Notas iniciais
OI GALERA! Tudo bem? Desculpa o sumiço mas deu tanta treta que nem sei por onde começar... Fiz uma lista pra ver se ajuda: 1) Tempo; Os vestibulares da vida estão chegando e precisei estudar um pouco mais, além que tive o periodo de provas trimestrais. 2) Tempo; Não eu não repeti de idiota não, eu quis dizer tempo de clima. Não sei se vocês ouviram falar que o sul foi atingido por uma chuva de pedras e tal. Então: a minha cidade foi uma das mais atingidas do estado, e como sou sortuda o meu bairro foi o mais atingido da cidade. Pude até brincar de contar goteiras. Mas enfim, eles já estão concertados e meu teto não parece mais um queijo suiço :D 3) ENEM. Quem ai vai fazer? É amanhã já D: Eu já estava meio vesga de me concentrar nessa mini palavrinha ai. Entãaaaao como eu estava tentando me distrair o capitulo finalmente saiu!!! Sem falar que é bom treinar a escrita pra domingo né? Enfim, boa leitura pra vocês :D

Capitulo 49 – Deep desire

“É na bebedeira que nosso subconsciente nos permite revelar nosso desejos mais profundos.”

Patrícia Tresoldi

POV Annabeth.

Mesmo dormindo, eu podia sentir a maldita dor de cabeça. Lembrava pouquíssima coisa da noite passada, inclusive, não lembrava onde estava e meus olhos se recusavam a abrir para descobrirem.

Sentia a presença de alguém do meu lado, e tinha quase certeza de que era Tommy.

Por falar nele, teria de lembrar de agradecer por me trazer pra casa sã e salva, porque pela minha falta de memória eu deveria estar bem alta na noite anterior.

Ainda com os olhos fechados tentei repassar como havia chegado em casa, mas minha memória continuava em branco e tentar lembrar estava fazendo minha cabeça doer o dobro.

Ao longe, ouvi o barulho de batidas na porta.

–Que droga... – murmurei, sentindo a pessoa ao meu lado se mexer , acordando com o barulho.

O som continuou, insistente, então me forcei a abrir os olhos.

No primeiro momento me senti confusa.

Eu não conhecia o quarto onde estava e isso me deixou apreensiva.

“Hoje você tira o atraso!”

A voz de Tommy ecoou em minha mente e me dei conta da situação.

“Ótimo.” – pensei. –“estou na casa de um completo desconhecido e com certeza não assistimos apenas um filme.”

Me movi pro lado a fim de ver quem era o dono da casa e no mesmo instante a pessoa se virou pra mim abrindo os olhos.

Quando constatei quem era meu primeiro movimento foi gritar.

Tamanho o susto eu acabei caindo da cama.

Em segundos um par de olhos verdes apareceu na ponta do móvel.

–Você esta bem? – Perguntou Percy.

–Ai meu deus! Como eu vim parar aqui? Ai meu deus! A gente transou? AI MEU DEUS!

–Annabeth, dá pra parar de gritar? Não é como se você não me conhecesse! E também eu não fiz nada que você não quisesse! Foi você que apareceu na minha porta só de pijama, minúsculo por sinal!

AI MEU DEUS!

Mais uma batida na porta.

–Deuses! Eu não lembro de nada!

–Olha eu desconfiei que você não estava muito sã, afinal você fez coisas bem... quentes. – ele respondeu coçando a nuca.

AI MEU DEUS!

Mais uma batida na porta, dessa vez mais rápida seguida de uma voz familiar.

–ANNABETH! SEI QUE VOCÊ ESTÁ AI! OUVI SUA VOZ! ABRA ESSA PORTA AGORA.

–Tommy!

–Quem? – ele me olhou confuso, fechando a cara em seguida. – Ah o seu namorado.

–Ele não é meu namorado! – gritei frustrada. Eu já tinha transado com ele mesmo, que diferença ia fazer continuar mentindo?

–Não é? – um pequeno sorriso brotou no seu rosto.

Mais uma vez Tommy socou a porta.

–ANNABETH JENNIFER CHASE ABRE ESSA PORTA! OU MEU LADO HETERO VAI DERRUBA-LA!

