Notas iniciais
somente isso, confuso, vai meio que se tratar de uma confusão na mente de mel.

Olhei para o garoto rapidamente, sua fisionomia, ele era o mesmo garoto de meus sonhos/ pesadelos. Me aproximei, lentamente para ouvir a conversa, desconfiada.

“ O que significava aqueles sonhos? Aquele menino ser amigo de Aaron. Nada mais faz sentido” – Pensei.

– Então, a menina grega falou com ela, ela provavelmente me viu. – O garoto falava.

– Não, ela não deve ter te visto, pois ela não comentou mais nada sobre as ‘mensagens’ – Aaron respondeu.

Quando me aproximava mais, acabei tropeçando e eles me viram.

– Ah olha só quem está ai! – Exclamou Aaron sorridente.

– Oi – Disse, andando até Aaron, que passou seu braço sobre meu ombro e me abraçou de lado. – Quem é esse? – Sussurrei no ouvido dele.

O celular do “garoto dos meus sonhos” começou a tocar.

– Este é Jake. – Aaron respondeu sorridente.

Cada palavra dele ecoava em meus pensamentos, eu não conseguia saber o que estava acontecendo. Tudo parecia tão frágil em minha mente, como se ele me desse mais uma informação sobre esse menino tudo desmoronaria.

Enquanto Jake estava no telefone ele me encarava, como um predador prestes a me atacar, falava rapidamente e baixo.

O som da voz dele, o cheiro, a roupa, tudo nele me fazia crer cada vez mais que eu estava ficando louca ou vidente, provavelmente a primeira opção. Tinha a sensação de desconforto perto dos dois, como se algo estivesse faltando, mas eu não sabia o que porem esse ‘o que’ estava tentando me falar o que ele era.

Quando Jake desligou abriu um sorriso.

– Finalmente a conheci pessoalmente, é tão aliviante saber que Aaron não está inventando uma namorada imaginaria. Prazer conhecê-la, sou Jake.

– Creio que sim, pessoalmente. Um prazer. — Respondi secamente.

– Cara, tenho que ir, os... – Jake pausou o que iria falar, me olhou, sorriu e olhou para Aaron. – Nossos companheiros de batalha do jogo estão precisando de mim.

– Beleza, quando eu puder vou lá ajudar. – Aaron respondeu.

– Por favor, o quanto antes. – Jake respondeu já se afastando de nós.

– Espera! – Gritei.

Jake parou e se virou, Aaron me encarou.

– Por que não vamos agora? — Falei.

– A onde? – Aaron perguntou.

– Jogar esse jogo, onde quer que ele esteja.

– É coisa de menino. – Jake respondeu, dando as costas novamente.

– Por que não vamos Aaron? –Perguntei olhando com uma cara pidona.

– Jake não gosta que tenha alguém lá para atrapalha-lo. – Ele me encarou, e sussurrou em meu ouvido. – Na verdade, mesmo com alguém lá ou não, ele é ruim.

– Eu ouvi isso! – Jake gritou, se virando para nós. – Sigam-me. – Falando isso, virou e voltou a se distanciar.

Aaron pegou em minha mão e andamos atrás dele. Durante o caminho, liguei para Kes avisando o por que de ter ido embora.

Chegamos, estávamos em frente de uma casa de dois andares cinza, nada chamativa. Jake levantou o portão da garagem, e lá estava uma televisão enorme, pufes e um frigobar.

Em um dos pufes tinha um garoto (caso queiram saber a sua descrição, aqui está https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQFsjD6loPUy8p714pPGPzFynx5FkFb_v34d0BrDpgtuozf3KYy), ele estava com um controle nas mãos e discutia com a televisão, nela passava o tal do jogo.

“ é talvez seja realmente desnecessário ficar aqui para ver garotos jogando um jogo besta.” – Pensei.

Aaron e Jake se entreolhavam.

Fiquei lá, fazendo com que eu me arrependesse de ter aberto minha boca, olhando os meninos brigando e discutindo sobre o jogo, enquanto jogavam.

Depois de uma ou duas horas, Aaron se levantou e me chamou para irmos embora. Como já era tarde resolvemos pegar um taxi e ir para um restaurante. “ segundo encontro?” – Pensei.

– E então, o que achou de meus amigos? – Ele perguntou, enquanto puxava a cadeira para mim.

– Legais, um deles era bem bonitinho.

– O QUE VOCÊ DISSE? – Aaron falou, um pouco alto.

– Que o seu amigo mal-educado era bonito.

– Como assim? Mel, você ficou secando meu amigo? E eu aqui tentando estabelecer um relacionamento com você. Sou um iludido mesmo, só pode.

– Que ciúmes, estou brincando.

– Sei. E então teve mais algum sonho estranho?

“ Isso me lembra de mais cedo, naquele mesmo dia, Aaron e Jake ( o suposto cara dos meus sonhos/ pesadelos) estavam falando de alguém ter mensagens estranhas, e Aaron falou no mesmo tom, ou seja, isso pode ter uma certa ligação, e esse Jake também é estranho.” — Pensei. “ Não vou falar nada.”

– Não, acho que era loucura minha. Hoje cedo você e Jake estavam falando sobre alguém ter reclamado de mensagens, e uma menina grega, posso saber quem?

– Ah, uma garota do jogo, besteira nossa.

Não aguentava essas mentiras dele, já estavam me irritando.

– Posso saber o que você está me escondendo?

Aaron ficou mudo, por um tempo.

– Você não está preparada. – Aaron desviou o olhar.

– PREPARADA PARA O QUE? – Falei, alto, mas não gritando, ainda. – Por que vocês estão fazendo isso comigo?

– Você não entende Mel.

– Sim, não entendo porque ninguém me falou o que é isso.

– Isso não depende só de mim, se fosse eu falaria, mas é toda uma legião que você pode acabar.

– Acabar? Como Aquiles?

– Aquiles? Como você o conhece? E ele não, está bem, até onde sei.

– Mas Erza...

– O QUE? VOCÊ FALOU COM ERZA?

– Creio que sim.

– O que ela lhe falou?

– Que a guerra não vai esperar por mim.

– E não vai, mas eu não queria que você soubesse disso. Pelo menos ainda não.

– Então você é como Jake?

– Como Jake?

– Eu não sei muito bem ainda o que, que usa espada, assim como Miles.

– Sim.

– O que ouve com Miles?

– Mel, Miles não está mais entre nós. Ele está no Elísio.

Notas finais
Dramaaaaaa, perguntas perfurando a mente de meus amados leitores: Então miles existe? e o colar? e o corte? e quem é aaron e jake de verdade?