Era Uma Vez
1 Capítulo 1 - Garotas dão medo, ainda mais se tiverem um guarda-chuva
Notas iniciais
Capítulo 1 – Garotas assustam. Ainda mais se tiverem um guarda-chuva.
Hum... O que escrevo?
Realmente estou indeciso com isso. Bom, vamos começar com apresentações.
Meu nome é Allen Walker.
Tenho 15 anos.
Meus pais morreram quando eu era pequeno.
Meu pai de criação, do qual eu chamo de “Mana” contraiu uma doença fatal quando eu tinha 13 anos e morreu.
Triste não?
Confesso que chorei muito, mais nada demais.
Já me acostumei...
Ou melhor, eu havia me acostumado, quando uma maluca me fez quebrar a máscara que levei anos para fazer.
Sim, eu usava uma máscara.
Sorrisos falsos, um humor que a maioria aceitava...
Era minha máscara.
Como sou de verdade... Ainda não descobri.
Certo.
Nunca na minha vida pensei em fazer um diário.
Sério mesmo.
Achava essa coisa de diário meio “muito feminina”.
O que me fez escrever um?
Realmente ainda não tenho certeza mais preciso desabafar em algum lugar.
Você deve estar pensando: “Por que diabos esse maluco escrever “Era uma vez...” como título!?”
Boa pergunta.
Minha resposta? Simplesmente por que “era uma vez”, combina exatamente com a garota que eu conheci.
Uma garota estranha, que cantava uma canção estranha, segurava um guarda-chuva estranho e usava roupas estranhas.
Se você apostou que essa era maluca que eu mencionei acima acertou!
E se pensou que ela fosse alguma aberração de circo... Adivinhe, acertou também!
Ta, ela não trabalhava em um circo.
Mais o tio dela que era mais estranho do que ela (se é que é possível) é dono de um circo.
O tio dela se denomina de “O conde do milênio”.
E o nome do circo era Noah, ou algo assim.
Honestamente, duvido que alguém saiba o verdadeiro nome desse tal conde.
É sério!
Só falam “conde ali, conde aqui, etc.”
Acho que nem ela que era sobrinha dele sabia o nome dele.
Assustador não acha?
Enfim.
Como conheci a estranha?
Simples.
Eu achava que era um dos piores dias da minha vida.
Estava na escola e minha namorada... Acho que deveria dizer “ex-namorada”, me deu o maior fora público na frente de todo dizendo que ia fica com tal de...
Lavi?
Rabi?
Droga, eu esqueci o nome do infeliz.
Enfim vocês entenderam.
Levei um fora público.
Senti-me humilhado...
Opa! Nem falei do nome da minha ex pra vocês né?
Pois bem, o nome dela é Lenalee.
Enfim, eu gostava bastante dela.
Até ela me dar o fora.
Bom, já mencionei isso não?
Certo, eu tinha certeza de que ela só queria ficar com ele por que ele era ruivo ¬¬.
E daí?
Ele é ruivo e eu tenho cabelo branco!
Não, não sou um velho.
Já disse que tenho 15 anos.
Também não pintei meu cabelo.
Acho que nasci assim.
Enfim, minha beleza não vem ao caso agora.
Sei, que sou modesto, não precisa me lembrar.
Certo.
Hora do recreio na escola.
Eu estava no terraço, sem ter um buraco onde enfiar minha cabeça.
Estava morrendo de vergonha.
Se a Lenalee ia me dar um fora bem que podia não ser na frente de todos.
Enfim, estava em meus pensamentos, considerando a idéia de me jogar do terraço.
Então, escutei uma música estranha.
Na verdade não era uma música cantada.
Era alguém murmurando uma música que eu nunca tinha ouvido falar em toda minha vida.
Fui ver da onde vinha a voz.
Quando achei quem estava murmurando, confesso.
Meu queixo caiu.
Não só caiu.
Ele desgrudou da minha boca e caiu no chão.
Era uma garota estranha.
Ela segurava um guarda-chuva estranho.
Suas vestes de colégio, eram roupas estranhas que nunca vi.
E ela continuava cantarolando aquela música estranha.
Estranho não? XD
Certo parei.
Enfim, quando a garota notou minha presença ela me olhou nos olhos.
Encarou-me por 5 segundos...
E SE JOGOU NOS MEUS BRAÇOS! O>O
Certo, ela não se jogou.
Brincadeira de mau gosto eu sei.
Não resisti.
Ela me olhou por 5 segundos...
