Escola De Vampiros
43 Capítulo 43 - Briga
Notas iniciais
Acordei com a mesma preguiça de sempre. Entrei no banheiro, lavei o rosto e escovei meus dentes.
Meu look: http://www.polyvore.com/roupa_lucy/set?id=71371803
Não vou acordar a Katy dessa vez. Ela que acorde sozinha! Saí do quarto, e fui para o restaurante. Tomei meu café e fiquei pensando um pouco... Logo bateu o sinal.
Entrei na sala, o Alex já estava me esperando.
– Bom dia — disse ele me dando um selinho.
– Bom dia — disse sorrindo.
O professor entrou e foi uma aula normal. Ele conversou conosco sobre a vida, sobre a escola... Sinceramente, não tem mais nada para aprender aqui. Será que já posso ir para casa?
Bateu o sinal, eu fui uma das primeiras a me levantar e caminhar em direção à porta. O Alex riu da minha pressa.
Cheguei no restaurante e eu me deparo com uma Katy bravíssima sentada em uma mesa me fuzilando...
– Quase que eu perdi a aula! — disse Katy brava.
– A culpa não é minha — disse rindo — Você que não levantou no horário...
– Custava me acordar? — perguntou Katy me fuzilando.
– Sim... Tempo — disse rindo.
Ela fez uma cara pior ainda e retrucou algo baixinho que eu não escutei.
Me servi, e me sentei com eles (Alex e Katy). Ela não está mais brava comigo... O que é bom... Estou aqui, fitando a mesa, pensando sobre os ocorridos, sobre o professor, sobre Sophia, sobre a Cah... Por que tudo tem que ser tão difícil? Por que nã...
– Lucy! — disse Katy interrompendo meus pensamentos.
– Oi — disse desanimada.
– Está pensando em que? — disse o Alex curiosamente, mordendo o lábio.
– Eu... Nada — disse me levantando.
– Vai onde? — perguntou Katy fazendo uma careta.
– Não sei — respondi sorrindo — Vou para o dormitório e lá eu vejo algo pra fazer.
– Tá... — disse Katy sorrindo.
Saí do restaurante e fui para o meu quarto. Suspirei e me sentei na cadeira. Fiquei rodando igual boba por uns 10 minutos, quando recebo uma mensagem:
"Oi linda ;) Me encontra na pracinha? Beijos"
Sorri. É o Alex.
Não estou com muita vontade de ir, mas... Quem recusa um pedido desses?!
Larguei meu celular em cima da mesa e fui ao encontro dele.
Cheguei e o procurei. Ele está sentado em um by Vid-Saver\">banco, fitando as árvores da floresta.
– Oi — disse me sentando ao seu lado.
Ele sorriu.
– Sabia que você viria — disse ele todo convencido.
Sorri.
– Quem recusa um pedido desses?! — disse o beijando.
Ficamos por alguns segundos em silêncio. Me deitei no banco, encostando minha cabeça no seu colo.
Pude sentir ele sorrir. Logo em seguida, começou a passar a mão nos meus cabelos, no meu rosto. Está tão bom. Sentir o calor de sua mão em minha pele...
– Lucy — disse ele — Tem algo que você queira me contar?
Não respondi. Ele sabe que eu estou escondendo algo dele... Mas é arriscado! Como vou contar isso para ele? Minha vida já está "em perigo", porque, se a Cah descobrir, não sei o que ela é capaz de fazer com minha pessoa... Se eu contar para ele, é capaz de ela o prejudicar! Mas ele é seu namorado Lucy! Eu sei... eu sei...
– Lucy? — disse ele.
– Ah — disse sorrindo — Não, não tenho nada para lhe contar.
Silêncio. Ele sabe que é mentira! E isso é péssimo, porque eu não quero mentir para ele, ele não quer segredos entre nós.
O clima continuou pesado. Pude sentir suas mãos parando de acariciar meu rosto e serem colocadas novamente no banco. Eu não quero mentir para ele... Mas talvez, esse segredo, pode prejudicar minha vida. E a dele.
Bufando, me levantei e me sentei.
– Alex — disse o fitando — Olha pra mim.
Ele está com a cabeça baixa.
– Alex! — disse em um tom de ordem.
Ele me encarou. Seus olhos mostravam uma pequena tristeza e decepção. Não pude deixar de me abalar por causa disso.
Suspirei.
– Alex, eu não estou mentindo — disse fitando seus olhos — Apenas não posso te contar. Agora.
Ele suspirou.
– Por que? — perguntou ele sério — Por que não pode? Achei que você confiava em mim, achei que você me contava tudo — disse ele decepcionado.
Mas eu conto...
– Alex — disse o encarando — Eu não posso te contar agora, porque, talvez se eu te contar, minha vida pode entrar em jogo e a sua também.
Seus olhos se arregalaram.
– O que? — disse ele nervoso.
– É sério... — disse abaixando a cabeça.
– O que você fez dessa vez? Por que sua vida pode estar em jogo? — disse ele nervoso.
– Alex... — tentei dizer.
– Lucy — disse ele me fitando — Eu não sei o que você descobriu, não sei o por que você não pode me contar... Mas sua vida em jogo? O que pode ser tão grava para tais consequências?
Ele está nervoso. Consigo sentir raiva na sua voz.
– Eu não sei! Não sei de nada! Estou tentando descobrir... — disse perdendo a paciência.
– Por que não posso te ajudar? — perguntou ele tristemente.
Estou com raiva de mim mesma! Como sou burra! Nenhuma porcaria de vida está em jogo, a Cah não pode fazer nada! Ela não sabe que eu vou lá.
– Eu não sei... — disse confusa.
– Você deve estar me achando um completo idiota — disse ele negando levemente com a cabeça — Querendo saber de tudo, das coisas que ocorrem com você, o que você descobre, desconfio de você...
Tentei dizer algo para reconfortá-lo mas ele me impediu.
– É porque... É porque eu te amo Lucy — disse ele me fitando — Eu me importo com você, se algo ocorre e eu não... Não pude fazer nada...
Aquelas palavras acabaram comigo. Ele me ama. Eu também o amo. Mas eu não confiei nele, não contei para ele...
Ele se levantou e saiu andando em direção ao seu dormitório.
Uma lágrima escorreu pelo meu rosto.
***
Estou indo visitar a Sophia. Prometi para ela uma visita... Passei o resto da tarde na cama. Chorando.
Eu o amo, mas... Não confiei nele, não contei para ele! Então... Eu o amo mesmo? Essa pergunta, não sai da minha cabeça. Enxuguei uma lágrima que insistiu em cair e me aproximei de Sophia.
– Oi — disse sorrindo.
– Lucy! — disse ela feliz em me ver.
– Lucy?! — perguntou alguém familiar.
Meu corpo gelou.
Sophia olhava para ele, assim como eu.
Ele está machucado e suas roupas estão sujas.
Por que? Por que ela o prendeu? O que ele fez para ela?
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