Era ele, somente era. INTERATIVA
12 Caixinha do amor
Notas iniciais
– Quem era? – Ele perguntou rápido.
– Uma tal de Annie, que esta muito brava com você.- Respondi.
–Annie, ela disse alguma coisa alem de estar brava? – Perguntou ele nervoso.
– Era algo sobre matar você e Jake. E dela ir para morte certa. – Aaron deu meia volta com o carro, e seguiu na direção contraria, ele parecia preocupado. – O que esta fazendo? Para onde estamos indo?
–Para o aeroporto, vamos para minha casa. – Disse ele.
– Sua casa? – Perguntei.
– Sim, para o acampamento Jupiter.
*
– Não, você não disse isso para ele?! – Disse Collin apavorado para mim, enquanto eu contava a minha discussão com Jake. – Então ta ai o motivo de teu nome estar lá.
– Eu sei, mas não foi minha culpa, ele pediu. — Falei.
– Não foi sua, foi minha. Eu deveria de ter te acompanhado — Collin disse- assim eu poderia ter te arrancar de lá antes que você começasse algum fiasco.
Nós andávamos em direção aos dormitórios, eu teria de fazer logo minha mochila. Após a seleção recebi uma carta, onde tinha mais ou menos o que iríamos fazer em seguida da seleção: devemos entrar em um caminhão que nos leva a base, concentração, chame de que quiser. Lá seremos preparados para em breve sermos levados diretamente para a batalha (o que eu considero uma parte divertida). Na base haverá muitos romanos, e muitos gregos, então a dica que eles dão é “não briguem entre si, já há muita guerra por enquanto” (tentarei seguir).
Collin preparou minhas coisas, enquanto eu procurava minha espada (que eu ganhei de lupa, dizia ela que me sai tão bem quanto quem dominava a velha arma, eu a merecia).
– Tudo pronto. – Collin falou. – Achou ela?
Olhei de baixo da cama, olhei de baixo da pilha de roupas, olhei por tudo e não a encontrei. Balancei negativamente a cabeça.
– Olhe no seu baú. – Collin disse.
Abri rapidamente o baú, lá tinha algumas roupas minhas, uma armadura, minha espada e uma caixa pequena com estampa de flores. Sorri e olhei para Collin, peguei a caixinha.
– O que é isso? – Disse.
– Não sei. – Collin me olhou confuso.
– Não foi você quem colocou aqui?- Perguntei.
Ele apenas balançou a cabeça negativamente.
Olhei melhor a caixinha e nela tinha um bilhete:
Sei que é uma menina muito brava e rancorosa, mas sei que há de haver um grande coração ai, pelo menos espero. Mesmo com você assim tão bruta, me fez apaixonar por esse seu jeito “delicado” de ser, quero lhe pedir uma coisa, fiquei sabendo que foi selecionada então precisei ser mais rápido em lhe falar, mas sou tímido. O pedido é que sobreviva, pois quero poder lhe falar que a amo pessoalmente, mas enquanto você não voltar este é o único meio. Eu te amo. Não se esqueça.Use isso, sempre. Com amor.
Abri a caixa e dentro dela tinha uma corrente de ouro, com um pingente em forma do símbolo do deus Plutão, meu pai. Pedi ajuda de Collin para conseguir coloca-lo, era bonito, mas eu queria saber quem era o garoto.
Eu não podia perder o foco, tive que ir correndo para o caminhão, todos haviam chegado e estavam me esperando.
Abracei forte Collin, e sussurrei em seu ouvido:
– Voltarei para me vingar de Jake.
Ele apenas sorriu.
Subi na caçamba do caminhão, me juntando aos outros, estava um silencio, de medo e pânico. Sentei-me no banco que tinha nos cantos da caçamba, e me segurei, já estávamos indo, sem rodeios, para a base.
Ouvi soluços baixos e abafados perto de mim, alguém estava chorando. Procurei o som ao meu redor, era uma menina, loira, eu já a conhecia, era Annabelle. Me aproximei dela.
– Tudo bem? – Perguntei.
Ela enxugou as lagrimas, respirou fundo e olhou em meus olhos.
– Como você pode estar tão calma, eles vão matar. Estamos indo para a guerra. – disse ela, em um tom baixo.
