Escolhas 2

19 19 - The mess I made


Notas iniciais
Meninassssssss! Me perdoem?
Fiquei completamente impossibilitada de postar, me desculpem, sério! :(
Se ainda tiver alguém aí, lá vai mais um capítulo, o primeiríssimo de 2012, finalmente!! :)
Dedicado a VickyTrindade pela recomendação linda que ela fez à fic :)

Capítulo 19

I 'm staring at the mess I made

Estou olhando para a bagunça que fiz

As you turn, you take your heart and walk away

Assim você se vira, pega seu coração e vai embora

And it's falling down, as you walk away

E está tudo desmoronando quando você se vai

And it's on me now, as you go

E está tudo em mim, quando você se vai

The mess I made — Parachute

Emmett POV

–Aceita alguma coisa para beber, senhor? – uma aeromoça perguntou para mim depois de uns dez minutos de voo. Ela tinha cabelos loiros assim como os de Rosalie, só um pouco mais escuros, mas seus olhos eram absurdamente mais claros que o de minha futura mulher. Eram azuis-céu.

–Não, obrigado. – respondi educamente e tentei sorrir um pouco, com educação. Ela já ia para a poltrona da frente quando percebi que minha resposta tinha sido automática demais. Eu estava com sede, afinal de contas.

Ameacei dizer alguma coisa e ela virou-se rapidamente com a sobrancelha arqueada.

–Mudou de ideia? – perguntou com voz divertida. Pelo nome do crachá, li “Tanya”.

–Estou com a cabeça nas nuvens – respondi outra vez de forma automática, só então parando para perceber o quanto aquilo soava estúpido quando dito dentro de um avião. – Quer dizer...

Ela sorriu.

–Eu entendi, senhor. – ela me interrompeu. – Então, gostaria de alguma coisa?

–Água, por favor. – respondi de imediato antes que dissesse qualquer outra coisa idiota.

–Com gás ou sem? – ela perguntou.

–Sem. – Tanya retirou uma garrafinha de um dos andares do pequeno compartimento de bebidas que ela dirigia e me entregou.

–Obrigado. – agradeci e ela apenas sorriu, parecendo satisfeita. Ela ameaçou sair dali novamente, mas então retornou.

–Talvez seja mais fácil pedir o meu telefone da próxima vez. – ela piscou e, de dentro do bolso de seu uniforme, retirou um cartão com seu nome inteiro e número para contato.

Arregalei os olhos e tentei balbuciar que ela tinha entendido tudo errado, e aí quase me engasguei com a água que já tinha tomado. Ela apenas riu e saiu de vez.

Meu Deus, será possível que eu tinha o poder de meter os pés pelas mãos?!

Rosalie POV

Daphne já dormia tranquilamente e eu apenas a observava sorridente, quando ouvi a campainha tocar no andar de baixo outra vez. Tinha certeza de quem era, então fechei a porta do quarto de minha sobrinha e desci as escadas. Alguém tinha que ajudar Alice a apaziguar os ânimos de seus pais no mesmo cômodo.

Como eu já imaginava, era mesmo Grace quem acabara de chegar.

–O que você pensa que está fazendo aqui? – ela gritou assim que seu olhar cruzou com o de seu ex-marido.

–A casa é da minha filha! – ele rebateu. – Não preciso de nenhum horário para vir para cá!

–Mas é o que combinamos, seu idiota! – ela implicou. – Está percebendo por que não conseguimos que o casamento desse certo? VOCÊ NÃO OUVE!

–Eu não ouço, Grace? EU NÃO OUÇO?! – George berrou e eu rapidamente terminei de descer o lance de escadas. Alice estava estática, mas sua boca ameaçava dizer alguma coisa. Por vezes ela revezava olhar para seu pai ou sua mãe, dependendo de quem estivesse falando.

O problema, pelo que eu pude notar, era que ela não sabia nem por onde começar.

–Gente, por favor, Daphne está dormindo... – tentei dizer calmamente. George e Grace continuaram com seus insultos particulares, porém. Não me davam ouvidos.

–Pai, mãe, por favor... – Alice disse o que não passava de um sussurro. Os berros estavam cada vez mais altos, e eu não duvidava que uma pessoa a um quarteirão de distância conseguisse ouvir a discussão perfeitamente.

–VOCÊ NÃO DÁ VALOR NEM PRA PRÓPRIA NETA!

–VOCÊ NÃO QUER SABER DE NADA ALÉM DE COMPRAS!

–VOCÊ NÃO É NINGUÉM PRA ME JULGAR!

–E VOCÊ PENSA QUE É QUEM, A RAINHA DA INGLATERRA?

–ACORDA GEORGE!

–ACORDA VOCÊ, RAINHA DO FÚTIL!

CALEM A BOCA!, gritei mentalmente, o que era realmente o que queria fazer.

–Por favor, Daphne vai acordar! – implorei que eles parassem outra vez.

Alice afundou a cabeça nas duas mãos e se sentou, derrotada, no pé da escada.

Foi aí, exatamente no ápice do caos, que aconteceu.

Daphne chorou descontroladamente no andar de cima e, mesmo com a porta de seu quarto fechada, a pessoa imaginária a um quarteirão de distância agora conseguia ouvir o bebê esperneando também.

–OLHA O QUE VOCÊ FEZ! –Grace não diminuiu o tom de voz para culpar o ex-marido.

–OLHA O QUE VOCÊ FEZ! – ele, infantilmente, fez o mesmo. – Vou ver a minha neta. Pelo menos eu dou valor pra ela.

–Eu vou fazer isso, com licença. – ela esbarrou em George de propósito e se colocou a frente dele. – Você deve estar ocupado demais com suas apostas no celular, não é mesmo, George? Ou pensa que me engana?

Para a minha surpresa, o pai de Alice ficou quieto. Minha amiga levantou a cabeça sem acreditar no que ouvira, e só foi aí que percebi que estivera chorando todo esse tempo.

Então era isso que George fizera o tempo todo com o celular no hospital. Apostas.

–Você disse que tinha parado... – Alice parecia atônita de início, mas então o sangue subiu em seu rosto e ela parecia mais irritada do que eu jamais a tinha visto.

Arregalei meus olhos e segui Grace para o quarto de Daphne. Era melhor deixar pai e filha conversarem sozinhos.

E, pra dizer a mais pura verdade, eu tinha ficado até com medo de minha melhor amiga e sua fala exageradamente controlada.

–Você disse que tinha parado! – ela gritou pela primeira vez e, assim que Grace e eu entramos, mantive a porta do quarto de Daphne fechada.

O dia seria longo para aquela família hoje.

Notas finais
Obrigada por toooodos os reviews de 2011, espero poder contar com todas nesse ano também, viu?!
Vejo vocês nos reviews?
OBSS: a estrutura do capítulo está horrível, eu sei... hahahaha