Erros do Passado
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Espero que gostem...
Dentro de casa estava tudo demasiado vazio e silencioso embora ainda se ouvisse um pouco da música que continuava a soar no jardim. Caminhou sozinha pela casa que, agora lhe parecia triste e sombria, até ao seu quarto. Quando entrou ficou perplexa. As portas e as gavetas encontravam-se abertas e completamente vazias e alguns dos seus moveis tinham sido cobertos com lençóis brancos. Os quadros estavam todos empilhados dentro de uma enorme arca ainda aberta no meio do quarto. Sentou-se em cima da cama mas foi, subitamente sobressalta pelo barulho de passos no corredor. O ruído chegava aos seus ouvidos cada vez mais nítido e, de repente parou. A cabeça de Alice surgiu então espreitando à porta.
— O que fazes aqui? — Perguntou Alice.
— Nostalgia, uma tristeza repentina. Queria apenas vir para o meu quarto, onde me sinto bem e protegida. Mas aparentemente ele não me pertence mais.
— A tua mãe mandou as criadas prepararem tudo para a tua mudança. Foram apenas levadas algumas coisas que precisas, para a semana que ainda cá vais ficar, para o outro quarto. O quarto em que o Edward costuma ficar quando cá vem.
— Não me tinha lembrado da mudança de quarto.
— Bella… queria pedir-te desculpas. Eu fui um pouco rude contigo hoje de manhã. Não foi minha intenção.
— Não há nada para desculpar Alice.
— Só queria que alguém me amasse com a mesma intensidade que ele te ama. Para mim isso bastaria. Seria feliz só por isso. Mas tu és diferente de mim e não fui uma boa amiga. Não procurei entender o que sentias.
— Alice já passou. Nada mudou entre nós – Apaziguou-a, abraçando-a – Vai descansar. Eu preciso ficar mais um pouco sozinha e depois também vou retirar-me para os novos aposentos.
Alice afastou-se então deixando Isabella sozinha, observando tudo. Pouco depois esta levantou-se, caminhou pelo longo corredor e entrou no quarto silencioso.
Ela nunca tinha entrado naquele espaço. Era basicamente um quarto de hóspedes, com um toque ligeiramente masculino. Edward costumava dormir ali quando passava uns dias em casa dos Swan.
Isabella dirigiu-se à varanda e debruçou sobre ela. Dava para o belo jardim. Ficou ali a ver os convidados partirem aos poucos e poucos. Lá em baixo Edward despediu-se dos que ainda ficaram e pouco depois ela viu-o dirigir-se à porta principal.
Ficou aflita e pode sentir os batimentos cardíacos a acelerarem dentro do seu peito. Dentro de momentos ele ia entrar pela porta daquele quarto. Ela não sabia exactamente o que fazer. Por momentos insanos, apeteceu-lhe cometer uma loucura, trancar a porta e negá-lo. Mas não podia faze-lo. A sua Mãe tinha razão. Este agora tinha-se tornado no seu destino, lutar contra isso tornaria a sua vida insuportável.
Ela não faria jamais com Edward o que Dean fazia com Alice. Tentaria ao máximo poupá-lo e evitaria causar-lhe qualquer infelicidade. Prometera à sua mãe que tentaria ser feliz e era isso que faria.
Mas nunca antes tinha sido tocada por um homem e toda a sua vida se perguntara como seria. As palavras que Alice lhe dissera de manhã não paravam de a atormentar. Ela estava receosa que a sua primeira noite de casada fosse também uma experiencia que não lhe agradasse. Tal como tinha sido com a sua cunhada.
Quando a porta se abriu e ele entrou, ela devolveu-lhe um olhar aflito.
— A festa acabou, quase todos os convidados já partiram disse-lhe ele. Olhando-a e apercebendo-se do seu desconforto.
Antes de continuar inspirou fundo tentando reunir coragem para se expressar.
– Existem tantas coisas que eu gostaria de falar contigo, de dizer-te. Acho que durante o noivado fiz tudo errado. Deveria ter-te procurado mais, ter tentado falar mais contigo.
