Era novamente uma vez

15 Capítulo 15 – O que vier...


Notas iniciais
Oi gente! Tudo bom com vcs? Olha, como ngm me matou eu voltei e estou postando maus um capítulo pra todas, tá bom?? Hahaha espero que curtam a continuação dessa confusão que só aumenta! Boa leitura!

– Boa noite! — disse a ruiva olhando com atenção os movimentos de Jane

– Então, ao que estamos brindando exatamente? — provocou Jane com sua voz rouca

– Não sei ainda... Mas eu gosto de champagne e queria alguém para me acompanhar.

– Ah certo. E eu tenho cara de quem gosta de champagne?

– Na verdade não. Mas tem cara de ser uma ótima companhia... — respondeu a outra mordendo os lábios

Jane riu entendendo perfeitamente o jogo da mulher a sua frente. Podia ser algo bem diferente do que ela tinha planejado para aquela noite mas já que estava ali, por que não se divertir um pouco?

– Digamos que eu posso ser sim! Qual seu nome?

– Zelena e o seu?

– Jane! Prazer! – a detetive esticou a mão, apertando a da outra e a segurando sobre a mesa – E o que você faz da vida, senhorita Zelena, se não for incômodo perguntar?

– Bem, eu posso falar ou você pode tentar adivinhar, que tal?

– Adivinhar? Ok.. – Jane pensou só um pouco e logo arriscou uma resposta — Você é modelo!

A ruiva ergueu uma sobrancelha relativamente surpresa depois forçou um sorriso:

– O que te faz pensar isso?

– Bem, pela sua aparência física, pelo fato de eu só ter saído com um tipo de mulher que podia se dar ao luxo de tomar uma champagne em plena quinta-feira a noite e elas tinham essa profissão e principalmente pelo cartão que está em cima da sua bolsa. É de um estúdio que fotografa modelos e fica algumas quadras daqui, aparentemente você acaba de vir de lá.

– Pelo visto não tem muita graça brincar de adivinhar com você, Jane. Faz o que da vida, é detetive?

– Uhum!

A outra balançou a cabeça rindo:

– Espera, é mesmo? Eu estava sendo irônica...

Jane retirou o distintivo do bolso e apresentou rapidamente à outra o guardando na sequencia enquanto ria:

– Parece verdade agora? E a propósito, eu sei fazer outras coisas melhores além de adivinhar.

Zelena tomou um gole da bebida e a colocou sobre a mesa se debruçando para frente chegando mais perto de Jane:

– Uma curiosidade que sempre tive: detetives usam algemas?

A morena abriu um sorriso safado indo também mais para frente:

– Depende... Só se você for uma má menina!

–X-X-X-

Emma ria enquanto jogava pipocas no ar tentando acertar a boca junto com Giovanni entre uma apresentação e outra dos pilotos. Eles estavam se divertindo como nunca com a barulheira e bagunça toda do lugar. A loira num momento por hábito pegou seu celular do bolso e olhou a tela se lembrando que ele estava desligado o guardou. O amigo prestou atenção na atitude:

– Está esperando alguém ligar?

– Não. Quer dizer, se ligar ela que vai ficar esperando, estou sem bateria.

– Está tudo bem entre você e a Jane?

– Eu e a Jane? – perguntou a outra surpresa – Sim, está, por que?

– Ah, não sei, vocês estão sempre juntas mas hoje você estava passeando sozinha e parece meio agoniada.

– Ahh, isso? Não, nada a ver, é que ela tinha um encontro e eu não queria chegar cedo em casa para não atrapalhar.

– Humm, então é com a Regina o problema! Sempre falei que você não tinha temperamento pra casar!

Emma virou o rosto franzindo a testa para o italiano que abriu um sorriso bobo e voltou a devorar sua pipoca olhando para os carros aquecendo os motores. A loira lhe deu um murro fraco no braço indignada:

– O que você quis dizer com isso afinal?

– Aaaii! Ué, vocês não são casadas? Às vezes a esposa enche o saco, faz parte... Mas você é como eu, baby, não suporta dar satisfações nem ter que obedecer ordens quando não quer, então fica difícil agradar a patroa e ser feliz com ela sempre!

