Era Uma Vez Um Conto De Fadas
45 Reunions
Notas iniciais
Capitulo 45 — Reunions
POV Annabeth
Na manha seguinte acordei com o braço de Tommy ao meu redor. Havíamos pegado no sono na sala, enquanto assistíamos a "simplesmente acontece"
Automaticamente tudo entrou em foco e a lembrança da conversa da noite anterior veio a minha mente.
Flash back on
Estávamos assistindo a um filme recém-lançado, chamado simplesmente acontece. Tommy surtou quando o viu no on demand e me fez locar no mesmo instante sob o juramento de que era exatamente o filme que precisávamos.
–Besha você vai morrer com a história da Rose, prepare seus lencinhos!
Eu apenas ri e cliquei em locar no canto da tela.
Em seguida Tommy saltitou ate a cozinha e só voltou cerca de 10 minutos depois com uma tigela de pipoca, uma panela de brigadeiro e alguns refrigerantes.
–Pronto? Vou dar play.
–espera falta mais uma coisa! — ele disse correndo ate o andar de cima e voltando algum tempo depois com uma caixa de lenços na mão.
–Sério? — eu disse rindo.
–Não diga que eu não avisei.
{•••}
O filme já estava quase no fim, assim como toda a água do meu corpo.
–Porque eles não podem ficar juntos? Eles nasceram um pro outro! — eu dizia em meio aos soluços.
–Eu sei besha, eu também me sinto frustrado. — Tommy rebateu com a voz embargada.
–Odeio quando você tem razão! — assuei meu nariz.
–Eu adoro quando você admite que eu tenha razão.
Dei um tapa de leve em seu braço.
–Que isso menina! Que agressão é essa agora?
–Mas que droga porque garotas como Rose e eu não podemos ficar com quem nos queremos? Nós os amamos droga! E não importa quando tempo passe eu vou continuar amando o Percy! Mas que droga mesmo! Porque eu não podia simplesmente ser egoísta e tê-lo feito ficar aqui comigo? ARGH! — bufei chorando o dobro agora.
Tommy arqueou as sobrancelhas surpreso e me encarou.
– Que é? Eu estou revoltada com a vida! Nós poderíamos fazer o casal mais lindo de padrinhos que Nova York já viu se estivéssemos juntos, mas não! Annabeth tem que ser altruísta! Mas que Inferno!
–Isso ponha pra fora loirinha!
–Qual é? Eu vou vê-l, lá de smoking sem poder nem se quer chegar muito perto, a não ser que seja pras fotos e você tem noção do quanto ele fica gato de smoking?! Deuses!
Tommy riu escandalosamente, me deixando mais furiosa.
–Pare de rir! Quero socar alguma coisa e no momento você é a coisa que está mais perto!
–Opa, ai perdeu a graça. — ele disse parando de rir imediatamente.
–Eu sabia que sim!
Afundei a cara na almofada e soltei um grito de frustração que eu estava segurando há dois anos.
–Nossa isso é muita raiva pro seu tamanho.
–Você não viu nada!
Flash Back off
Depois do meu breve ataque de fúria, Tommy me fez assistir ao restante do filme e chorar o resto de liquido que tinha no meu corpo.
Quando o filme se encerrou chorei , o que me pareceu uma eternidade mais, ate que finalmente peguei no sono no colo dele.
Me levantei e verifiquei as horas no celular. Eram apenas 7:55, mas meus pais ja deviam ter saído pra trabalhar e os gêmeos ainda deviam estar dormindo.
Recolhi as tigelas e copos da noite anterior e fui em direção a cozinha, sentindo meu estomago roncar.
Em cima da bancada tinha um verdadeiro banquete e um bilhete da Ana.
"Espero que tenham tido uma boa noite de sono. Preparei o café de vocês, mas não quis acorda-los, vocês dormiam como anjos. Ate a noite. Ana."
Sorri com o bilhete e servi uma caneca de cappuccino que encontrei em uma térmica em cima da bancada junto com bilhete.
Estava prestes a atacar um bolinho quando Tommy apareceu no portal da cozinha.
–Nem me espera sua morta de fome.
–Bom dia pra você também Tommas.
–Mão me chama de Tommas, soa como se estivesse zangada comigo.
–Desculpa Tommas.
Ele me encarou com a sobrancelha arqueada em claro sinal de descontentamento.
Eu ri de sua expressão.
–Claro, esta desculpada Jennifer.
O olhei incrédula.
–Não me chama pelo meu nome do meio! Eu detesto esse nome.
–Assim como eu detesto que me chamem de Tommas.
–Okay, parei.
Ele assentiu convencido, em seguida pegando um bolinho de amora.
– Qual sua fixação por amora?
–Eu amo amora! É a melhor fruta do mundo.
–Deu pra notar que você ama amora. Até seu shampoo é de amora.
–E meu cabelo é macio, brilhante e cheiroso não é mesmo?
–Isso é. — ele disse dando uma mordida no bolinho.
–Então não critique minha amora. — disse convencida.
–Tudo bem. O que vamos fazer hoje? Quero conhecer a times square!
Eu ri de sua empolgação.