— Não te culpes. A falta de disponibilidade foi minha. Teremos todo o tempo do mundo para falar sobre tudo o que quisermos. Haverão muitas oportunidades para se dizer o que não foi dito.
- Eu sei que, estares aqui comigo é uma situação estranha para ti, possivelmente embaraçosa.
Isabella engoliu em seco aflita. Sabia que não tinha agido da melhor forma para com ele nas últimas semanas. Evitando-o sempre que podia. Tinha tornado tudo mais difícil.
- Mas eu preciso que tu saibas a importância que tens para mim. Sinto uma necessidade enorme de demonstrar-te isso. Um desejo de criar cumplicidade contigo. Cumplicidade que tornará tudo mais fácil entre nós – Disse, avançando, ficando próximo dela.
Edward estava exultante, apesar de todas a circunstancias daquele dia. Por ter Isabella como sua esposa, por ela lhe pertencer finalmente. Sentia-se ansioso por deitar-se com ela, por ser seu amante.
Aproximou o seu rosto do dela, pegou-lhe no queixo, fazendo com que ela o encarasse e beijou-a profundamente. Bem diferente do beijo casto que depositara nos seus lábios durante a cerimónia. Aquele beijo carregado de paixão e desejo apanhou-a desprevenida.
Os seus lábios moviam-se violentamente contra os dela, implorando resposta a sua parte. Isabella estava estática, incapaz de reagir. Sentia-se apoderada por um medo imenso. Uma sensação de obrigação para com aquele homem. Sabia que tinha que deitar-se com ele, mas não tinha intimidade suficiente para se expor. Ele acabou por senti-lo e afastou-se dela.
- Isabella de que tens medo? Eu amo-te, imensamente. Deixa-me apenas demonstrar-te isso.
Ela observou o rosto dele aproximando-se do seu devagar. Os seus beijos suaves a principio, tornavam-se ávidos e ansiosos. Fechou os seus olhos, esforçou-se para relaxar o corpo e preparou-se para se deixar levar.
Edward beijou-lhe delicadamente o pescoço enquanto as suas mãos percorriam suavemente as costas dela desabotoando-lhe delicadamente o vestido. Isabella sentiu que a sua pele se arrepiava ao leve toque das mãos dele. As mangas escorreram-lhe pelos ombros e o vestido caiu aos seus pés. Ficou apenas em trajes íntimos e ele observava o corpo dela, maravilhado. Fazendo com que as faces dela ruborizassem devido aos olhares de desejo que ele depositava sobre o seu corpo.
Pegando-lhe na mão conduziu-a ao leito. Ela deixou-se cair na cama e sentiu o peso dele sobre o seu corpo.
Ele inundou os lábios dela com beijos profundos, obrigando os seus lábios a cederam, para que as suas língua pudessem finalmente tocar-se. As mãos dele vagavam pelo corpo dela despindo-a do resto da roupa. Observou então, despudoradamente o corpo nu da sua mulher.
Ele levantou-se, retirou as suas roupas se deitou ao lado de Isabella. Todo o corpo dela tremia de receio, completamente constrangida. Ele voltou a beija-la com paixão. Os lábios dele percorreram então todo o corpo de Isabella. Ela estava surpreendida pela forma como ele a tocava e pelas reacções do seu corpo. Por mais reticente que estivesse não conseguia negar que aquilo surpreendentemente lhe agrava. Todo aquele empenho. Imaginava que os homens fossem mais fogosos e menos preocupados com agradar às suas esposas. No entanto ele a acariciava com todo o cuidado, inundava todo o seu corpo de beijos fazendo-a arfar. Percorreu delicadamente, com beijos suaves, os seios dela, fazendo-a estremecer de prazer. Despertando nela sensações desconhecidas até ao momento. O receio que ela sentia dava cada vez mais lugar à curiosidade, à vontade de provar mais daquelas sensações. Vibrava cada vez que os lábios dele tocavam a sua pele nua e tentou abafar os gemidos que arriscavam escapar-lhe dos lábios.
