Notas iniciais
E a nossa história continua na casa dos Salvatore....

Quando o homem que a acompanhava lhe retirou a venda, Isabella ficou surpresa com visão. Estava na parte de fora de uma mansão sumptuosa. Era ainda maior que a sua casa mas mais antiga. Era uma casa isolada no meio da toda a vegetação que a rodeava.

- Venha comigo Senhora – Pediu o homem.

Isabella acompanhou-o então até ao interior da casa, que era igualmente luxuoso.

— O que se está a passar William? – Perguntou aflito um homem, já de certa idade. Pelos trajes Isabella calculou que seria o mordomo.

— Não me pergunte nada Charles. O senhor Salvatore está a chegar, se achar por bem ele lhe explicará. Onde deixo a senhora?

— No salão William – Indicou, visivelmente confuso – E tranca a porta.

O homem acompanhou então Isabella até ao salão. Abriu a porta, permitindo-lhe passagem. Quando Isabella entrou percebeu que o homem fechou a porta com o trinco. Olhou em volta e viu que não estava sozinha. Alice estava sentada no sofá, aparentemente mais calma, embora na sua face estivesse expressa toda a preocupação que sentia. Quando a viu Isabella olhou-a desesperada. Ela correu então ao encontro da cunhada e abraçou-a fortemente.

— Que se está a passar Bella? Porque nos trouxeram para aqui? Que quer esta gente connosco?

— Eu realmente não sei Alice. O que importa agora é que estamos bem. Provavelmente irão explicar-nos o motivo de estarmos aqui e de toda esta lamentável situação.

— Não pode ser boa coisa. Tu viste que mataram o criado que nos acompanhava.

— Eu sei. Mas nós estamos vivas. Isso é o que importa.

Nesse mesmo instante ouviram um enorme alvoroço. Gente aproximava-se. Espreitaram através de uma das janelas. Viram que os restantes homens chegavam com os seus patrões. Quando se apercebeu que entravam na casa, Isabella encostou o seu ouvido á porta.

Damon entrou furioso e de rompante pelo hall. Seguido de Stefan.

- Se por um único segundo pudeste pensar que esta é uma atitude decente é porque és estúpido ou eu não te ensinei nada. Tu achas que estas duas moças têm alguma culpa no que se passou? Agora não tenho outra escolha. Serão obrigadas a permanecer aqui. Já viste bem os riscos que corremos? E se nos descobrem? – Gritou.

- Eu fiz o que devia ter feito já há muito tempo. E não me arrendo. Afinal um de nós tinha que agir. E se nos descobrem qual é o problema? O dinheiro resolve tudo.

- Escuta bem o que te digo agora porque não vou a repetir nunca mais. Se voltas a agir novamente nas minhas costas, nem que seja uma única vez, podes fazer as malas. Nesta casa não terás mais lugar.

- Não eras capaz…

- Pois então testa-me para ver o que acontece.

- Fiz isto por nós irmão. Temos nas mãos a oportunidade que por tanto tempo procuramos. Temos a mulher e a irmã do desgraçado debaixo do nosso tecto. Ele e o pai vão finamente pagar por todo o mal que nos fizeram. Vamos finalmente poder arrasar com os Swan.

- Esta não é a maneira correcta de agir Stefan. Onde está a honra nisto?

- Não vamos fazer nada demais com elas Damon. Pelo contrário, serão como nossas convidadas. Vamos mantê-las aqui por uns tempos. Deixa-los em pânico, assustados. Imaginas o desnorteio deles sem saber o que lhes aconteceu? Sem imaginarem o paradeiro das duas? Obrigaremos aquele velho maldito a pagar bem caro se as quiser ter de volta.

— O que está a passar senhor? – Perguntou Charles, que se tinha dirigido também ao hall de entrada para recebe-los – Quem são estas duas mulheres que os homens trouxeram?

— Pergunte ao meu irmão Charles. Pergunte-lhe o que ele fez.

— O que se passa Senhor Stefan?

— São a esposa e a irmã do Dean Swan – Respondeu Stefan.

— Como?

— É isso mesmo Charles. Veja bem na alhada que o meu irresponsável irmão me meteu.

