Erros Do Passado
7 Capítulo 7 - A malvada da terceira série
Notas iniciais
Eu nunca aprendo a escrever o nome do Broadway direito, então se puderem me avisem aí como é ~feel like a poser~
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Aqui o capítulo, espero que gostem :33
(POV Dominique)
- Sou Tomás. — Respondeu ele, cumprimentando.
- Tá bom, Tomás — Disse eu. — Prazer te conhecer.
- O prazer é meu. Então, tenho que ir agora. Te vejo por aí — Respondeu ele, já preparado para andar, mas eu o puxei de volta.
- Espera, você tem que me ajudar. — Disse eu, como se fosse uma obrigação dele e algum tipo de lei, ele ergueu as sobrancelhas. — Você pode me ajudar, por favor? — Pedi.
Ele deu de ombros, assentindo.
- Pode me dizer onde fica o studio 31?
Ele olhou para mim surpreso, depois riu. Fiquei ali parada, esperando para saber onde ele tinha achado tanta graça.
- Studio 21. — Ele corrigiu e eu revirei os olhos. — Eu estou indo para lá também.
Sorri, satisfeita, me colocando a frente dele.
- Ótimo.
Andamos muito pouco e eu quase não acreditei que o studio estava bem na minha cara e eu não tinha encontrado. Durante o "caminho" Tomás me perguntou várias coisas, como se eu era nova na cidade e o porquê de estar indo para o studio.
Não contei nada sobre ser filha de Germán, afinal, o menino nem deveria saber quem é Germán Castillo, mas conversamos bastante sobre a Espanha.
(POV Violetta)
Angie ainda não tinha chegado e eu conversava animadamente com Fran e León. Cami conversava com Broadway e Naty com Maxi. Era íncrivel como os casais tinham se desenvolvido tanto no studio... menos para a Ludmila, que estava sozinha. E André.
Logo Tomás chegou e Francesca fora conversar com ele. Infelizmente, eles ainda eram amigos e eu me perguntava como eles não percebiam que eram perfeitos um para o outro. Eles já tinham namorado uma vez e todos (eu, León, Cami, Maxi etc...) achamos que eles deveriam se dar uma segunda chance.
Quando pensava nisso, me lembrava de que Tomás talvez ainda gostasse de mim. Talvez!
Isso me deixava um pouco preocupada, porque já me causara muitos problemas antes e eu estava muito feliz com León. E para ser tão feliz com León, eu tive que fazer um acordo com Tomás. Não poderiamos nos falar, só o básico. Porque mesmo que fossemos só amigos e jurarmos para o mundo que somos realmente só amigos, sempre iria ter alguém para contrariar. Esse alguém podia ser até Tomás, já que ele adorava dizer que eu gostava dele.
- Vilu, você tá aí? — Perguntou Fran, estralando os dedos na frente do meu rosto.
- Desculpa, eu estava distraída. — Respondi, dizendo o óbvio. Fran riu baixinho. — Oque você tinha me perguntado?
- Te perguntei se já tem alguma idéia de que música vai cantar no festival se for selecionada.
Arregalei os olhos. Tinha esquecido completamente do festival de música para jovens.
O festival iria juntar várias escolas para uma competição.
Basicamente, cada escola precisava fazer um pequeno show com música e coreografia, porém, somente 10 alunos de cada escola participariam do festival e desses 10, 5 seriam escolhidos para cantar em um solo.
- Pelo jeito nem pensou direito nisso, né? — Perguntou Fran e eu assenti. — Eu também não...
Ri e depois disso, paramos de conversar, afinal, tinhamos que prestar atenção na Angie.
O dia correu bem, e no final eu e León sentamos em uma sala vazia. Era bom ficar ali, sozinha com León, mesmo que estivessemos em silêncio.
- Vai me contar sobre sua irmã agora? — Perguntou, quebrando o silêncio. Me mexi, desconfortável na cadeira, mirando meus sapatos. — Tudo bem, você não precisa contar.
Sorri, mas balancei a cabeça em negação.
- Não, tudo bem. — Respondi, já tentando achar um jeito de começar toda aquela história sobre Dominique. — Meu pai recebeu uma carta de uma... ex-namorada dele, dizendo que ele tinha uma filha com ela e que a garota queria conhecer o pai. Ele concordou em trazê-la para Buenos Aires para nos conhecer, mas foi realmente uma surpresa para nós. Um susto, eu diria.
- Oque você acha disso? — Perguntou León e eu o olhei com dúvida. — Me disse que Angie está sendo legal com ela, mas e você?
- Ah, eu... bom, ela acabou de chegar na minha casa, é estranho saber que é minha meio-irmã. Minha primeira impressão foi que ela tem...
Não sabia como expressar em palavras minha primeira impressão de Dominique. Acho que na hora que ela chegou estava tão nervosa, surpresa e ansiosa que nem parei para pensar na minha opinião sobre ela.
- Uma personalidade forte? — Perguntou León, completando minha frase e eu dei de ombros. — Eu sei que tem alguma coisa errada.
- Oque? — Perguntei, um pouco confusa. — Alguma coisa errada com Dominique?
- Não, com você — Exclamou ele. — Você não parece feliz.
Sorri. Eu estava feliz, só estava confusa. Descobrir que seu pai tem uma filha com outra mulher, uma meio-irmã que você nem sabia que existia é... é muita coisa para uma pessoa só. Eu não estava triste com aquilo, nem estava feliz. Eu não sabia oque sentia com aquela situação.
- Ah, León... não quero falar disso, por favor...
- Tudo bem então.
Sorri, enquanto León passava o braço pela minha cintura, andando comigo até a porta.
- Vamos, temos que achar a Dominique — Disse ele, indo em direção a porta do studio.
