Notas iniciais
Oi. Sentiram minha falta? Eu espero que sim (carenteeee) Tá lá vou eu, vamos explicar: Eu quase repeti de ano. Eu não sou uma aluna tão lixo assim, calmem ai, foi apenas em matemática que eu fiquei pendurada. Eu sou uma negação nessa maldita matéria do capiroto. Enfim, eu entrei pra recuperação da recuperação. E nunca estudei tanto na minha vida. Jesus. Mas ai eu PASSEI NA PROVA aleluia, e também eu sai do meu trabalho, justo por causa da escola, afinal com terceirão não se brinca. Então eu com certeza terei mais tempo pra postar. LOUVEMOS, GLORIFICA DE PÉ. Ta parei. Enfim, vamos ao capitulo porque eu falo demais, eu sei. Obrigada pela paciência, de verdade.

Capitulo 39 – Decisions.

“A decisão mais difícil que temos que tomar na vida, é a de vive-la intensamente.”

Autor Desconhecido

POV Annabeth

Estávamos todos em frente ao ginásio jogando conversa fora. O baile já havia terminado fazia pelo menos uma hora, mas a noite estava agradável e muito estrelada.

Percy estava me abraçando por trás e estávamos encostados no carro dele enquanto ele e Nico discutiam fervorosamente sobre algum jogo de basquete.

Thalia e eu apenas observávamos a conversa deles, quando notei seu olhar distante.

–Thalia, vamos ao banheiro comigo? – Chamei, torcendo pra que ela apenas me seguisse sem protestos.

–Vamos. – ela disse levemente distraída.

Seguimos pelos corredores da escola e logo que entramos no banheiro ela se apoiou na bancada.

–Pode ir falando. – cruzei meus braços e parei em frente a ela.

–O que?

–Thalia eu te conheço. Alguma coisa aconteceu. Pode começar a falar.

–Eu... Eu acho que vou terminar com o Nico.

–O que?! Por quê? Ele te fez alguma coisa?

–Não Annabeth, pelo contrário, ele tem sido maravilhoso.

–Então eu não entendi o porquê de você querer largar ele.

–É justamente por isso. Eu acho que vou pra Los Angeles, estudar cinema, e ele vai ficar aqui, mas eu não consigo dizer pra ele que vou embora. – ela disse com lágrimas nos olhos.

Senti minha própria garganta apertar.

–Ei, você ama ele não é mesmo?

–Muito. – ela soltou baixinho.

–E ele também te ama Thalia. Com o tempo ele pode pedir transferência pra lá, ou você pra cá, mas terminar não é a única solução. Na verdade nem sei se é uma solução. O que você tem que fazer agora é tomar coragem e contar pra ele. Sei que juntos vocês vão achar uma solução.

Ela sorriu, fraquinho e me abraçou.

–Muito obrigada Annie.

–Bom, agora vamos disfarçar essa carinha de choro e vamos voltar pra lá certo? Os meninos devem estar atrás da gente.

–Claro. Vamos sim.

–Ei. – puxei o braço dela antes de sairmos. — Esqueça essa ideia de terminar com o Nico tudo bem? Odiaria ter de ver vocês dois separados.

–Já esqueci. – ela sorriu. – Sabe, você devia ouvir seus próprios conselhos.

–Como assim?

–Você sabe do que estou falando. E sabe que o que acabou de me dizer é mais do que certo para você também.

–Eu sei Thalia. O pior é que eu sei. – disse suspirando.

{...}

Ficamos cerca de mais 20 minutos em frente à escola. Quando voltamos Nico claramente notou a cara de Thalia e perguntou o que havia acontecido.

–Problemas femininos. – eu disse abraçada a Percy.

–Como assim? – Nico insistiu.

–Cara não pergunta. Quando ela responder “problemas femininos” você fica quieto e aceita. – disse Percy em tom de alerta.

Thalia e eu caímos na gargalhada e Nico fechou a cara.

Em seguida eles foram embora e restamos apenas eu e Percy no estacionamento.

–Vamos? – sussurrou em meu ouvido.

–Vamos sim.

Até metade do caminho pra casa foi tudo silencioso, porém assim que paramos em um sinal vermelho as coisas começaram a “esquentar” pois ele pousou calmamente a mão em minha coxa.

Segui os olhos da mão dele até seus olhos. Ele sustentou meu olhar com certa malicia estampada em seu rosto.

Senti um arrepio percorrer todo o meu corpo e um calor subiu desde a mão dele até meu rosto.

Apenas sorri e desviei o olhar para a rua, porém ainda podia sentir seu toque.