–Pera lado hetero? Ele é gay?! Você está ficando com um cara gay? – Percy me olhou incrédulo.

–NÃO ESTAMOS FICANDO!

Comecei a sentir um enjoo insuportável.

–OK EU VOU DERRUBAR! – ele gritou estridente. – 1,2,3...

–Ei minha porta! – Percy correu pelo corredor rumo à entrada. Detalhe: apenas de cueca. –EU TO INDO!

A porta estava prestes a ser aberta.

Olhei rápido pra baixo analisando o que eu estava vestindo.

Uma camiseta do star wars (ótimo gosto), o short de pijama e só.

Quando levantei a cabeça Tommy já estava dentro do apartamento olhando pros lados, seguido por Thalia, que vestia apenas um hobby de seda e por Nico que estava de short e camiseta.

–Annabeth! – ele gritou quando me viu. – O que deu na sua maldita cabeça?! Você some no meio da noite, bêbada e eu te encontro, vestida assim, na casa do seu ex! Isso é demais pra mim não acha?

Sabia que Tommy estava preocupado comigo, mas também estava preocupado em manter a aparência de hetero e de meu namorado.

–Ele sabe que você é gay e que não estamos juntos. – disse entediada esfregando minhas tempôras , tentando conter o enjoo.

–Ah sabe? Tudo bem, que se dane! O que passou pela sua cabeça oca besha!?

Vasculei a mente atrás de respostas e minha memória voltou como um soco. Eu havia batido na porta dele!

De repente meu estomago criou vida.

–Banheiro! – gritei.

Percy se ligou do que eu estava prestes a fazer e me guiou.

–Segunda porta a direita!

Mal entrei no banheiro e vomitei horrores.

–Algo me dizia que eu não devia ter te dado tequila ontem. – Tommy disse pensativo.

Fechei a tampa do vaso sanitário com força e me escorei na parede do banheiro.

–Você acha? EU VIM PARAR NA CASA DO MEU EX E ACREDITE, NÃO BRINCAMOS DE AMARELINHA!

–É verdade, foi outro tipo de brincadeira. –Percy sorriu malicioso.

O fuzilei com o olhar e ele murmurou um desculpa.

–Ei a culpa não é minha. Pelo menos eu cumpri minha promessa. Você tirou o atraso. – meu amigo gay sorriu amedrontado.

Tudo que eu queria era enfiar minha cabeça no vaso e dar descarga. Que situação!

–Certo. Vou pra minha casa, me matar de vergonha. Até mais. – disse passando por todos e indo em direção ao apartamento de Thalia.

–Ei eu vou com você! – Tommy gritou e me seguiu.

–Espera! – Percy gritou. – Eu não ganho nem um beijinho de despedida? – ele disse irônico.

Mostrei apenas meu dedo do meio, já dentro do apartamento de Thalia.

POV Percy

Fitei o dedo do meio de Annabeth por alguns segundo até que ela sumiu por inteiro.

Girei nos calcanhares e encontrei Thalia e Nico ainda parados no meio do meu apartamento com olhares confusos.

De repente os dois desandaram a rir e não pararam mais.

Thalia se apoiava em Nico e se dobrava pra frente de tanto rir, enquanto ele apertava a barriga e limpava algumas lágrimas.

–Do que vocês estão rindo? – perguntei confuso.

–De tudo! – Thalia respondeu em meio aos risos.

–Eu sabia que isso ia acontecer! – Nico acrescentou.

Fechei a cara pros dois.

–Foi só uma noite, não é como se eu fosse pedir ela em casamento amanhã.

–Mas bem que você quer. – Thalia cutucou.

– Foi só uma noite, não é como se eu fosse pedir ela em casamento amanhã.

–Mas bem que você quer. – Thalia cutucou.

–Quem disse? Dois anos Thalia. A coisa já não é mais a mesma. Além do mais, ela me deu o fora! Transar com ela foi bom, mas não passa disso, uma transa. E ela estava bêbada e não tinha consciência dos atos dela, portanto eu duvido muito que venha a se repetir. Agora será que dá para o casal maravilha dar o fora e me deixar em paz?