–Tudo bem, temos até as seis pra explorar nova York.
–Porque só até as seis? — ele perguntou tristonho. — Nova York é demais a noite!
–As seis eu tenho que voltar pra casa me arrumar, pois hoje é o jantar de ensaio do casamento da Thalia e do Nico lembra?
–Ah é, o casamento da franjinha com o bonitão.
– Isso mesmo, aquele em que você me fez aceitar ser madrinha com o Percy.
–Eu sei. Aquele em que eu serei hetero por uma noite, um horror. — ele revirou os olhos e eu gargalhei de sua atuação.
–Então o que estamos esperando? — ele me encarou serio. — Temos que correr, só temos ate as seis!
–Mas espera, eu nem terminei meu bolinho! — eu tentei argumentar em vão, já que Tommy já tinha me arrastado escada acima.
POV Percy.
Acordei na manha seguinte com um barulho insistente.
Demorei pelo menos 5 minutos para associar de onde vinha o tal som, quando percebi que era a campainha.
Me arrastei pra fora da cama e fui abrir a porta aos resmungos.
Quando abri a porta Nico estava despenteado, com cara de sono e poucos amigos, parado me encarando.
–Piper me pôs pra fora de casa. De acordo com ela da azar o noivo ver a noiva antes do casamento. Só que ela esqueceu que meu casamento de verdade é só daqui a uma semana!
Comecei a rir e recebi um tapa na minha cabeça.
–Ai!
–Para de gracinha. — ele bufou. — Posso entrar? Pelo amor de Deus diga que sim.
–Pode né, fazer o que.
Ele me lançou um olhar zangado e mais uma vez eu ri.
Assim que entrou ele se jogou no sofá.
–Me acorde 15 minutos antes do jantar.
– Folgado. — resmunguei. — Porque está com tanto sono? Nem é tão cedo assim.
Sentei-me ao seu lado no sofá.
–Dormi pouco noite passada. — ele disse se endireitando no sofá. — Thalia estava animada e...
–Argh, poupe-me da sua vida sexual — fiz cara de nojo.
–A culpa não é minha se você não tem uma.
Lancei-lhe a almofada que estava ao meu lado.
–Não tenho porque não quero. — bufei.
Ele riu, desdenhando do que eu disse.
–E ai, já preparou minha despedida de solteiro? Você é meu padrinho lembra?
–Ainda não pensei em nada. — fui sincero.- Mas ainda tenho uma semana pra pensar em algo então tudo bem.
Nico riu mais uma vez e de repente sua expressão mudou para uma faceta mais seria.
–Thalia pediu pra eu lhe pedir algo.
–O que houve?
–Você precisa falar com a Annabeth.
–O que? — o olhei surpreso. — Porque?
–Algo a ver com o lance de vocês serem os padrinhos. Parece que vocês têm de ensaiar a entrada separada dos outros casais, já que vocês são o casal principal. Se quiser odiar nossa mestra de cerimônias, vá em frente, eu já faço isso.
–Mas como vou fazer isso? Eu não posso simplesmente aparecer na casa dela. Além disso acho que o atual namorado dela não vai gostar muito de me ver por lá. -fiz uma carranca.
–Que namorado?
–Alto, forte, cabelos escuros, olhos azuis. Vi eles juntos no quarto dela.
Nico riu.
–Cara você não entendeu nada, o Tommy...
Não o deixei terminar.
–Poupe-me da nova vida maravilhosa que ela leva okay? Não quero saber nada sobre o relacionamento deles e em como ele esta vivendo com ela os planos que eram pra ser nossos.- aumentei mais ainda a carranca.
–Não cara é serio você não entendeu...
–Ta bom Nico, eles são só amigos e blá blá blá. Mesmo assim não quero saber.
Nico me olhou com uma expressão de descrença.
–Beleza. Não falo mais nada então.
–Obrigado.
Um silêncio constrangedor se instaurou sobre o ambiente e por minuto acreditei ter soado amargo, mas isso se desfez assim que ouvi o som agudo do ronco de Nico.
–Vadio. — acertei uma almofada em seu rosto, que nem se quer se mexeu.
–Bom já que estou de pé, vou tomar café da manhã.
{•••}
Depois do café da manhã, tomei um banho e me vesti. Havia decidido que iria ate a casa dela, afinal ela havia mudado de numero, e praticamente sumido das minhas redes sociais.
Nico ainda roncava no meu sofá, então decidi apenas deixar um bilhete avisando onde havia ido.
Enquanto dirigia, repassei em minha mente todas as formas de reações dela quando me visse. Por longos dois anos, imaginei esse momento e junto com ele as formas como ela reagiria.
Nem notei quando estacionei em frente a casa dela.
Nesse tempo pouca coisa havia mudado, apenas a cor da casa que passara de um cinza claro, para um azul celeste.
Caminhei apreensivo e toquei a campainha. Em seguida ouvi sua voz e meu coração falhou uma batida.
Aguardei ansioso enquanto ouvia os passos de alguém que acreditei ser ela. Porém cometi um grande equívoco, quando em frente a mim, com a porta aberta se encontrava o mais novo namorado da minha ex.
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