Erros de Sempre

27 Capítulo 26


Notas iniciais
Desculpem a demora, pessoal :)

Edward fechou a porta do apartamento atrás dele e estalou os ossos do pescoço. Ao alcançar a sala, ele jogou sua pasta sobre o sofá e seu estômago roncou quando o cheiro de molho chegou até o seu nariz. Afrouxando o nó da gravata, ele largou as chaves na mesa ao lado do abajur e deixou a sua fome guia-lo até a cozinha quente com todas aquelas panelas fervendo ocupando cada espaço no fogão.

— Boa noite, Ruth — O advogado cumprimentou a mulher com um sorriso cansado — Você não deveria ter ido para casa há... — Ele confere o relógio — Pelo menos duas horas? Achei que Isabella fosse cuidar do jantar hoje.

— Ela ia, Sr. Cullen, mas me ofereci para ajudar — Ruth admite, tirando os olhos do cesto de roupa limpa — Desde que a minha filha voltou para o pai na semana passada, não há muito me esperando em casa, além do meu Felix.

— Felix, o seu gato, certo? — Ele a olha por cima da porta aberta da geladeira e vê o seu aceno de confirmação — Eu seria um idiota por sugerir que leve Lola com você quando Isabella não estiver prestando atenção?

Ruth riu, abaixando a toalha que estava dobrando.

Puxando os óculos pendurado em seu pescoço e o colocando de volta ao rosto, ela balança a cabeça com diversão e para de frente ao fogão para verificar a comida.

— O senhor não quer dizer isso.

— Sim, quero — Ele confirma após beber um gole de água — Ela tem sido uma dor na minha bunda desde que voltamos para casa. Eu não sei o que fazer.

— Isso vai passar — Ruth zomba, então ri e se volta para o patrão — E vocês têm sorte por Lola ser uma ela. Quando a minha irmã deu à luz ao meu sobrinho e nos visitou com o garoto, Felix começou a fazer xixi por todo o lugar!

— Não brinca. — Ele pisca, incrédulo.

Edward gostava da maldita gata, mas isso já era atrevimento demais.

— É verdade. Eu já tinha sido avisada sobre esse comportamento quando trazíamos um novo animal para a casa, mas não imaginei que ele também responderia assim à uma criança.

— Então o que você fez? Claramente não jogou o filho da puta pela janela.

— Eu não joguei — Ruth ri da solução “prática” de Edward — O levei ao veterinário e alguém na clínica foi muito bom em me dizer o que fazer. Levou algum tempo e um pouco de stress, mas Felix se acostumou com o meu sobrinho.

Bem, já faziam três semanas desde que eles tinham retornado do hospital e ele esperava que a essa altura, não fosse encontrar seus sapatos mergulhados em xixi de gato ou Isabella estaria procurando alguém para adotar Lola em breve. Até então, o seu comportamento era... tolerável.

Lola não estava entusiasmada com o novo membro da família.

Embora as duas não tenham tido um contato direto, porque Edward se preocupava com seus pelos perto de Haven, a gata estranhou sua presença logo de cara e nos primeiros dias, tornou-se quase possessiva com ele. Lola o perseguia pelo apartamento e se as portas não fossem fechadas, ninguém tinha um segundo de paz entre seus miados, cabeçadas e pedidos de atenção. Era ridículo e bonitinho.

— Porra, eu espero que... — Sua frase é interrompida por um bocejo que foi impossível de segurar — Não cheguemos a esse ponto.

— Oh, não vai — Ruth desdenhou com a mão livre, então levou a colher de pau com o caldo até a boca e provou — O senhor precisa de alguma coisa? O jantar será servido em cerca de 20 minutos.

— Eu estou bem. Onde estão as garotas?

Ruth olha e pisca, corando um pouco ao vê-lo se livrar do paletó.

Ela era uma senhora divorciada há 12 anos, mas não estava morta ou cega.

A sua patroa era uma mulher de muita, muita sorte.

— A senhora Isabella estava aqui, mas subiu há pouco tempo. Disse que daria banho em Haven, pois, estava na hora de amamenta-la novamente.

Ele assente, de repente apressado para chegar lá em cima.

— Eu vou levar essa roupa comigo — Ele avisa, a fazendo sorrir, agradecida — Você pode nos chamar quando a mesa estiver posta. Então, sinta-se livre para ir, ok? E obrigada pelos favores, Ruth. Vou me certificar em compensa-la em breve.

— Oh, bobagem! Você não se atreva...

A ameaça de Ruth se perde em meio ao riso de Edward ao deixar a cozinha.

Ela tem sido de grande ajuda desde que Haven chegou.

Embora os pais de Isabella e os seus próprios tenham ficado até a manhã de segunda-feira após seu nascimento, as primeiras semanas foram um pesadelo para a sua noiva. Atualmente, ela aproveitava qualquer intervalo durante o dia para descansar e dormir, pois, sabia que sua filha acordaria chorando e reclamando nos horários mais inconvenientes. Edward fazia a sua parte quando estava por perto, é claro. Levantou-se no meio da madrugada incontáveis vezes para atender aos gritos da garota, mas precisava trabalhar, bem como a maioria dos seus familiares e amigos. Vendo que Isabella estava por conta própria, ele perguntou se Ruth estava disposta a passar mais tempo na casa, auxiliando-a no que fosse preciso.

Enquanto Esme ou Renée ligavam diariamente para se certificar que sua noiva estava se alimentando, indo às consultas e tirando suas dúvidas sobre qualquer coisa, ele cuidava para que todas as contas e despesas estivessem pagas. Ruth ficou encarregada das compras, manter a casa limpa, a roupa lavada e comida sempre disponível. Ela também vigiava a bebê quando Isabella dormia um pouco após o almoço. Agora, com a sua ajuda, ambos estavam mais organizados e familiarizados com a rotina que Haven criou para eles. Estava ficando mais fácil, principalmente porque na maior parte do tempo ela era a coisa mais adorável que o mundo já tinha visto. Era quase inacreditável o quanto ela tinha crescido em alguns dias.

Estava mais agitada e sempre com seus grandes olhos castanhos bem abertos.

Nisso, Haven tinha ouvido o seu pai.

Ela nasceu com os olhos idênticos aos da mãe, para a sua alegria.

Edward parou no meio do corredor, tentado a ir para o seu quarto e se livrar de toda aquela roupa, mas se viu indo na direção aposta ao ouvir um dos seus sons favoritos: a risada de espontânea de Isabella. Não importa o quão cansada ou chateada ela estava, uma vez na presença de Haven, tudo aquilo desaparecia como fumaça – ela tornava-se a mãe coruja que fazia tudo pela sua filha.

— O que as minhas garotas estão fazendo? — Ele perguntou, de repente, ao encostar-se ao batente da porta do banho, mas não assustou a morena.

Os sentidos de Isabella tinham ficado mais afiados ao torna-se mãe.

Ela ouvia todo e qualquer ruído.

— É hora do banho, papai — Ela gentilmente explicou, olhando por cima do ombro. Isabella tinha o cabelo preso e empurrado para cima em um rabo de cavalo, seu rosto estava limpo e mostrava as olheiras escuras embaixo dos seus olhos brilhantes, mas nada disso tirava a sua beleza. Muito menos as roupas feias, mas confortáveis, que ela vinha escolhendo usar — Você chegou cedo.

— Eu senti saudades.

— É claro que sentiu — Isabella ironiza com uma risada e se volta para frente, focando na bebê dentro da banheira, com parte das costas e cabeça apoiada em seu braço — Então, o jantar com os seus sócios foi remarcado novamente?

Suspirando, Edward se aproxima e para ao lado de morena, que está de joelhos banhando a filha com cuidado. No início, ela morria de medo e não o fazia sem que alguém estivesse junto, mas aos poucos Isabella foi ficando confiante e hoje, esse é um dos seus momentos favoritos; deixar a sua filha envolva da água morna e cheirosa, fazê-la sorrir do estúpido pato borrachudo e conversar com ela.

— Sim, John teve uma emergência familiar e teve que ir embora logo quando sentamos à mesa — Ele suspira, mas se inclina e deixa um beijo no topo da cabeça da noiva e sorri para a filha, que arregala os olhos ao perceber sua presença no cômodo. Haven o enxerga melhor quando Edward fica bem próximo ao seu rosto, porque foi avisado ainda no hospital que o alcance da visão dos os recém-nascidos é de apenas 20 ou 30 centímetros, ou seja, ela consegue ver seu rosto claramente quando ele está próximo, mas nada muito além — Eu estava me preparando para sair quando Ravi entrou. Foi estranho como a merda que nós dois ficamos encarando um ao outro como... um casal gay em algum filme de romance.

Isabella jogou a cabeça para trás, gargalhando.

O som era lindo. E com isso, Haven chuta a água.

— Calma aí, querida — A morena pediu, molhando o seu cabelo do jeito que ela gostava — E o que aconteceu? Eu espero que vocês finalmente tenham conversado. É meio ridículo que Ravi fique ligando e desligando quando reconhece a minha voz. Nesse caso, ele parece um psicopata... ou a sua amante.

— Jesus, mulher — Ele reclama, mas sua voz dura não a impede de rir novamente. Haven também presta atenção e sacode os braços, com as mãos enroladas em punhos como se estivesse pronta para a briga. Sua boca se escancara e ela espirra mais água para longe. Sorrindo para a bebê brincalhona, Edward se abaixa, ficando de cócoras e se apoia na borda da banheira. Ele alcança o pato amarelo que fazia som ao ser pressionado e balança em frente a ela — Sim, nós conversamos. Eu admito que... senti falta dele, mas vê-lo pessoalmente me irritou. Só a sua voz me levou de volta àquele dia e eu queria soca-lo novamente.

