Notas iniciais
Oieee pessoas, é madrugada, eu tenho que acordar daqui a uma hora e acho que nem vou dormir. Sei que demorei e peço desculpas, mil e um problemas... mas o lado bom é que só um problema falta se resolver: o da saúde. Bom, segue o capítulo recém escrito e espero que vocês gostem. Revisei ele mas tenho certeza que passou erro, então, qualquer coisa é só me avisar Boa leitura

O domingo amanheceu preguiçoso, o tempo estava feio e uma chuva fininha caía sem parar. O dia perfeito para se ficar na cama o tempo todo.

Abri meus olhos e ainda demorou um pouco para eu perceber o que era aquele peso que eu sentia sobre o meu abdome: era o braço do Eren, enlaçando a minha cintura. Me virei e o olhei — ele dormia profundamente, babava um pouco pelos lábios semi-abertos, molhando a fronha do travesseiro. Balancei a cabeça em desaprovação falsa, peguei o braço dele e o ergui, tirando-o se cima de mim.

Me levantei e fui ao banheiro, estava levemente dolorido pela noite passada, a qual nós praticamente não dormimos. Depois preparei café e deixei na cafeteira elétrica para que não esfriasse, preparei ovos mexidos e torradas e peguei o jornal na porta do meu apartamento. Eren ainda dormia e eu desisti da ideia de acordá-lo.

Sentei-me à mesa e abri o jornal na seção de economia, peguei a xícara de café pela borda e tomei um gole.

Já estava terminando a leitura da seção do jornal e a minha segunda xícara quando sinto braços envolverem meus ombros por trás.

_Bom dia! — Eren apoiou o queixo no meu ombro e falou baixo perto do meu ouvido.

Larguei o jornal e toquei os braços do Eren, olhei para o lado e ele me deu um selinho.

_Bom dia — respondi e ele veio se sentar na cadeira ao meu lado — Coma — falei apontando para as coisas sobre a mesa.

Eren encheu a xícara de café e deu um gole antes de pegar uma torrada e a cobrir com uma camada de ovos mexidos.

Eu voltei a ler o finalzinho do jornal, bebericando o meu café e dando umas olhadas de canto de olho para o garoto ao meu lado que comia com apetite.

Terminamos o café e me levantei recolhendo as coisas e levando para a pia; Eren se aproximou.

_Deixa que eu lavo — falou já pegando o avental e o colocando, amarrando nas costas. Ficou pequeno, é claro, afinal era para o meu tamanho e eu dei uma pequena risada e fui ajeitar o quarto.

Era pouca louça e logo ele estava na porta do quarto me vendo trocar os lençóis e esticar os limpos sobre a cama.

_O senhor troca os lençóis todo dia? -perguntou encostado na porta.

_Dias alternados e depois da noite de ontem, não havia condições de continuar com os mesmos — comentei e embolei os lençóis levando-os até a minúscula lavanderia e jogando-os na máquina de lavar.

Voltei para o quarto e Eren segurou meu pulso quando eu passava por ele e me abraçou pela cintura.

_Talvez não fosse bom ter trocado os lençóis tão cedo — sorriu para mim de um jeito muito claro sobre as suas intenções.

_O que quer dizer com isso? — me fiz de desentendido e arqueei uma sobrancelha, sorrindo de lado.

_Exatamente o que o senhor ouviu — então Eren me beijou.

“Moleque atrevido, pensa que pode ficar me beijando assim? À torto e à direito?” — pensei comigo mesmo sentindo a língua do outro pedir passagem nos meus lábios.

Eu poderia ter interrompido tudo, mas senti meu ventre se apertar na bem conhecida sensação do desejo e, por isso, entreabri meus lábios e deixei a língua do Eren tomar conta da minha boca, do mesmo jeito que eu estava deixando as mãos dele percorrerem o meu corpo, espalmadas sobre o meu peito, acariciando e arranhado de leve.

Enrosquei minhas mãos nos cabelos dele e os puxei de leve enquanto o beijo se aprofundava.

