Erros do Passado
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Charlie Swan e Edward estavam no escritório fazia imenso tempo.
- Eu não aguento mais, mais de dois meses meu tio e ainda não conseguimos nada.
— E o que é que tu sugeres Edward? Que lhes entregue toda a minha fortuna como eles exigem? Nem ao menos sabemos quem eles são e o que tem contra mim.
— Como é que poderíamos ter alguma pista se o senhor se recusa a reportar isto às autoridades.
— Eu quero apenas evitar o escândalo e o prejuízo que isso traria á nossa família. O que é que as autoridades poderiam fazer de diferente? Tenho imensos homens no terreno em busca das duas.
— No entanto eu reafirmo que já se passaram mais de dois meses e ainda não temos nada. E se eles tiverem determinados no propósito de exigirem quase toda a sua fortuna?
— Só se forem loucos…
— E Isabella? E Alice?
— Encontraremos solução, já te disse que encontraremos solução.
Charlie retirou-se, deixando Edward sozinho no escritório. Este último estava fora de si e completamente esgotado. Nunca poderia imaginar que aquela situação se poderia arrastar durante tanto tempo. O caso era mais complicado do que tinha calculado. Estava agora mais claro que nunca que as pessoas que estavam com Isabella e Alice queriam apenas atingir Charlie Swan. Não estavam em busca de uma pequena recompensa, queriam simplesmente destrui-lo. Talvez nem precisassem de dinheiro mas de alguma forma beneficiariam com a sua ruína. Apesar de saber que Isabella se encontrava bem, isso não conseguia aliviar a angústia que tinha que suportar a cada dia. Vivia num constante e dolorosa espera. Ansiava ver tudo aquilo terminado, ver Isabella de volta aquela casa, aos seus braços. Queria recomeçar, esquecer-se de todo o pesadelo que estava a viver e começar de novo junto dela. Daquela que era uma presença constante na sua vida apesar da distancia. Cada local lhe trazia uma lembrança, cada noite um novo sonho. Fora assim que Edward vivera durante dois longos meses.
Quando Isabella acordou o sol já ia alto no céu. Estranhou o facto de ainda não ter sido chamada para o pequeno-almoço. Levantou-se vagarosamente e após se refrescar, preparou-se para descer. A cama ao lado da sua estava vaga há quase um mês, desde que Alice tinha decidido mudar-se para o quarto de Sfefan. Olhou de relance através do vidro, nostálgica. Estava há tanto tempo naquela casa que ela parecia quase sua. Até as criadas já estavam completamente familiarizadas com a sua presença ali. Alice também já começava a dar o seu próprio toque pessoal e feminino na casa. Vagava feliz pelos corredores já sentindo aquele local como parte de si, da sua nova vida. A verdade é que já ali estava havia dois meses, o tempo parecia ter passado a correr e apesar dessa fugacidade parecia já conhecer todos ali há imenso tempo.
Quando chegou ao salão de refeições deu de caras com Damon que a esperava sorridente. Ela sentiu o seu coração disparar a pontos de lhe saltar pelo peito. Parecia que o conhecia á anos tal era a cumplicidade que tinha desenvolvido com ele nos últimos tempos.
— Bom dia Isabella.
— Bom dia Damon. Onde estão Alice e Stefan? Porque é que ninguém me acordou?
— Eles saíram cedo. Stefan foi tratar de negócios, como é um pouco longe e como não corre o risco de ser reconhecida Alice foi com ele. Só voltam á noite. Temos a casa só para nós – Disse brincalhão, sorrindo-lhe provocador.
Isabella olhou-o com rispidez, fazendo cara de má, o que o fez rir alto.
— Porque não me chamaram para o pequeno-almoço?
— Eu sei que tens andado indisposta. Achei por bem deixar-te descansar mais um pouco.
— Não era necessário.
— Como te sentes hoje?
— Ainda não muito bem.
— Não tens apetite? A cozinheira fez um bolo fantástico.
— Sinto fome. Mas não sei bem o que me apetece – Proferiu confusa olhando para todas a iguarias sobre a mesa.
Damon sentou-se ao pé dela na mesa, fazendo-lhe companhia.
— O que tens? Pareces triste… — Perguntou preocupado.
— Devem ser as saudades da minha família, sinto que o meu coração se aperta longe deles. Sinto tanto a falta das minhas irmãs, da minha mãe, de Dean…
— E do Edward também?
— Também…
Damon não suportava vê-la assim triste. E uma pontada de ciúme invadiu-o. As palavras dela magoavam-no, sabia que era normal ela ter saudade dos irmãos e da mãe, mas não queria que ela sentisse saudade do marido. Quando se sente saudade de alguém é sinal que essa pessoa é importante para nós.
— Então se eu te dissesse que eras livre para partir, és capaz de negar que seria difícil afastares-te de mim? Porque eu sei que não suportaria a tua distância – Confessou, passando suavemente a sua mão pelo rosto dela — Assim como me é insuportável ver-te lutar todos os dias contra o que sentes…
Isabella encarava-o ruborizada, apanhada completamente desprevenida por aquelas palavras.