— Mas você não fez isso, certo?

— Não, babe. Nós apenas sentamos lá e falamos.

Quando Ravi se aproximou da mesa reservada para os sócios da GANBATTE, ele parecia hesitante. Por um momento, o advogado achou que seu amigo estava com medo de ser atacado novamente, mas logo percebeu que não se tratava de nada disso.

Era vergonha.

Desde a noite em que Edward deixou o apartamento dele, após surra-lo até quase o deixar sem fala, os dois não tinham conversado ou se visto. O máximo que aconteceu, foi uma breve troca de e-mails a respeito do escritório, mas se ele fosse sincero consigo mesmo, admitiria que sentiu falta de Ravi quase todos os dias.

Foi duro para Edward não ter o melhor amigo presente quando Haven veio ao mundo e pelo o olhar cabisbaixo do homem, ele se sentia da mesma forma. Embora Ravi não estivesse nas nuvens com o relacionamento dele com Isabella, ele ficou entusiasmado quando soube que o ruivo finalmente conseguiu o que lhe foi tirado anos atrás. Apenas depois foi que, enciumado e sentindo-se deixado de lado, ele começou a encontrar ‘defeitos’ na existência da criança.

Foi infantil e imaturo. Ravi lhe disse isso.

— Eu sinto muito, cara — Ele começa, segundos após abaixar a bunda na cadeira diretamente de frente para Edward que o olhava como se ele fosse um estranho — Essa merda que eu fiz? As coisas que eu disse? Não é justificável, mas eu realmente sinto muito. Eu quis te procurar antes, mas também achei que lhe dar espaço era o melhor a fazer no momento.

— Foi a coisa certa — Edward admitiu, baixando os olhos para o prato vazio — Eu estava irritado porque você me machucou e com isso, eu magoei a Isabella. Ela age como se aquilo nunca tivesse acontecido, mas quando eu olho para a minha filha e me vejo nela? Me sinto um filho da puta por ter dado ouvidos a você.

— Eu me arrependi no segundo em que você saiu daquela sala.

— Bem, isso não mudou muita coisa, mudou? — O ruivo ironiza, exibindo um sorriso nada amigável — Eu quase as perdi naquela noite por sua causa.

— Mas eu estava certo sobre ela e Dominic! Ela foi c-

Edward bate na mesa, fazendo a louça tremer e Ravi se calar.

— Mantenha a sua voz baixa e veja o que vai falar da minha mulher, se quiser manter seu rosto intacto e que cheguemos a algum entendimento — O advogado ameaça, suas narinas dilatadas e o temperamento por um triz, mas Ravi faz a escolha correta e após tomar respirar fundo, assente — Bom. Sim, você estava certo sobre o envolvimento de Isabella com aquele homem, mas errado sobre as datas e também sobre o caráter dela. É aí onde entra o meu erro. Eu fui fraco, Ravi. Isabella é a minha companheira e eu a conheço melhor do que ninguém, por isso não deveria ter dado ouvidos a nada do que você disse sobre ela.

— Bobagem! Eu pressionei você, Edward — O homem defende o amigo, sem entender como ele poderia se considerar culpado de alguma coisa — Sabia onde ir para tira-lo da linha. Te fiz pensar que você estava sendo traído por ela e que a criança era de outro homem. Eu provavelmente não olharia na sua cara outra vez, se estivéssemos em situações opostas, mas cara, eu te amo como um irmão.

— Você deveria ter pensado nisso antes...

— Edward, você melhor do que ninguém sabe como é meter os pés pelas mãos. Sabe como é tomar decisões ruins e ter que arcar com as consequências delas quando deseja voltar e fazer tudo diferente — Ravi implora, inclinando-se sobre a mesa, fazendo o ruivo olha-lo. Por um instante, o nó em sua garganta o impediu de falar, mas engolindo com força, ele continuou — Você não acha que eu gostaria de consertar as coisas com Aubree? Ela merecia mais. Porra, ela merecia um homem que não tivesse receio de andar de mãos dadas na rua e que passaria a noite, ao invés de ir embora logo após o sexo. Ela merecia sentir-se segura e amada. Eu não lhe dei nada disso porque sou egoísta. Você estava certo sobre isso. E... também estava certo em manda-la embora.

— Sério? — Edward pergunta soando cético.

Ninguém podia culpa-lo por isso.

— Sim. Quando ela gritou comigo no telefone e disse tudo que pensava sobre mim, sobre como se sentia quando estávamos juntos... eu percebi que tinha sido um filho da puta com a mulher. E percebi também que estou apaixonado por ela — Ele assume sem hesitar, mantendo o olhar firme, mesmo quando quis rir dos olhos arregalados do seu melhor amigo. Sim, era fodido que ele só tenha descoberto isso quando era tarde demais. Ravi era um maldito clichê — Eu entendi no meio daquela ligação que a prova de amor que ela precisava era ser deixada livre. E foi o que eu fiz. Eu não entrei em contato novamente e não pretendo voltar atrás.

Um breve silencio pairou entre eles enquanto Edward pensava sobre isso.

Surpreso, ele suspirou e se deixou cair contra a cadeira.

— Isso é uma merda. Eu a mandei embora porque achei que você nunca seria capaz de ama-la. Se você tivesse dado qualquer indicio que estava...

— Tudo bem, você fez o que precisava fazer. E eu respeito isso, claro, porque suponho que você faria o mesmo por mim se alguma cadela estivesse me fazendo comer o pão que o diabo amassou — Ele abriu um sorriso hesitante, então seu coração bateu forte quando o ruivo devolveu o sorriso, parecendo mais à vontade com o rumo da conversa — Eu sinto muito por não ter dado prioridade a nossa amizade. Eu tinha muita coisa na cabeça e por uma razão estupida e infantil, achei que não havia mais espaço para mim na sua vida.

Edward ri.

— Você soa como uma garota.

— Foda-se, cara. Eu estou abrindo o meu coração aqui — Ravi brinca, rindo junto, um pouco aliviado por ter quebrado o clima. Mas ele não demorou a ficar sério novamente, uma vez que sua presença no restaurante tinha um motivo — Ouça, você acha que em algum momento nós... podemos, você sabe, trabalhar nisso?

— Você realmente quer?

— Inferno, sim! Se você decidir que é melhor cuidarmos cada um da própria vida a partir daqui, eu vou respeitar, mas eu estou te pedindo uma segunda chance. Pelos velhos tempos. Você sabe que aquele cara em seu escritório não é quem eu sou. Aquilo foi errado, mas eu aprendi a minha lição. E você fodidamente sabe que se a Isabella tirar um tempo para me conhecer, ela vai se apaixonar por mim também.

— Seu idiota! — Edward amassa o guardanapo em uma bola em joga em seu rosto, antes que ele pudesse pegar — Fique longe da minha mulher.

— Certo, tudo bem — Rindo, Ravi ergue as mãos em sinal de paz — Eu vou manter as minhas mãos para mim mesmo, mas você precisa me dar a chance de desculpar-me com ela. E você deve alerta-la sobre isso... pedir desculpas e tentar ser o cara bomzinho, não é a minha praia, mas ei, eu posso tentar. O que me diz?

Edward desvia o olhar em direção ao garçom que se aproximava, esperançoso para receber os pedidos, mas a mão dele sutilmente levantada o faz dar meia volta.

Ele toma um segundo para pensar sobre isso.

Isabella tinha lhe dado carta branca para resolver as coisas com Ravi.

Ela com certeza não era a sua fã número um, mas se os Cullen gostavam dele, a morena tinha quase certeza de que podia tolera-lo para o bem de todos. Edward, é claro, não aceitou esse acordo. Ele não queria vê-la desconfortável, ao lado do homem que inventou mentiras ao seu respeito, apenas para agrada-lo, então ela disse que confiava em seu julgamento e que se Edward decidisse que o amigo merecia uma chance porque estava realmente arrependido, ela lhe daria a mesma oportunidade de mostrar-se um homem diferente do qual ela pintou.

Isso ele podia fazer.

Não era justo cortar Ravi de sua vida por um único erro, quando por longos dez anos ele esteve ao seu lado para absolutamente tudo. Ele o deixaria tentar de novo.

De decisão tomada, Edward assente e um sorriso gigante divide o rosto de Ravi.

— Valeu, cara. Você não vai se arrepender! — Ravi estende a mão sobre a mesa e Edward a aperta de um jeito bem masculino — Eu vou fazer as coisas certas com Isabella e não vou desaponta-lo de novo. Você tem a minha palavra.

— Bom.

— Agora, por favor, me diga que você tem uma foto de Haven aí. Eu estou morrendo para vê-la há semanas — Ravi geme, afundando as sobrancelhas com o pedido e o advogado ri de como ele esteve torturado com a curiosidade por todo esse tempo. Com um sorriso, ele tira o celular do bolso e com um clique, ele vira o aparelho na direção de Ravi, exibindo a foto da filha — Puta merda! Ela é...

— Idêntica a mim, sim, eu ouvi — Edward interrompe, já familiarizado com essa opinião que ele não concordava em absoluto. Era inegável que havia traços seus em sua menina, mas apesar do cabelo claro, para ele... Haven era toda Isabella — Ela tem três semanas agora e é bastante agitada. Não dorme muito bem à noite, chora e resmunga por horas, mas é calma durante o dia. Ela gosta de coisas coloridas, adora se olhar no espelho e brincar com o seu próprio reflexo.

Ainda admirando a imagem da bebê adormecida, Ravi ri tanto que seus olhos quase desaparecem – em parte por sua descendência. Ela era linda. Pequena, mas gordinha em todos os lugares certos e sua pele imaculada. Como uma boneca.

