Erzengel

1 Capítulo 1: Junge Erzengel


Notas iniciais
Então a parada é louca e levem em consideração que essa é a minha primeira história FOR REAL!! Boa leitura =D

Bom, como começar essa história? Acho que devo começar explicando um pouco desse mundo em que vivo. 1945 o ano em que a segunda guerra mundial acabou, por mais que ela tenha acabado muita coisa continuou, e os experimentos com cobaias humanas de Hitler acabaram descobrindo algo, uma coisa tão especial que iria ser usada para guerra, mas graças a uma força superior isso não aconteceu.

Você deve ta se perguntando “O que os nazistas descobriram?”, acontece que no nosso corpo existem células, enzimas, átomos e um monte de coisa não descobertas ainda pelo ser humano. Sabe aquela parada de que você não usa 100% do seu cérebro? Papo Furado você que é burro mesmo, voltando ao assunto, essas enzimas e um monte de coisas foram achados nas pesquisas de Hitler e essas “paradinhas” dão para o humano uma espécie de “habilidade” especial, e com o fim da guerra eles deixaram a pesquisa engavetada.

Em 1946 espiões ingleses acharam a tal pesquisa e começaram a tentar com seus soldados, porem eles descobriram um fato interessante, essas “paradinhas” só se manifestavam até os 14 anos, depois elas morriam, e foi ai que e Inglaterra começou a fazer testes com crianças acordando essas “habilidades” dentro delas, e por muito tempo a Inglaterra usava soldados mirins, esses eram os chamados SSEV7N, 7 crianças com habilidades fora do normal.

O SSEV7N era utilizado em missões super secretas, pois o mundo não poderia saber de sua existência, a Inglaterra criou essas crianças para serem super soldados, mas eles esqueceram que pessoas têm emoções e a única falha do SSEV7N mudou o mundo que conheciamos.

Alguns dos integrantes se apaixonaram e tiveram filhos e esses filhos não precisavam de uma “ativação de habilidade” elas se demonstravam desde bebe, e como eles faziam missões no mundo inteiro eles foram tendo filhos no mundo inteiro, e como um vírus foi se espalhando até que não tivesse mais controle e em 1980 o mundo inteiro ja tinha super soldados.

A minha história começa em Fresno, Califórnia no dia 08 de setembro 1985, no meu aniversário, quando minha “habilidade” finalmente se manifestou. Naquele dia eu tive um pesadelo horrível onde eu estava no espaço sozinho e eu gritava, mas ninguém me ouvia até que eu colidi com um satélite, acordei suando como um porco e na mesma hora um houve um estrondo.

– Nero, tá tudo bem ai? – Minha mãe gritou da cozinha.

– Tá tudo de boa mãe. – Eu gritei de volta.

– Então se arruma porque você tá atrasado pra escola!

Eu levantei da minha cama e percebi que todas as minhas coisas estavam fora do lugar, meus bonecos caídos, minha cama torta e meu computador no chão. Achei estranho, pois me lembrava de que tudo estava no lugar antes deu dormir, mas como tenho uma memória péssima decidi arrumar tudo depois do banho.

Quando terminei de arrumar a mim e o quarto, fui até a sala. A sala é bem comum, com um sofá, mesa de centro, TV e periféricos, a cozinha é americana, ou seja, conjunta com a sala. Minha mãe estava lá no balcão com um muffin e uma vela espetada nele.

Minha mãe tem 44 anos, mas parece que tem 37, ela é baixinha tem cabelo preto e olhos azuis, (eu sei, não combina nem um pouco) ela é Inglesa por isso tem um sotaque engraçado e isso dificulta não dar risada nas broncas que eu levo.

– Eu não tive tempo de fazer ou comprar um bolo de verdade então por enquanto vai isso daqui. – Ela disse com uma cara chateada.

– Não teve tempo? Qualé mãe você pode se teletransportar pra China se quiser! – Eu disse meio bravo.

– Você sabe que se eu usar minha habilidade nossa vida não vai ser a mesma.

– É injusto! Você tem uma habilidade e não usa já eu filho de uma alpha original não tenho uma. – Eu disse bravo, mas percebi que estava sendo babaca. — Eu te entendo, os Estados Unidos podem ter se libertado da Inglaterra, mas mesmo assim eles ainda têm espiões nos vigiando, mas a gente tinha mesmo que morar em Fresno?

