Escolhas 2
14 14 - Innocence
Notas iniciais
Como prometido, esse capítulo é em homenagem a lindinha da BreeTanner!
Boa leitura amores!
Capítulo 14
This innocence is brilliant
Essa inocência é brilhante
I hope that it will stay
Espero que ela permaneça
This moment is perfect
Esse momento é perfeito
Please don't go away
Por favor não vá embora
I need you now
Preciso de você agora
And I'll hold on to it
E vou me prender a isso
Don't you let it pass you by?
Você vai se deixar ser ignorado?
Innocence – Avril Lavigne
Travis POV
-Banco imobiliário, não! – Ella fez bico e cruzou os braços assim que Susan saiu do quarto. Era sempre isso que acontecia: quando Susan estava presente, éramos todos uns anjinhos. Quando ela saía, no entanto, é que nos comportávamos do jeito que queríamos.
Só assim mesmo para que ela nos deixasse brincar com Bree sempre que tivéssemos vontade.
-Jogo da vida...? – Bree mostrou a outra opção para minha irmã birrenta. Ella sempre estragava tudo.
-Não. – ela continuou com a mesma expressão de descontentamento e franziu o cenho.
-Tudo bem, El. – Bree respirou fundo. – O que você quer fazer então?
Os olhos de minha irmã ganharam estranho brilho e eu tive certeza do que ela diria a seguir.
-Maquiagem! – ela quase berrou.
Bree e eu fizemos careta ao mesmo tempo. Minha amiga não era exatamente o tipo de garota que gostava de se maquiar toda hora, e eu agradecia imensamente por isso.
Convenhamos, era uma droga ser o único menino no meio de tantas garotas.
-Eu acho que Sue vai adorar brincar com você! – inventei. – Ela está na cozinha fazendo o jantar... Vá lá falar com ela.
-É, Ella! – Bree deu consistência a minha mentira inocente. – Minha mãe adora essas coisas.
Minha irmã revirou os olhos e nos olhos com certa desconfiança.
-Eu não caio mais nessa. – ela sorriu vitoriosa. – Eu sei que vocês só querem se livrar de mim para se acabarem no vídeo-game, que nem você fez naquela vez quando ficamos na casa do papai, Trav. A mamãe abriu meus olhos depois.
Revirei os olhos. Minha irmã estava ficando esperta demais para o meu gosto.
Pelo canto do olho, porém, vi quando Bree pareceu ficar triste de repente.
Era mais de dez horas da noite, mas eu estava completamente sem sono. Com a maior delicadeza que consegui encontrar dentro de mim, levantei da cama do quarto de visitas que estava dividindo com Ella e fui para o corredor procurar o que fazer.
A fim de ir ao banheiro, segui uma luz que vinha da biblioteca. Devia ser Sue acordada, adultos nunca dormiam na mesma hora que as crianças. A passos super lentos, tentei atravessar o corredor para chegar ao meu destino sem ser percebido, mas, quando olhei quem estava dentro do cômodo com a luz acesa, interrompi meu caminho.
-Você também perdeu o sono? – perguntei a Bree com a voz mais baixa que consegui. Ela estava com a mão apoiada na mesa central, perdida em pensamentos.
-Não consegui dormir... – ela confidenciou baixinho. – Estava pensando no meu pai.
-Seu pai? – perguntei com certa curiosidade. Nunca tinha ouvido falar dele antes. Sempre foram apenas Bree e Susan, e ninguém mais.
-Minha mãe já me disse que ele é um homem muito ocupado e que vive viajando o mundo. Eu costumava acreditar que ele era o Papai Noel. – ela contou com um sorriso tímido. – Quando aprendi a escrever, comecei a mandar cartas para ele e sempre colocava Polo Norte como endereço. Aí, uns dois anos depois, eu acordei à noite e vi minha mãe escrever uma carta e embrulhar um presente.
-E você ganhou o que a sua mãe estava arrumando para você – constatei.
-Ela nunca entendeu de verdade porque eu parei de me importar com ele, de perguntar dele. – ela afirmou. – Mas é melhor assim. Ele não liga pra mim, então não vou ligar pra ele.
-Ele é um idiota. – disse com sinceridade. – Você é muito legal Bree. Só sendo um idiota mesmo pra não querer conhecer você.
Ela sorriu e corou feito um pimentão.
-Obrigada. – ela agradeceu. – Você também é legal. É meu melhor amigo.
-Bom, agora é melhor irmos dormir, né? Amanhã tem aula. – mudei de assunto após ficar sem jeito. Sem olhar para Bree novamente, desejei: — Boa noite.
-Boa noite Trav. – senti o sorriso em sua voz e não pude deixar de corar também.
Rosalie POV
-A gente quase se perdeu no meio da cidade tentando chegar aqui. – ri contando a peripécia para Edward e Bella.
-Como assim Emmett? – Edward segurou o riso, tentando entender a situação. Emmett revirou os olhos de brincadeira, enquanto Bella me acompanhava na gargalhada.
-Rose é uma exagerada... Não foi nada disso. – ele tentou se defender. – Nós estávamos no caminho certo, na verdade, aí essa loira teve a brilhante ideia de pegar um atalho para não pegar trânsito no centro da cidade.
Apertei os olhos quando ele caçoou da cor do meu cabelo; tudo na brincadeira.
-E nós teríamos conseguido chegar mais cedo aqui não fosse seu péssimo senso de direção. – então olhei para Edward e Bella, exclusivamente: — Vocês sabiam que o amigo de vocês não sabe a diferença entre direita e esquerda?
Emmett fez um bico e abaixou a cabeça fingindo tristeza quando todos nós começamos a rir.
-Em minha defesa – ele começou, claramente segurando uma risada – você também se confunde, Rose.
Sorri sem ter mais o que dizer, sabendo que era verdade.
-Somos dois patéticos. – dei de ombros, constatando a completa verdade da situação. Emmett abriu um sorriso enorme e beijou minha bochecha.
Emmett POV
Ficamos mais alguns minutos conversando, até que Rose e Bella decidiram ir ao banheiro. Edward e eu ficamos sozinhos na mesa do restaurante, e então ele aproveitou-se daquilo para fazer a pergunta que eu apostava que já queria fazer há algum tempo.
-Você contou a verdade a Rosalie? – Edward questinou, o que me fez assentir quase que involuntariamente. – E aí, o que ela disse?
-Que queria me representar, é óbvio. – ri um pouco e ele sorriu, provavelmente por ver que ela não me largara na mão. – Mas eu não deixei. Não é bom para ela viajar, ainda mais de avião e com essa gravidez de risco.
-Está certo. – Edward concordou comigo. – Se fosse com Bella, eu a mandaria ficar imóvel o dia todo.
-E você acha que eu não queria fazer isso? – eu ri. – Mas não tem jeito. Rose é muito teimosa.
-Mas você ama essa mulher. – ele deu voz ao óbvio.
-Mais do que eu poderia imaginar. – sorri e ele também.
-Quem diria... O grande Emmett McCarty domesticado!
-É o sujo falando do mal lavado. – impliquei de brincadeira. – Mas é verdade.
Edward então levantou seu copo de cerveja e eu imitei seu gesto.
-Um brinde às mulheres das nossas vidas – ele ofereceu. – As únicas que são os problemas e as soluções de tudo ao mesmo tempo!
Notas finais
Bom feriado a todas, e boa viagem pra quem vai viajar :) Beijos
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