— Ela é absolutamente perfeita, cara — O homem devolve o celular, mas o sorriso ainda está estampado em seu rosto. Ver Haven o tinha deixado ansioso para conhece-la. Assim como Ravi não estava para relacionamentos românticos, ele não estava para filhos, mas tinha um par de sobrinhos e não podia deixar de considerar aquela garota como uma — É uma bela criança que você tem aí. Parabéns! Se ela não parecesse tanto com você e sua irmã, eu não acreditaria que a fez.

— No que ela parece com Alice? — Edward perguntou, dobrando a cabeça para o lado como um cachorrinho confuso. Disseram que sua filha tinha a agitação do irmão mais velho, mas ainda não houve comentários sobre Alice. Isso é novo.

Ravi rolou os olhos para a sua ingenuidade.

— De quem você acha que ela herdou a paixão pelo próprio reflexo?

Rindo, Edward acena para o garçom se aproximar e pede bebidas.

— E como está o seu pai?

— Um pouco melhor. Eu tive certeza que ele seguisse as ordens médicas e ficasse longe do trabalho, mas está cada vez mais difícil mantê-lo em Yokohama.

— Se eu o conheço bem, imagino que ele encontrará uma maneira de voltar para Califórnia. Sabíamos que o seu pai não é do tipo de cara adepto à aposentadoria.

— Carlisle já conseguiu a dele?

— Em junho. O diretor do hospital está ressentido por ter que deixa-lo ir, mas Carlisle não vai mudar de ideia. A mamãe já ficou sozinha por tempo demais desde que todos fomos para a faculdade. É a vez de ele cuidar da esposa.

— Isso é bom. Aposto que mal vão parar em casa. — Ravi sorri, pensando em Esme. Ela provavelmente sufocaria Isabella e a bebê na primeira oportunidade.

— Sim, nós a ouvimos procurando por casas em um bairro próximo ao nosso, mas eu disse a Carlisle para tirar essa ideia de sua cabeça. Eu não quero que ela se livre da casa em Forks e o meu pai tem planos de explorar o país com ela. Seria estupidez vende-la, para comprar outra em Seattle quando quase não estariam nela, certo?

— Absolutamente. Imagino que ela só queira estar perto dos netos.

— Isso ela quer e é mais do que bem-vinda a ficar conosco de tempos em tempos, mas Isabella e eu somos pais de primeira viagem. Queremos viver essa experiência sem todos ao redor nos dizendo o que fazer, entende? A mamãe seria de grande ajuda, mas sua presença constante poderia sobrecarregar a Isabella.

— Eu não entendo dessas merdas, mas posso ver o seu ponto — Ele balança a cabeça, como se estivesse refletindo sobre a questão — Como ela está se saindo?

— Bem, ela está indo muito bem com Haven — Edward afirma com orgulho, mas o olhar perspicaz de Ravi faz o seu sorriso escorregar, porque nem tudo estava tão bem — Às vezes... é difícil, entre nós, sabe? Eu estou sendo paciente, como prometi que seria e não a pressiono para nada que não queira fazer. Ela está quase sempre exausta e quando fica de mau humor, não me deixa toca-la.

— Porra, cara. Eu sinto muito — Ravi lamenta, franzindo a testa — Isso é normal?

— Na verdade, sim — Edward ri, mas é rápido e seco — Eu falei sobre isso com o seu médico na última consulta e é comum que elas se dediquem aos filhos como se eles fossem uma extensão delas próprias, então o resto... se torna isso, resto. Acredite, ela se importa comigo. Nós conversamos sobre isso. Isabella não está pronta para ter relações ainda, porque é cedo, mas mentalmente? Ela também não está pronta para nenhum outro tipo de intimidade.

— Isso é fodido.

— É. Eu sinto falta da minha mulher, mas se ela precisa de espaço... eu vou dar, porque não deve ser fácil para ela também, Ravi. O sono interrompido, as cólicas de Haven, o cansaço... a mudança no corpo. As emoções dela estão à flor da pele. Eu a peguei chorando no chuveiro dias atrás e ela se recusou a me contar a razão, mas não preciso de um PhD para saber que está insegura com a sua aparência.

— Cara... é por isso que eu não faço relacionamentos — Ravi estremeceu e Edward não pode deixar de rir, contente pela forma como ele aliviava o clima quando era preciso. Edward sentiu falta disso. Emmett estava lá por ele, mas não era a mesma coisa — Isso tudo é confuso como a porra. Eu não sabia que uma gravidez desencadeava tanta coisa. Quero dizer, as mulheres fazem isso o tempo todo, né? E várias vezes. Mas ei, você não pensou em leva-la para ver um profissional?

— Sim, eu pensei, mas nunca cheguei a falar com ela. Eu não quero que Isabella pense que estou aborrecido com o que está acontecendo, porque eu sei que não é escolha dela ser assim. Eu não vou considerá-la um problema e joga-la nas mãos de um estranho. Não... nós vamos resolver isso sozinhos.

— Eu não sei. Eu não acho que essa seja a solução.

— Eu posso cuidar dela, Ravi — O ruivo afirma, seu tom não dava abertura para discussão e novamente, o amigo ergueu as mãos, dando-se por vencido — Isabella precisa de apoio, paciência e carinho. Eu posso dar isso a ela.

— É claro.

— E vai passar. Foram só algumas semanas, mas cada momento que passamos em nossa pequena família é mais perfeito que o outro. Eu sei que nós vamos ficar bem.

— E eu estou feliz por você, cara. De verdade. Eu estava sendo amargo quando te disse aquelas coisas. Não estava pronto para construir uma vida alguém e não queria que você desse esse passo, me deixando para trás. Foi egoísta pra caralho, eu reconheço isso agora. Me alegro que as coisas acabaram bem, apesar disso – de mim.

— Obrigado. Acredite em mim, Ravi, eu sou melhor com ela.

— Sim — Ravi pigarreia, o fazendo sorrir. Edward via que essa uma opinião que eles não compartilhavam, mas novamente... era cedo. Piscando, ele viu Ravi pegar o seu copo e eleva-lo sobre a mesa — Um brinde a você, meu amigo, que não só tem uma carreira de sucesso, mas está prestes a abrir um novo escritório conosco. Agora com um bebê e uma boa mulher ao lado.

— Exatamente o que eu queria. — Edward confirma com um sorriso e ergue seu copo, batendo no de Ravi, causando um tintilar.

O homem sorri de volta e ambos bebem olhando um para o outro.

— Agora eu tenho que ir. Isabella acha que eu estou numa reunião com os rapazes, mas eu deveria ir ajuda-la em casa — Edward anuncia, puxando a carteira e tirando algumas notas. Ele levanta e as coloca sobre a mesa — Você está bem ou precisa de uma carona?

— Eu estava pensando em ligar para alguém e aproveitar a reserva.

— Alguém?

— Sim. Alguém com grandes e macios seios naturais que até Deus duvida.

Edward o encara, seus lábios tremendo.

Algumas coisas realmente não mudam.

— Certo. Eu vou ligar para você nos próximos dias.

— Só mais uma pergunta — Ravi chama e queixo para apontar a mão nua de Edward — É mesmo a marcha nupcial que eu ouço para breve?

— Você pode apostar.

Sorrindo, ele o deixa ir.

— Ei, Ravi.

— Sim? — O homem se vira em sua cadeira, encontrando o amigo há um par de metros distante dele.

— Eu só queria dizer... bem-vindo de volta à família.

— É bom estar de volta, cara — O homem sorri, agradecido — É bom voltar.

Piscando para o presente, Edward se ergue dos joelhos e alcança a toalha esquecida no balcão da pia. Voltando, ele a estende para Isabella e assiste, orgulhoso, a sua prática em tirar a filha da banheira, segura-la para escorrer a água, então embrulha-la no pano e levantar-se sem pedir nenhum tipo de ajuda. Apesar disso, ela empurra os lábios para frente e manda um beijo para ele. Que sorri e se inclina para a banheira, puxando a tampa para seca-la e rapidamente recolhe os brinquedos.

Quando Edward passa pela soleira da porta, a encontra com a filha embrulhada em seus braços, claramente esperando por ele.

Amolecido, ele se abaixa e beija a testa úmida da filha.

— Garotinha.

— Estou feliz que vocês se acertaram, querido — Ela anuncia, balançando Haven vagarosamente quando a menina começa a reclamar — Eu estava pensando... terça-feira é a folga de Jasper. Talvez devêssemos convidar ele e Alice para alguns drinks. Você chama Ravi e nos reunimos aqui. Assim ele pode conhecer Haven.

— Sério? Tão cedo? — Ele pisca, um pouco surpreso. Tinha imaginado que Isabella quisesse castiga-lo um pouco e não recebe-lo de braços abertos.

— Sim, qual o problema? — Ela lhe dá um olhar engraçado e segue em direção ao quarto de Haven, com o ruivo em seu encalço — Eu não sou uma pessoa que guarda rancor a longo prazo, Edward. Você sabe disso. Acho que quanto mais cedo eu me acostumar a tê-lo ao redor, mais rápido esqueceremos aquele episódio.

— Hum. Só o episódio? — Ele encosta o seu peito nas costas dela segundos após sua filha estar deitada no trocador de fraldas. Isabella suspira o sentindo por trás, mas foca em secar Haven e prepara-la para a noite.

— E que você quebrou a minha sala inteira também! — Ela resmunga, o fazendo sorrir de como “sua” tornou-se “nossa” — É claro que eu jamais quero esquecer de como você me acordou para me pedir em casamento.

— E sobre como fizemos amor pouco depois disso? — Edward pergunta, respirando em sua nuca propositalmente para fazê-la tremer.