– Você sabe que ninguém ia procurar a gente aqui, outra coisa São Francisco é aqui pertinho então para de reclamar e assopra a vela! Já sabe o que vai pedir?

– Por que da pergunta? Sabe que tudo o que eu sempre quis era que minha habilidade se manifestasse.

– Tomara que ela se manifeste, é a sua ultima chance.

– Tem que ficar lembrando?

– Foi mal, é que eu sou meio ruim nesse negócio de ser mãe.

– Mas em ser espiã você é boa.

– Fazer o que? Fui criada pra isso.

– OK ok. – Puxei o ar enquanto pedia para que minha habilidade se manifestasse e soprei a vela daquele Muffin de chocolate.

– Agora vai pra escola que você está atrasado.

– Tá bom. – Eu disse enquanto saia da sala em direção a porta.

– Tá esquecendo de uma coisa. – Ela levantou os braços indicando que queria um abraço. – Pode vir

– Sério mesmo?

– Pode vir. – Ela disse e fui e dei um abraço nela e durante o abraço ela falou. – Feliz aniversário, não se preocupa eu tenho certeza que hoje é o dia.

– Quer saber, você é boa sim nesse negócio de ser mãe. – Eu disse saindo do abraço, tirei a vela e peguei o muffin e dei uma mordida. – Olha o filho que você criou. – Eu disse com o som abafado pelo muffin enquanto eu ia embora.

– Se você diz.

Minha mãe foi uma integrante original da SSEV7N, ela fez muitas missões mas nunca me contou sobre nenhuma delas, ela é bem reservada em relação a isso, eu só fui descobrir que ela era uma Alpha com 12 anos, quando eu quase morri atropelado e fui salvo por ela, teletransporte é um poder muito bom nessas horas, mas no mesmo dia tivemos que nos mudar e na estrada ela me contou sua história, que fingiu sua morte pra poder escapar dessa vida que foi obrigada a viver e veio pros Estados Unidos ter uma vida comum, mas por mais que seja uma história comovente a única coisa que consegui pensar foi que eu teria poderes, e não foi bem assim.

Minha habilidade nunca se manifestou, no ano passado escutei um menino da escola dizer que estava triste porque tinha feito 14 anos e que seus pais não tinham dinheiro pra pagar a maquina que acorda as células e elas iam morrer. Foi ai que comecei a me preocupar, já tinha treze anos e nada de habilidade.

No caminho da escola eu sempre passo na casa de um amigo, o nome dele é Scott, sua mãe é da 3ª geração de Alphas (a propósito, chamamos de Alpha as pessoas que tem Habilidades) fazendo com que ele seja da 4ª, conforme as gerações vão passando as Habilidades vão ficando mais inúteis e fracas, não me pergunte o porquê, mas o Scott tem uma Habilidade bem estranha, ele tem uma super inteligência e por mais que seu poder seja bem legal a galera da escola não pensa assim e por isso sofremos muito bullying na escola, principalmente de um cara chamado Scott Tenorman, sim Scott é um nome muito comum nos EUA, o outro Scott tem a Habilidade de deixar seu corpo duro como uma rocha, e eu digo por experiência própria, tomar um soco de uma rocha dói e muito. Normalmente a gente apanha porque o Scott T. (vou chamar ele assim de agora em diante) pensa que o outro Scott é um merda e ele fica bravo de o outro Scott ter o mesmo nome que ele e ser um merda, e eu sempre me ferro por tentar proteger meu amigo.

Por mais que o Scott T. pensa que o Scott é um merda, na verdade ele não é, ele só esta na escola por obrigação do governo, mas mesmo assim ele esta em uma classe só pra Alphas gênios, além disso ele ajuda o AAA, Alphas Association of America, com pesquisas sobre o mundo Alpha. Ele é o único Alpha de 4ª geração que eu conheço que tem uma Habilidade que presta, é claro que não conheço muitos Alphas, eles são escassos, mas tem o bastante para acabar com uma guerra e é por isso que não tem mais guerras, mas direto tem um alpha que quer dominar o mundo e acaba sendo fracassado.

A nossa escola é bem perto das nossas casas então vamos de bike, normalmente apostando corrida, eu sempre ganho, às vezes acho que ele nem tenta, mas vai mesmo assim ele corre só pra me agradar. Eu sou o único amigo dele na escola então ele não quer me perder, eu sei que soa muito gay, mas eu não consigo me imaginar sozinho numa escola onde eu sou zoado todos os dias e mesmo assim ser uma das mentes mais brilhantes do mundo se não a mais.