– Nós não somos casadas! Da onde você tirou isso?

– Emma...por favor, vocês só não tem um papel assinado, mas já moram juntas, passam o tempo livre juntas, ligam uma pra outra toda hora...

– Se for assim, então eu sou casada com a Jane também!

– Você nunca transou com a Jane, pelo menos não que eu saiba e mais importante que isso: você não olha pra ela como olha pra Regina, Em. Ela é a única que te faz ficar com olhar bobo de gente apaixonada.

Emma abriu e fechou a boca sem saber como argumentar. O outro balançou a cabeça dando risada. Ela não desistiu:

– Eu gosto da Regina como amiga, mas dai a um amor como casal é um passo muito grande, você está enganado!

– Sabe, baby, meu pai costumava falar que se apaixonar por um amigo era a maior dádiva do mundo. Por que ninguém nos conhece nem aceita por completo mais nós mesmo do que um verdadeiro amigo. E amar alguém e casar com esta pessoa é se entregar por completo, é confiar no outro e ser seu amigo como ele é de você. Então, fale o que quiser, mas eu só digo que você ama aquela morena e se não é, devia casar logo com ela. – ele fez uma pausa vendo a outra baixar os olhos e refletir um longo instante, achou por bem amenizar o clima – além do que, ela é muuuito gostosa!

Ambos riram e Emma pegou as pipocas jogando com violência em cima dele, depois voltaram a assistir o campeonato.

–X-X-X-

Regina e Anabelle estavam no laboratório da delegacia compenetradas nas imagens da tela do computador da mais nova.

– Aqui, está vendo? Essas inscrições na lâmina da adaga correspondem a um conjunto de línguas que formam uma frase!

– Caramba, como foi que você chegou nisso, garota?

– Bom, eu gosto de Senhor dos Anéis e de cara achei bem parecido com a linguagem élfica, mas pra ter certeza eu fui pesquisar e dai notei que não era tudo que estava escrito em élfico só um trecho o restante demorei pra identificar mas está em copta.

– Em que? – perguntou Regina confusa

– Uma língua morta usada no Egito no século III.

– Aahh... claro! – comentou Regina pensando consigo que a moça era tão doida quanto a prima mais velha – E o que diz ai então?

– Pois é, este é o problema, consegui traduzir mas não compreender exatamente, veja bem, a parte em élfico fala sobre destruição dos homens e a parte em copta fala sobre abrir caminhos a força.

Regina ficou parada refletindo um tempo, depois seu cansaço e praticidade falaram mais alto e ela logo se enfureceu:

– Sério? Quer dizer, que você me trouxe aqui, às 22h da noite pra dizer que descobriu que na arma encontrada na árvore do Senhor Gold tem uma charada em línguas mortas e imaginárias escrito? Só isso? Não pra que ela foi usada, nem de quem pertence a mão, muitos menos como o Senador morreu?

Anabelle ficou sem graça encolhendo os ombros:

– Bem, eu achei que talvez fosse uma informação relevante para a investigação já que não sabemos nem por onde começar e o significado dessa arma encontrada e...

– Olha, converse com os detetives amanhã, está bem?! Eu não tenho tempo para resolver charadas, minha querida! Boa noite!

A morena virou as costas e saiu caminhando com passos duros e decididos pelo corredor afora. Tinker desligou o computador pensando que não podia ser mais azarada, parecia que tudo que tentava fazer saia errado. Mas tudo bem, no fim das contas ela já havia se acostumado a ser assim. Trancou o laboratório e pegou suas coisas para ir pra casa.