Isabella deixa cair o talco no chão e ofega quando sente o pau dele já muito desperto pressionar a sua bunda. Ele geme em seu ouvido ao esfregar-se nela, mas pragueja quando a morena engasga e se vira rapidamente para empurra-lo.

— Eu... nós não...

— Tudo bem, Bella — Ele se apressa em tranquiliza-la, embora seu corpo esteja rígido de frustração. Suspirando, Edward dá um passo para trás e sorri para afastar o brilho de magoa em seus olhos. Ele deveria estar acostumado. Em um momento, ela era leve e entusiasmada sobre tudo, no outro... — Eu vou tomar o meu banho.

— Edward, desculpe! Eu não queria empurra-lo. Foi só um reflexo.

— Eu sei, Bella — Ele sabia. Isabella nunca se afastaria dele por medo ou nojo. Suas reações não correspondiam com o que ela sentia em seu coração, apenas refletiam as suas emoções em seu pior estado — Está tudo bem, não se preocupe.

— Nós não podemos — Ela geme, como se doesse nela também o que estava acontecendo — Eu tenho que cuidar de Haven. Ela precisa de mim, sabe?

Eu também preciso de você.

— Eu não estava tentando dobra-la sobre a cômoda, Bella, só queria ficar perto de você! — Ele responde, rispidamente e se arrepende no minuto em que ouve o seu suspiro cansado — Olha, vamos deixar isso para lá, ok? Vou me limpar agora. Quando acabar de alimentar Haven, me encontre na mesa para o jantar.

— Okay... — Ela concorda com um sussurro e se volta para a filha, pegando o pijama escolhido e abrindo os botões. Ela o ouve sair e chama — Hum, Edward?

— Estou aqui, Bella.

— Eu te amo — Ela respira — Você sabe disso, não é?

Sorrindo, Edward se vira para vê-la o olhando cabisbaixa por cima do ombro.

— Eu também te amo, babe. Muito.

Se dirigindo para o quarto principal, ele tocou a frente da calça, mas logo percebeu que não havia nada para ajustar. A sutil rejeição de Isabella era como um balde de água fria sobre sua cabeça. Edward ainda achava estranho a sua falta de interesse em receber ou dar qualquer tipo de carinho, mas seu coração inchava quando, adormecida, ela se aconchegava contra ele na cama. Até onde sabia, Esme era a única a par da distância que Isabella tinha colocado entre eles e não tinha muito a dizer sobre isso, a não ser pedir-lhe paciência, mas isso não era necessário.

Ele nunca a pressionaria.

Ele absolutamente a adorava.

Eventualmente, as coisas melhorariam... assim ele esperava.

*********

Os meses passaram, surpreendentemente, rápidos.

A primavera tinha dado lugar ao verão que estava em alta em junho, dando cor às flores e enfatizando o verde que rodeava a pequena Forks. Para a alegria de todos, as nuvens cinzas e pesadas foram substituídas por muitas outras brancas, mas que mostravam o azul do céu e davam espaço para o sol morno brilhar.

Um evento raro pelo qual Isabella seria grata.

Afinal, hoje era um dia especial para os Cullen e Swan.

Sentindo a mão de Edward pressionar as suas costas, Isabella olhou para o lado e sorriu diante da beleza do noivo. Ele usava uma camisa branca, parcialmente coberta pelo paletó tão preto como as suas calças sociais, uma gravata cinza em um tom escuro e seu par de sapatos favoritos. O seu cabelo estava em perfeita ordem quando saíram de casa, mas agora parecia a velha bagunça que ficava sempre que expostos muito tempo ao vento. A barba de três dias que antes cobria a sua mandíbula tinha desaparecido nas primeiras horas da manhã, então agora ele estava suave e cheiroso, deixando-a com água na boca.

— Todos já entraram. Você está pronta?

Ela estremece com a rouquidão em sua voz e assente, baixando o olhar para Haven em seus braços, completamente desperta e piscando para a luminosidade do lado de fora da igreja, onde eles estão parados nos degraus. Virando novamente o rosto para o lado, ela se inclina para frente e imediatamente seus lábios são beijados.

Quando Renée aparece preocupada na porta, eles sorriem uma desculpa e fazem o caminho para dentro, onde sua família e os amigos mais próximos os esperam, uma vez que o padre concordou em dar-lhes uma cerimônia intima a pedido de Esme.

Quando Alice vê o casal se aproximando com a sua sobrinha, ela sorri largamente para Isabella e levanta seus polegares para demonstrar sua aprovação. A morena rola os olhos para a cunhada, mas sorri, feliz que sua escolha de vestuário tenha agradado. Todas as mulheres estavam usando vestidos, inclusive sua mãe – o que era raro. O de Isabella era um lápis rosa e floral, de mangas longas e sem decote, alguns centímetros acima do joelho. Ele seria considerado recatado se não fosse justo e transparente na área dos braços, parte do colo e das coxas. Sandália preta de salto alto e fino em seus pés. O longo cabelo estava partido ao meio, solto e ondulado desde o queixo até as pontas. Seu rosto estava cuidadosamente maquiado – cortesia da cunhada – e as unhas também foram feitas, pintadas de um branco quase transparente. Em suas mãos, não haviam quais quer joias, exceto o anel.

Desde que ela tinha sido capaz de encaixa-la no dedo, nunca mais tirou.

Ao sentar-se no primeiro banco das fileiras à esquerda, Isabella aconchegou sua filha em seus braços, colocando-a sentada e sentiu o nariz de Edward roçar a sua bochecha antes de receber o seu beijo. Inclinando-se para ele enquanto ouvia as palavras do celebrante, ela sorri para o cunhado e sua esposa ao lado dele. Rosalie estava absolutamente radiante hoje e encontrando o seu olhar, a loira sorriu e movimentou uma das mãos para chamar a atenção de Haven que se sacudiu. Emmett também tinha os olhos sobre a pequena, mas ninguém podia culpa-los.

Hoje não era apenas o seu dia, mas ela estava linda em seu jumpsuit de seda rosa champanhe, e por ter sido um presente de Jasper, a morena imaginava que Alice tinha sido a única escolher. O corpete era bordado e parte inferior foi coberta por uma saia que cobria onde ele terminava há cinco centímetros do tornozelo, bem como as pequenas botas também de seda e bordadas em seus pés, no mesmo tom da sua roupa. Haven estava bastante bonita e elegante para um bebê.

Seu pai parecia malditamente orgulhoso.

Olhando em volta da igreja, Isabella foi incapaz de encontrar alguém que não tinha um largo sorriso no rosto, todos ansiosos pelo momento certo.

E este chegou rapidamente.

Após cantar o hino, os pais e os padrinhos foram chamados para a frente. Com a filha no colo e o braço de Edward enrolado em sua cintura, Isabella parou em frente ao padre. Os olhando por cima das lentes dos óculos, ele esperou pacientemente enquanto a morena passava Haven para Rosalie ao seu lado.

— Que nome vocês deram a sua criança? — Ele perguntou, sua voz experiente saindo alta e clara para que nenhum microfone fosse necessário.

— Haven Grace Cullen. — Os pais responderam em uníssono.

O padre assente.

— O que vocês pedem à Igreja de Deus para Haven Grace?

Novamente, eles dizem juntos:

— Batismo.

— Muito bem. Vocês pediram para que Haven fosse batizada. Ao fazer isso, vocês estão aceitando a responsabilidade de treiná-la na prática da fé. Será, então, o seu dever, levá-la a guardar os mandamentos de Deus como Cristo nos ensinou, amando a Deus e ao próximo — Diz ele com convicção, fazendo o coração de Isabella acelerar com a emoção — Você compreende o que você está empreendendo?

— Sim, compreendemos.

Em seguida, o padre se vira para os padrinhos.

Jasper e Rosalie.

— Vocês estão prontos para ajudar os pais dessa criança em seu dever?

— Sim, padre. — Jasper confirma imediatamente.

— Sim, padre, estamos. — Rosalie sussurra, balançando uma Haven inquieta.

— Bom. A comunidade cristã a recebe com grande alegria, Haven. Em seu nome, eu te reivindico por Cristo, nosso Salvador, pelo sinal da sua cruz. — Dito isso, o padre traça uma cruz em sua testa e convida aos pais e padrinhos a fazerem o mesmo. Em seguida, ele os chama para fazer liturgia da palavra.

Após a leitura do santo Evangelho, vem a orações dos fiéis e infinitas outras, que só vão deixando a criança mais impaciente até que Edward é obrigado a toma-la nos braços e cantarolar em seu ouvido para distrai-la até o padre terminar.

Então, finalmente o momento esperado chega e Jasper respira com alivio.

O padre convida a família e os amigos para se aproximarem.

Isabella sente uma mão apertar o seu ombro e vira para ver Esme, sorrindo com lágrimas nos olhos. Carlisle está logo ao seu lado, assistindo tudo através da tela da sua filmadora cara que esteve registrando tudo desde o começo.

— É de sua vontade que Haven seja batizada na fé da Igreja, que todos nós professamos com você? — O padre pergunta, olhando para ela e Edward.

— Sim, é. — Diz os pais juntos e os padrinhos ecoam o desejo.

Então, todos assistem ao homem mais velho continuar, dizendo:

— Haven, eu a batizo em nome do Pai — Ele derrama um pouco de água sobre a sua cabeça, fazendo a menina ficar estranhamente quieta com a sensação — E do Filho — Ele a molha novamente — E do Espírito Santo. — E então pela terceira — Deus, o pai de nosso Senhor Jesus Cristo, livrou-vos do pecado. Vos deu um novo nascimento pela água e pelo Espírito Santo, e vos acolheu no seu povo santo. Ele agora a unge com a crisma da salvação. Como Cristo foi ungido Sacerdote, Profeta e Rei, assim você pode viver sempre como membro de seu corpo, compartilhando vida eterna.