Eu também só o tenho de amigo, pois constantemente a gente se muda, mas parece que dessa vez é definitiva, pelo menos minha mãe diz isso desde a terceira vez em que nos mudamos. A nossa escola é como uma escola de filme sabe? A única coisa diferente é que tem algumas pessoas que tem Habilidades fora do comum, mas isso é porque a minha escola é a única do estado que o governo mantem um controle sobre os Alphas, por isso é bem normal ver gente voando por ai, a gente se mudou pra cá caso minha habilidade se manifestasse, mas isso ainda não aconteceu.

Quando chegamos na escola, eu o venci como sempre, Scott T. estava na porta, parece que ele estava nos esperando, mas chegamos de fininho e entramos pela janela lateral. Aparentemente ele este bravo comigo por ter espalhado o rumor de que ele bate punheta pensando na Sra. Goldenburg, a nossa professora de inglês que tem belos 87 anos.

– Cara eu te disse que espalhar esse boato não ia dar certo. – Scott disse com a cara de preocupado escondida pelos seus óculos fundo de garrafa.

– Você sabe que ninguém bate no Nero e fica impune. – Eu disse enquanto a gente andava pelos corredores da escola.

– E criar um boato é a melhor maneira de se vingar? – Ele disse enquanto abria a porta do seu armário e pegava um livro.

– Você sabe que eu não sou páreo em luta com o cara então a gente vinga no psicológico. – Eu disse fazendo a mesma coisa. – E tacar fogo na casa dele não seria a melhor opção.

– É, ser um piromaníaco não é a melhor opção, me de licença que agora eu tenho aula a gente se encontra na troca, falou! – Ele fechou a porta do armário e foi embora.

– Falou! – Eu disse para mim mesmo enquanto fazia o mesmo.

As aulas de gente normal era um saco, pelo menos nas aulas dos Alphas eles aprendiam sobre biologia avançada e como controlar seus poderes, na maior parte da aula eu ficava escutando musica no meu Walkman, “O melhor do Rock” era o nome da fita, nela possuía bandas tipo Guns&Roses, Led Zepplin, Metallica, Bon Jovi, The Clash, R.E.M e por ai vai. Sempre que o professor pegava meu walkman eu pagava pro Todd, um garoto com a habilidade de ficar invisível, pegar ele de volta pra mim.

Quando a aula acabou percebi que o Scott T. estava me esperando na frente do meu armário, mas diferente de mim o Scott não percebeu e foi ai que o bully viu vantagem, ele deu uma chave de braço na cabeça do menino e o levou para os fundos da escola onde estava vazio e eu os segui e fiquei escondido pensando no que fazer.

– Ei lixo, cadê a seu namorado? – Disse o garoto jogando o outro na parede.

– Ele não é meu namorado. – No mesmo instante o moleque fez seu punho endurecer e deu um soco no estomago do meu amigo.

– É sim e você vai me dizer onde ele tá.

– Eu *cof* não sei. – Quando ele terminou de dizer, o bully estava preparado para dar mais um soco, mas eu intervi.

– Eu to aqui. – Eu apareci heroicamente.

– Haha, parece que finalmente vou te matar. – Disse o menino endurecendo os dois braços.

– Justo com essas mãos que você usa para fazer aquilo pensando na Sra. Goldenburg? – Eu fiz uma careta.

– Seu Filho da puta! – Ele disse e saiu correndo atrás de mim com a intenção de me dar um soco.

Ele veio com tudo, mas que entra uma coisa, Scott T. era um cara loiro, gordo e grande. Enquanto eu era ruivo magro e pequeno, e por mais que ele tinha uma força monstruosa para sua idade, eu era menor e mais rápido enquanto ele era mais gordo e mais lento. O garoto tentou dar uma sequencia de socos, porém todos falharam, eu estava ficando bom nesse negocio de brigar já que era uma briga todo dia. A cada soco que ele errava ele ficava mais bravo e o quanto mais bravo ele ficava mais ele perdia o controle sobre seu poder endurecendo seu corpo inteiro. Era impossível para mim, um cara sem habilidade vencer ele. Foi ai que desviei de seus golpes e me joguei pra perto do Scott e falei sem som “CAI FORA DAQUI SENÃO VAI SOBRAR PRA TI” e ele respondeu “JÁ SOBROU”. E nesse momento em que me distrai veio o soco, um soco tão forte que parecia que o Hulk tinha atirado uma pedra em mim, e eu só não desmaiei porque ele não sabe encaixar bem um soco e eu já estava acostumado, mas doeu e muito. E por causa desse soco ele acertou uma sequencia de golpes em mim e eu finalmente desmaiei vendo Scott fugir a salvo.

