Era Uma Vez Um Conto De Fadas
41 Demons
Notas iniciais
“O tempo passa, o mundo gira e as coisas mudam, mas os amores eternos, ah esses amores, jamais desaparecem.”
Autor Desconhecido.
Capitulo 40 – Demons.
2 anos depois...
São Francisco.
–I REALLY DON’T CAREEE! — Tommy cantava a plenos pulmões, acordando provavelmente o prédio inteiro. – VAMOS LÁ LOIRINHA, TÁ NA HORA!
–Tommy, me deixa dormir. – resmunguei pondo o travesseiro na cabeça.
–Nada disso lindinha, estamos na semana do natal e ainda nem fizemos as compras! Vamos Annabeth acorda! – ele disse subindo na minha cama e puxando o travesseiro da minha cara.
Abri os olhos com certa dificuldade e encarei o lindo moreno de olhos azuis que estava em cima de mim.
Ele usava um pijama azul marinho de seda, além é claro do seu sorriso perfeitamente alinhado, que derreteria o coração de qualquer garota, se não fosse o fato de ele ser completamente gay.
–Mas eu to com sono e to muito cansada Tommy, ontem foi minha prova trimestral.
–Por isso mesmo amor, você precisava voltar a ter vida! Mesmo sem ser formada você já é a melhor arquiteta de São Francisco! Olha nosso apartamento meu anjo! É incrível.
–Mas Tommy... – tentei argumentar.
–Sem mas. Se você não levantar agora eu vou escolher sua roupa e você sabe que eu abuso do brilho!
–Ta bom, acordei e já estou levantando. – disse ainda sonolenta.
–Que bom minha linda! Achei que ia precisar apelar. – ele disse saindo de cima de mim ainda rebolando ao som de Demi Lovato e Cher Lloyd.
Eu apenas ri do seu jeito completamente purpurinado e fui pro banheiro, ou como ele mesmo disse ele apelaria.
{...}
–TOMMY SEPARA UMA ROUPA PRA MIM? – gritei do banheiro.
–YAY! Claro diva! – ele gritou em resposta.
–NADA DE BRILHO !
–QUE GRAÇA TEM NÃO BRILHAR, LITTLE STAR!
–TOMMAS VOCE ME OUVIU!
–TUDO BEM! Que menina mais estressada. – ouvi ele bufar.
Sai do banheiro apenas de roupão e encontrei o modelito separado em cima da minha cama.
–Qual é besha precisava ter escolhido o jeans mais justo do meu armário? Vamos fazer compras, preciso estar confortável!
–E linda meu amor! Desde o Pietro, aquele boy magia do seu curso, que você não pega ninguém e olha só – ele disse me fazendo dar uma voltinha- você tem esse corpão e esse rosto lindos! Devia aproveitar que deus te deu além de inteligência, beleza lindinha!
–Mas também tá frio sabia? Vou congelar com essa amarra na blusa!
–Não vai não. Nem vem com desculpas que a senhorita vai ficar além de linda, bem quentinha.
–Posso pelo menos usar meu tênis?
–Nem pensar! Você vai usar aquela sua botinha divina de salto. Afinal, altura não é o seu forte. – ele disse me olhando de cima a baixo.
Apenas revirei os olhos e sorri.
–Anda logo e se veste! Eu ainda tenho que secar seus lindos cachinhos dourados, esta fazendo um frio absurdo e nem por cristo deixo minha bonequinha se resfriar.
–Oh que amor. Quem olha até parece que é carinhoso. – eu desdenhei.
–E sou. Agora vá! – ele disse dando um tapa em minha bunda. – Deus eu ainda não entendo como essa garota tem a bunda dura se só come porcarias e não chega nem perto de academia! – ele saiu resmungando pelo corredor.
Dessa vez eu ri de verdade e peguei a roupa decidida a vesti-la.