— Damon eu sou uma mulher casada…
— Pára de negar que existe algo entre nós Isabella!
— Nada mais há entre nós além da cumplicidade.
— Eu não acredito. É impossível que depois do tudo o que vivemos juntos nestes meses não sintas o mesmo que eu.
— Eu não sou livre nem mesmo no que toca aos meus sentimentos e não estou aqui porque quero, mas porque sou obrigada a ficar – Preferiu tremulamente, com a voz a falhar devido á emoção.
— Porque é que dizes isso? Porque te prendes a um casamento realizado contra a tua vontade?
— Não importam os motivos que o motivaram. Factos serão sempre factos. Eu devo respeito ao meu marido. Edward não merece qualquer uma das minhas traições.
— Se ele te amasse tanto assim nunca casaria contigo sabendo que não o amavas. A tua felicidade seria mais importante que qualquer coisa.
— Então se estivesses no lugar dele deixarias o meu pai casar-me com qualquer outro homem? Porque era isso que ia acabar por acontecer. O meu pai estava determinado. Damon, o Edward casou comigo porque me ama, pensando no que seria o melhor para mim.
Com as lágrimas a turvarem-lhe os olhos Isabella levantou-se rapidamente, retirando-se do salão. Damon tentou segui-la mas ela fez-lhe sinal para que o fizesse. Sentia-se arrasada pelo teor da conversa. O seu peito estava dorido por ter que negar os seus sentimentos. Damon tinha razão quando a acusava de ela estar a lutar contra o que verdadeiramente sentia. Aquele desejo reprimido estava a consumi-la mas era o seu dever afastá-lo de si o mais que podia. Não havia futuro para aquele sentimento, não havia esperança para eles. Não era tempo de se deixar encantar por ele, por aquela paixão que a atormentava. Queria fugir dali, sair daquela casa, de perto dele. Queria apenas estar sozinha.
Damon olhava em volta á procura dela, preocupado com a sua ausência prolongada, quando finalmente a viu. A visão dela era fantástica. Isabella estava ao pé do rio, com o seu corpo ainda molhado, deitada ao sol, de olhos fechados. Vagarosamente, aproximou-se dela. Isabella apercebeu-se da chegada de alguém e abriu os olhos sobressaltada.
— O que fazes aqui? Como me encontraste? – Perguntou, admirada ao vê-lo.
— Calculei que tivesses vindo para aqui.
Damon deitou-se também, junto dela, sobre a gravilha.
— Desculpa-me… Não queria ter-te feito sofrer com as minhas palavras…
Isabella preferiu não responder. Depois de algum tempo em que os dois permaneceram em silêncio, a mão de Damon procurou a dela. Quando a encontrou, apertou-a e ela não se afastou. O corpo de Isabella reagiu ao toque dele e a sua respiração ficou ofegante.
Damon não sabia quando é que aquela linda e impertinente mulher se tinha tornado tão importante para si. Não conseguia imaginar a sua vida sem ela, a simples ideia de a poder perder atormentava-o constantemente. Não sabia quando é que tinha permitido que ela se apossasse da sua vida e do seu coração. Mas a verdade é que estava perdidamente apaixonado por Isabella e nunca antes se permitira sentir algo assim por ninguém. Então simplesmente não conseguiu controlar o impulso que o percorria. Tombou o seu corpo sobre o dela, segurou-lhe o rosto e invadiu a boca de Isabella com um beijo quente e apaixonado. Ela, apanhada de surpresa, ao sentir os lábios dele moverem-se contra os seus, foi tomada por um desejo incontrolável e deixou-se simplesmente levar, completamente entregue. Como se nada mais importasse a não ser ela e Damon. Tudo o queria naquele momento era senti-lo próximo de si.
— Vamos embora daqui… — Preferiu Damon ofegante.
Isabella não se permitiu pensar. Segui-o até casa e não proferiu uma palavra quando ele a puxou pela mão em direcção às cocheiras. Damon beijava Isabella louco de desejo e mordia suavemente os lábios dela. Pegou-a no colo, levantou-lhe o vestido e sentiu as pernas dela encaixarem-se nos seus quadris. Ela não ofereceu qualquer resistência e soltou um gemido quando sentiu o seu corpo embater contra a parede fria. As mãos de Damon amarravam os seus cabelos, enquanto o seu corpo se movia contra o dela.
Ela o desejava e nem a culpa que sentia era capaz de camuflar esse facto. Sabia no entanto que aquilo era uma insensatez, uma loucura. Mas a sua mente teimava em desligar-se, deixando apenas o corpo tomar conta da situação.
- Não és do tipo de mulher que se debate em culpas. Sê tu mesma, faz apenas aquilo que desejas… — Disse, encorajando-a.
