Era outono

1 Capitulo 1- Dois outonos


Notas iniciais
Eu simplesmente fui fazendo. Então se ficou sem sentido, por favor, me avisem. Obrigado e espero que gostem da história.

Era outono. O sol das duas da tarde, radiava como nunca e esquentava rostos frios. Ele era francês. Acabara de chegar ao país e não conhecia ninguém. Ela vivia lá desde sua infância. Só bastou uma troca de olhares para se apaixonarem. “ Se apaixonarem?”, você pergunta. Sim, se apaixonarem. Duas pessoas que nunca se viram. Minha pergunta é, você acredita em amor a primeira vista?

As folhas já caiam sobre suas cabeças como penas ao vento. Atrasada para o trabalho, ela pegava um atalho pelo parque. Mexia em seu celular seu olhar por onde ia. Ele observava tudo, cada detalhe de cada canto do parque. Esta maravilhosamente distraído, olhando para os pássaros que voavam de arvore em arvore. Eles se trombaram. Celulares e papeis foram para o chão. Ele a ajudava a pegar suas coisas, com pressa, olhares foram trocados. “Perdão”, disse ele. Ela se levantou e andou o mais rápido que podia. Ele a observou indo embora, enquanto a analisava por completo, até virar a esquina.

Atravessou a rua e entrou no prédio. Subiu vinte e dois andares de elevador. Entrou correndo no escritório. Seu salto ecoava no ambiente como se houvesse apenas ela. Meses de trabalho não seriam perdidos por um cochilo. Vinte minutos atrasada. Ela entrou confiante na sala. Duas horas e meia depois, seu cargo de gerente já estava garantido. “Só não se atrase mais, senhorita”, disse seu chefe. “Não irei”, pensou ela, balançando a cabeça em afirmação.

Ele estava lá há horas. Tirava foto de tudo e todos. Pássaros, folhas, arvores, animais, pessoas. Cada foto saia uma melhor que a outra. Capturava a beleza que seus olhos podiam ver e os guardava para si em uma câmera. Chegava em sua casa, os revelava e espalhava pelo mundo. “Olha a beleza que o mundo nos oferece”, dizia ele. Em sua loja, havia fotografias em todas as partes. Grandes, pequenas, médias. Compridas, longas, achatadas, quadradas. Suas mãos viviam cheias de tintas, pintando e desenhando em blusas, telas, papéis avulsos. Tudo vendido por um preço justo, para manter sua casa e seu sonho.

Dois anos se passaram. Era outono. La estava ele fazendo o que sempre fazia, quando alguém o empurrara. “Mil desculpas”, disse a moça. Ele já a vira antes, as agora estava diferente. Seus cabelos não estavam castanho- claro como antes, eles estavam negros como a noite mais escuro do ano. Sua pele, branca como a neve, destacava seus olhos azuis, que brilhavam. “Tudo bem.”, respondeu ele. Ele a ficou encarando por alguns instantes, se perguntando como seria seu nome.

-Eu o conheço?- perguntando ela, com um olhar estranho.

-Não, não. Acho que não. –gaguejou ele.

Ela se afastou e continuo com sua caminhada. Sua mente dizia coisas simultâneas que se desviavam dele, mas seu coração dizia outra coisa. Algo que ela não conseguia entender.

-Oi.

Uma voz a empurrou de seus pensamentos e ela levara um susto. Parando, ela se apoia em seu joelho, sem folego. Ela olha para cima e vê o homem com quem ela trombara. Seu rosto quadrado era coberto por uma fina camada de barba. Seus cabelos castanhos eram curtos e estavam jogados para trás. E seus olhos faziam um degrade de castanho-claro para verde. Eles brilhavam como se estivessem vendo a coisa mais bela do mundo.

-Perdão. Não quis assusta-la. – ele olhava com cuidado como se estivesse segurando o artefato mais caro do mundo.

-Tudo bem, eu que estava distraída. –disse ela se afastando, ainda sem folego. Ela o olhava com cuidado, como se sentisse medo.

-É, eu menti.

-Sobre?

-Não te conhecer. É... Eu já trombei com você uma vez, aqui no parque mesmo.- gaguejou ele.

-Ah, sim... – ela o analisava nos mínimos detalhes, tentando se lembrar de onde o conhecia- Você não é daqui, é?

-Não, não. Quer dizer, sim. Bem, eu moro aqui há três anos. Mas sou francês. –disse ele com cautela.

-Ah, entendo.

“Dois minutos não é nada”, dizem por ai. Mas não é bem assim. Dois minutos para uma pessoa pode ser nada, e para outra, tudo. Comparado com pessoas que tinham dois minutos para terminar o trabalho da escola, ou dois minutos para pegar o ônibus, ou até mesmo dois minutos para ficar sem fazer absolutamente nada. Comparado as outras pessoas, dois minutos era uma eternidade. E pelo que pareceu a eternidade eles se encararam. Ela pensava “Como será seu nome?” e ele “Que linda”.

-E ai, cara!

Eles foram tirados do transe por um amigo que passava.

-Tudo bem? Quem é ela?

-Hm... Eu já estou indo. Tchau. – com os susto e a volta de estado normal, ela correrá, sem reação, para lugar nenhum.

-Quem era ela? –perguntou o amigo, confuso.

-Não sei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.