–Ui ele ficou irritado amor. – a garota de olhos azuis me provocou. – Vamos, Annabeth deve estar mastigando meus moveis de raiva.

Nico coçou a nuca concordando e seguiu em frente saindo do apartamento.

Thalia o seguiu, mas parou no meio do caminho e se direcionou a mim.

–Você pode mentir para o seu melhor amigo, pra Annabeth e até pra si mesmo, mas a mim você não engana. Sei que foi mais que uma transa.

Depois disso, ela saiu rebolando, me deixando sozinho e confuso com meus sentimentos.

POV Annabeth.

–Bebê sai desse banheiro! Você já esta ai dentro há mais de uma hora!

Não respondi, apenas respirei fundo.

Depois que sai do apartamento vizinho, peguei minhas roupas, as chaves do meu carro e corri pra minha casa.

Passei correndo pela porta escancarada de Percy e nem ao menos olhei pra dentro. Não queria esperar Thalia e Nico voltarem. Seria vergonhoso demais.

Apertei o botão do elevador com raiva, rezando pra que ele chegasse logo. Tudo que eu queria era chegar em casa.

Tommy estava parado ao meu lado, batendo o pé impaciente, pois eu sabia que ele queria todos os detalhes da noite anterior, porém ele tinha consciência de que se perguntasse agora, eu seria capaz de destroça-lo.

Enquanto esperava o maldito elevador que não vinha nunca ouvi a voz da minha melhor amiga e do meu ex e, mesmo sem querer, apurei os ouvidos.

– Foi só uma noite, não é como se eu fosse pedir ela em casamento amanhã. – Percy disse irritado.

– Mas bem que você quer. –a ouvi dizer em tom de deboche.

–Quem disse? Dois anos Thalia. A coisa já não é mais a mesma. Além do mais, ela me deu o fora! Transar com ela foi bom, mas não passa disso, uma transa. E ela estava bêbada e não tinha consciência dos atos dela, portanto eu duvido muito que venha a se repetir. Agora será que dá para o casal maravilha dar o fora e me deixar em paz? – ele rebateu.

Senti meus olhos marejarem no mesmo instante em que o elevador abriu suas portas.

Entrei no mesmo pisando forte.

Se ele queria que fosse assim, assim ia ser. Ele não passaria de uma transa numa noite de bebedeira.

Tommy viu minha cara e imediatamente me abraçou.

Quando chegamos ao estacionamento ele pegou as chaves da minha mão.

–Eu dirijo.

Sem contestar entrei ao lado do carona e fui o caminho todo olhando pra rua tentando conter as lágrimas, sem sucesso.

“Sinto sua falta.”

As palavras dele flutuavam na minha mente, junto com outra palavra:

“Mentiroso.”

Mal notei quando paramos em frente a minha casa.

Encarei a porta e o mais rápido que pude corri do carro.

O caminho até o meu quarto foi simplesmente um borrão. Atravessei o cômodo e me tranquei no banheiro.

As lágrimas ainda rolavam pelo meu rosto, desenfreadas e nada que eu fizesse as cessavam.

Mirei minha imagem no espelho e vi que ainda vestia a camiseta dele.

A arranquei do corpo imediatamente e joguei em qualquer canto do banheiro.

Tinha certeza de que meus soluços eram audíveis pela casa.

Liguei o chuveiro e entrei debaixo dele, mesmo com o restante de roupa.

Fiquei cerca de 10 minutos de olhos fechados tentando me acalmar, ate despir a roupa molhada e tomar um banho de verdade.

Enrolei meu cabelo com a toalha e vesti um roupão, sentando em seguida no chão, de costas pra porta e ali fiquei, até agora.

–Besha. É serio. Seus irmãos estão preocupados. E olha que eles tem 12 anos, a programação natural deles é só pensar neles.

Ri de sua piada.

–VOILÁ! Fiz você rir! – ele exclamou do outro lado da porta. – Serio docinho, sai daí.

Me levantei e abri a porta devagar.

–Aleluia minha nossa senhora da purpurina!

Me agarrei no pescoço de Tommy e suspirei.

–Vem vamos vestir você.