{...}
Tommy me arrastava pelos corredores do shopping com tanta habilidade que até me impressionei, mas de acordo com ele era seu faro gay que o ajudava a ser tão hábil.
Nos dois juntos, carregávamos cerca de 10 sacolas. Admito a maioria minhas.
–Nossa gatinha, esta generosa esse ano ein! Espero que essa caixa maior ai seja o meu presente. Me sentiria ofendidissimo se não fosse. – ele falou, fazendo um bico.
–Nem adianta Tommas Cazaletti, não vou te contar o que é até a manhã de Natal!
–Aí loirinha nem fala! Estou s-u-r-t-a-n-d-o! Esse é o primeiro Natal que você vai passar comigo. – ele me abraçou de lado. – Você sempre vai pra Nova York e me deixa aqui abandonado, me trocando pela da franjinha e pelo bonitão.
–Ai meu deus que drama besha. Você sabe que também vou pelos meus pais e pelos meus irmãos.
–Aqueles fofos dos desenhos. Ainda vou apertar as bochechas deles um dia.
–Ih boa sorte em tentar. O dois estão entrando na “aborrecência”. São dois velhos de 60 anos, presos em corpinhos de 12!
–Mas mesmo assim eles ainda são fofos, são miniaturas de você, de olhos azuis! E claro masculinas né.
Eu ri da comparação dele.
–Mas então, quando a lindinha e o bonitão chegam mesmo?
–Na quinta de manhã, na véspera de natal.
–Sabe, apesar de ela me roubar você todo ano, eu ainda estou ansioso para conhecer a famosa Thalia.
–Você vai adora-la Tommy!
–Eu sei que sim meu doce, ela faz você feliz e isso me deixa muito contente.
Sorri em agradecimento. Desde que cheguei a São Francisco, Tommy se tornou praticamente meu irmão. Conhecemos-nos na aula de desenho plano e desde então nos tornamos inseparáveis.
Clarisse morou comigo até seis meses atrás, quando ela e Chris ficaram noivos e ela foi morar com ele. Como eu e Tommy praticamente já morávamos juntos de tanto que passávamos um na casa do outro, ele acabou se mudando pro meu apartamento, já que era perto da faculdade onde ele cursava artes plásticas e eu arquitetura.
–Então, o que eu poderia dar para duas pestinhas temperamentais de 12 anos?
–Que tal vídeo games? Algo bem sanguinolento. Não tem como errar.
–Otima ideia! Vem, sei que tem uma loja de games mais pra frente.
–Ah meu deus, sua maldita nerd! Não nega a coleção de jogos do star wars que tem!
Eu gargalhei e o puxei pela mão.
{...}
A quinrta feira de véspera de natal chegou bem depressa. Naquela manhã quem acordou Tommas pulando na cama fui eu.
–Tommy! Besha! Acorda! Thalia e Nico devem estar chegando!
–Só mais cinco minutinhos mamy. – ele murmurou.
–Acorda seu preguiçoso! Ou eu jogo todos os seus dvd’s de gossip girl pela janela!
–Não se atreva, sua loira aguada! – ele levantou de um pulo.
–Ah finalmente acordou, bela adormecida! E eu sou loira natural, você sabe disso. – disse emburrada, cruzando os braços.
–Você ameaçou meus bebes, estava apenas prestando meu papel de mãe protetora.
–As vezes acho que você ama mais esses DVDs do que eu!
–Own que ciumenta! – ele falou saindo da cama e me dando um beijo na bochecha. – Eu te amo, mas você não me seduz como o Chuck!
Ele entrou no banheiro me lançando uma piscadinha.
–Em cinco minutos estou pronto! – gritou de lá.
Depois de 15 minutos, finalmente estávamos a caminho do aeroporto.
–Nem pense em levar essa mão a boca garota! Levei séculos para deixar sua unha forte e comprida, nem ouse estragar meu trabalho!
–Tudo bem. – bufei, descontando o nervosismo nos lábios.