Quando eu acordo eu escuto risadas e sinto um frio sinistro no meu corpo inteiro como se estivesse batendo vento em mim e foi ai que percebi que eu estava só de cueca com minhas mãos presas dentro dela, minha boca fortemente tampada por silver tape e eu grudado em cima da porta da cafeteria onde todo mundo que entra e sai dali me vê, e no meu corpo estava escrito “EU BATO UMA PRA SRA GOLDENBURG” em tinta vermelha numa letra bem visível. O único problema é que eu sou um respirador bucal, ou seja, só respiro direito pela boca, mas com minha boca tampada e muitas pessoas rindo de mim fui ficando nervoso e a cada vez mais não conseguia respirar e fui perdendo o controle de mim e apaguei mais uma vez.

Eu já disse que eu mudo bastante certo, mas nunca disse o porquê, acontece que toda vez que eu fico muito nervoso e perco o controle de mim eu apago e toda vez que eu apago a gente tem que se mudar, isso começou quando eu tinha 12 anos, no meu primeiro dia na nova escola, tinha um grupo de meninos que estavam implicando comigo porque eu era o mais novo na escola, no caminho de casa eles me acharam e me espancaram e ai eu tive o meu primeiro apagão e quando eu acordei, já estava no meio da estrada com a minha mãe dirigindo o carro eu perguntei o que tinha acontecido e ela me respondeu com um sorriso falso “Essa cidade não é pra gente”.

Quando eu acordei me dei conta que estava amarrado numa maca em uma sala totalmente branca com luzes em cima de mim, uma janela com vidro espelhado, tipo aquelas de policial, e uma pequena mesa redonda metálica do meu lado.

– Onde é que eu to? – Eu gritei. – O que aconteceu?

– Calma Nero, você tá num lugar seguro agora. – Uma voz masculina num alto falante disse.

– Quem é você? – Eu disse procurando um alto falante na sala, mas não havia um, era só branco com a janela espelhada.

– Eu sou seu guardião no momento.

– Guardião minhas bolas, cadê minha mãe seu filho da puta?

– Se acalme, senão teremos que usar outros métodos para isso.

– OK, só quero saber cadê minha mãe.

– Sua mãe? Garoto sua mãe morreu há 10 anos, você é órfão.

E foi ai que lembrei que minha mãe tinha me dito que se algum dia eu fosse pego era pra eu manter a calma, não revelar a identidade dela e que ela iria me pegar assim que desse, mas a coisa real é diferente eu estava muito nervoso e com medo de me dissecarem ou sei lá. Ela fez todos os preparativos pra que ninguém descobrisse que eu era o filho dela.

– Então guardião, posso saber do por que estou aqui?

– Claro, você está aqui porque fez uma chacina.

– Chacina?

– Sim, e não é a primeira vez.

– Você deve ter pegado o cara errado, eu estava preso na parede não tinha como eu ter matado, muito menos feito uma chacina.

– Você usou sua habilidade.

– Que habilidade? Eu não tenho nenhuma.

– Essa daqui.

Quando ele terminou a frase eu escutei um barulho e as luzes que estavam em cima de mim foram subindo em um compartimento no teto, umas portinholas fecharam o compartimento até não ter nenhuma luz na sala branca, a maca onde eu estava começou e se mover me deixando em pé preso nela e de repente da escuridão surge uma luz um vídeo da câmera de segurança da escola onde aparecia eu preso na parede.

Eu estava desacordado, mas ai quando eu acordo aparece eu chorando diante das risadas das pessoas e perdendo o controle, e num surto de raiva eu começo a gritar e varias pessoas começaram a explodir, um banho de sangue acontece e quanto mais as pessoas gritavam mais morriam e as que se aproximavam de mim eram desintegradas até que depois de uns 3 minutos eu parei e desmaiei.

Notas finais
Espero que tenham gostado e se gostaram comentem, pq é legal dar um Feedback =D