A expressão de prazer declarada no rosto dela fez Edward delirar, agradado. Fazendo o coração dele disparar para um compasso acelerado. Ele sentia todo o corpo dela junto ao seu. Os dois corpos nus, prontos para se unirem num só. Posicionou-se entre as pernas dela. Os seus rostos aproximaram-se e os olhares de ambos fixaram-se um no outro como se uma força magnética os impedisse de desviarem o olhar. O olhar que Isabella lhe lançou de seguida era de aflição, significava um pedido, no seu intimo para que ele compreendesse os seus receios.
- És linda – Disse-lhe Edward baixinho, não parando de a observar, encantado.
De seguida acariciou suavemente o seu rosto, apaziguando-a. Transmitindo-lhe segurança. Não queria que ela sentisse medo dele. Naquele momento desejava ardentemente toma-la para si e tornar aquele momento tão fantástico e especial para ela como estava a ser para ele.
Com uma mão continuava a acariciar-lhe o rosto e com a outra segurava-lhe com firmeza a anca, movendo o seu corpo lentamente contra o dela. Isabella sentiu um enorme desconforto e soltou um gemido devido à dor que atravessava o seu corpo. Fechou os olhos, voltando o rosto de lado e colocou as suas mãos em volta dele, num abraço. Apertando-as contra as suas costas. As investidas contra o seu corpo causavam-lhe fisgadas de dor. Mordeu os lábios impedindo que o som saísse da sua boca.
Edward movia-se dentro dela delicado e voltou a beijava-la afoito. Aos poucos Isabella sentiu a dor ceder para dar lugar a uma nova sensação, prazer. O seu corpo invadido reagia ao dele, adquirindo vida própria. Cada toque a transtornava e a enfraquecia com o deleite que lhe provocava. Observou de relance o rosto dele contorcendo-se de satisfação. Beijou-a longamente e as respirações de ambos aumentavam a frequência. Ela viu os seus pensamentos esvaziarem e foi inundada por um súbito e absoluto conforto. O seu corpo estremeceu sob o dele, como nunca antes tinha feito.
Ele saiu dela e permaneceu deitado a seu lado, ofegante. Isabella inclinou o seu rosto para ele, observando-o. Edward apercebeu-se do olhar dela sobre ele e sorriu-lhe docemente. Encostando a sua mão à dela.
Isabella pode constatar que o que ele lhe dissera antes era verdade. Aquele momento tinha trazido cumplicidade entre os dois. E evitava mais constrangimento entre ambos. Estaria a partir daquela circunstância aberto o caminho para se conhecerem melhor, para estabelecerem contacto. Era mais que necessário quebrar aquela barreira entre ambos. A partir daquele dia seriam marido e mulher. Ela tinha consciência que em cada noite em que ele a quisesse, não poderia simplesmente nega-lo. Seria insuportável e insustentável para um casal. Estava satisfeita por ver os medos desvanecidos, por enxergar que deitar-se com um homem não era algo horrendo, que exigiria sacrifício da parte dela. Tinha sido uma experiencia que ela nunca esqueceria.
Sentiu-se depois pouco a pouco a relaxar e o cansaço, de um dia longo e cheio, aflorou. Deu uma volta na cama, enroscando-se nos lençóis. Pouco depois adormecia profundamente.
Enquanto isso, Edward analisou, ansiosamente, os lençóis que a envolviam. Sentiu-se envergonhado pelo seu acto de desconfiança mas também aliviado quando fixou o olhar na mancha vermelha impregnada nos lençóis. Ele sentira, durante todo o ato que devido ao desconforto dela, à apreensão explicita nos seus olhos, e por várias da suas reacções, que ela nunca tinha sido antes tocada. Mas o pavor, de que isso não fosse verdade, tinha-o devastado. Essa ideia tinha-o consumido após ter percebido que Isabella não se iria casar com ele de livre vontade. Tinha sido demasiado doloroso passar o dia do seu casamento observando-a e imaginando que corpo dela e o seu coração já haviam pertencido a outro.
Saber que ela tinha sido tocada só por si, enchia-o de esperança. Mas da mesma forma conjecturava sobre o receio daquele amor que sentia por ela. Era um sentimento completamente desmedido.
Notas finais
Não deixem de comentar por favor, é muito importante para mim...
Façam sugestões, dêem opiniões!!!
Obrigada
Bjs, Ana
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