— E agora? O que vamos fazer Senhor?

— Não tenho outro remédio em seguir com o plano. Elas são nossas convidadas. E devem ser tratadas como tal. Já basta o mal que lhes fizemos. Onde é que elas estão?

- No salão de visitas.

- Mande chamar o médico para tratar da ferida de Stefan. E depois venha ter comigo ao escritório. Vou esclarecer-lhe sobre tudo. Para que possa avisar os criados desta nova situação. Enquanto isso eu vou tratar de acomodar devidamente as senhoras.

- Sim senhor – Obedeceu Charles, retirando-se.

Isabella afastou-se da porta apercebendo-se que ele se dirigia para o salão onde elas se encontravam.

- Queiram acompanhar-se por favor. Vou mostrar-vos os vossos aposentos.

- Isso é algum tipo de brincadeira Senhor Salvatore? – Perguntou Isabella.

- Não é meu hábito brincar com coisas sérias.

- Nem eu nem a minha cunhada vamos ver nenhuns aposentos. Porque nós não tencionamos permanecer aqui. O Senhor revolta comigo o que tem a revolver e deixe-me seguir viagem. O meu marido espera a minha chegada.

- Creio que ele terá pela frente uma longa espera.

- Pelo que pude perceber, estou rodeada de luxo. O Senhor e o seu irmão estão muito bem na vida. Não é dinheiro que querem com certeza.

— Não é dinheiro que queremos, mas é dinheiro que teremos. Vamos esperar para ver o que acontece. Dará o seu pai mais valor á vida da filha ou á sua posição social? O que fará ele sem todas as suas posses? Confesse que também está curiosa quanto a esta questão. Porque eu estou profundamente curioso em saber o que ele fará consigo e com a sua cunhada.

— Eu sou casada Senhor Salvatore. Já não é obrigação do meu pai pagar o resgate.

— Como se chama a sua cunhada? – Perguntou Damon.

— Alice Swan – Respondeu Alice timidamente.

— Calculo que seja também responsabilidade do seu sogro e do seu marido pagar o seu resgate. Pois é exactamente o dinheiro deles que me interessa – Esclareceu — Garanto-lhes que se não me derem exactamente o que eu quero, as Senhoras jamais sairão daqui.

Tanto Isabella como Alice olharam-no perplexas.

— Pretende então manter-nos aqui? – Indagou Isabella.

— Exactamente. Mas não existem motivos para preocupações. Na minha casa serão recebidas como minhas convidadas. Tenho os meus motivos para agir deste modo. Esta medida não é agradável para mim, mas infelizmente é necessária.

Isabella acompanhou-o então, contrariada. Seguida de Alice apesar de tudo que estava mais serena.

A casa era realmente enorme e deveras bonita. Damon abriu-lhes a porta de um enorme e bem decorado quarto de hóspedes.

— Espero que os aposentos sejam do vosso agrado. Tem duas camas, poderão ficar juntas. Certamente preferem assim.

— Já que não temos outro remédio. Não estou certa? – Perguntou Alice.

— De facto está certa. Vou pedir que lhes tragam alguma comida. Se necessitarem de mais alguma coisa basta solicitarem. Mais tarde pedirei que as chamem para o jantar.

Quando Damon saiu, Isabella e Alice trocaram olhares preocupados.

— Edward vai morrer de desassossego quando não nos vir chegar.

— Nem me fales Alice… nem me fales – Comentou ansiosa.

— Que vamos fazer?

— E o que podemos fazer?

Isabella passarinhou impaciente pelo quarto e acabou por se deixar cair numa das camas. Alice sentou-se ao pé dela.

— O que é que eles podem ter contra o teu Pai e Dean.

— Não sei. Mas posso imaginar.

— Como assim?

— Alice, como se chamava aquela mulher por quem Dean foi apaixonado?

— Katherine.

— Katherine Salvatore?

— Será? Achas mesmo possível?

— Receio bem que seja isso mesmo. Dias atrás ao jantar, lembras-te como Dean ficou atrapalhado com o prenunciar do nome?

— Agora que falas nisso também me recordo. O teu Pai falou que eles tinham enriquecido muito mas que provinham origem humilde. Dean parecia tão estranho.