{...}

Depois que me vesti, descobri que meus pais estavam na casa da mãe da Anna e que os gêmeos haviam ficado em casa, sozinhos.

Quando passei correndo pela sala, os dois assistiam a um filme e se assustaram com a situação.

Tommy me disse que eles não saíram da porta do meu quarto enquanto eu não saí do banheiro.

Agora eu me encontrava com a roupa mais confortável do meu guarda roupa, deitada na minha cama com uma panela de brigadeiro e com dois homens e meio cuidando de mim.

–Vou quebrar a cara daquele panaca! – Bob disse enfezado.

–To contigo mano! Ninguém machuca nossa irmã! – Matthew concordou.

–Calma lá Karatê Kid, sua irmã está bem agora e é isso que importa. – Tommy disse com uma colher de brigadeiro na boca.

Ainda me sentia magoada, mas já tinha aceitado que não deveria mais nutrir sentimentos por ele.

–Mamãe e papai vão jantar na vovó. – Matthew disse depois de checar seu celular.

–Isso significa que podemos pedir pizza! – Bob disse animado.

–É uma ótima ideia. – Tommy concordou. – vou pedir.

Cerca de meia hora depois nossa pizza já estava chegando. Depois de comermos deitamos na minha cama assistir um filme e acabamos todos pegando no sono.

{...}

Acordei na manhã seguinte sozinha na cama. Chequei o relógio: 9:30 da manhã.

Os gêmeos já deveriam estar na escola e meus pais deveriam ter saído pro trabalho.

Ouvi o barulho do chuveiro e constatei que Tommy devia estar no banho.

Fiquei deitada na cama até Tommy sair do banheiro já vestido.

–Bom dia flor do dia! Vamos levantar e se vestir! Preparei um itinerário para nossa semana. Hoje começo a conhecer New York!

–Tudo bem. – disse animada com a ideia de me distrair. – Estou pronta em cinco minutos.

–Assim que eu gosto! – ele piscou pra mim.

{...}

Passamos o restante da semana visitando todos os lugares que Tommy queria conhecer.

Na quinta feira de manhã, ele quis tomar café em um Starbucks.

–Mas tem que ser o da quinta avenida! – ele disse empolgado.

Sentamos em uma mesa mais afastada e fizemos nossos pedidos.

Eu e ele dividíamos os fones de ouvido e víamos algumas fotos que tiramos enquanto nosso pedido não chegava.

–Então o que temos programado pra hoje? – perguntei distraída.

–Temos a prova do vestido da Thalia hoje à tarde lembra? Ela nos convidou.

Desde o incidente no apartamento do Percy que não nos víamos, apenas trocávamos mensagens de texto, sem muito conteúdo.

–Ah. É verdade.

–Vamos Annie, se anime! É o casamento da sua melhor amiga! E ela não tem culpa do padrinho dela ser um cretino.

Eu ri fraco.

– Tudo bem, vou passar uma mensagem confirmando a hora e o lugar.

Digitei uma mensagem curta, porém animada. Queria que ela sentisse que eu estava empolgada com seu casamento, tanto quanto ela.

Em segundos ela respondeu, dizendo que estava feliz que eu ainda queria acompanha-la e me passou a hora e o endereço.

Em seguida nossos pedidos chegaram e tomamos café da manhã, totalmente sem pressa.

{...}

–Meu deus isso é o caos! – Tommy disse enquanto procurávamos uma vaga para estacionar.

–Ninguém nunca escreve sobre o “glamour” do trânsito de New York. – disse cômica.

–E agora eu sei por que! – ele disse horrorizado.

Eu ri mais uma vez e estacionei o carro em frente à loja de vestidos.

Quando desci do veiculo, avistei mais a frente o carro de Thalia.

Fazia frio, e uma fina chuva caia do céu,deixando o dia cinza. Por onde olhávamos as pessoas vestiam casacos e mantas para se proteger do tempo.

Tommy foi o primeiro a entrar na loja, e assim que entramos Thalia já veio até nós e nos deu abraços apertados.

–Achei que depois do que aconteceu aquele dia, você desistiria de vez de ser minha madrinha.

