Era ele, somente era. INTERATIVA
2 Sonho ou pesadelo? Eis a questão.
Notas iniciais
Corri para abraçar minha melhor amiga, Kessy, no aeroporto, recém tinha chegado à minha nova casa, meu novo pais, Australia. Eu realmente não acreditava que eu estava ali, onde meus ídolos moravam, um dos países mais perigosos do mundo, tudo, tão maravilhoso.
– Hey honey, saudades de você, finalmente chegou, não é.- falava enquanto me agarrava, Kes.
Kessy que já estava morando aqui a pouco mais de um mês, me esperando. Eu tive que trancar minha faculdade de jornalismo para ir atrás dos meus sonhos, uma banda que eu amava e ser fotografa profissional, estava na hora de fazer certo, e viajar no mundo mostrando meu talento.
Eu e Kes, pegamos um taxi, até chegarmos à nossa casa, realmente estava na hora de morar sozinha.
Não ficava muito longe do aeroporto a casa, então não demorou mais de 15 minutos.
Quando chegamos, eu estava tão cansada, resolvi ir dormir.
* Sonho *
–AHHHHHHHHHHHHHHHHH VOCÊ VAI MORRER E VOLTAR PARA O TARTARO, ONDE VOCE NUNCA DEVERIA TER SAIDO SEU MONSTRO DESGRAÇADO!!!! – alguém gritava essas palavras sem sentido bem próximo de mim, eu não entendi nada, absolutamente nada fazia sentido naquela frase.
Me sentei de onde estava deitada, olhei ao redor, estava em uma avenida, pelo que dava para perceber, com todo o entulho e rachaduras e pedras que quebravam tudo, foi o que consegui identificar, havia vários borrões pretos brigando contra jovens, que pareciam muito pequenos em relação aos borrões, e esses jovens seguravam... espadas.
“ mas que sonho besta”- pensei pra mim.
Um garoto apareceu na minha frente, provavelmente o que estivera berrando perto de mim, ele esticou a mão e disse:
– Straymer, estávamos mesmo precisando que você acordasse logo, eles são muitos, não conseguiremos sem você, é a única que consegue controlar os que já se foram, é isso que dizia na profecia, por favor, que eu esteja certo, se não, todos os homens que perdemos nessa busca por você seriam em vão, vai, prove-me que você consegue.
Me levantei com a mão que ele me estendeu, desnorteada, não sabia onde eu estava nem do que ele falava.
–Mas... Eu não faço a mínima ideia do que você está falando.- tentei argumentar mas ele me ignorou.
Ele se virou, e logo eu vi que um borrão preto corria em nossa direção, ele apenas se virou e esfaqueou o borrão em três movimentos, o borrão se desfez em pó. Logo, mais dois se preparavam para atacar, longe, procurei um arma para me proteger e ajuda-lo, encontrei em uma bainha presa em minhas calças, uma espada, magnífica, negra, em seu cabo um símbolo de caveira, prata,com os olhos em vermelho sangue.
O borrão se aproximava, e por incrível que pareça eu consegui erguer aquela pesada espada, me preparei, como se já tivesse feito isso varias vezes naquele mesmo dia.
Aquilo vinha em alta velocidade em minha direção, em uma fração de segundo percebi que havia algo de estranho estava acontecendo naquele borrão, pois ele estava... se duplicando.;
– Rápido, estão se multiplicando.- Gritou o garoto, quase em sincronia quando eu iria me virar para correr, ele me abraçou com a espada preparada, atrás de nós apareceu uma menina, pequena, com cabelos dourados e brilhantes olhos verdes. Uma explosão ocorreu.
Não via mais rua, nenhum borrão preto, nem o garoto, nem nada.
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