Os poucos passos que separavam a porta da cama foram vencidos rapidamente e logo Eren estava deitado sobre mim. O beijo foi interrompido para tirarmos nossas roupas, tudo apressadamente.

_Pensei que não quisesse de novo, depois de todas aquelas vezes na noite passada — comentei enquanto Eren vinha por cima novamente, marcando meu tórax com beijos e lambidas.

_É a despedida antes de eu ir embora — comentou e levou a mão ao meu membro, começando a massageá-lo gostoso. A boca continuava a sua investigação pelo meu peito e tomou um mamilo, sugando de leve.

_Ahh… — um gemido escapou antes que eu conseguisse me controlar — Sabe… pode ficar aqui por hoje, se não tiver nada para fazer em casa, é claro.

Não queria parecer que estava pedindo para ele ficar, até porque eu não estava mesmo! Era só um convite, um comentário do tipo: “Fica aí, se não tiver nada melhor”. Era o que eu achava pelo menos.

_Mesmo? Posso ficar? — Eren se ergueu e me olhou animado.

_É-é — tentei disfarçar como eu achei fofa a reação dele.

Eren então estreitou os olhos e sorriu.

_Então vamos aproveitar bem o domingo — e deitou-se sobre mim.

_Nem tanto, moleque — falei e o abracei.

Nos beijamos novamente e sim, cada vez que eu o beijava mas eu gostava, mais eu queria beijar e beijar.

Ambos já estávamos excitados, e continuávamos a esfregar nossos corpos um contra o outro, nos roçando intensamente, beijos, lambidas e mordidas feitas para dar prazer.

Alcancei o tubo de lubrificante e joguei para o Eren, ele o pegou e despejou uma porção na mão, então segurou o meu membro e começou a me masturbar. Ofeguei e gemi, sentindo os dedos daquele moleque apertarem o meu pênis e movê-lo para cima e para baixo. E quando eu já ia abrir minhas pernas num convite mudo para ele me tomar, Eren segura o meu membro e o posiciona na sua entrada. Começa a descer lentamente, apertando o meu pênis no seu interior quente. Gemi e segurei na sua cintura.

_HHggnn…ahh...-Eren gemeu quando terminou de descer e eu dei uma estocada para cima, arrancando outro gemido dele.

Eren jogou a cabeça para trás e apoiou as mãos no meu peito, passou a mover o quadril para frente e para trás, ondulando o corpo comigo todo dentro. Apertei sua cintura e movi meu quadril também, sentia meu pênis bater nas paredes internas de Eren e… ele era tão apertado…

_Haaa… hmmm — gemi e me sentei, alcançando o pescoço do outro e começando logo a beijar e lamber, dando algumas mordidas. Eren ofegou e começou a se mover mais rápido, subindo e descendo no meu colo as mãos apoiadas nos meus ombros, segurei as nádegas cheias dele e ajudei na movimentação, meu próprio corpo movia-se por conta própria, estocando-o para cima.

_Levi… tão bom… -Eren olhou nos meus olhos e gemeu. Senti meu corpo pegar fogo.

“Porque ele tinha que gemer assim, tão gostoso?” — pensei

Senti meu corpo pegar fogo, apertei as nádegas dele com força, arrancando mais um gemido e comecei a me mover mais rápido, tentando acertar o ponto sensível do Eren e, quando num movimento mais brusco, arranquei um gemido alto e longo do rapaz em cima de mim, tive certeza que consegui atingi-lo.

Mirei sempre ali e quanto mais eu o estocava mais Eren gemia gostoso e se contraía, movendo-se mais e mais rápido.

_Eren… — o gemido sussurrado escapou dos meus lábios e foi a última coisa que eu conseguir dizer antes do Eren tomar os meus lábios nos dele e iniciar um beijo intenso, enroscando a língua na minha, mordiscando os meus lábios.

Me empurrou de volta de encontro ao colchão e começou a cavalgar ainda mais forte e rápido em mim, senti meu membro pulsar e meu ventre formigar. Deslizei minhas mãos pelo peito do Eren, acariciando e beliscando os mamilos e apertando a cintura, movendo o quadril dele e o forçando contra o meu.

