Escolhas 2
5 5 - War of my life
Notas iniciais
E hoje faço 1 ano de Nyah! e o presente é de vocês (propaganda das casas bahia, ignorem.
Espero que vocês gostem do novo capítulo :)
Capítulo 5
I'm in the war of my life, at the door of my life
Estou na guerra da minha vida, na porta da minha vida
Out of time and there's nowhere to run
Sem tempo e não há para onde correr
I'm in the war of my life, at the core of my life
Estou na guerra da minha vida, na porta da minha vida
Got no choice but to fight 'til it's done
Sem escolha a não ser lutar até ser feito
War of my life – John Mayer
Rosalie POV
-Diga, Jazz. – eu pedi ao atender meu celular. Ainda estava na cafeteria com minha família.
-Mamãe e papai estão aqui. – ele suspirou. – Estão enchendo minha paciência. Quer vir aqui, por favor?
Gemi ao entender o que ele pretendia.
-Mas estou aqui com Emmett e as crianças... – tentei me esquivar.
-Rose, por favor. Estou te implorando! – ele choramingou do outro lado da linha. – Daqui a pouco chegam os pais de Alice e aí sim estarei perdido de vez.
Fiz uma careta, e então a atenção de Emmett, Travis e Ella virou-se para mim.
-Tudo bem. – declarei, me arrependendo logo depois das minhas palavras, e desliguei o celular antes que mudasse de ideia.
-O que foi? – Emmett perguntou, franzindo o cenho na inconsciência.
-Você está livre para ir para casa, se quiser... – cocei a cabeça, sem jeito.
-Por quê? – ele perguntou, arqueando uma sobrancelha. Travis e Ella possuíam a mesma expressão confusa que ele.
-O vovô e a vovó estão aqui! – fingi falsa animação ao me dirigir a meus dois filhos. Emmett ganhou expressão de pânico, enquanto Travis pareceu entendiado. Ella foi a única a permitir que um sorriso escapasse de seus lábios.
-Como assim? – Emmett perguntou para mim ao perceber a distração das crianças, já que Ella envolvera Travis em uma conversa sobre como ela adorava os dois avós. Meu namorado mal conhecia meus pais e, no episódio em que isso acontecera, não tinha sido uma experiência tão boa para ele.
Digamos que meu pai sempre fora ciumento demais comigo, sua única menina, então, quando conhecia meus namorados, os tratava mal.
Era por essa razão que eu só tinha conseguido ter dois namorados sérios em toda a minha vida: Royce e agora Emmett.
-Isso não foi nada combinado, amor. – me defendi. – Eles estavam em Boston da última vez que falei com eles.
-Rose... – ele sussurrou. – E quando seu pai descobrir que nós não nos casamos?
-Ele vai entender. – anunciei sem ter a menor noção do que estava dizendo, e então me virei para meus dois filhos. – Podem subir.
Os dois saíram da cafeteria sem mais delongas. Eu me levantava também, para acompanhá-los, mas Emmett me puxou.
-Ele vai me matar. – ele parecia realmente amedrontado. Não pude deixar de permitir um riso escapar de meus lábios.
-Você é bem grandinho para ter medo do sogro, Emmett. – afirmei, enquanto deixava a cafeteria. Meu namorado começou a caminhar comigo, de mãos dadas.
-Nós podemos inventar que já oficializamos. – ele inventou, ignorando minha última frase. – Seus pais não precisam saber que não é verdade.
-Vai ser bem pior, eu garanto. – eu disse, enquanto nos aproximávamos do elevador. — Porque aí minha mãe pega raiva de você.
Emmett bufou.
-Não quer mesmo ir embora? – perguntei, quando já entrávamos na cabine. Emmett meneou a cabeça.
-Não vai ser legal ele pensar que fugi. – ele respondeu. – Certo?
Ri um pouco de sua insegurança.
-Sim. – dei um beijo em sua bochecha. – Você vai se sair bem.
A primeira coisa que vi quando as portas do elevador se abriram, foi minha mãe conversando com Travis e Ella. Depois de varrer o local com meus olhos, avistei meu pai de cara amarrada, sentado em uma das cadeiras.
Ele não devia estar nada feliz por ter sido expulso do quarto de Alice pelo seu filho. Apesar de advogado, Bill Hale tinha sido criado por um sargento do exército, meu avô, então não suportava ser submetido a nenhum tipo de ordens dadas por “inferiores”.
-Oi pai. – soltei a mão de Emmett e sentei-me ao lado do meu pai, dando-lhe um abraço desajeitado.
-Ah, querida. – pude ver seu sorriso aparecer debaixo de seu tradicional bigode, que ele usava desde que eu podia me lembrar. Assim que o abraço se desfez, ele pegou a minha mão esquerda.
Com uma carranca por não ter encontrado nenhum anel, finalmente encarou Emmett, que ainda estava de pé.
Fiz um sinal com os olhos para meu namorado cumprimentá-lo logo.
-Ah, senhor Hale! – ele pareceu ter despertado do transe e se aproximou para apertar a mão de meu pai, que o fez de má vontade. – Como vai?
O velho Bill de sempre deixou Emmett sem resposta.
-Quando vai colocar uma aliança na minha filha? – ele arqueou uma sobrancelha, parecendo desconfiado. – Você tem responsabilidades aqui, rapaz. É melhor se casar com ela por vontade própria, ou vou te obrigar a fazer isso.
Abri a boca em uma crescente indignação.
-Pai! – reclamei.
Como se fosse sensível a começo de discussões, minha mãe parou a conversa com meus filhos para se aproximar de nós.
- Rosalie! – ela sorriu, tentando quebrar o clima ruim que se formara. Apesar de indignada, levantei-me o suficiente para lhe dar um abraço. – Emmett!
Ela cumprimentou meu namorado, que ainda parecia meio desconcertado. Se eu não estivesse bastante irritada, até acharia graça da maneira como Emmett estava se comportando – daquele tamanho, com medo de um cara menor que ele.
-Como está, senhora Hale? – ele perguntou com educação. Minha mãe, mil vezes mais doce que meu pai, não o ignorou.
-Estou bem, mas aparentemente você é que não está. – ela revirou os olhos para o marido, que agora a encarava com a mesma expressão que eu o tinha encarado segundos atrás. – Me desculpe por esse velho rabugento.
-Catherine! – meu pai reclamou, mas ela manteve a expressão dura, embora um sorriso escapasse de seus lábios. As crianças, atrás dela, davam risadinhas aleatórias.
Ela já estava bastante acostumada com o modo que meu avô a tinha tratado no passado, então socializar com meu pai já não era problema há um bom tempo. E era bom ver que, por baixo de tanta cara amarrada, ainda existia o amor, depois de mais de 30 anos de casamento.
Os pais de Alice, ao contrário, só sabiam implicar um com o outro. No casamento da filha, por exemplo, tiveram de serem providenciados dois ambientes: um para seu pai e outro para sua mãe.
Eu realmente esperava que a confusão de meu pai com Emmett fosse apenas passageira. Não suportaria ter que colocá-los em ambientes diferentes em meu próprio casamento. Era pedir demais!
Notas finais
Espero vocês nos reviews :B
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