- Que Dominique? — Perguntei, bobamente e só depois de alguns segundos me liguei. — Ah, claro, Dominique, tinha esquecido, vamos.
- Acha que ela voltou para casa? — Perguntou ele.
- Não, acho que não.
(POV Dominique)
Eu estava lá, esperando Violetta desde que Tomás entrara no studio — achei melhor não acompanhá-lo, já que não era aluna e também não conhecia ninguém lá.
Reconheci um casal que vinha de mãos dadas e vasculhavam o lugar com os olhos. Eu estava encostada em uma árvore e esperei que eles me exergassem, até que vieram andando até mim. Não pareciam animados.
- Você demorou! — Reclamei aos murmúrios. Violetta revirou os olhos sutilmente.
- Não posso fazer nada, tenho que ficar no studio.
- Eu sei, mas porque eu tenho que ficar aqui te esperando? Germán é mesmo um idiota.
Percebi que Violetta ficara um pouco irritada quando disse aquilo sobre seu pai, mas não liguei. Estava me perguntando oque devia fazer agora. Sabia que Violetta não iria direto para casa, ela ficaria passeando com o namorado e eu não estava afim de ficar de vela.
Porque não podia simplesmente ficar na casa?
Me virei, pronta para ir embora, mas Violetta me chamou.
- Onde você vai? — Perguntou.
- Para sua casa, falar para o Germán que não sou obrigada a ficar te seguindo para todo lugar.
- Não! Vamos, entra no studio, falamos com Pablo, ver se você pode assistir as aulas, para não ter que ficar aqui fora esperando todo dia.
Fui praticamente arrastada para dentro do studio 21. Me surpreendi, tudo lá dentro parecia alegre, cores vivas, alunos para lá e pra cá. Me deu uma vontade imensa de ser uma aluna de lá. Eu não me importaria nada de ter que ir para o studio todo dia.
Violetta e León falavam com Pablo enquanto eu observava um grupo de meninos cantando em uma sala á frente. Eles eram ótimos e mesmo quando perceberam que eu estava olhando, não pararam: do contrário, cantaram ainda mais animadamente.
Bati palmas no final da apresentação, entrando na sala.
- Nossa — Foi a única coisa que consegui dizer.
- Desculpa... você é nova aqui? — Perguntou um que era o mais baixinho, ele era menor que eu e sinceramente? Muito fofo.
Assenti, olhando ao redor da sala — que estava cheia de instrumentos. Fiquei fascinada com tanta coisa.
- Dominique — Chamou Violetta, percebi que pelo tom de voz dela, ela já devia estar me chamando há algum tempo e eu nem estava ouvindo. Fiz um sinal com a cabeça e me despedi dos garotos rapidamente, correndo para fora da sala. — Você vai poder ficar dentro do studio e vai assistir ás aulas comigo, ok? — Perguntou Violetta muito simpática, como se estivesse explicando para uma criança que 2+2 é 4.
Sorri brincando e balancei a cabeça, afirmando admirada, como se fosse mesmo uma criança que acabara de aprender que 2+2 é 4.
- Mas você não precisa vir todo dia comigo, você sabe o caminho...
- Claro... claro. Também não quero que me vejam andando com você — Brinquei, mas Violetta parecia não estar no clima para brincadeirinhas, ou talvez ela fosse sempre assim séria.
Comecei a andar a frente de León e Violetta, mais uma vez, evitando ficar de vela enquanto eles conversavam sobre um festival ou algo do tipo. Checava minhas mensagens no meu celular sem prestar muita atenção no caminho.
Quase enfartei quando uma figura loira pulou na minha frente, sorrindo de um jeito estranho e com um olhar curioso. Fiquei olhando ela falar alguma coisa enquanto tentava me recuperar do susto.
- Quem é você? — Perguntou a garota, sem se preocupar em ser educada. Fiz uma careta, não estava muito afim de conhecer pessoas daquele jeito.
Quer dizer, só de se olhar para ela já dava para perceber.
- Vejamos: Cabelo louro e perfeito, maquiagem bem feita, roupas caras, glitter, pose estranha... — Disse, olhando para ela e prestando atenção em cada detalhe. — Tá, já entendi, você é a abelha rainha do studio.
Ela me olhou com uma sobrancelha erguida, dessa vez, parecia ainda mais curiosa. Seu rosto me era familiar.
- Ludmila. — Cumprimentou, mas com um pouco de desprezo ao olhar para mim.
- Dominique. — Respondi, já pronta para desviar e continuar andando.
- Não acredito, Nicky-feinha! — Ela exclamou, surpresa.
Arregalei os olhos. Nicky-feinha era o apelido que eu tinha quando eu era criança em uma escola dos EUA. E ela era aquela garota argentina loira que tinha inventado o apelido, claro.
- Não sei do que está falando... — Respondi a coisa mais idiota que pude e tentei inutilmente sair da frente de Ludmila.
- Ah, você nem está tão feinha agora! — Ela exclamou e começou a rir logo depois. — Não, mentira, continua a mesma.
- É, e vejo que seus dentes não são tão separados como antes — Disse, com um sorrisinho enquanto ela colocava a mão na boca, como se não acreditasse no que eu tinha dito.
Saí de lá um pouco irritada por ter encontrado com Ludmila, alguém que eu esperava não ver nunca mais desde os meus 8 anos de idade, mas também me sentindo vitoriosa.
Esperava realmente que ninguém tivesse ouvido nossa conversa. Eu odiava o apelido Nicky-feinha. Odiava também Nicky, já que Domi é bem mais legal e um pouco mais original. Enfim, oque importa mesmo é que eu tinha conseguido irritar Ludmila. A patricinha loira e malvada desde terceira série.
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