_Leviiii… _choramingou e escondeu o rosto na curva do meu pescoço, senti os dentes dele se enterrando em mim, abafando o gemido. Sua entrada me apertou e eu acabei me derramando no seu interior.

Ele caiu sobre o meu peito e eu acariciei suas costas, então ele rolou para o lado e se aconchegou no meu peito, ergueu os olhos para mim e sorriu.

_Sempre é tão bom… — comentou

Dei um selinho nos lábios dele e sorri discretamente.

Ficamos abraçados por algum tempo, depois tomamos banho e trocamos a cama pelo sofá. Nos deitamos e eu liguei a televisão, assistimos uns filmes, comemos pipoca, conversamos e nos beijamos muito.

E sim, fizemos amor. Não, não foi amor, foi sexo. Porque não estávamos apaixonados um pelo outro.

Já era final da tarde quando Eren se vestiu completamente. Eu fiquei enrolado no lençol, deitado de bruços e apoiando o queixo na mão, olhando ele fechar a calça e vestir a blusa justa.

_Tenho que ir, ainda tenho que ajeitar umas coisas da escola — explicou enquanto calçava os sapatos.

_Tudo bem — concordei.

Eren vestiu a jaqueta e se aproximou da cama, me levantei ainda enrolado no lençol que cobria a minha nudez, o sêmen dele começou a escorrer pelas minhas pernas e eu ignorei a sensação incômoda; ele me abraçou pela cintura.

_Vai sentir minha falta? — perguntou todo meloso.

_Vou — disfarcei a voz para que parecesse mais frio, mas ele não percebeu, ou não pareceu perceber.

Eren me deu um beijo de despedida, eu correspondi automaticamente e abri a porta. Ele saiu e acenou para mim, acenei de volta e fechei a porta.

*

Não achei que fosse sentir falta do Eren, mas na terça-feira eu percebi que pensei no rapaz várias vezes por dia. Balançava a cabeça, mandando embora a imagem do Eren da minha memória.

“Isso é o que dá quando se passa o final de semana com uma pessoa. Credo!” — pensei todas as vezes que me pegava pensando no moreno.

Na quarta-feira, eu tinha decidido não pensar nele. Custasse o que custasse eu não pensaria em Eren.

Estava cotando as ações na minha mesa, tão concentrado que nem olhava para os lados.

_ Tão concentrado… tá querendo uma promoção? — a voz do meu chefe me tirou do meu mundinho de números. Me assustei e olhei para o loiro de olhos azuis e sobrancelhas grossas.

_Hã? Claro que não. Estou fazendo somente o meu trabalho — desviei meus olhos novamente para a tela do computador.

_Tá estressado? — Erwin entrou na minha sala e sentou-se na cadeira do outro lado, cruzou as pernas.

_Não. Estou normal — respondi sem tirar os olhos da tela e digitando uns valores aqui e ali.

_Quer ir tomar um café?

Olhei de relance para ele.

_Não — voltei a digitar.

_Ora, é o seu chefe falando — ele se levantou — Vamos tomar um café e dar uma respirada, você está a muitas horas concentrado nisso.

Suspirei, vencido e me levantei.

_Vamos então.

Subimos até o nono andar, lá tinha um espaço que servia de cafeteria, com aquelas máquinas expressas e os potes com as cápsulas de mistura das bebidas; era só encaixar a cápsula na máquina, colocar água no compartimento e ligar. Mais para frente, tinha uma sacada grande, com alguns bancos e mesas, era o local que o pessoal fumante se reunia, a gente chamava o local de fumódromo. Eu não fumava mas gostava de ficar ali quando não tinha mais ninguém, o vento soprava forte e batia contra o meu rosto. Dava uma sensação de liberdade ótima.

Preparei o meu café puro e Erwin um machiatto, fui até a parte externa, afortunadamente, não tinha gente ali, estávamos sozinho, exceto por uma moça que terminava o seu café e estava concentrada lendo algo no celular, mas logo ela terminou de beber e saiu da sala.

