Notas iniciais
Espero que gostem ^^

– Princesa Adele? — Chamou um dos guardas que me acompanhavam para o carro. Eu o encarei enquanto ele me segurava pelo braço e girava-me para voltar ao hospital.

– Oque houve? — perguntei enquanto seguia com ele.

– Seu pai. — Ele disse em um tom entediado enquanto caminhava para a recepção. — Ele disse que a se senhorita ainda quiser permanecer aqui,poderá.

– Que? — perguntei sobressaltada e parei para olhar o guarda.

– O Principe Henrrick só irá para o palácio daqui a alguns meses, dará tempo da senhora fechar o semestre na faculdade e depois de casada, se desejar... Poderá continuar a faculdade. — Ele disse e com um suspiro acrecentou: — Isto se o marido da senhoria desejar que aconteça. — Eu revirei os olhos, até lá, conseguiria uma forma de me livrar deste principezinho. Sem perceber eu já havia voltado a andar e nós adentravamos a recepção do hospital, eu encarei a pessoa que estava ali parada, encostado despreocupadamente no balcão. Eu me sentia completamente envergonhada: Mesmo sem pronunciar as palavras, eu havia as dito. E eu sabia: Ele sabia do que eu sentia.

– Senhorita, este ainda continuará a ser seu guarda pessoal e integral. Já o conhece, certo? — perguntou o guarda de alta patente que meu pai mais confiava, ele sabia de tudo, tudo, tudo mesmo. Meu pai confiava nele de olhos fechados e as vezes eu me perguntava se Clarkson merecia toda esta confiança.

– Eduardo Nietzsche... Acho. — Eu disse num tom calmo e desinteressado.

– Sim, certo. Ao seu dispor Senhorita. — Eduardo disse e lançou-me um sorriso malicioso, mas ao mesmo tempo contido.

– Obrigada. — Eu disse e segurei uma risadinha ao me voltar para o guarda-pau-mandado-do-meu-pai. — Senhor, obrigada por te me dado a informação.

– É um prazer servi-la. — Disse em um tom calmo e doce, mas COMPLETAMENTE forçado. — Creio que está em boas mãos. — Ele olhou para Eduardo e assumiu um tom de ordem que eu nunca havia o visto usar. — Senhor Nietzsche, deve levar a Princesa para casa em segurança, ela não irá para a faculdade na proxima semana. — Eu comecei a argumentar,mas ele ergueu o dedo indicador, num sinal claro para que eu me calasse.- Antes de todo o resto, vem primeiro a segurança dela. O rei deixou claro: Se ela quiser ficar aqui, terá de ser sob todas as regras possiveis, eu já deixei por escrito absolutamente tudo que deve fazer nessa proxima semana, está no carro e só o senhor ler.

– Sim, senhor. — Eduardo exclamou, seu tom era serio e seu olhar focado. — Cuidarei para que ela fique em perfeita segurança, a parti de agora, a segurança será redobrada, a equipe está mais atenta do que nunca.

– Fico feliz por isto. — Ele disse em tom frio enquanto encarava Eduardo. Pelo canto do olho vi Eduardo se encolher e fitar o chão, como se estivesse pronto para levar uma repreensão. — Senhorita, pode ir com os guardas para o carro? O Senhor Nietzsche logo irá encontra-la, e a guiara para casa.

– Não. — Eu disse. Eu sabia que Clarkson não iria ferir Eduardo, mas coisa boa não seria.

– Por favor, Lansser? — Eduardo chamou por um dos guardas que preenchia a porta do hospital. — Guie a Senhorita Adele para o carro e daqui alguns minutos me encontrarei com vocês e nós dirigiremos a casa.

– Sim senhor. — Disse o soldado Lansser que se aproximou de mim, eu encarei Eduardo e ele me encarou de volta, algo na expressão dele fez com que eu acompanhasse o guarda sem argumentar.

– Tudo bem. — Eu disse. — Clarkson, foi um prazer reve-lo. Mande lembranças aos meus pais. — Eu disse, sabendo que uma hora destas, eles já estariam em Iléa.