Sorri meio amarelo ao lembrar o fatídico dia, mas tentei passar confiança em minhas palavras.

–Sou dura na queda. Não é qualquer coisinha que vai me fazer desistir.

Parece que funcionou, pois ela sorriu e me puxou empolgada para a sala individual onde dezenas de vestidos estavam em cabides.

–São todos lindos! – disse encantada. – Como conseguiu escolher só um?

–Há uma crença entre as noivas que são nossas clientes. – a vendedora de uns 20 poucos anos e cabelos vermelho sangue se intrometeu. – De que não é você que escolhe o vestido. É o vestido que escolhe você.

–São muitos concorrentes. – eu disse rindo.

–Mas parece que Thalia foi a escolhida daquele bonitão ali. – ela apontou para um saco preto em uma das araras individuais.

–Bom, o que está esperando franjinha? Quero te ver de noiva! – Tommy disse empolgado.

–Vou buscar os alfinetes. – a vendedora disse. – Thalia, pode ir entrando no provador. Volto já.

Thalia concordou com a cabeça e sumiu por de trás das cortinas de veludo vermelho.

Sentei ao lado do meu melhor amigo nas confortáveis poltronas, em frente a um grande espelho, bem ao lado de um “palquinho”, que acreditei ser para ajustar as medidas das barras das saias.

Estava analisando o ambiente, com meus olhos de arquiteta quando meu celular vibrou na bolsa.

O peguei distraída e chequei o que era. Uma nova mensagem, de um numero desconhecido.

N° desconhecido: Annabeth?

Franzi as sobrancelhas e respondi imediatamente, curiosa demais pra esperar.

Annabeth: Ela mesma. Quem é?

Com igual rapidez, a resposta veio.

N° desconhecido: É o Percy. Por favor não desligue na minha cara.

Bufei e salvei seu numero, não sei muito bem o porque. Ainda estava com raiva.

Annabeth: Não tenho como desligar na sua cara. Isso são sms’s.

Percy: Ah, é mesmo. Enfim, precisamos conversar.

Annabeth: Não lembro de ter nada pra falar com você.

Percy: Por favor. Pelo menos um café? Coisa de 30 minutos, juro.

Annabeth: Ando ocupada com minhas tarefas de madrinha, e no domingo volto pra casa. Desculpe, mas não vai dar. Nos vemos qualquer dia. Aliás, só por curiosidade, onde conseguiu meu numero?

Percy: Nico. Annie, por favor...

Conferi a mensagem com meu antigo apelido e isso só me deu mais raiva.

Estava prestes a responder que ele era um cretino quando Thalia saiu do provador vestindo seu vestido de noiva.

Imediatamente deixei o celular de lado e levantei contemplar melhor.

–Deuses é lindo! – disse emocionada.

O vestido que ela escolhera era armado logo abaixo da cintura, em um corte lindo. Rendado nos ombros e no colo com um detalhe nas costas que as deixava a mostra, e tudo isso era perfeitamente acentuado por uma faixa preta que terminava em um grande laço nas costas. O vestido era simplesmente incrível.

–Franjinha... Você parece uma princesa da Disney! – Tommy disse embasbacado.

–Eu sei... O vestido literalmente me escolheu. – ela suspirou.

Mirei sua imagem no espelho, e no ímpeto desejei sentir aquela sensação um dia. Olhar no espelho, vestida de noiva, e sentir que o traje me escolheu.

Enquanto olhava encantada, como a vendedora ruivinha alfinetava delicadamente a barra do vestido, ouvi o toque do meu celular ao longe, e senti de veras tristeza, ao imaginar que talvez os planos que eu havia feito há dois anos atrás, envolvendo tudo aquilo, talvez já não tivessem mais espaço na minha vida.

Notas finais
E ai? Gostaram? Quase 3 mil palavras pra vocês :D Enfim, comentem, recomendem e favoriteeeem. Me sigam no twitter também, mesmo que ele esteja meio parado, por causa da coisinha maldita de 4 letras. E pra quem for participar da coisinha, BOA SORTE! Beijoooooos. PS: Patricia Tresoldi sou eu tá? Só usei meu nome verdadeiro pra dar um tchaaaan na frase sudhuai