Regina foi até seu carro conferindo o celular. Nenhuma ligação de Emma. Estranhou, queria saber se a outra ainda estava nas redondezas para irem juntas para casa e explicar melhor o que havia acontecido anteriormente e saber como tinha sido o jantar com a família Swan. Ligou para a loira algumas vezes, mas sempre caia na caixa postal. Foi direto para casa e entrou chamando pela loira e por Jane que não atenderam. Subiu as escadas passando na frente do quarto das duas e verificando que os mesmos se encontravam vazios. Deu os ombros e foi tomar um banho depois se deitou. Estava realmente cansada mas por mais que negasse estava igualmente preocupada com o fato de Emma não ter voltado para casa ainda e por isso não conseguiu dormir. Estava num cochilo leve quando ouviu a porta de entrada se abrir e acordou novamente. Aguardou um tempo para identificar se era Emma que havia entrado quando reconheceu o timbre rouco de Jane quando esta subiu as escadas em direção a seu quarto. Ela falava com alguém e pelo jeito que a outra gemeu ao invés de responder algo deduziu ser a doutora sabichona com quem a detetive tinha jantado. Sorriu internamente, pelo menos sua amiga estava feliz e ia estar bem realizada na manhã seguinte, diferente de algumas semanas atrás quando a loira a deixou sozinha na balada e ela ficou toda cabisbaixa o fim de semana inteiro. Bom, ao menos naquela dia ela, Regina, havia se divertido e realizado bastante com Emma. Às vezes parava para pensar e queria que fosse sempre assim. Adorava ter a detetive ao lado dela, morando na casa e fazendo companhia, mas mais do que isso queria poder acordar todas as manhã com Emma abraçada nela em sua cama, sentir seu perfume em suas roupas e roubar beijos ao longo do dia. Já fazia algum tempo que ela odiava ter que admitir, mas ela sabia que gostava muito mais de Emma do que como amiga só não sabia ao certo como lidar com isso.

–X-X-X-

Giovanni deu carona para Emma até sua casa, mesmo por que já era bem tarde e ele sabia que a amiga estava sem carro:

– Obrigado por hoje, Em, foi muito mais divertido do que se tivesse ido com a menina!

– Imagina, Gio! Me diverti muito também, estava precisando descontrair, obrigada!

Ela abraçou o amigo e saiu do carro. Já na porta ele chamou ela de novo:

– Ei, e não se esqueça do que eu falei sobre...

– Sim, sim, eu já entendi! – cortou a outra rapidamente com medo do italiano dar alguma gafe – Obrigada pela dica, ok?

O rapaz sorriu acenando com a mão e indo embora. Emma entrou em casa balançando a cabeça e pensando realmente sobre o que o outro havia dito. Ela podia ter algo a mais com Regina, isso era tão certo, mas então porque não tinham? Ela ficou doida de ciúmes ao ver a morena beijando a analista mais cedo no bar e isso era inegável. Ela não queria mais que o sexo com a outra fosse casual, porque por mais que ela negasse ela tinha vontade de ter Regina pra si quando quisesse e ser dela da mesma maneira. Mas as duas eram muito orgulhosas então alguém teria que dar o primeiro passo pra mudar as coisas. Passou pela sala decidida que quando acordasse na outra manhã conversaria com a morena a fim de estabeleceram algo, nem ela sabia direito o que, mas tudo bem. Viu um par de saltos espalhado pelo caminho e não reconheceu como sendo de Regina. Logicamente não era dela nem de Jane, chegou a porta do seu quarto e ouviu risos e gemidos baixos vindos do quarto de Jane, logo entendeu que aquelas saltos só podiam pertencer à “doutora patricinha” como tinha intitulado a nova paixão da morena. Sorriu por dentro imaginando que a outra passaria uma semana mil vezes melhor bem humorada do que a anterior, o que na atual circunstância com tanto trabalho a fazer seria ótimo, além, claro de estar contente pela amiga.

No dia seguinte Regina acordou cedo, sexta era o dia que ela, Emma e Jane geralmente faziam uma corrida juntas antes de ir pro trabalho pois era o dia que todas entravam um pouco mais tarde. Mas ela supôs que Jane não levantaria tão cedo e Emma que nem tinha visto chegar em casa bem provavelmente também não. Trocou de roupa e saiu sozinha mesmo para o exercício matinal.