Tomei um gole, não era exatamente um expresso mas era saboroso e tinha pouco açucar, minha língua estalou no céu da boca com o amarguinho bom da bebida. Me encostei na parede e o vento bagunçou meus cabelos, passei a mão e ajeitei as mechas.

Erwin olhou para mim e para os lados, como se verificasse se havia mais alguém ali ou não.

_Levi — me chamou e eu olhei para ele — Nós podíamos sair para beber hoje…

Eu sabia exatamente o que isso significava e não estava nem um pouco afim de revirar o passado.

Balancei a cabeça silenciosamente.

O loiro apoiou o braço na parede, perto do meu rosto.

_Por que não? A gente bebe um pouco, relaxa… — falou sério, mas o convite para algo a mais estava clara ali.

Eu conhecia o Erwin há muitos anos, e sim, nós tivemos um caso de alguns meses que acabou exatamente porque eu perdi o interesse. Mesmo ainda hoje eu admirava o corpo dele. Eu gostava do biotipo do meu chefe, tanto que era isso que eu procurava nos garotos de programa que eu contratava: homens já feitos, loiros, com expressões sérias. Isso até eu ver a foto daquele pirralho e resolver tentar algo diferente.

_Melhor não, Erwin. Esse happy hour vai acabar com você me fodendo em alguma cama — dei um gole no meu café, mesmo com o copinho sendo de isopor, o vento frio roubava rápido o calor da bebida.

Erwin já estava acostumado com o meu jeito direto de falar, então ele nem se surpreendeu com o jeito que eu falei.

_Tem algum problema com isso? Você está sozinho, não?

Lembrei vagamente que Erwin tendia a ser um pouco ciumento e isso foi uma das coisas que tiravam a minha paciência com ele.

_Não é da sua conta e sim, eu vejo problema nisso. Não quero voltar a me envolver com colega de trabalho, ainda mais sendo o meu chefe.

Erwin se aproximou mais e eu senti o hálito quente dele bater contra o meu rosto, ele ia me beijar e eu espalmei a mão no seu peito, impedindo-o de avançar. Dei o último gole no café e saí, escapando do cerco do outro.

Joguei o copinho de isopor no cesto de lixo e apertei o botão chamando o elevador. Erwin não tentou me alcançar e eu não o esperei. Assim que as portas se abriram, eu entrei e apertei o número correspondente ao meu andar.

Voltei para a minha sala e ao trabalho, cinco minutos depois eu vejo o Erwin sentando-se na mesa dele e mexendo nos papéis.

Suspirei e peguei meu celular. Abri o aplicativo de mensagens e fiquei olhando o contato do Eren, estava na dúvida se mandava uma mensagem ou não. Na segunda feira ele havia me mandado um emoji de olhinhos, mas eu não tinha respondido.

Respirei fundo e digitei um [boa tarde], apertei no ícone de enviar e as setinhas ficaram azuis imediatamente.

“Ah, então ele estava no aplicativo, será que esperava mensagem minha ou estava conversando com alguém?”

Meu celular vibrou com a resposta.

[ Boa tarde, tudo bem?]

[Sim e com você?] — digitei.

[Melhor agora]

Sorri um pouco. Aquela resposta havia me encorajado.

[Como está a escola?]

[ Ah, está bem. Um monte de trabalhos . E ah, eu tenho uma novidade mas quero lhe dizer pessoalmente]

[Podemos nos ver hoje à noite, que tal?]

[Claro. Espera, tô recebendo uma ligação]

Voltei a trabalhar mas todo o esforço de não pensar no Eren foi por água à baixo. Fiquei pensando no que faríamos: iríamos sair ou ficar em casa?

Minutos depois meu celular vibrou novamente. Peguei-o e toquei na notificação.

[ Desculpe, acabaram de ligar da agência, tenho que trabalhar hoje. Podemos nos ver amanhã?]

Digitei um [claro] mas meu dia acabou ali.

