Error 404 - Queridos Creepypastas
8 Capítulo 7 : Jeff é um pardalzinho. Que gracinha.
Notas iniciais
Ainda encostada na porta dele, Jeff abriu-a e eu quase caí em cima dele.
–Ahm, desculpe. -disse me ajeitando.
–Você está bem? -ele perguntou.
–Na verdade,eu estou de saco cheio desse lugar. -falei.
–Hm. Acontece nos primeiros dias. -ele falou,passando a mão no cabelo. -Vamos, vamos sair.
–Mas ainda não é noite. -falei.
–Eu sei,não precisa me dizer. Não sou cego. -Jeff disse. -Vamos a qualquer lugar da floresta, apenas pra você respirar ar fresco.
–Não quero. -falei. -Prefiro ir dormir, ou morrer de vez.
–Depois o louco sou eu... -ele disse baixo. -Vamos, você não vai conseguir morrer.
–Quer apostar?! -o olhei. -Está bem. Eu vou. -falei contrariada.
Afinal, não deveria estar contrariada! Eu quem disse que estava de saco cheio dessa mansão. Por conta da pressão, e os habitantes e Jeff... E ele me ofereceu ajuda.
Enrolei meu cabelo, e o prendi com um coque. Jeff suspirou e andou ao meu lado enquanto descíamos as escadas.
–Aonde vão? -Teri perguntou sorrindo.
–Não é da sua conta. -Jeff respondeu.
–Não seja grosso,Jeffrey. -falei o olhando e depois, voltando o olhar para Teri. -Vamos apenas respirar um pouco.
–Tudo bem. Não voltem tarde. Slender costuma notar os assassinos faltantes. -ela sorriu.
–Não sou assassina,Teri. -sorri. -Voltamos logo.
Me apressei, Jeff estava bem lá na frente, quase chegando na porta de saída. E parecia sem paciência.
***
–Sabe andar por essa floresta inteira? -perguntei,enquanto me enrolava para andar entre alguns galhos caídos.
–Cuidado para não cair. -Jeff disse me segurando. -E sim, eu sei. Eu fui um dos primeiros que Slender acolheu, por isso, o mais entediado. Andava por aqui quando tinha tempo livre.
–Obrigada. -respondi,soltando lentamente a mão da mão esquerda dele. -Entendi...
Jeff andava alguns cinco passos a frente de mim, pisando em folhas secas e com as mãos nos bolsos. O vento fresco batia em meu rosto e fazia os cabelos de Jeff ficarem engraçados.
Soltei um pequeno riso e Jeff me olhou.
–Chegamos. -ele disse.
Então, ele se sentou na beira de um penhasco enorme que tinha e que eu juro, se ele não tivesse me avisado que chegamos, eu não olharia para o chão. Eu estava distraída com o vento, os pássaros e o verde das árvores. Afinal, é muito bom se sentir livre.
–Uau. Isso é realmente alto. -falei, olhando para baixo.
–Não se preocupe. -ele disse. -Sente-se aqui. -ele bateu levemente com a mão no chão, do lado dele.
–Tudo bem. -falei, me abaixando e me sentando.
Jeff suspirou.
–Costumo vir aqui para pensar melhor. -ele disse olhando para frente. -Pensar sobre coisas que fiz, com pessoas que talvez não merecessem...
Apenas fiquei olhando ele, sem falar nada. Estava na hora...Na hora dele se abrir com alguém. E se ele acha que eu seria uma boa ouvinte, o que eu poderia fazer?
–Sabe, se todos fizessem isso, se tornariam uma pessoa melhor. Ou, não sei. -ele disse,colocando uma mecha de cabelo para trás. -Eu não pedi para ser um assassino. Eu nasci assim...
Estava ventando muito, meu cabelo se soltou e agora voava conforme a brisa batia. A floresta não era tão assustadora de manhã.
–E...Ninguém me deu a chance de provar que eu poderia ser melhor do que isso. Me julgaram sem entender que passo por conflitos dentro de mim mesmo. É ruim, é difícil e eu não posso evitar.
Não disse nada,apenas o olhei. Ele respirou fundo e fechou os olhos.
–Se você abrir os braços...Assim. -falei abrindo meus braços e sorrindo. -Dá pra imaginar que você é um pássaro.
–Que merda é essa? -ele me olhou questionando-me.
–Ah...Isso é muito bom. -comecei a rir sem motivos. O vento estava ainda mais forte,dando mais realidade a minha ilusão. -Tente,Jeff.
–Claro que eu não vou tentar essa porra ridícula. -ele disse,cruzando os braços.
–Nossa. -abaixei os braços e olhei para ele franzindo o cenho. -Você é muito chato.
–O que? Eu sou chato? -ele questionou.
–Vamos,tente. -falei.
–Não.
–Agora. -mandei.
Jeff fechou os olhos,impugnado. Passei as mãos no moletom dele, e pelos braços. Ele respirou fundo...E continuou respirando daquela forma.
–Tudo bem...Agora,apenas sinta. -falei sorrindo interiormente.
Jeff é um pardalzinho. Ai, que gracinha. –Gargalhei para mim mesma.
Passei novamente as mãos por todo seu braço, subindo até seu rosto. Então,me arrisquei o máximo, passei a mão sobre suas cicatrizes.
Bonito... Ele devia ser bonito antes. Por que fez isso?
Jeff abriu os olhos.
–Chega de tocar em mim. -ele falou, separando seu rosto do meu toque.
–Desculpe. -coloquei minhas mãos para frente e olhei para o penhasco.
–Tudo bem,Marrie. -ele disse evitando ficar irritado com minha atitude.
–Hm...Vamos voltar para casa? -perguntei, um pouco tímida.
–Não. Vamos ficar aqui. -ele disse. -Tudo bem para você?
E desde quando Jeff pede minha opinião para qualquer coisa? Ah, por favor. Me digam que ele não está pegando afeto a mim, por favor! Meu Jesus Cristo, Jeff não!
–Sem problemas. -respondi sorrindo fechado.
***
Foi apenas quando começou a escurecer,que percebi quanto tempo tinha passado com Jeff a beira daquele penhasco. Ele me contava sobre cada um que morava na mansão CP e as brincadeiras que fazia com cada um dele. Disse que já houve um beijo entre Teri e ele. Impossível, não? Pois é. Mas, percebendo meu olhar questionador, ele disse que foi apenas durante um jogo.
Imagino, um jogo. Pelo menos eles se divertem um pouco com jogo,além de matar e estripar pessoas.
–Ok,Marrie. Vamos. -ele se levantou, limpando o moletom e a calça.
Jeff estendeu sua mão e eu a segurei para levantar,coloquei uma mecha do meu cabelo que estava rebelde para trás da orelha e suspirei. Foi aí que eu notei que ele ainda estava segurando minha mão.
–O que está fazendo? -perguntei, observando ele olhar cada detalhe da minha mão delicada e pálida.
–Só...Analisando. -ele falou.
–Hm... -disse tirando minha mão das dele. -Chega,não é?
–É. -ele me olhou. -Vamos para cidade, procurar o cinema que você não foi.
–Não deve ser muito longe. Afinal, não devo ter caminhado muito para chegar aqui na floresta. -eu disse,andando junto a Jeff de costas para o penhasco.
–É verdade. -ele falou. -Não se preocupe.
–Tudo bem.
Notas finais
Me mandem um oi, pelo menos. u_u Euem.
Ah, sim. A demora?
Meu computador pegou um vírus do capeta. Aí eu exorcizei ele e o vírus saiu. *uuuu*
Beijos.
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