Virou a cara e ignorou minha existência.
Nossa.
Meu dia só melhorava.
Senti que meu mau humor só aumentava.
Então o sinal da escola bate, e voltei pra sala.
Terminando meu dia, posso resumir assim:
Levei um fora público da minha namorada, que me trocou por um estranho que nunca vi.
Uma garota ignorou minha existência, e levei advertência por demorar mais de 5 minutos depois que o sinal bateu para voltar pra sala.
Lindo, não acha?
Acontece que descer do terraço (que fica no 10° andar),
Até minha sala (que fica no segundo) demora ****!
Por pouco não falei um palavrão.
Sorte sua que sou educado.
Certo, acabei de voltar da escola e fui pro meu ape.
É, eu morava em um apartamento.
Correção: Eu moro em um “apertamento.”
Assim que fui abrir a porta, meu vizinho...
OPA!
Melhor explicar.
O ape do lado do meu estava vago.
Uns três dias atrás alguém comprou e se mudou.
Nem me incomodei de ver quem se mudou pra lá.
Mais fiquei curioso.
Enfim, quando fui entrar na minha casinha, eu escuto a porta do vizinho se abrir.
Sério.
Por pouco não tive um ataque.
Te dou cinco segundos pra adivinhar quem era.
Cinco...
Quatro...
Três, dois, um!
Desculpe.
Não tive paciência.
Cinco segundos é muito tempo seu lerdo!
Cof, cof.
Enfim, se apostou na garota da minha escola que me ignorou lá no terraço...
Acertou!
E se apostou em um et maluco, estranho e etc. Adivinhe...
Acertou também!
Vida legal a minha né?
Novamente...
Era ficou me encarando, e eu encarando ela...
Na verdade até que ela era bem bonita.
Depois desse pensamente eu realmente tive um ataque.
Assim, que esse pensamento passou pela minha cabeça ela respondeu sorridente:
“Obrigada pelo elogio, você até que é bonitinho.”
Certo.
Eu tava com medo.
Correção muito medo.
Acho que fiz cara de medo, por que assim que ela olhou novamente pra minha cara se apressou em dizer:
“Ah, foi mal. Ás vezes eu imagino o que se passa na mente das pessoas... Pelas expressões delas. E imaginei o que tinha sua. E pela reação eu acertei não?”
Ela disse aquilo com um sorriso malicioso.
Legal.
Além de estranha lia mentes!
Depois, dessa frase devo confessar que fiquei vermelho e parei de encarar os olhos da garota.
“Parece que somos vizinhos, garoto do terraço!”
Ela exclamou feliz.
PERAE!
Para tudo.
Ela disse “garoto do terraço”?
Nossa.
Preciso dizer que amei esse apelido?
Sim, a frase acima, contem sarcasmo.
Apressei-me em dizer meu nome pra ela antes que aquele apelido se espalhasse.
Ela olhou pra mim...
E riu da minha cara!
É sério! Ela ficou uns 10 minutos rindo.
E eu assustado em um cantinho.
Ela parou de rir e explicou que ela tinha um gato, e o nome dela era Allen.
Só... Que ele havia morrido atropelado por um caminhão.
Legal.
Meu nome era o mesmo de um gato que foi morto esmagado por uma roda suja de lama.
Deu pra ver o quanto tenho sorte não?
Depois, ela tratou de fechar a porta da casa dela.
Olhou pra mim e disse sorrindo.
“Meu nome é Road Camelot. E esse...”
Eu a vi estender o mesmo guarda-chuva que estava no terraço hoje de manhã.
“E esse é Rero!”
Certo.
Se eu ouvi bem ela havia dado um nome pra um guarda-chuva...
Viu?
Eu disse que ela era bizarra...
Nota: Cuidado com o que pensa.
Assim que a palavra bizarra apareceu na minha cabeça, ela me bateu com o guarda-chuva.
SIM!
Ela me bateu com a ***** do guarda-chuva!
Depois olhou pra mim brava e disse:
“Humpf. Posso ser bizarra, mais pelo menos não ganhei um fora da namorada e nem finjo ter outra personalidade.”
Lembra que eu disse que estava assustado?
Mentira.
Eu estava cagando nas calças de tanto medo.
Depois ela se virou e foi embora emburrada.
Outra nota: Garotas dão medo.
Principalmente se tiverem um guarda-chuva.
Acredite, ser acertado na cabeça por um guarda-chuva dói.
Continua...
Notas finais
Não dói e faz bem ao coração do autor
Fale com o autor