— Não pode ser coincidência Alice. Não pode mesmo. Olha bem para este sítio. Dinheiro não lhes falta, como ele próprio admitiu. Eles procuram outra coisa bem diferente.

— Porquê Bella? Que se passou com essa mulher para eles agirem assim?

— Tenho medo só de pensar.

Permaneceu em silêncio, meditando em tudo aquilo, durante algum tempo. Ao seu lado Alice deixou-se levar pelo cansaço e caiu num sonho profundo. Tinham sido demasiadas emoções fortes para uma manhã. Mas Isabella apesar de se sentir esgotada, estava demasiado preocupada para conseguir descansar. O seu estômago doía-lhe desconfortavelmente como sempre acontecia que se encontrava nervosa.

Quando ouviu bater suavemente á porta, levantou-se num impulso para abrir. Com receio que o barulho acordasse Alice.

— Bom dia Senhora – Cumprimentou a criada ao entrar – O meu nome é Marion. Vim trazer comida e água para que possam refrescar-se.

— Entre por favor Marion. A minha cunhada está a dormir. Eu não quero nada. Mas deixe tudo ai que quando ela acordar por certo sentirá fome.

— Pois não Senhora – Disse, pousando a comida sobre a mesa e os baldes de água do outro lado do biombo – Mais alguma coisa que deseje?

— Precisava apenas de trocar umas palavras com o Senhor Damon. Por acaso ele ainda está em casa?

— Está no escritório Senhora. Eu mostro o caminho.

Isabella seguiu Marion até ao escritório. Pelo caminho passaram por uma enorme porta que estava entreaberta. Viu que se tratava da biblioteca. Espreitou curiosa. Ficou encantada, era uma divisão enorme, cheia de estantes repletas de livros.

— É aqui Senhora – Disse, batendo á porta – Senhor Salvatore está aqui a Senhora Isabella para lhe falar.

Isabella entrou e deu de caras com Damon que se encontrava de pé, encostado á secretária, olhando-a directamente. Ela engoliu em seco, tentou não demonstrar mas ficou visivelmente incomodada na presença dele. Cada vez que o olhava perdia-se naqueles olhos azuis indiscretos. Era impossível não se lembrar dos sonhos que tivera com ele. A sua presença era suficiente para a embaraçar porque aquele homem estava envolvido num mistério que nunca antes reconhecera em ninguém. A divisão era grande e luminosa. Atrás da secretária havia uma enorme janela que permitia a passagem da luz solar. Isabella desviou o olhar de Damon e concentrou-se na janela voltada para a frente da casa. Procurou enxergar com cuidado sinais que lhe pudessem indicar o local em que se encontrava. Mas a casa provavelmente era longe da cidade. Tudo o que via era vegetação.

— Quer falar comigo?

— Sim quero – Respondeu, voltando á realidade – Agora que já estou mais calma. Existem perguntas que não querem calar.

— Pois fale. Responderei ao que puder.

— O que aconteceu com a vossa irmã?

Damon foi apanhado completamento desprevenido com a pergunta dela. Desviou o olhar e deixou-se invadir pelas memórias levantadas pela questão.

Flashback On

Damon acabava de chegar a casa quando viu Stefan, visivelmente perturbado, correr na sua direcção. Sentiu o coração acelerar e o estômago a contrair de preocupação com ideia de algo de errado ter acontecido na sai ausência.

- Que se passa Stefan?- Perguntou aflito.

- É a katherine…

- O que tem ela?

- Saiu de casa bem cedo. Disse apenas que não demorava. Até agora não voltou.

- Como assim?

- Já procurei por todo lado. Não sei mais o que fazer.

Damon sentiu o seu mundo abalar. As palavras do irmão deixaram-no sem chão. Estava tão preocupado que mal conseguia respirar, o ar parecia escassear nos seus pulmões. Olhou em volta exasperado, esforçando-se por pensar numa solução.

- Temos que continuar á procura. Vamos varrer tudo até a encontrarmos. Se for preciso pedimos ajuda para procurar.

