Escolhas 2
31 31 - Always a relief
Notas iniciais
Boa leitura!
Capítulo 31
It's always a relief to see you again
É sempre um alívio te ver novamente
It's as if you don't change and you always complain
É como se você não mudasse, e você sempre reclama
Always a relief – The Radio Dept.
Rosalie POV
-Jasper Hale? – uma mulher que tirava suas luvas de plástico azuis perguntou. Ela estava com o cabelo meio despenteado coberto com uma toca estampada, e vestia um avental da mesma cor da luva.
Minha mãe e Alice arregalaram os olhos quando viram a cirurgiã ali.
-Somos nós, doutora. – anunciei com um aceno de mão. Já tinham me cedido um lugar pra sentar, felizmente. Se não fosse o caso, minhas pernas já teriam bambeado e a possibilidade de eu ter caído no chão de tão nervosa que estava era bastante grande.
-Sou Ellen Burns. – ela apresentou-se. – Vocês podem ficar sossegadas que já está tudo bem. O sangramento foi controlado sem muita dificuldade e Jasper não corre o risco de perder a perna. Ele teve apenas uma leve concussão causada pela queda que ele sofreu depois de ser baleado e por isso terá que ficar em observação. No mais, ele está ótimo. Se tudo continuar bem, amanhã já estará pronto pra ir pra casa.
Respiramos, as três, ao mesmo tempo. Era a primeira boa notícia depois de todo aquele caos. Jasper ficaria bem.
-É claro que precisará de fisioterapia... – a médica continuou, mas eu já nem ouvia mais. E acredito que nem Alice. Minha mãe era a única que parecia prestar atenção.
-Nós podemos vê-lo? – Alice perguntou sem se conter, interrompendo Ellen.
A doutora sorriu de leve.
-Sim, ele está acordado. – ela permitiu. – A senhora é a esposa?
-Eu mesma. – Alice colocou a mão no peito. – Pode me levar até onde ele está, por favor?
-Venha comigo. – Ellen seguiu em frente com Alice em seu encalço. Sentei-me ao lado de minha mãe. Teríamos que esperar pela nossa vez.
Alice POV
-Ali está ele. – a médica me mostrou um leito. Era um quarto de recuperação compartilhado.
-Ele não vai ser transferido? – perguntei depois de um suspiro de alívio por vê-lo vivo.
-Ele chegou aqui sem a identificação necessária pra isso. Foi ele mesmo que nos disse seu nome. Estava sem seu RG. – Ellen explicou. – Alguma de vocês três terá que preencher a papelada lá na frente para que ele possa ficar em um quarto particular.
-Está certo. – suspirei e então andei até o leito de meu marido. Ele realmente estava acordado e, ao me ver, sorriu.
-Oi. – ele me saudou timidamente. E então todo aquele alívio de vê-lo vivo se esvaiu.
-Você sabe o quanto me assustou, seu idiota?!
Jasper arregalou os olhos.
-Alice!
-Alice! – imitei-o com a voz em falsete. – “Vou ficar bem.” – repeti suas últimas palavras pra mim e então aumentei consideravelmente o tom de voz – Estou vendo! Vai ficar ótimo! Um tiro na perna a gente leva todo dia, né?
Minha tentativa de lhe dar uma bronca fracassou quando minha voz saiu embargada nas minhas últimas palavras. Jasper me olhou com compreensão e então estendeu seu braço.
Peguei sua mão sem pestanejar e me sentei na poltrona que havia ali bem ao lado.
-Nunca mais, eu disse, nunca mais me assuste desse jeito, Jasper Hale! – eu já chorava àquela altura. – Está me entendendo?
-Estou, meu amor. – ele fez um carinho na minha bochecha. – Me desculpe.
Deitei minha cabeça em seu braço e chorei com ele baixinho.
Rosalie POV
-A senhora avisou o papai, mãe? – perguntei quando ficamos sozinhas.
Ela suspirou.
-Não. – e fez uma careta. Revirei os olhos sem que ela percebesse e me levantei novamente.
-Aonde você vai? – ela perguntou. Com a situação de Jasper estabilizada, minha gravidez já estava em evidência de novo. – Rose, você sabe que tem que ficar em repouso. Emmett não gostaria nada...
-Eu sei, mãe. Eu sei. – interrompi-a. – Só tenho que avisar o papai. E aproveito e vejo com ele sobre a confusão no escritório. Estou preocupada.
Minha mãe bufou.
-Rosalie Lilian Hale, você quer perder esse bebê? – ela disse em uma voz calma e tranquila demais.
Arqueei as sobrancelhas. Era a segunda vez que minha mãe me chamava pelo nome inteiro em menos de um dia. Eu estava definitivamente encrencada.
-Que pergunta é essa? – estranhei. – É claro que não!
-ENTÃO SENTE-SE NESSA DROGA DE CADEIRA ANTES QUE EU PASSE COLA NELA PARA QUE VOCÊ NÃO CONSIGA MAIS SAIR! – ela berrou. O hospital todo nos encarou, mas então tudo voltou à normalidade. Mais vermelha que um pimentão e com os olhos arregalados pela surpresa, eu finalmente a obedeci. Minha mãe me lançou um olhar e sorriso cínicos e disse na voz mais tranquila que conseguiu: — Obrigada.
Notas finais
Beijos!! :)
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