Emma nem ouviu o despertador tocar mas levantou com tempo de sobra para ir para o trabalho, só não se lembrava que era o dia da corrida então tinha que ter levantado mais cedo. Tomou uma ducha rápida e desceu para a cozinha para preparar seu café. Estava sentada na bancada lendo jornal e tomando chocolate quente com canela quando ouviu alguns passos descendo a escada e viu uma figura ruiva vestida num roupão que Jane ganhou num Natal de Regina, mas nunca usou, acabava sempre emprestando para alguém que passasse a noite com ela. Levou um susto pois definitivamente não era com essa pessoa que ela esperava trombar em sua casa naquela manhã, mas não falou nada, apenas esperou a estranha se aproximar e abrir um sorriso simpático:

– Bom dia. Você deve ser a Emma, amiga de Jane!

– Bom dia. Sou sim e você é...

– Zelena!

– Certo, e você é “amiga” da Jane?

– Na realidade nos conhecemos ontem!

Emma ficou ainda mais surpresa, mas que raios teria acontecido no encontro da amiga pra ter acabado de uma maneira tão inesperada?

– Ahh, entendi! Bom, fica a vontade!

A outra agradeceu e foi se servir para comer, Emma ficou observando a moça que mesmo depois de acordar e num roupão era uma mulher realmente atraente. Estava se coçando de curiosidade para perguntar a Jane sobre ela quando a própria apareceu descendo as escadas, de cabelo molhado, vestida com um shorts e camiseta.

– Oi, Em! – disse ela passando pela amiga e pegando uma xícara de café preto

– Hei, Janie!

As duas observaram Zelena sorrir e se dirigir até o sofá da sala para tomar seu café. Jane sentou ao lado de Emma passando manteiga no pão sob o olhar nada discreto da loira de choque.

– O que foi?

– “O que foi” pergunto eu. – disse a outra sussurrando – O que aconteceu com a doutora?

Jane suspirou profundamente antes de responder:

– Me disse que segundo estatísticas colegas de trabalho não devem se envolver porque dá merda. Não nessa palavras obviamente, mas a parte das estatísticas foi séria!

– Ela o que? Mas só pode ser doida essa patricinha, não é possível...

– Pois é! E além de tudo eu vou ter que conviver com a criatura todos os dias no trabalho, ser profissional e educada então antes que fizesse uma besteira resolvi descarregar a tensão!

Emma olhou de relance para a ruiva novamente:

– É uma bela distração pelo menos.

– Mais bruta do que eu esperava. – comentou Jane apontando para a coxa e mostrando alguns roxos que formavam um agarre de mão.

Emma balançou a cabeça rindo:

– Ela não me é estranha...

– Talvez não mesmo, é modelo!

– Não, tenho a impressão que já vi foto dela aqui em casa em algum lugar.

– Numa revista da Re provavelmente! – disse Jane revirando os olhos. – Aliás cadê ela?

– Pois é, também não sei, deve ter entrado mais cedo hoje.

Jane bateu na testa e na sequencia bateu no braço de Emma:

– Hoje é sexta! A gente não foi de novo correr com ela!

– Puta que pariu! A gente sempre esquece, que merda...Ela vai ficar furiosa quando voltar!

Jane deu os ombros e as duas continuaram comendo, Zelena voltou para lavar seu prato e pediu licença se encaminhando ao banheiro. Nesse momento Regina chegou e arrumando os cabelos suados cumprimentou as amigas:

– Bom dia, belas adormecidas! Se fosse esperar vocês pra me manter em forma estaria uma baleia não é?

– Como se você precisasse de muito exercício pra manter esse corpo perfeito! – resmungou Emma terminando seu chocolate

Regina sorriu para ela e logo se lembrou das muitas coisas que tinha para dizer:

– Temos que conversar Em! Mas antes, como foi o jantar, Jane?

Emma soltou um pigarro alto indicando que a outra não devia falar mais nada porque a ruiva acabara de voltar para sala e estava parada atrás delas. Regina ficou estática quando viu a mulher:

– Zelena?! O que você está fazendo na minha casa??

Notas finais
Calma gente, caaaallmaaa eu prometo que em breve momento melhores entre todas virão, e mais caos pra dar aquela pitada de emoção né? Senão minha vida não tem graça sem vocês me amando e odiando ao mesmo tempo! hahahaha Bessooossss