Emocionados, todos dizem amem e iniciam uma salva de palmas.

A volta para casa foi tranquila.

Haven estava cochilando desde a saída da igreja e nem se mexeu quando foi posta no carro pelo pai. Sua mãe tinha tirado a sua saia, deixando mais à vontade apenas no jumpsuit porque a chupeta em sua boca não foi o suficiente para acalma-la. Já acostumada ao clima chuvoso e frio de Seattle, não era preciso muito para deixa-la com calor. A família e os amigos se juntaram para o almoço no restaurante da cidade – o Mara's of Wallingford. Eles solicitaram a segunda maior mesa do lugar, felizes que o estabelecimento estava quase vazio para um domingo.

Enquanto beliscava pescoço de Isabella com os dentes e roubava uma fatia de peito de pato assado do seu prato, ele relembrou que tinha sido ali, há pouco mais de um ano, que eles tinham se reencontrado após uma década querendo e temendo estar na presença um do outro. Agora, parecia que tido sido há uma vida.

— Eu teria chamado qualquer um de louco, se tivessem me dito tão pouco tempo depois daquela discussão, estaríamos aqui novamente, após batizar a nossa primeira filha — Ela sacudiu a cabeça, incrédula. Ao olhar para Edward, ela o viu contraindo os lábios para não sorrir — O que você tem?

— Nada. Você disse que batizamos a nossa primeira filha.

Rolando os olhos, ela espetou sua carne com o garfo e enfiou na boca.

— Sim, eu disse.

— Então estamos fazendo outros bebês? — Ele se aproxima para perguntar, quase sussurrando, mas ela pôde ouvir o entusiasmo em sua voz.

— Em alguns anos — O rosto dele mudou para uma carranca imediatamente, a fazendo lhe dar um olhar de “você deve estar brincando comigo” — Uh-uh. Não faça essa cara para mim! Haven irá nos manter com as mãos cheias por um longo tempo e eu apenas acabei de voltar para a academia. Eu não vou fazer todo esse esforço só para ficar inchada e flácida novamente, Edward. Esqueça.

— Você estava linda — Ele rosna baixo, como sempre, ficando irritado a cada menção do pequeno complexo que Isabella tinha tido após o parto. Embora ela não tenha engordado mais do que o natural, a mulher estava constantemente reclamando sobre como a sua barriga não era a mesma e sobre as estrias que sua bunda tinha ganhado – as quais ela se recusava a deixar alguém ver — Você está linda. Eu não tenho planos de te engravidar ano após ano, babe. Sei que isso é cansativo para o seu corpo e a sua mente, apenas... não vamos planejar o próximo.

— O que isso quer dizer? Você quer que eu pare de tomar a pílula?

Agora sim ela estava o olhando como se ele tivesse perdido a razão.

— Sim, mas não agora — Ele apressou-se em esclarecer — Você acha que dois ou três anos é tempo o suficiente para o seu corpo se recuperar e para aproveitarmos Haven?

Isabella tomou um gole do seu suco ao pensar na sua proposta, embora desejasse mais do que tudo uma taça de vinho. A morena não tomava uma gota de álcool há muito tempo e assim permaneceria até que não amamentasse mais. Se o tamanho e peso dos seus seios fosse qualquer indicio, ela permaneceria sóbria por um ano.

— Está bem. Após o terceiro aniversário de Haven, eu prometo parar de tomar o anticoncepcional e vamos esperar para ver o que acontece.

Sorrindo de orelha a orelha, Edward mal engole a comida antes de puxa-la para um beijo longo e apaixonado, que atrai a atenção da mesa, os levando a assobiar e fazer gracinhas. Isabella, por outro lado, está tonta e sem fome quando termina.

Mais tarde, quando todos pararam em frente à residência dos Cullen, o advogado estaciona o carro e dá a volta no mesmo, abrindo a porta da noiva durante o caminho de ir pegar a filha. Isabella sorriu ao vê-lo sussurrando para Haven na tentativa de mantê-la adormecida. A pobrezinha merecia um descanso após ter sido alvo de tantos olhares e passado de mão em mão durante toda a manhã.

Em breve haveria mais disso.

— Caramba, sinta esse cheiro! — Alguém gemeu ao lado dela. Girando, ela vê Chelsea se abanando e inspirando o ar com força — Quando nós podemos comer?

Isabella riu para a sua amiga.

Chelsea tinha chegado cedo com Alex, mas elas não tinham tido muito tempo para conversar, embora assunto não faltasse. A ruiva tinha ficado encantada com Haven, apesar de não ter jeito com crianças. Alex parecia feliz com isso, tendo em vista como ele não queria filhos imediatamente e seu trabalho não o permitia ficar em casa como a maioria dos outros homens, mas ele também foi pego sorrindo para a pequena e traçando a sua pele macia. Era impossível de resistir a ela.

— Você não pode estar com fome — Isabella zombou, mas colocou o braço sobre os ombros da amiga e a guiou pela sala, indo em direção ao corredor que as levaria para a cozinha de Esme — Nós comemos há quase duas horas.

— E daí? Ninguém pediu sobremesa — Ela retruca — Eu sei que os doces não serão nada como os de Angela, mas ainda são doces e cheiram tão bem!

Cutucando-a sua cintura magra e fina, Isabella a leva para a porta dos fundos e só para ao alcançar o jardim dos Cullen, onde toda a magia está acontecendo.

A festa de batizado de Haven.

— Ei, Bella! Estávamos procurando por você — Esme chama, acenando com a mão assim que as vê. Ela também preferiu não trocar de roupa e está maravilhosa em seu vestido de verão elegante na cor salmão com decote canoa — Todos os convidados que confirmaram presença já estão aqui. Você quer ir dizer olá?

— Uau, isso foi rápido.

Ela ergue as sobrancelhas, admirada. E olhando ao redor, rapidamente encontra Angela conversando com a filha mais nova dos Oswald – vizinhos de Esme e Carlisle – enquanto Stella vem logo atrás, empurrando um carrinho com Aiden dentro enquanto devora um dos cupcakes.

Certamente mais rápida que Chelsea.

— Hey, querida — As três viraram para o chamado, vendo Alex se aproximar com um copo plástico preenchido até a borda com limonada. Ele sorri para as mulheres, demorando um pouco mais em Isabella e oferece a bebida a Chelsea — Desculpe a demora. Você disse que estava com cede quando chegamos.

— Isso foi antes de você ficar pendurado naquela ligação, Alex. Agora eu estou com fome — Ela geme, dando três passos e alcançando o moreno alto que a pega em seus braços rapidamente — Vamos até a mesa? Eu estou morrendo alguns por bombons, a não ser, claro, que a Bella vá cortar o bolo...

— Agora não, Chelsea. Os convidados acabaram de chegar.

Bufando, a mulher bate o pé no chão como uma criança.

— Por falar nisso, está tudo muito bonito, senhoras — Alex elogia as duas mulheres que abrem sorrisos doces e orgulhosos em resposta — Mas seu fosse vocês, ouviria a Chelsea. Não porque estamos famintos, é claro, mas porque Mason e seus amigos vão colocar tudo para baixo se tiverem que esperar mais.

— Oh, porcaria — Esme amaldiçoa, batendo na testa e imediatamente começa a vasculhar o jardim com os olhos, em busca do neto e das crianças endiabradas a quem ele tinha se juntado — Eu vou procurar Emmett e você, querida — Ela toca o antebraço de Isabella, chamando a sua atenção — Vá cumprimentar as pessoas.

— Tudo bem, eu posso fazer isso.

Depois de se despedir do casal, a morena faz o seu melhor para caminhar sobre a grama com aqueles saltos. Rapidamente ela localiza Jasper conversando com um dos seus três antigos professores presentes e sua companheira. Alice está em frente a mesa menor, arrumando os lanches dos garotos que estavam fora dos lugares. Toda a decoração era em tons sutis de branco, rosa claro e dourado. Havia flores e várias fotos de Haven – do seu nascimento até a idade atual – estavam penduradas ao redor. Tinham um bolo de dois andares com um enfeite no topo no formato de um H maiúsculo, taças enormes preenchidas com doces e biscoitos, bandejas com cupcakes e entre outras coisas, os pirulitos, dos quais três já estavam em falta.

Ela podia imaginar com quem eles estavam.

— Diga “eu sou a mãe”, garota! — Carlisle pediu quando ela passou por sua filmadora.

Rindo, ela obedeceu e balançou as mãos pateticamente para a lente, se identificando. Quando encontrou pelo seu pai, algo semelhante aconteceu. Parecia que os avôs estavam em algum tipo de disputa ou parceria, pois enquanto Carlisle grava tudo, Charlie registrava cada instante com sua câmera digital. Ele pediu para a filha posar em algumas fotos, próxima aos balões brancos, depois com Jasper e Renée e então com ele mesmo. Isabella foi salva por seus vizinhos na adolescência que a puxaram para uma animada conversa sobre quanta coisa tinha mudado nos últimos anos. Os Jacobs tinham sido um dos poucos na cidade que não julgaram ou apontaram o dedo para ela quando o inferno veio à tona, inclusive lhe ofereceram dinheiro quando souberem que os Swan a tinham expulsado de casa e era por isso que eles estavam celebrando junto com ambas as famílias. Toda a pequena Forks sabia o que estava acontecendo no quintal de Esme, mas não se atreviam a aparecer depois do que fizeram.

Edward, sendo o “papai urso” que era, colocou uma senhora em seu lugar na tarde de ontem quando ele, sua filha e Isabella foram dar um passeio após chegarem e pararam para comprar uma garrafa de água.

