Escape

10 Capítulo 10 - O que sente por mim?


Notas iniciais
Desculpa a demora gente. Estou trabalhando e pouco tenho tempo de escrever. Prometo tentar voltar no ritmo de escrever.

Verônica acordou com a luz forte da janela do quarto de Eduarda batendo em seu rosto.

Verônica: Puta que pariu Eduarda, como você não fecha a janela de madrugada? – Disse cobrindo o rosto com um edredom -

Eduarda: Ahm?? – Disse confusa -

Verônica: ACORDA E FECHA ESSA JANELA – Disse se sentando na cama e dando um tapa no braço de Eduarda -

Eduarda: Nossa, são dez da manhã, vamos levantar! – Disse se espreguiçando -

Verônica: Levantar o caramba, ainda é cedo vamos dormir – Disse arrumando o cabelo –

Eduarda: Não Rony, levanta é sério. – Disse ao pé da cama depois de se levantar. Verônica descobriu o rosto – E arrume a cama, não foi só eu que dormi nela.

Verônica: Nossa, tá malvada hoje eim.

Eduarda: Com você tem que ser assim né querida.

Verônica foi pra casa depois que acordou e falou pros seus pais que ia passar aquela noite na casa da Eduarda de novo. Seus pais estavam ocupados de mais anotando algo que alguém falava do outro lado da linha, e devia ter algo haver com o trabalho quase integral deles. Verônica dizia ao seus amiguinhos quando era criança que não tinha família. Ela subiu as escadas, entrou em seu quarto, fechou a porta e jogou a bolsa no chão. Se sentou na cama e soltou um suspiro forte. Quando resolveu se deitar, ouviu algo apitando. Era seu notebook. Tinha alguém no vídeo chat.

Leeeon* ~Acabou de entrar no Video Chat~

Rony: Oi Leon

Leon: Nossa, eu estou muito assustado.

Rony: O que aconteceu com você? Acordou agora? – Disse após ter visto ele com cara de sono e com roupa de dormir –

Leon: Eu tive um sonho, na verdade um pesadelo. Sonhei que você estava sendo muito torturada.

Rony: O que? Que tipo de tortura?

Leon: Alguém estava com muito ódio de você, e estava te batendo, cortando você, eu não consigo me lembrar tudo, mas era como se fosse verdade.

Rony: E acordou e veio direto falar comigo?

Leon: Sim, acordei muito assustado.

Rony: Nossa... Leon, você preocupado comigo?

Leon: Eu me preocupo com você.

Rony: Mas porque?

Leon: Ah, porque sim.

Rony: Me responde direito, Leon.

Leon: Respondo, mas pessoalmente.

Rony: O que?

Leon: Em vinte minutinhos estarei ai na sua casa, pode ser?

Rony: Como assim Leon?

Leon: Me espere...

Leeeon* ~Acabou de sair do Video Chat~

Hã? O que? Leon iria visitar Verônica?

Verônica entrou no banheiro, e tomou uma ducha rápida, colocou um short jeans, uma blusinha vermelha e seu tênis mais velho, porém, seu preferido. E quando olhou no relógio do visor de seu celular, só tinha passado 17 minutos, e Leon já estava na porta da frente. Ela foi até a sacada de seu quarto e viu que ele estava lá mexendo no celular depois de apertar duas vezes a campainha. Ela desceu correndo as escadas, mas sem fazer barulho. Encostou a mão na maçaneta, e olhou para a sala, depois para a cozinha e pelo vidro da garagem. Não tinha ninguém em casa, e seus pais haviam saído com o carro.

Rony: Oi Leon!

Leon: Oi Rony – Disse a abraçando. Quando ela foi soltar, ele ainda estava abraçando, e não se importou. Apertou mais seu abraço sem entender ao certo o porque daquilo. — Seus pais estão por ai? – Disse entrando enquanto Verônica fechava a porta e passava a chave. –

Rony: Não, estou sozinha. – Os dois se entreolharam e ficaram uns minutos concordando com a cabeça um pro outro. Então Verônica propôs de subissem para o quarto –

Leon: Claro.

Eles subiram as escadas. Verônica abriu a porta do quarto e se sentou na cadeira giratória e se esticou e bateu a porta do quarto. Leon entrou e sentou na cama. Eles ficaram em um silêncio profundo. Ele olhava as coisas do quarto dela, com cara de surpreso, pois havia mudado muito desde que foi no quarto dela pela última vez. Claro que estava muito diferente, pois a última vez que foi, Verônica era praticamente uma criança. Verônica decidiu se pronunciar.

Rony: Então, o que ia me dizer?

Leon: Não é nada de mais.

Rony: Mas é claro que é. Pode me dizer.

Leon: Não vai rir de mim?

Rony: Mas é claro que não! Pode me dizer, o que foi?

Leon: Eu não sei o que aconteceu comigo. Faz mais de uma semana que não consigo parar de pensar em você. Eu parei de te ver como a garota mandona do grupo, e cada vez mais quero estar com você.

Rony: Mas, o que? – Ela riu abafado – Do que está falando Leon?

Leon: Não acredita em mim? – Disse ficando em pé. Verônica olhou em seus olhos levantando o rosto – Tudo bem, acho que vou ter que parar de falar e agir logo.

Rony: Como assim?

Quando Verônica deu por si, estava com os lábios colados no de Leon. A língua dele pediu passagem e ela permitiu. Ele estava inclinado, com as mãos em seus cabelos, e ela deixou se levar, e colocou as mãos no rosto de Leon. O beijo estava tenso e meio tremido, eles não sabiam o que estavam fazendo, não imaginavam que aquilo iria acontecer. Então, ela ficou em pé e soltou o beijo. Olhou em seus olhos e quase perguntou algo do tipo “Como assim? O que estamos fazendo Leon?” mas, deixou o momento tomar conta da emoção. Ela abraçou ele de vagar por cima dos ombros, e seus lábios se encostaram de novo. Agora, com um beijo mais suave e seguro, conseguiram continuar. Ele puxou ela pela cintura e colou mais seus corpos um no outro, e logo em seguida ele colocou uma de suas mãos em cima do bolso de seu short curto. Ela correspondia o beijo e então ele encostou as pernas na beira da cama, em seguida se sentou e fez com que Verônica se sentasse em seu colo. Eles soltaram o beijo umas quantas vezes e se olhavam com um grande sinal de interrogação. Então ela foi empurrando ele de vagar, e eles se deitaram.