Eren iria ter um programa, um outro homem iria tocar no seu corpo, iria tomá-lo ou ser tomado por ele, iria ouvir os seus gemidos. Soquei a mesa, assustando meus colegas de trabalho. Nossas salas eram feitas por divisórias, metade de compensado, metade de vidro. Olhei para o lado e vi Erwin me olhando com o cenho franzido.

Disfarcei e voltei a trabalhar.

**

Na quinta-feira, eu estava com um mau humor do cão, fui trabalhar e lá estava o Erwin com uma expressão feliz, o que me deu mais raiva.

Entrei direto na minha sala, murmurando um bom dia que eu duvidava que alguém o tivesse ouvido. Comecei a trabalhar e lá pras treze horas, recebi um whats do Eren: era um emoji dos olhinhos; devolvi os olhinhos para ele.

[Tudo bem?] — digitei

[Sim, estou numa correria com uns documentos]

[ E a novidade? Quero saber. Hoje à noite?] — digitei

[Hmmm, bem que eu queria. Mas o cliente de ontem fechou essa noite também…]

[Tá bom então]

[Bravo?]

[Não. Até depois]

Essa situação era muito esquisita. Eu sabia que ele estaria com outro homem e mesmo assim queria voltar a vê-lo.

“O que eu estou fazendo? Aonde isso vai me levar? Ele está com outro, vai saber quando terá tempo para mim. Mesmo eu pagando…” — pensei, sentindo uma sensação ruim tomar conta do meu peito. Olhei para o Erwin e uma idéia estúpida passou pela minha cabeça.

Peguei o telefone e disquei o ramal da mesa dele.

_Erwin Smith, boa tarde — cumprimentou.

_Sou eu — falei

_O-oi — ele olhou para mim da mesa dele.

_Sobre ir beber algo depois do serviço.

_Aahhh… podemos deixar para a sexta? Hoje não dá.

Isso foi um balde de água fria em mim, recuei da minha ideia de perder um pouco de tempo com o Erwin.

_Ah, então deixa.

_Repensou melhor? — a voz do Erwin ficou mais baixa e ele olhou de modo provocante para mim. Arregalei meus olhos e cortei o contato visual.

“E se alguém vê ele fazendo isso??? Vão começar a fofocar” — virei de costas para ele.

_Hum… não… só queria gastar o meu tempo, uns amassos, talvez algo mais — comentei.

_Dois minutos, no banheiro do nono andar -falou e desligou.

Desliguei também, ajeitei a camisa no corpo e me levantei. Passei direto por ele e peguei o elevador, entrei no banheiro e encostei na pia, esperando.

Pouco depois ele entrou no banheiro, veio em minha direção e me beijou, desviei minha boca e o beijo pegou no cantinho.

_Sem beijos — anunciei.

_Por que isso agora? -perguntou segurando minha cintura.

_Porque eu quero assim — apertei o membro dele sobre a roupa.

Erwin suspirou e segurou firme na minha cintura, atacou o meu pescoço com beijos duros e mordidas fortes. Senti a minha ereção começar a erguer-se.

O toque dele era bem diferente do do Eren, mas nós tínhamos nos relacionados anteriormente e o meu corpo deve ter guardado na memória isso, porque ele reagiu rápido aos toques do loiro.

Fui arrastado para a última cabine, Erwin sentou-se no vaso sanitário tampado e eu me encaixei no colo dele. Começamos a nos esfregar, ele beijando e sugando a pele do meu pescoço. Enlacei seu pescoço e comecei a rebolar na elevação que o membro ereto de Erwin fazia na roupa dele.

_Me deixe te beijar — sussurrou muito baixo e apertou o meu traseiro.

_Cála a boca — falei.

_Arrogante — sussurrou de volta mas parou de falar e abriu a minha camisa e viu as sombras das marcas que o Eren havia feito no domingo. Percebi que o olhar dele escureceu.

“Ciúme? Talvez…”

Mas não falou nada, continuou me tocando, beliscando os meus mamilos enquanto eu seguia rebolando e me esfregando na ereção dele.