A jovem moça no caixa os parabenizou pela bonita família, mas a dona da mercearia deixou escapar que, segundo ela, Isabella tanto tentou que finalmente conseguiu manter o filho de um Cullen para se estabelecer entre eles – uma família de médicos e advogados. Quinze minutos depois, Isabella saiu de lá com o rosto vermelho de vergonha pela mulher que foi humilhada pelas bonitas – mas cortantes – palavras do seu noivo. Desde então, algumas pessoas não os encaram na rua e se o fazem, sempre exibem sorrisos educados.

— Onde está Edward? — A morena pergunta a Rosalie com uma careta. A loira está sentada em uma cadeira reclinável e confortável com Haven no colo, atenta a tudo que está acontecendo a sua volta — As pessoas já experimentaram de tudo um pouco, então eu vou cortar o bolo para que Haven possa ficar dentro de casa.

— Sim, ela já teve o suficiente de sol por hoje — Rose concorda, olhando para cima com a mão sobre os olhos para fazer sombra — A última vez que o vi, ele estava falando com Ravi, mas acho que os dois entraram e não voltaram ainda.

Isabella sorri e cruza os braços.

— Foi bom que ele tenha conseguido vir — Afirma Bella, e sua cunhada murmura uma concordância enquanto limpa um pouco de baba na boca de Haven com um pano — Edward quer mantê-lo perto e ter certeza que ele saiba que estamos aqui, caso o pior aconteça. — O estado do pai de Ravi tinha piorado de uma outra para outra e seus compromissos no país não tem permitido que ele viaje de volta ao Japão para oferecer-lhe conforto, pois, os médicos estão preocupados.

— Você sabe que ele considera Esme uma segunda mãe. Passar alguns dias aqui na cidade com ela, o distrairá um pouco dos problemas. Haven também, é claro.

— Oh, nem me fale! Ravi passou a manhã inteira reclamando sobre como era injusto não termos escolhido ele para padrinho de Haven, só para aborrecer Jasper.

Rosalie começa a rir, seu peito sacudindo a criança que choraminga para a mãe.

Ela silencia aos poucos quando sente o calor de Isabella e os braços dela a sua volta. Cantarolando baixinho, a morena beija a cabeça da filha lentamente e acaricia as suas costas enquanto Rose se levanta desajeitadamente da cadeira muito baixa, quase exibindo a calcinha para dois garotos correndo atrás de Lola.

— Ei! Deixem ela em paz — Isabella grita para eles. Desgostosa com o barulho, Haven começa a chorar de verdade. Seus lábios se inclinam para baixo e as lágrimas começam a descer, fazendo o peito de sua mãe ficar dolorido — Shh, querida. Eu sinto muito. A mamãe não vai gritar, tudo bem? Shh, quietinha.

— O que há de errado com a minha garotinha?

— Oi, amor! — Rosalie cumprimenta Emmett, ficando toda derretida e então, o homem só tem olhos para ela. É quase ridículo o quanto os dois se amam e Isabella pega a si mesma girando os olhos para o quão bonitos eles são — Senti saudade.

— Eu também senti, querida. Você viu que Mason ralou o joelho?

— Ai, meu Deus, ele está bem? — Ela agarra na camisa do marido, como se tivesse ouvido que o filho fraturou o fêmur e Isabella ri.

— Sim, mas está chateado por ter sido empurrado. Eu conversei com o garoto e o fiz pedir desculpas a Mason, então cuidei do machucado.

— Oh, tudo bem... logo eles estão correndo por aí novamente.

— Você pode colocar Lola de volta para dentro, por favor? — Isabella pede para Emmett, enquanto ele beija repetidamente os lábios da esposa para fazê-la sorrir — Ela está brincando, mas não quero que ela se machuque.

— Mulher, ela é uma gata — Emmett diz como ela se Bella fosse estupida — Elas correm, saltam janelas e escalam muros. Você acha que ela não fugirá de um par de meninos se tiver vontade?

— Por favor.

— Está bem! Eu vou cuidar disso, mas agora vocês precisam ir até a mamãe.

— Ei, quem é aquela?

Isabella vira na direção em que Rosalie está olhando com o cenho franzido e encontra uma jovem mulher desconhecida. Ao contrário das demais, ela está usando jeans, tênis e uma camiseta masculina de banda que foi cortada e ajustada. Seu cabelo é curto, menor na parte da nuca e de um loiro claro bastante bonito.

— Oh, merda. — Emmett xinga.

— Sem palavras feias na frente de Haven! — Rosalie briga e belisca seu braço, mas ele nem sente e continua observando a mulher. Sua falta de reação deixa sua esposa em alerta — Você conhece aquela moça, Emmett?

— Hum... bem, sim.

— Eu devo me preocupar?

— É claro que não! — Ele nega imediatamente, então seu olhar desvia e cai sobre Isabella — Talvez você, sim. Aquela é Lisa, a filha mais nova de Donald Gilbert.

— Puta merda! Eu sei quem eles são. — Rose diz, batendo as mãos.

— Querida, os palavrões... — Emmett tenta repreender, mas se cala com um olhar.

O nome faz algo piscar no cérebro de Isabella .

— Ei, pessoal! Venham conseguir um pedaço!

Todos se viram quando ouvem Esme gritar e balançar, chamando-os. Ela estava servindo o bolo em pratos para todo mundo na pequena fila. Isso era função dos pais da criança, mas assim como todos, ela deve ter cansado de esperar. A mulher se acalma quando o filho grita de volta que já estão indo e embora a boca de Isabella esteja salivando para provar, ela precisava encontrar Edward primeiro.

— Eu já volto.

A cozinha de Esme está imaculada quando Isabella passa, exceto pelo lixo transbordando com as embalagens dos alimentos. Ela ignora as caixas e segue pelo corredor que abre para a sala, arrulhando para filha enquanto segura sua pequena mão e finge que irá morde-la, só para tê-la fazendo aqueles adoráveis ruídos.

Sua caminhada é interrompida, porém, com a visão de Edward sentado em uma das poltronas, rindo com a cabeça jogada para trás enquanto uma mulher o acompanha, sentada tão na ponta do sofá que parece que irá se jogar em seu colo a qualquer instante. A risada dela é desagradável e um pouco forçada, alta demais, mas o riso de Edward é genuíno como se estivesse em volta de boas lembranças.

O som dos seus saltos no piso de madeira não faz nada para anunciar sua presença.

Ela pigarreia exageradamente para atravessar o som deles.

— Eu estou interrompendo alguma coisa?

A mulher passa rapidamente os olhos sobre Isabella, mas algo chama a sua atenção e de repente, ela está medindo-a de cima a baixo, parando no bebê em seu colo.

— Ei, babe — Edward se vira para trás para cumprimenta-la. A expressão dela não é das mais convidativas e para relaxa-la, ele sorri e levanta — É claro que não. Só estávamos conversando antes de eu voltar para o jardim. Precisa de alguma coisa?

— Agora não mais! Todos nós estávamos no sol te esperando para cortar o bolo e para as fotos — Ela explica, soando um pouco histérica, mas não podia evitar. Algo sobre essa mulher conversando com Edward como se fossem velhos amigos fazia a sua pele se arrepiar — Eu pensei que você estivesse com Ravi, então disse para a sua mãe ir em frente e te encontraria para comer conosco.

Era uma mentira, mas ele não precisava saber disso.

O que ele precisava fazer era explicar quem era ela.

— Maldição, babe. Me desculpe — O advogado enruga a testa, parecendo chateado por ter pedido. Haven resmunga, ainda brincando com a mão da sua mãe e faz o pai sorrir quando agarra o seu anel de noivado — Podemos fazer as fotos agora, se você quiser. Eu realmente sinto muito. Não vi o tempo passr.

Sim, bem... resposta errada.

— Essa é a sua esposa, Edward?

— Infelizmente não, mas estamos chegando lá — Ele ri antes de se aproximar das suas garotas e colar os lábios na bochecha de Isabella. Ela teria apreciado o carinho se não estivesse focada no olhar calculista da loira — Querida, esta é uma amiga minha, Amber Gilbert. Ela é a filha mais velha do Donald, lembra dele?

— Eu não gosto que se refiram a mim como “velha”, Edward — Amber faz beicinho, o olhando por baixo dos cílios e Isabella viu que – além da atitude infantil e mimada – ela poderia causar dano aos homens — Mas você está certo, afinal. Lisa veio três anos depois de mim.

— Desculpe — Ele ri — Esta é Isabella Swan, minha noiva — O advogado apresenta, agora bem menos entusiasmado após perceber o clima nada amistoso entre as duas mulheres — E a nossa filha, Haven.

— Oh, mas ela é uma graça, Edward!

Amber finalmente levanta do sofá, soando absolutamente encantada com a criança nos braços da mãe, mas a morena é capaz de sentir que não há nada de verdadeiro em seu tom. Ela só agradar a Edward, que como um pato, caí na sua falsa felicidade em conhecer a filha deles. Isabella respira fundo e mantém Haven perto quando a mulher coloca uma mão sobre o estômago dela e acaricia a sua roupinha.

— Quanto tempo ela tem?

A pergunta, é claro, foi feita estritamente para Edward.

— Dois meses e uma semana. — Isabella responde em seu lugar.

Quando ela olha para Edward, ele rapidamente percebe que ela não está confortável e assente, deixando-a saber que irá tira-la da situação.

— Oh! Eu imaginei algo assim, vendo como você continua... inchada.

Isabella enrijece com os braços de Edward ao seu redor.

— O que você disse?

— Amber, por que você não vai ver se Donald terminou aquela ligação? Ele está no escritório do meu pai. Diga-lhe que vamos encontra-lo no jardim, por favor.