– Claro senhorita, tenha uma boa tarde. — Ele disse com um sorriso calmo nos lábios e eu me permiti ser guiada pelo guarda, mas não sem antes lançar um olhar preocupado a Eduardo, que estava novamente encolhido. Não desviei o olhar a tempo para não ser flagrada e ele lançou a mim um sorriso totalmente forçado, que parecia mais uma careta.

– Oque ele fara com ele? — perguntei a Lansser. -

– Provavelmente dará a pior bronca que ele já receberá. — Lansser estremeceu e eu o encarei.

– Você já recebera esta bronca?

– Não, não tive essa sorte. — Lansser riu e eu logo percebi: Ele deveria ter aproximadamente minha idade.

– Você é bem novo, porque está no exercito do rei? -Perguntei.

– Hã... Tive ajuda pra entrar. — Disse e só, decidi não insistir mais, porque agora, estavamos cercados de gente, eu adentrei o carro e encarei o vidro da janela, meus olhos pesavam e eu realmente senti casaço. Os minutos pareciam horas, e acabei por adormecer.

POV. EDUARDO:

Adele dormia tranquilamente quando adentrei o carro, ela ocupava todo o banco de trás e uma manta roxo claro a cobria, imaginei quem havia posto-a sobre ela e isto me causou raiva: Eu queria que somente eu cuidasse dela. Senti meus olhos arderem novamente ao me lembrar de tudo que Clarkson havia dito... "Se errar novamente com a Princesa, seus pais pagarão caro Eduardo. " Imaginei tudo que ele disserá, meu pai era um guarda aposentadado que agora cuidava unicamente de minha mãe adoentada, ele contava que no começo, Rei Maxon era um homem bom, que ajudava a todos, mas... Agora, quase 20 anos depois de ter assumido, as coisas ficaram ruins. O Rei se transformara no proprio pai. E agora, seu ódio por meu pai só havia multiplicado. Eu só usava o sobrenome Nietzsche no palácio, pois, se usasse Leger... Meu pai havia tido um caso com a Rainha America no passado, oque agora, causava odio no rei. E minha mãe, Lucy, cada dia ficava mais doente. Eu precisava do dinheiro, eles não recebiam nada lá, pois não trabalhavam, a Rainha tentava ajudar sempre que podia, mas o rei impunha a ela que não os ajudasse. Se eu não recebesse... Tudo pioraria. Somente Clarkson sabia que eu era filho de Aspen e Lucy e é por isto que ele usou eles para me persuadir, ele precisava de alguém de confiança e sabia do meu amor incondicional por meus pais, então, fizemos um trato: Se eu cuidasse da Princesa, receberia meu saldo, um salario gordo que poderia pagar as dispesas dos remedios de minha mãe e ainda sobrar para mim. Eu aceitei na hora e nos primeiros dias, pensei que iria odiar Adele, mas... Agora, aqui estava eu, completamente enfeitiçado por ela. No começo eu resistia ao impulso de odia-la mas depois, ela se provou tão diferente do resto, que o sentimento de raiva fora substituido pela adoração. Em cada instante eu pensava nela, e ficava feliz por estar aqui, com ela. Cada vez que eu podia toca-la... Era magico. E agora, cá estava eu, sorrindo porque teria de pega-la no colo para leva-la para dentro. A envolvi em meus braços e comecei a caminhar, indo em direção a recepção do predio luxuoso onde Adele morava, quando passamos, duzias de pessoas nos encaravam, e suas expressões eram de raiva.

– Lansser- Chamei. — Oque está havendo?

– O rei. Ele comprou o predio e mandou que todos que morassem aqui, fossem despejados.

– Que?! — Exclamei. — Porque?

– Ele acha que Adele ficará mais segura. — Disse em tom baixo e eu o copiei.

– Serio isso? — Rolei os olhos. — Ele é tão... tolo.

– Sabe o cara que tentou mata-la? — perguntou ele lançando um olhar para Adele adormecida em meus braços.

– Sim? — Disse tentando controlar o odio mortal que queimava minha voz e estreitei os braços ao redor dela enquanto eu seguia para os elevadores.

– O Rei mandou decapita-lo. — Disse em um tom horrorizado e eu sorri.

– É muito ruim da minha parte dizer que fico feliz por isto? — perguntei ironico.

– Sim, é. — Ele disse em tom serio e soltou uma risadinha, enquanto adentravamos o Elevador.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.