- Damon… se lhe aconteceu alguma coisa…

- Nós vamos encontrá-la. Mantém a calma – Disse agarrando nos braços do irmão.

Separaram-se então, dando início às buscas. Cada passo que dava era mais difícil que o anterior. Nunca antes tinha sentido tamanha angústia. Ele dava á irmã toda a liberdade do mundo porque sabia que ela era extremamente responsável. Nunca antes tinha acontecido uma situação como aquela. Estava verdadeiramente preocupado com o que lhe poderia ter acontecido.

Quando a noite escura o envolveu ainda não havia sinais de Katherine. Desceu a encosta íngreme, pelo carreiro que conduzia ao rio. Percorria impaciente com olhar todos os espaços que a sua visão conseguia alcançar, quando notou um vulto estendido no areal. Inicialmente pareceu-lhe um animal mas quando olhou mais atentamente percebeu que era uma figura humana.

Correu desenfreado para o local. Estava ainda longe quando pode notar os enormes cabelos negros encaracolados da moça estendida no chão. A certeza de que era a sua irmã fez acelerar ainda mais o seu ritmo cardíaco.

Quando se lançou sobre ela, abraçando-a calorosamente e foi invadido por um enorme alivio.

— Katherine, estás bem?

Damon levou a mão ao rosto da irmã tombada nos seus braços e afastou-lhe os cabelos da cara. O que viu partiu-lhe o coração. O rosto perfeito da irmã estava desfigurado de dor. Os olhos vermelhos e inchados, a face manchada pela água já seca das lágrimas e a sua pele completamente lívida. A expressão estampada naquele rosto de anjo era de puro desespero.

— Fala comigo por favor, alguém te fez mal?

Mas a irmã continuava apática, sem lhe responder. Em vez disso lançou-se sobre ele abraçando-o. Damon sentiu o rosto dela, pressionado contra o seu, enquanto ela tentava abafar o choro.

— Katherine diz alguma coisa, eu estou desesperado.

— Eu fiz uma coisa muito errada Damon. Eu estraguei a minha vida.

— Fala comigo. Eu estou aqui para te ajudar – Implorou em aflição.

— Ele não me ama Damon, ele nunca me amou… — Proferiu em soluços.

— Xuuu…. Tem calma… — Murmurou-lhe suavemente ao ouvido, passando-lhe a mão pelos cabelos e beijando-lhe a testa para a acalmar. Exactamente como fazia quando ela era pequena, para a conseguir adormecer.

— Eu desiludi-te tanto meu irmão. Tu nunca me vais perdoar – Disse afastando-se dele num impulso, como se não fosse digna do seu abraço e daquele carinho.

— Não existe nada que possas ter feito que eu não seja capaz de perdoar… absolutamente nada…

— Eu confiei nele. Achei que o que tínhamos era único, que seria para sempre. Mas ele enganou-me!

— Isso não interessa nada Katherine. Procura acalmar-te. Não precisas dele. Eu e o Stefan estamos aqui para ti. Nenhum de nós te vai abandonar.

— Eu amo-o… amo-o tanto…

Damon aproximou-se dela novamente, voltando a abraça-la. Começava a perceber tudo o que se tinha passado. Dentro de si uma raiva imensa queria explodir. Um ódio enorme que crescia contra o monstro que tinha sido capaz de fazer o seu anjo sofrer daquela maneira. Ela voltou a insurgir-se contra ele, afastando-o.

— Tu confias-te em mim… Confiaste que não faria nada de errado. Apesar do que o Stefan sempre te dizia.

— Toda a gente erra. E essa dor que agora sentes vai passar. Daqui a uns tempos não te vais lembrar que esse homem existiu.

— Damon, eu estou á espera de um filho dele.

Olhou-a, entorpecido pelas palavras que acabara de proferir. Palavras demasiado custosas e dolorosas. Respirou fundo, tentando pensar com clareza.

— Lamento que as coisas tenham chegado a este ponto. Entendo o que estás a sentir. É uma situação complicada de facto, mas juntos vamos ultrapassar isto. Tu não estás sozinha no mundo. Tens dois irmãos de bom grado dariam a vida por ti.

— Eu ia contar-lhe hoje.