Aproximou a sua boca da dela, fazendo-a ceder. Beijaram-se sofregamente uma e outra vez. Isabella sentia-se louca por se entregar a um homem daquela forma insana mas o seu corpo estava inflamado. Damon tombou-a sobre um monte de feno e despiu-a demoradamente, lançando-lhe olhares de puro desejo. A imagem dele, extasiado, olhando-a, era enlouquecedora. Com a mão Damon percorreu a curvatura do rosto perfeito de Isabella, descendo pelo pescoço e passando pelos seus seios, acariciando todo o seu corpo, fazendo-a corar. Ela surpreendia-se com os modos dele, com a ausência de receios em tocá-la. Damon mordeu-lhe levemente a roxa, fazendo-a delirar. E de seguida lentamente passou a língua pelos seus seios.
Afastou-se um pouco dela, debatendo-se para se livrar das calças. Depois encostou violentamente o seu corpo ao dela, prestes a penetra-la.
- Hoje és minha, só minha – disse, avançando.
Certa de que era aquilo que queria, Isabella serrou os olhos, louca de ansiedade pelo corpo dele.
- Não feches os olhos, olha-me – Sussurrou Damon ao seu ouvido.
Então, olhando-a profundamente, entrou dentro dela. Envolvendo-a numa onda vibrante de prazer perfeita. Os seus movimentos eram rápidos e rítmicos, sem cuidados, motivados por um desejo animal descontrolado. Ela sentiu-se levada é loucura, cravou as unhas na suas costas a sua boca soltava gemidos que não conseguia calar. Damon parecia no limiar do prazer quando a agarrou em seus braços e deitando-se de costas, moveu-a com facilidade até ela ficar montada na sua cintura. Ela sentiu-se tomada pela surpresa. Nunca tinha estado naquela posição, ainda mais exposta, ainda mais nua perante o olhar dele.
- Eu amo-te – Proferiu Damon delirante, consumido pela paixão.
Isabella estava trémula com o prazer que vibrava pelo seu corpo e a nova posição deixou-a ainda mais excitada, sentindo-se no comando da situação. Os movimentos dos dois corpos unidos num só continuavam. As mãos de Damon lançaram-se sobre os seios expostos de Isabella e ela gemeu com o deleite que aquele toque lhe provocava. Deixou-se tombar sobre ele, chupando os seus lábios e invadindo a boca de Damon com beijos sôfregos. Mais próximos do que nunca deixaram-se afundar juntos naquele auge de prazer.
Isabella desencaixou-se dele e tombou para o lado, exausta e completamente satisfeita. No entanto, para sua surpresa, á medida que a sua respiração retomou o ritmo normal e que o seu corpo se ia acalmando foi também invadida por um enorme e doloroso vazio. Tinha-se debatido contra aquilo todos os dias dos últimos dois meses, mas a verdade é que sempre desejara secretamente por aquele momento. Mas agora não conseguia sentir-se feliz porque a culpa pelo delito cometido a atingia esmagadoramente.
Damon inclinou a cabeça na direcção dela e ficou triste por sentia-la tão distante.
- Que tens? – Perguntou, voltando-se para ela.
- Nada…
- Pareces arrependida – Afirmou, esforçando-se por não colocar as palavras como uma questão porque tinha demasiado receio em ouvir a resposta.
- Não é arrependimento, é medo…
- Medo porquê?
- Porque isto é extremamente efémero…
- Efémero? O que eu sinto por ti é tudo menos efémero. Eu amo-te e o amor não é de todo um sentimento fugaz.
- Nem só tu me amas Damon. O que esperas de mim? Mais tarde ou mais cedo vais resolver todos os problemas que tens com o meu pai. Vais livrar-te desse peso que está constantemente sobre ti. Nessa altura eu não vou poder ficar aqui…
- Porque não? Alice vai ficar.
- Porquê? Porque eu sou casada e tenho uma família. Se ficar aqui nunca mais poderei voltar a vê-los. O que faríamos da nossa vida? Viveríamos escondidos do mundo? Ou mudaríamos de cidade para um sítio onde ninguém nos conhecesse? Sempre perseguidos pela constante incerteza. Quanto tempo achas que duraria esta paixão?
- Creio que não quero realmente saber o que isso quer dizer… — Proferiu magoado pelas palavras dela.
Damon vestiu-se e Isabella fez o mesmo. Depois ele levantou-se de rompante e estendeu as mãos para ela. Isabella agarrou-as e foi impulsionada em direcção a ele. Contudo, aquele movimento repentino provocou-lhe uma náusea e sentiu-se subitamente tonta. Cambaleou e deixou-se escorregar pelos braços dele até embater novamente no chão. Damon foi apanhado de surpresa, ainda tentou agarra-la mas em vão. Isabella sentiu o enjoo piorar, colocou-se de joelhos e inclinou a cabeça para baixo não conseguindo conter os vómitos.
- O que se anda a passar contigo? – Perguntou aflito.
- Não sei. Penso que foi só uma pequena má disposição. Já me estou a sentir melhor – Disse respirando fundo.
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