Com isso, ele deu dois passos para trás, puxando Isabella delicadamente pelo braço e relutantemente ela o seguiu. Os dois ouviram um fraco “é claro” de Amber, mas seguiram para fora dali sem olhar para trás. Ele podia sentir a tensão nos músculos da noiva enquanto a guiava e tinha certeza que se Haven não estivesse com eles, ela teria saltado sobre Amber e a chutado para fora da casa.

— Você acha que eu estou inchada? — Ela pergunta, de repente, logo quando eles são atingidos pela música e o barulho das crianças gritando enquanto brincam.

— Não, você parece ótima. Eu te disse isso esta manhã. Na verdade, eu tenho dito isso todos os dias por um longo tempo... — Responde o ruivo, soando cansado.

E era verdade. Ele tinha.

Após o nascimento de sua filha, Isabella sofreu com o blues puerperal que durou bem mais do que as esperadas duas semanas. Edward foi pego de surpresa com a situação e não entendia a razão para em um momento ela estar em paz com Haven e no outro, trancar-se no banheiro para chorar. Era confuso para ela também o porquê da melancolia repentina. Apesar do enorme cansaço, Isabella mal pregava os olhos à noite, constantemente preocupada com a filha recém-nascida, mas sempre se esgueirava de volta para a cama quando sabia que Edward estava prestes a acordar. A morena sabia que algo estava errado com ela, mas não queria falar sobre isso e preocupa-lo ainda mais. Ela odiava cada vez que recuava do seu toque e como não conseguia se concentrar no que ele dizia, quando lhe contava sobre o seu dia no escritório. Tudo era sobre Haven. Cada nova lágrima em seu rostinho a fazia se sentir como uma péssima mãe, mas Isabella a amava tanto que tentava compensa-la passando cada minuto do dia ao seu lado – estivesse ela dormindo ou acordada. Isso resultou em uma exaustão física e mental, que a levou à irritação e assim as brigas com Edward começaram.

Ela não queria beija-lo.

Não queria ser abraçada à noite.

E não queria lhe mostrar o seu corpo.

Isabella descuidou de si mesma e encontrou conforto em roupas largas, filmes antigos, comida e claro... a sua filha. O resto, tornou-se desimportante. As brigas diminuíram após uma longa conversa entre o casal. Ela foi capaz de explicar um pouco como se sentia e novamente, Edward se comprometeu a respeita-la.

Ela achava que ele estava pressionando, quando tudo que ele queria era a sua companheira de volta.

Quando ela esteve em sua consulta obstétrica no fim do resguardo, Jason Wallis lhe garantiu que os sintomas eram temporários e que não havia nada com o que se preocupar. E ele estava certo. Sua ansiedade diminuiu. Ela começou a relaxar perto da filha e das outras pessoas, bem como passou a reagir melhor a tudo que tinha a ver com Edward. Eles ainda não eram íntimos e Isabella não estava feliz com o seu corpo ou pronta para dar início a algo, mas quando ele parou de procura-la, algo estalou em sua mente. Simplesmente não parecia certo.

Edward parecia não a querer mais.

Ou como Esme pensava, ele estava respeitando a sua decisão.

O que quer que fosse, não a fazia se sentir bem.

E aqui estão eles agora.

Unidos e parceiros durante todo o dia, mas estranhos por trás das portas.

Porque ela tinha o afastado.

— Você está certo, desculpe — Ela pede, arrependida e mais calma. Ele suspira quando sente sua mão toca-lo no rosto, o puxando para perto — Me beije.

Cheio de satisfação, Edward a beijou profundamente, parando apenas para sorrir dos sons de alegria da filha quase esmagada entre os dois. Ele sentiu o sangue correr em direção a sua virilha quando Isabella gemeu com um golpe de sua língua. Há tempos ele não ouvia o som vindo dela, mas como tudo que é bom dura pouco...

— Ei, pombinhos. Parabéns pela festa. Tudo estava ótimo — Elena elogia ao parar diante deles. Tyler está logo atrás, mas seu rosto voltado para o aparelho celular em suas mãos — Eu queria avisar que estamos caindo fora.

Com os lábios e bochechas avermelhadas do beijo, Isabella sorri ao passar Haven para os braços de Edward, empurrando o queixo na direção da mesa de piquenique onde sua mãe e toda a família está reunida, conversando após comerem o bolo.

— Eu vou dar a vocês um minuto — Ele anuncia — Até mais, Elena.

— Obrigada. Tchau, Edward. — Elena diz, e brinca ao esfregar o dedo no queixo de Haven, a deixando agitada antes deles irem.

— Vocês estão indo? E estão levando os garotos?

Ela não deixa de notar os dois sobrinhos de Tyler logo atrás dele, fingindo lutarem.

— Sim, eu sinto muito. Temos que deixá-los com a mãe dele. Tyler tem uma emergência no trabalho que precisa ser tratada amanhã cedo, então vamos pegar a estrada antes de anoitecer — Ela explica, lhe dando um sorriso de desculpas. Diante da carranca de Isabella, Elena pega a sua mão e aperta — Obrigada por me chamar. Eu adorei passar um tempo com Haven e conhecer toda a sua família.

— De nada. É sempre bom tê-la por perto, Elena — Isabella sorri, contrariada e a puxa para um abraço apertado — Vão com cuidado. E me ligue.

— Pode deixar.

Ela os assistiu partirem após ganhar um beijo de Tyler.

A morena passou a próxima meia hora conversando com os convidados e se despedindo da maioria. Eles elogiaram as comidas, a decoração e a própria Haven. Ela lamentava que todos não pudessem estar ali, mas não conseguiu dizer não quando Esme pediu para que o batizado fosse feito em Forks. O pessoal da agência; Miranda, Dominic, Maya e outros amigos foram chamados para participar, mas infelizmente não estavam disponíveis para viajar no final de semana.

Apesar disso, enviaram alguns presentes.

Isabella sentou-se com sua família na mesa para comer – depois de todos – e foi apresentada a Donald, que não podia ser mais diferente das filhas. O homem era bonito de alguma forma, simpático e divertiu a todos com histórias de quando ele e Carlisle eram jovens. Lisa também se mostrou uma boa garota. Ela pareceu se dar bem com Chelsea e juntas, ficaram em cima de Haven como abelhas no mel.

Algum tempo mais tarde, ela volta para dentro da casa para amamentar a filha. Era início da noite quando ela decidiu voltar, com Haven já de banho tomado, em roupas limpas e frescas. A música havia cessado e as luzes externas foram acesas. Angela, sua namorada e o bebê tinham se estabelecido em frente à TV, aproveitando o aquecimento e o momento de quietude. Na cozinha, Rosalie estava preparando uma salada caprichada para o filho, para equilibrar o açúcar no sangue do garoto que estava alimentando Lola em cima de uma das bancadas de Esme.

A mulher teria um ataque se visse. Tal como Carlisle.

Ela estava se dirigindo de volta às mesas quando alguém a assustou.

— A noivinha ainda não está cansada? — Ela pulou com a voz de Ravi antes de senti-lo abraça-la pelos ombros. Isabella o socou na lateral para puni-lo e ele se encolheu, mas não a soltou. Pelo contrário, inclinou-se e beijou a cabeça de Haven.

— Um pouco, mas estou confiante que ela terá uma boa noite de sono por causa do dia agitado que tivemos e nos... mas que diabos? — Isabella por pouco não conseguiu se impedir de rosnar diante da visão de Amber sentada ao lado de Edward, mexendo em seu cabelo enquanto ele está focado na conversa com o pai.

— Você não deveria estar xingando perto dela — Ravi avisa, acompanhando-a quando seus passos aceleram — Ei, espere aí, o que há de errado agora?

— Aquilo está errado — Ela sussurra – e meio grita – apontando para Amber — Eu não consigo entender por que Edward a deixa toca-lo desse jeito. Essa mulher ignorou que eu estou carregando o seu maldito anel no meu anelar e está descaradamente dando em cima dele!

— Eu não acho que ele percebe o que está acontecendo, Bella — Ravi defende, segurando o seu antebraço quando ela ameaça correr para lá — Eu suponho que o toque de Amber ainda seja um pouco familiar e que distraído, ele não perceba maldade nisso. Não é como se você o visse flertando de volta, certo?

— Que merda você quer dizer com familiar? — Ela late, ignorando o seu olhar sujo por causa de outro palavrão.

— Você está dizendo que a ficha ainda não caiu? — Ravi perguntou lentamente, a olhando com cautela — Edward já lhe contou sobre Amber. Carlisle é padrinho da sua irmã, Lisa. E oh, eles namoraram até que ela ficou meio... obcecada.

É claro!

Agora ela lembra.

Ela foi a única que atendeu o telefone quando Isabella ligou para casa de Edward.

— Aqui, dê Haven a minha mãe e diga-lhe que está tudo bem se ela cair no sono.

Ravi recebe desajeitadamente a bebê em seus braços.

— Bella! O que é que você vai fazer? — Ele pergunta, ficando para trás enquanto ela rebola em direção à mesa da família.

Sorrindo por cima do ombro, a morena responde.

— Vestir a minha calcinha de garota grande, Ravi — Ela pisca um olho — Aquela mulher não vai ficar familiar com o que é meu novamente.

Ele fecha a boca com um estalo, vendo que é desnecessário argumentar. Fazendo o caminho para a outra mesa, onde estão os Swan, ele a vê parar atrás de Jasper.

— Vocês ficarão para o jantar? As acomodações da pousada são boas, mas eu não diria o mesmo sobre a comida — Isabella sorri para Donald, que franze o cenho com a informação — Podemos fazer alguma coisa antes de vocês partirem.