– Não é bem assim, se fomos escolhidos é por que somos bons. – Falei tentando ser otimista.
– Bons? Fomos escolhidos para retardar aquelas feras, não para vencê-las, tudo culpa de uma maltita profecia.
– Eu entendo. – Olhei para o chão, eu mal sabia da profecia, mas sabia que ela envolvia minha irmã e eu. – O que dizia na profecia?
– O espelho irá revelar, ou o poder irá revelar, algo sobre destruir o mal com o tempo certo, e que duas filhas da morte irão acabar. Ai desculpa, eu não lembro. – Disse ela.
– Espelho? Filhas da morte? Eu não entendo. – Tentei disfarçar, mas eu sabia exatamente o que era.
A viagem demorou umas 2 horas, em silencio. Chegando lá, era realmente um quartel, todo equipado e tecnológico. Descemos do caminhão já dentro da base, todos se reuniram na frente do caminhão, lá tinha um rapaz esperando. Ele era moreno com olhos castanhos, alto e forte. Quando me juntei ao grupo ele me encarou, e depois sorriu.
– Eu sou Thobias, sou filho de Hecate, vou cuidar de vocês, tentem não arrumar encrenca nos dias que passarem aqui, se não se verão comigo. – Falou ele brincalhão, mas parecia ser serio. – Sigam-me, vou leva-los para os dormitórios, para se acomodarem.
Todos nós o seguíamos com silencio e observação, Seguimos por um hangar cheio de armas nas paredes, em estantes, chão. Passamos por um corredor, e chegamos a uma área maior, com vários soldados, fardados, treinando em um tipo de circuito com escalada com lava, tirolesa e outras coisas. Passamos por umas salas de vidro onde tinha um tipo de treinamento para cada tipo de poder, percebi isso vendo uma menina controlando água, um garoto fazendo uma rajada de raios e um menino bonitinho brincando com fogo.
Finalmente chagamos aos dormitórios, onde tinha vários beliches cada um com uma mochila em cima.
– Podem escolher suas camas, deve de ter algumas vagas mais próximas a aquela janela. – disse ele apontando para o canto do dormitório. – vou trazer suas fardas.
Achei uma rapidamente, era a parte superior de um beliche na parede.
Thobias voltou com varias mochilas com estampa camuflada. Entregou uma para cada um de nós.
– Tem algumas peças ai, se troquem, e me encontrem no hangar depois, vocês têm 15 minutos. – Disse ele saindo do dormitório.
Abri a mochila, e encontrei dentro dela uma blusa camuflada, duas calças camufladas, uma regata preta, um casaco camuflado, um coturno, uma garrafa prata de água e primeiros socorros (néctar e ambrosia inclusos).
Coloquei a regata, e uma das calças, o coturno e segui para o hangar.
Agora alem de muitas armas havia muitas pessoas.
– Bom, vamos ver no que vocês são capazes agora. Se dividam em 4 grupos. Cada grupo deverá ir até o campo aberto aqui em frente, quando eu chamar, e lá vocês serão testados. Se dividam rápido, vocês tem 30 segundos. – Gritou um homem barbudo, provavelmente ele é Grego, pelo seu jeito, e ele tem autoridade, ele é Dionisio.
O primeiro grupo a ser chamado foi o grupo onde eu estava, éramos um grupo de 15, a maioria dos que foram selecionados comigo estavam nele. Nos posicionamos no campo, todos juntos. As portas do Hangar foram fechadas e em um poste com um autofalante se escutava a voz do homem barbudo (que supus ser Dionísio, diretor do acampamento grego).
– Bom crianças, aqui veremos se são capazes, onde deverão mostrar seus poderes e suas habilidades, e trabalho em equipe, boa sorte.
– Espere, o que devemos fazer? – Gritou Led Lewis.
– Acho que devemos esperar. – Falou Brad.
O chão começou a tremer, buracos se fizeram no chão ao nosso redor e deles saíram muros, mas não eram muros, nós estávamos descendo, estávamos descendo para onde?
Quando o chão parou, o buraco acima de nós, onde entramos, se fechou, estávamos no centro de uma encruzilhada de tuneis e deles dava para se escutar cochichos, grunhidos, e sentir olhares assassinos penetrando a nossa pele.
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