fui infantil, eu acredito em você, eu nunca devia ter dito aquelas coisas, eu fui horrível, me perdoa. Você é minha melhor amiga, e eu te amo, demais. – ela disse quase chorando.
Não me agüentei, por mais que eu tivesse ficado magoada, eu também amava aquela ruiva invocada. Ela era a irmã que eu não tive.
Já com os olhos marejados eu dei-lhe um abraço de urso. Ela retribuiu quase me quebrando os ossos.
- Você passa o fim de semana comigo? – ela disse sem separar nosso abraço. – vamos no beco diagonal e compramos nossos vestidos juntas.
Separei nosso abraço para vê-la. Ela sorria plenamente mostrando todos os seus dentes brancos, que harmonizavam com sua pele alva.
- Claro, eu vou falar com meus pais. – sorri.
- Vamos, vamos. – ela disse me puxando pelo braço.
- Aonde? – perguntei.
- Vamos nos juntar no dormitório feminino e comemorar com um belo Whisky de fogo. – ela sorriu.
- Você tem que me contar como consegue quebrar tantos regulamentos sem ser pega.
- Digamos que eu convivo com os Gêmeos o suficiente para aprender alguns truques. – ela sorriu.
Fomos até o grupo que conversava, Gina puxou Lilá pelo braço.
- Desculpe Rony, a senhorita Brown foi intimada a comparecer a uma comemoração de garotas. – ela disse em tom de seriedade.
- Ah, não. Você já rouba minha melhor amiga e agora que a namorada também? Vai pro inferno Gina! – ele disse puxando Lilá pelo braço.
- Ronald Weasley! – interferi. – por obséquio, solte a senhorita Brown, e pare de reclamar! – eu disse puxando de uma vez Brown para longe de Rony.
- Eu grudei chiclete na barba de Merlin, só pode! – ele disse revoltado.
Sem escutar as pragas que Rony dizia. Subimos as escadas correndo até o dormitório. Parvati, Angelina, Cátia, Natália Mcdonald – uma quartanista que sempre me ajuda nas aulas de Esportes – e Romilda Vane estavam em um grupinho sobre a cama de Gina. As outras garotas já em suas camas conversavam, bem mais tranqüilas.
- Deu tudo certo. – Gina disse sorridente passando um braço ao meu redor.
- Isso pede uma comemoração! – Lilá entrou saltitante no dormitório e se atirou na cama da Gina.
- Mas afinal, o que deu em vocês duas? – Parvati perguntou. – Brigaram por quê?
- Bobagem. – Gina disse vagamente.
Eu me sentei em um canto da cama de Gina e tive a séria impressão que a cama ia quebrar. Ela foi até a sua mala e tirou de lá duas garrafas de Whisky.
Bebemos e rimos o resto da noite, baile, vestidos, paixonites e garotos bonitos foram os assuntos da noite. Acabei dormindo na mesma cama que Gina.
Na manhã seguinte acordamos cedo – e com uma baita ressaca. Escrevi para meus pais e acertei a minha ida à A’Toca.
Tudo estava perfeito. Fragilmente perfeito.
Notas finais
E peço que não me mandem nenhuma bomba pela caixa do correio, o beijo vai demorar um pouquinho, mas quando acontecer eu vou recompensar vocês...
EIUHIUEHEIU
*Malfeitofeito*
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