Abri a camisa de Erwin e explorei o tórax super definido, ele era gostoso demais e eu não resisti em provar o sabor da pele clara, coberta por uma fina penugem dourada. Deslizei minha língua pelo peito e mordi um mamilo. Escorreguei do colo dele e me postei agachado entre as pernas dele.

Encarei os seus olhos azuis e abri o zíper da sua calça, vi ele segurar a respiração e dar um sorriso sacana, antevendo o que eu ia fazer.

Puxei a box para baixo, apenas o suficiente para que o membro duro dele saltasse para fora, o segurei, movendo as mãos na extensão. Erwin fechou os olhos e eu passei a mover a mão mais rapidamente.

Levei a outra mão ao meu próprio membro e comecei a me masturbar. Me inclinei para ele, entreabrindo os lábios e lambendo, desde a base até a glande. Comecei a chupar gulosamente.

Erwin abriu a boca, mudo, então gemeu.

_Levi… tão bom…

Parei, não sei porque mas parei. Lembrei daquele maldito pirralho e perdi o tesão.

O que era uma coisa bem ridícula para se fazer porque afinal, ele fodeu ontem e ia foder hoje com outro homem que não eu.

Me levantei e demorou alguns segundos para o Erwin perceber que não ia continuar sendo chupado.

_O que foi? — olhou para mim.

_Perdi o tesão — expliquei, fechando a minha calça.

_Como assim? Do nada? — percebi o desagrado no tom de voz dele.

_É — dei de ombros e me virando de costas para abrir o trinco da porta.

Então fui prensado contra a porta, o corpo muito maior e mais musculoso que o meu começou a se esfregar em mim, roçando o membro duro no meu traseiro. As mãos do Erwin apertaram o meu corpo, abrindo novamente a minha calça e a puxando para baixo juntamente com a minha box.

Arfei e gemi baixo, empinando o meu traseiro. O desejo começou a voltar. Erwin encaixou o pênis entre as minhas nádegas e começou a se esfregar, gemendo baixinho.

Reconsiderei a possibilidade de fazer sexo com Erwin naquele banheiro mas então, ele me vira de frente para ele, segura os meus braços e me beija.

Me surpreendo com o beijo mas não demora em eu morder a língua dele e o empurrar.

_Eu falei sem beijo. Qual o seu problema?

Abri a porta da cabine e saí quase semi-nu no banheiro, se alguém entrasse naquele momento iria me dar o flagra, mas isso não aconteceu e eu rapidamente fechei a minha roupa e saí rápido do banheiro antes que o meu chefe viesse atrás e me forçasse alguma coisa.

Eu sou forte, apesar do meu tamanho mas nunca teria força suficiente para dominar o Erwin.

Voltei para a minha mesa, o coração pulando à mil por hora. Uma das minhas colegas de trabalho olhou para mim e eu fechei a cara, rapidamente ela abaixou o olhar e voltou a trabalhar.

Olhei o celular, nenhuma mensagem.

A verdade é dura, mas tem que ser encarada.

Eu não queria apenas sexo.

Eu queria sexo com o Eren.

Meia hora depois Erwin reapareceu, não olhou na minha cara e eu nem me importei com isso.

As horas se passaram e eu já estava no fim do expediente quando ele surgiu na minha sala.

_Só passando para te avisar que segunda-feira virão novos estagiários. E você não irá escapar dessa vez. Terá que supervisionar um deles, entendeu?

Olhei duro para ele e ele me devolveu o mesmo olhar.

_Isso é uma ordem, Levi.

_Entendido.

_Hunf — falou e saiu.

Respirei fundo e peguei as minhas coisas para voltar para casa e muito provavelmente para mais uma noite com sonhos eróticos.

Notas finais
Gostaram? Teve um lime levinho de Eruri. Não posso negar que eu shippo um pouquinho Erwin x Levi mas essa fic será Ereri, a não ser que meus leitores peçam muito. Normalmente eu tento atender quem pede algo na fic :3 Não esqueçam de comentar e/ou favoritar - isso me deixa feliz pra caramba. Beijos beijos