–Ai deus lindinha! Vou te dar calmantes daqui um pouco. Você esta uma pilha!
–Eu sei! Mas é que é a primeira vez que Thalia e Nico vem pra cá!
–Tudo bem amor, mas não adianta comer a boca por causa disso! Lembra como ficaram suas unhas quando aquela sua amiga lindíssima, Silena veio pra cá no seu aniversário? Um horror!
–Eu sei. Vou me controlar okay?
–Assim que eu gosto, calma e serena. – ele debochou.
Revirei os olhos e seguimos pelo estacionamento até o aeroporto.
{...}
Quando chegamos em casa, Thalia e Tommas já eram quase amigos de infância.
–Okay Besha. – disse largando a bolsa em cima do sofá. – por favor não roube minha melhor amiga.
–O que posso fazer se sou extremamente encantador? – ele rebateu.
–Convencido!
–Invejosa. – ele me deu a língua.
Thalia apenas riu acompanhada de Nico.
–Bom, vem Thals, vou mostrar o quarto de hóspedes a vocês.
–E eu vou preparar chocolate quente pra nós, porque estou congelando!
–Ainda tem biscoitos no vidro em cima da geladeira.
–Áh aquelas tentações açucaradas! Cozinhando assim você vai me deixar uma baleia loirinha! – ele gritou da cozinha.
–Você cozinha? – Nico perguntou surpreso.
–Ei eu moro sozinha há dois anos e Clarisse não cozinha absolutamente nada, e Tommy muito menos. Tive que aprender a me virar, afinal não podia viver só de comida congelada.
–Isso é incrível, porque Thalia não cozinha nada. AI! Amor, doeu. – ele reclamou da cotovelada que thalia lhe deu.
–Na próxima, acerto mais em baixo.
–Desculpe amor. – ele disse baixinho.
–Annie seu apartamento é lindo! – Thalia mudou de assunto.
–Obrigada. E então? Como vai a vida de “casados” ? – disse fazendo aspas com as mãos.
–Apesar da bagunça dele.
–E da falta de habilidade na cozinha dela. – ele se meteu.
Ela o fuzilou com o olhar e continuou.
–Voltando. Apesar de tudo, é muito bom morar com ele.
Nico abraçou Thalia e eu fiquei extremamente feliz por vê-los tão bem.
–Annie, onde posso tomar um banho? Eu to realmente congelando.
–Ah sim. O banheiro do quarto de vocês fica ali. – disse apontando a porta vermelha sangue a direita da cama. Tommy me convencera a fazer todas as portas da casa coloridas, de cores realmente vibrantes, além da porta da cozinha que imitava uma passagem de restaurante e a porta de entrada que era roxa com uma moldura amarela no olho mágico, assim como a de Friends (seriado favorito de Tommy, além de gossip girl, claro. Vá entender.) – Tem toalhas no armário embaixo da pia.
–Obrigada Annie. Vou deixar vocês conversarem a sós. – ele disse entrando no banheiro.
Thalia sentou na cama e fez sinal pra eu acompanha-la.
–Annie, tenho uma coisa pra te contar, mas não sei se devo agora, vendo que você esta indo tão bem e tá tão feliz...
–Credo Thalia você esta me assustando. O que houve? É alguma coisa com a minha família? Ou com a Si? Eu falei com ela faz poucos dias e ela parecia tão bem, disse que ia passar o natal com os pais do Charlie e tudo...
–Não, não é isso. Estão todos ótimos, te mandaram muitos beijos. O assunto é outro.
–Fala logo Thalia! Já estou ficando aflita.
–Tudo bem. – Ela respirou fundo. – É que...
–Anda thals! – eu ralhei depois que ela fez uma pausa.
Ela me olhou, mais uma vez ponderando se devia ou não me contar e por fim disse:
–Percy transferiu a faculdade dele pra Nova York. Ele está voltando de Londres. Chega no próximo dia 2.
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