Escolhas 2
46 46 - Red
Notas iniciais
Esse capítulo não traz nada muito esclarecedor, só serve se ponte para o próximo mesmo.
O melhor dele é a música, porque Taylor está arrasando com esse álbum novo! uhauahuahauah
Boa leitura :)
Capítulo 46
Losing him was blue like I’d never known
Perdê-lo foi um azul que eu nunca tinha conhecido
Missing him is dark grey, all alone
Sentir a falta dele é um cinza escuro, totalmente só
Forgetting him is like trying to know somebody you never met
Esquecê-lo é como tentar conhecer alguém que você nunca encontrou
But loving him is red
Mas amá-lo é vermelho
Loving him is red
Amá-lo é vermelho
Red – Taylor Swift
Emmett POV
Rosalie e eu voltamos ao tribunal para pegar as coisas dela que acabaram ficando por lá e então fomos ao meu hotel. Estávamos deitados abraçados na cama do quarto. Naquele momento, enquanto fazia carinho no cabelo dela, eu contava as boas novas à minha mãe.
–Eu sabia, Emm... – ela suspirou com alívio. – Estávamos todos torcendo muito por você. Peter e Charlotte estão aqui em casa, até. Eles mandaram um beijo.
Pelo jeito minha mãe fizera uma espécie de “concentração” e chamara meu irmão e minha cunhada para fazer parte daquilo também.
–Manda outro pra eles. – pedi. – Depois nós conversamos mais, ok?
–Tudo bem, querido. – senti seu sorriso do outro lado da linha. – Só não demore muito para voltar. Estou com saudades.
Sorri também.
–Eu também, mãe. – confidenciei. – Pode dizer a todo mundo que assim que voltar passo por aí. Um beijo.
–Outro, amor. – desliguei o celular e o coloquei na mesa de cabeceira. Fiz carinho na bochecha de Rosalie, ao meu lado, que ressonava baixinho.
Até pensei em acordá-la, mas era melhor deixar para mais tarde. Ela tinha passado por um nervoso muito grande e precisava descansar.
Com um sorriso que não cabia dentro de mim, fechei os olhos para tentar dormir também.
Acordei depois do que pareceu serem alguns minutos e tirei meu braço de baixo da cabeça de Rosalie. Meu movimento, por mais delicado que tenha sido, a despertou de seu sono.
Beijei sua testa e ela sorriu, abraçando-me mais forte.
–Senti a sua falta comigo. – ela revelou com a voz preguiçosa.
–Eu sei. Eu também. – sorri abertamente. – Como vai o nosso garoto?
–Agitado. – ela pegou minha mão e a pousou em sua barriga. O bebê estava chutando.
Suspirei de alívio. Aparentemente estava tudo bem com ele e com Rose.
Ela suspirou também, mas não pelo mesmo motivo que eu. Ela parecia preocupada.
–Tem uma coisa que ainda não te contei. – ela confidenciou e eu a encarei, esperando pelo que estava por vir. – James pode estar relacionado ao que aconteceu no escritório.
Meu corpo retesou.
–Laurent, um cúmplice dele, esteve envolvido e fugiu. – ela contou e depois tentou me tranquilizar. – Mas já tomei providências. O juiz do caso de James já está a par de tudo, assim como as outras autoridades. Só estou no aguardo para o telefonema que avisará que Laurent foi preso.
Bufei. Sabia que essa história ainda daria pano pra manga.
Rosalie beijou meu pescoço.
–Adoro quando você fica nervosinho. – ela riu, dando outro beijo, dessa vez na minha bochecha.
Revirei os olhos. Só ela sabia exatamente como me acalmar.
–Vem cá. – aproximei-me mais dela e então selamos nossos lábios pela primeira vez desde que vim para Chicago. Como eu sentia a falta dela!
–Que horas são, Emm? – Rosalie perguntou enquanto escovava os dentes.
–Duas e quinze. – respondi. – Está na hora de a senhorita ir almoçar. Vou ligar para o aeroporto e confirmar o voo.
Rosalie saiu do banheiro, já arrumada, com indignação na face.
–Que foi?
–Não acredito em você... – ela fingiu dar um tapa em sua própria testa. – Acabei de chegar e você já quer ir embora?
Dei de ombros. Pra mim parecia bastante simples.
–Eu não conheço Chicago. – ela fez um biquinho e se aproximou de mim, enlaçando seus braços em meu pescoço.
–Não chega nem aos pés de Nova York, pode apostar. – delicadamente, fiz com que ela se soltasse de mim e então comecei a pegar algumas roupas que estavam jogadas no quarto.
Rosalie sentou-se na cama.
–Faz tanto tempo que não ficamos sozinhos assim. – ela observou. – Sem ninguém pra atrapalhar...
Larguei o que estava fazendo e a encarei com desconfiança.
–Você é mesmo uma monstrinha. – revirei os olhos de brincadeira.
Ela deu de ombros.
–Sei usar meus argumentos. – ela deu um sorriso convencido e esticou o braço. Sem delongas, fui até ela e a beijei.
Foi, então, a primeira vez depois de mais de uma década que me senti em casa, mesmo estando de volta a Chicago.
Notas finais
O próximo já traz uma passagem de tempo importante! :)
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