— O que se passou?

— Esperei por ele no local combinado. Quando ele chegou eu notei logo que algo estava completamente diferente. Não me dirigiu um único sorriso. Só pude notar aquele olhar gélido sobre mim. Depois ele começou a falar. Disse que o nosso envolvimento tinha sido um erro do qual ele se iria sempre arrepender. Disse que nunca me amou de verdade. Falou também que o Pai lhe arranjou um casamento e que estava apaixonado pela futura esposa.

— Não te preocupes com nada disso agora.

- O que vou fazer da minha vida?

- Agora vou levar-te para casa. Depois pensamos no que fazer – Tranquilizou-a — Vai tudo correr bem, eu prometo.

- Eu não tenho mais vontade de viver.

- Nunca mais repitas uma coisa dessas, nunca mais mesmo – Disse agarrando fortemente no rosto da irmã e obrigando-a a encará-lo.

— O Stefan vai odiar-me.

— Vais ter que ter paciência com ele. Mas não interessa o que ele diga ou faça. Eu seu o quanto ele te ama.

Flashback Off

- Senhor Salvatore… — Chamou Isabella.

- O que sabe sobre a minha irmã? – Indagou, voltando a sua atenção para o tempo presente.

- Sei que muito provavelmente ela estará relacionada com facto de eu me encontrar na sua casa.

- O que a levou a concluir isso? O que sabe sobre ela?

- Sei que o meu irmão amou demais uma mulher, anos atrás. Provavelmente essa mulher é a sua irmã.

- Só que nessa sua história existe um lapso evidente. O seu irmão não amou essa mulher. Limitou-se a destruir-lhe a vida.

- Não conhece o meu irmão. Não pode imaginar o que ele sofreu durante todos estes anos.

Damon riu alto, ironicamente, perante as palavras dela.

- Tem o descaramento de me falar a mim sobre sofrimento? A senhora realmente não deve saber nada sobre o amor. Um amor que é mais forte que todos os outros. Não imagina o que é arrancarem-lhe parte de si. Olhar todos os dias para alguém que é mais importante que a sua própria vida e ver essa pessoa definhar de tristeza a cada dia que passa. Sentirmo-nos completamente impotentes para a ajudar. Saber que o sofrimento dessa pessoa tem um culpado e que estamos de braços atados para agir. Como ousa defender na minha frente o responsável pela morte dela?

- Morte? – Perguntou chocada.

- A minha irmã faleceu – Respondeu tristemente, encarando-a.

Isabella nunca tinha visto um olhar tão triste como o dele naquele instante.

- Lamento imenso.

- Lamenta nada. Quem da sua família é capaz de dar valor á vida de mais uma menina pobre? A minha irmã não significou nada para o seu irmão. Assim como sei que não significa nada para si – Proferiu, deixando a tristeza dar lugar á fúria. Para ele, os dois sentimentos estariam sempre interligados.

- O Senhor não me conhece – Disse Isabella, olhando para ele, com sincera pena do seu sofrimento.

- Nem tenho qualquer interesse em conhecer – Respondeu. Saindo e batendo a porta atrás de si.

Nunca antes ela se tinha sentido tão mal, tão culpada. Entendia agora a raiva dele. Pensou em Dean e na dor que ele havia causado naquela família. Mas Damon não sabia da verdade dos factos. Dean tinha amado imensamente Katherine, ainda a amava. Isabella assistiu de perto á mágoa que o afastamento forçado tinha causado no irmão. Ele nunca se perdoaria se soubesse do seu trágico fim. Ela não culpava o irmão, culpava o Pai. Para ele os fins justificavam sempre os meios. A sua cede de controlo e poder não tinha limites. Dean já tinha pago caro pelo rumo sem sentido que a sua vida tomara. Agora ela e a restante família estavam também prestes a pagar por todos o erros cometidos.

Notas finais
Obrigado a todas que deixaram comentários :)

Espero que tenham gostado deste capitulo em que foi revelado um pouco mais do que se passou no passado...

Não deixem de comentar e deixem as vossas opiniões, eu não tenho finais decididos e embora seja cedo podem deixar sugestões

Bjs, Ana