Quando estacionamos em frente a casa dele, me debrucei e dei-lhe um beijo que logo foi se intensificando.

Por fim nos separamos ofegantes.

–Annie... Meus pais viajaram mais uma vez, você não quer entrar um pouco?

–Eu não sei se é uma boa ideia...

–Tudo bem. – ele disse meio decepcionado.

Descemos do carro e paramos em frente a entrada da garagem da casa.

Calmamente ele me beijou e eu estava a caminho da minha porta quando algo passou pela minha cabeça.

Porque não?

Eu não tinha duvidas de que amava-o e de que queria isso com ele. E alem do mais não era como se eu nunca tivesse o feito. Não me orgulho de com quem foi, mas na época eu ainda acreditava que ele era o perfeito modelo de príncipe encantado.

Girei nos calcanhares e obsevei Percy chegar à soleira de sua casa.

–Percy. – chamei alto suficiente pra ele ouvir.

–Sim. – ele virou-se pra mim.

–Acho que não tem problema eu entrar só um pouquinho.

O sorriso dele se alargou e eu o segui para dentro da casa.

{...}

Acordei com alguns raios de sol entrando pela fresta das cortinas. Encarei o local onde estava e notei que não estava no meu quarto.

Me mexi na cama e senti braços fortes rodearem minha cintura e por um momento fiquei apreensiva, porem quando observei o dono dos braços as lembranças foram voltando aos poucos.

Eu estava na casa de Percy. Eu havia dormido lá, e tinha tido umas das melhores noites da minha vida.

E no atual momento eu “vestia” apenas o lençol azul da cama do Percy.

Senti minhas bochechas corarem e me mexi meio desconfortável.

Com muito cuidado para não acordar Percy, retirei seus braços da minha cintura e busquei pelo quarto a camisa que ele usou na noite anterior.

Depois de vesti-la fui até o banheiro a fim de dar um jeito nos meus cachos. Fitei meu rosto no espelho e com as mãos úmidas tentei remover um pouco da maquiagem que havia escorrido.

Passei os dedos pelos meus cabelos tentando doma-los e os prendi em um coque frouxo.

Sai do banheiro e encarei Percy dormindo calmamente e sorri involuntariamente.

Notei em cima da escrivaninha o bloco que ele usou para falar comigo pela janela. Em cima da mesa havia alguns papeis e livros, a carta com nossas notas e finalmente a carta da Universidade de Nova York. A peguei com cuidado e sorri ao saber que ele havia sido aceito.

Coloquei a carta onde havia pegado, e então, no lixo ao lado da mesa avistei outro envelope.

O peguei com calma e analisei de onde era. Eu sabia que não era certo ficar mexendo nas coisas dele sem sua permissão, mas a minha curiosidade falou mais alto.

A cada palavra daquela carta meu coração se enchia de orgulho dele.

Percy havia sido aceito na faculdade de Londres para cursar Biologia Marinha.

–Mas então, porque a carta esta no lixo? Ele não pode ter...- disse baixinho.

Senti o coração apertar ao constatar que Percy havia desistido da faculdade dos seus sonhos pra poder ficar em Nova York.

Senti meu estomago revirar e sai do quarto.

{...}

Cheguei a cozinha e peguei um copo d’água, me apoiando na bancada pra pensar.

Eu não podia pedir pra ele ficar. Seria egoísta. Não quando a ideia de ir pra São Francisco ainda rondava minha mente.

Senti os olhos marejarem e respirei fundo.

Eu sabia o que tinha que fazer, só não tinha coragem de faze-lo agora.

–Ué já está acordada? – Percy disse me abraçando por trás.

–Acordei e senti sede. – sorri fraco.

–E então? Pronta pra formatura? – ele disse me virando.

–Mais ou menos. Não quero ser adulta. – brinquei.

–Você ? A garota mais responsável da turma não querendo ser adulta? É piada?

–Não ué.

Ele riu e me beijou.

–Acho melhor eu ir pra casa. Meu pai e Anna devem estar surtados atrás de mim porque eu não dormi em casa.

–Acho melhor mesmo. Não quero que seu pai me enterre vivo.

–Credo, ele não é cruel assim! – eu ri. – Mas é capaz que ele mande te prender por sequestro.

–Não é sequestro quando a vitima ama o sequestrador.

–Engraçadinho. – disse mostrando-lhe a língua.

Ele me beijou mais uma vez e saiu da cozinha me guiando pela mão.

Notas finais
Comentem, por favor. Me mostrem que ainda estão comigo. um beijãaaao com gosto de jujubaaaa. Tchau. :)