— Oh, nós estamos ficando, querida — Amber anuncia com prazer, então olha para Edward de soslaio — Esme ofereceu o quarto de hospedes. Lisa e eu vamos dividi-lo e papai irá ficar com o escritório de Carlisle, como nos velhos tempos.

Oh, não. Inferno, não mesmo!

Jasper geme quando ela aperta os seus ombros com raiva.

Imediatamente ela suaviza e o acaricia, mas enquanto isso, seus olhos estão perfurando buracos nas costas da sua adorável sogra por fazer essa besteira.

— Excelente — Ela mente, soando extremamente falsa em sua empolgação. Olhando para Edward que tem finalmente sua atenção sobre ela, Isabella faz um movimento com a cabeça – sinalizando para dentro — Por que você não vem comigo e me ajuda a colocar toalhas novas nos banheiros?

Não quer ver anúncios?

Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.

Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!

O pedido estranho e fora de hora deixa a mesa em silencio por um segundo.

Até que Esme se manifesta, ofendida.

— Querida, eu já cuidei disso — Ela ralha, mas logo fecha os olhos e suspira com a falha — Na verdade, tenho que pegar lençóis extras para Donald.

— Nós podemos fazer isso.

— Mas, babe... — Edward protesta.

— Cara, levante-se! — Emmett ri — Ela quer falar com você em particular.

— Obrigada, Emm.

Isabella sorri docemente para o cunhado que ergue a garrafa de cerveja para o alto, em sua direção e sorri de volta antes de tomar um gole. Enquanto isso, Edward levanta ignorando o rosto mal-humorado de Amber e alcança sua noiva em três passos.

Quando o casal chega ao quarto, ela não perde tempo.

— Por que eles vão passar a noite aqui?

— Eu não sei o que você ouviu, mas Lisa disse que estava exausta para viajar um pouco mais e Donald perguntou se havia algum lugar para eles ficarem. Alex lhe falou sobre a pousada que ele estava hospedado com Chelsea, mas eu disse que havia um quarto desocupado, então mamãe ofereceu para as garotas.

— Isso é besteira! — Isabella grita, batendo a porta do quarto fechada.

— Ei, calma aí. Qual é o problema? — Os olhos de Edward se estreitam vendo a fúria dela. Embora sua atitude o incomodasse um pouco, a emoção por estar arrancando alguma reação dela era maior — Eu não espero que você e Amber virem melhores amigas, mas não vejo porque não deixar ela e sua irmã ficarem.

Isabella desviou o olhar e riu pelo nariz, sem nenhum humor.

Quando ela se voltou para Edward, seus olhos faiscavam.

— Seu imbecil! — Ela grita, partindo para cima dele. Edward tenta segurar seus braços, mas quando as palmas de suas mãos o atingem com força no peito, ele tropeça para trás — Você realmente achou que eu gostaria de ficar com a nossa filha sobre o mesmo teto que a sua antiga foda? — O advogado piscou quando foi atingido e empurrando pela segunda vez, surpreso que ela estivesse com... ciúmes.

Bom.

— Bella, você não tem que lidar com ela. Os três vão estar fora da cidade logo após o café da manhã. Amber não terá nenhum contato com Haven ou você.

— Eu quero ela fora!

— Você está exagerando. Pense bem, se fosse o Dominic, eu confiaria em você.

— Foda-se, eu não confio é naquela mulher! Ela passou toda a tarde em cima de você como um cão farejador de drogas — Edward piscou, confuso. Então seus lábios começaram a tremer e ele não conseguia parar de rir, embora ela grunhisse e o socasse, irritadíssima — É sério, pare de rir de mim! Eu não vou conseguir dormir sabendo que ela está há dois quartos de distância de nós, Edward.

O riso dele morre aos poucos quando ele vê sua expressão e percebe que ela está realmente aborrecida e agitada. Tentando descontrair para acalma-la, certo de que iria fazê-la bufar e andar para longe, ele arrisca uma cantada.

— Então tudo que eu tenho que fazer é manter ocupada, babe.

Seu sorriso malicioso e divertido desmancha com surpresa quando os olhos de Isabella escurecem e ela assente, segurando firme a sua camisa nas mãos e o puxando para tão perto que então só há poucos centímetros separando seus rostos.

— Espero que você seja bom nessa coisa de distração, porque eu não estou te deixando sair desse maldito quarto!

O pau de Edward agita imediatamente.

Quando a morena usa seu próprio peito para empurra-lo até a porta, ele sente sua calça ficar apertada com o volume crescendo mais a cada segundo só por tê-la o envolvendo em seu cheiro frutado. Por quanto tempo esse mesmo cheiro o tem atormentado? As noites enlaçando a sua pequena cintura enquanto afundava o nariz em seu cabelo para dormir, o deixaram com as bolas roxas por incontáveis vezes. Isabella nunca fez um movimento que indicasse que ela sentia a sua falta para sexo, apenas relaxava e aproveitava os carinhos, até os retribuía com beijos, mas não percebia que eles só o deixavam à beira do desespero.

Por isso, no momento em que seus lábios macios se fecham na carne do seu pescoço em um beijo seguido de um chupão, Edward geme descaradamente e corre com as mãos para agarrar a sua bunda. Ela exclama em sua garganta, mas não se queixa e segue com a provocação, choramingando quando Edward roça a sua dureza sobre a buceta dela por cima do estúpido vestido. Ele rosna quando Isabella abre a sua camisa, estourando os botões e o arranha ao empurra-la dos seus ombros. Em seguida, ela começa a trabalhar em seu cinto e cada vez que seus dedos esbarravam nele, Edward sentia que poderia explodir.

É a vez dela gemer quando é tomada por um beijo duro, quente e quase punitivo. Enquanto ela sente a barriga firme de Edward em suas mãos, ele usa a língua contra a sua para lembra-la exatamente do que esteve perdendo. Sentindo seu clitóris pulsar em agonia, Isabella o arrasta para o lado esquerdo do quarto e assim que Edward atinge a cadeira baixa – a qual ele gosta de usar para tirar os sapatos –, a morena abre suas calças e as empurra até o meio das coxas, junto com a cueca. O ar escapa dele quando é empurrado sentado para baixo, então Isabella fica de costas e alcança o zíper do vestido, puxando até exibir sua bunda em uma calcinha branca e imaculada, mas que deixa quase tudo de fora.

— Gostosa! — Ela treme quando Edward ruge o elogio, mas grita ao sentir uma picada em uma das bochechas.

Olhando para trás, ela o vê lamber os lábios após morde-la. O que a faz engolir seco, porém, é a visão do pau dele sendo acariciado em sua mão enquanto ele devora a imagem do seu bumbum, não sei importando em nada com as malditas estrias.

— Eu te amo tanto — Ela chora, ficando novamente em frente a ele. Ainda trabalhando em si mesmo, Edward a assiste deslizar a calcinha para baixo e o mais breve vislumbre do seu sexo melado do próprio tesão o faz perder a cabeça. Isabella grita novamente quando ele a puxa para o seu colo, a obrigando a ficar escancarada e sentada em suas pernas. Edward tenta tomar um mamilo na boca, mas ela o empurra para trás — Por favor, não. Eu preciso de você. Me tome.

— Bella, espere...

— Jesus Cristo! — Os dois gritam quando ela desliza no seu comprimento com facilidade. Enquanto a cabeça de Edward cai para trás com o quanto ela parece apertada e confortável, a de Isabella pende para frente.

Parecia uma eternidade desde ela o tinha tomado. Seus olhos lacrimejaram quando ela começou a se mover, os movimentos quase bruscos demais após a invasão repentina, mas a morena resmungou quando Edward tentou para-la e continuou a sentar sobre ele, ignorando a maior parte das suas tentativas de participar. A cadeira era perfeita para ajudá-la em tudo, por isso, ela conseguiu leva-los ao orgasmo sem qualquer dificuldade.

A abstinência, é claro, tornou tudo mais rápido e intenso.

Isabella gozou ruidosamente enquanto apertava o rosto do ruivo em seus seios, sentindo-o ofegante em sua carne e suspirou quando seu homem enrijeceu, amaldiçoando enquanto jorrava em seu canal. Suados, eles se abraçaram por um longo momento até que Edward segurou em sua bunda e fez menção de levantar.

— Fique! Eu não estava brincando. Você não vai deixar o quarto.

Seu corpo balançou forte quando Edward gargalhou.

Mesmo assim, ele ignorou a ordem e levantou-se com ela nos braços.

— Edward, pare. Para onde você está indo?

— Já que você terminou de me foder para marcar o seu território, vou leva-la para a cama — Ele olhou para o seu rosto tomado pelo desejo e decidiu que essa ia ser uma longa noite — Agora é a minha vez de fazer amor com você, lento e doce. Dentro e fora da sua buceta por horas, babe. A porra da noite toda, ok?

Ele não lhe dá tempo para reagir, a joga sobre o colchão e cumpre com sua palavra.

Isabella também.

Edward não deixa o quarto até o dia seguinte.

E por fim, saciados e felizes, ambos adormecem com uma doce bebê entre eles.

(Roupa da Isabella)

Notas finais
Então, gente, desculpa. Eu deveria ter postado antes, mas um monte de coisa aconteceu nos últimos dias e hoje mesmo quase não aguento usar o notebook. As minhas costas estão terríveis! Muita dor. Por que? Só Deus sebe. Mas o capitulo está entregue e eu espero que vocês tenham gostado. Momentos de tensão nessa fase nova do casal, mas é isso mesmo, viu? A gente vê um verdadeiro conto de fadas nos livros, mas a realidade não é sempre linda. O bom é que, novamente, o Edward e a Bella trabalharam juntos e passaram por mais uma "dificuldade". Se gostaram, por favor, deixem reviews. Bom final de semana para todos e... bem, estamos chegando no final da história.