Equilibrium (REESCRITA E REPOSTADA)

1 Of Ruins And A Red Nightfall (Leiam as notas iniciais)


Notas iniciais
Olá meus leitores. Primeiramente, peço que leiam essas notas até o fim. Aos que estão lendo a fic pela primeira vez, não precisa, podem seguir direto para o capitulo. Aos que já acompanhavam Equilibrium, peço que leiam por favor. Sobre mim: Gente, eu poderia escrever sobre tudo que aconteceu comigo nesses ultimos tempos e as razões que me fizeram me afastar desse projeto que tive tanto gosto em escrever. Não sei se todos já passaram, mas sabe aquela fase da vida em que você começa a passar por várias provações de uma só vez? Foi bem isso, aí pra ficar melhor, foram problemas pessoais e familiares, tudo junto. Eu tive que lidar, porque obviamente nao podemos evitar problemas, porém foram bem sérios, e eu não tava sabendo lidar. Então me afastei do que eu mais gostava, que era escrever, dos meus amigos, da minha faculdade rsrs. Mas enfim, entre um desses problemas, lidei com a depressão da minha mãe. Não to falando isso aqui como uma forma de me justificar, mas para que vocês entendam que minha ausência não foi coisas banais. As coisas hoje em dia estão um pouco melhores, não se resolveram, mas eu to sabendo guiar. Resolvi voltar a escrever porque lembrei do quanto gostava e do quanto me dediquei a este projeto, e lembrei de cada mensagem de apoio que recebi. SOBRE A MUDANÇA DA FIC: Então, aqui vão as razões pelas quais resolvi reescrever e respostar Equilibrium. Como vocês sabem, quando a fanfic chegou ao capitulo 19, ela passou a ter a co-autoria da Vivi Batalha, ou Mione ST, como é o nick dela aqui no nyah. Eu particularmente sou muito fã do que ela escreve, tanto em suas fics quanto em suas idéias para Equilibrium. Quando ela começou a me ajudar com a fic, eu fiquei simplesmente maravilhada com as idéias e não achei justo eu postar sozinha como se fossem minhas, então começamos a parceria. Com todos os meus problemas, acabei me afastando e ela assumiu a fic por completo, finalizando, o que foi injusto com ela, afinal, deixei todo o peso em suas mãos e ela teve que fazer tudo sozinha. Como eu concebi essa fic, me senti na responsabilidade de recria-la. Eu recebi algumas MP'S de leitores que me acompanham desde o inicio, alguns pedindo para eu voltar a origem da fic e alguns outros dizendo que parariam de acompanhar a fanfic. No principio, eu achei que era pelo conteúdo pesado, então não dei muita atenção, já que a fic tem o aviso de ser +18 e tem os avisos de conteúdos. Devido ao meu afastamento total, a Vivi deu continuidade a fic e a finalizou. Agora quando voltei e acessei minha caixa de mensagens, tinham muitas outras mensagens de leitores, dizendo que a fic tinha perdido o foco da história e dos personagens principais. Ou seja, a fic teve uma queda muito grande de leitores, tanto novos como os antigos, não por estar ruim, mas por ter fugido do foco da historia e dos personagens. Reli tudo e de fato, do meio da fic em diante acabei perdendo o rumo da história e ficaram fatos soltos e confusos. Como essa história é feita para vocês, leitores, pedi a opinião dos que haviam me mandado mensagens, e foi quase unanime o pedido de repostagem da fic. Pois cá estou eu. Os capitulos estão sendo reescritos e repostados, MUITA COISA será alterada, pois a fic está mais adulta, até por conta da minha mente também. Algumas coisas serão mantidas, como algumas falas e situações. O FOCO DA FIC CONTINUARÁ SENDO O GAARA E A INO. Diferente da primeira vez em que foi postada, desta vez Equilibrium já está toda programada, ou seja, a postarei inteira, com 2-3 capitulos semanais, colocando-a de volta em seu foco original e mantendo o protagonismo da Ino e do Gaara. Quem já leu, pode ler novamente, pois as mudanças que fiz trás surpresas e não ficará como se voce estivesse lendo tudo novamente. A fic manterá a carga dramática dos personagens principais, isso é algo que não pode ser mudado, afinal é a raiz de equlibrium, drama e amor. Novamente peço desculpas. Espero que gostem, vamos lá.

"Contemple além

De um destino enevoado parado desde o passado

Envolva minha ira em tua profecia"— ...Of Ruins and a red nightfall — Tristania

INO POV ON

Cinza. Era assim que estava a cor, o som e as minhas emoções naquele dia. Finalmente eu ia sair daquele inferno. Depois de dois longos anos, me deixariam sair. Me senti vazia, como uma criança que começa a descobrir o mundo. Porém não havia felicidade em mim. Pra ser sincera acho que nunca tive. Nem sei ao certo o que é tal coisa. Lembro-me vagamente da época em que eu tocava, acho que foi o mais perto da felicidade que já estive. Eu era boa nisso. Tinha planos de cantar em uma banda e viajar pelo mundo. Me sentia livre com os meus sonhos. Agora era tudo muito vago. Cheguei na portaria e o diretor me entregou minha mochila, onde continha meus pertences. Mantive minha cabeça erguida. Em nenhum momento naqueles dois anos eu havia me abatido, afinal, eu estava certa, não tinha feito nada de errado, embora ninguém entendesse ou me desse ouvidos. O diretor me olhou com sua costumeira expressão de nojo e superioridade. Ele odiava estar ali e eu era só mais uma de suas dores de cabeça.

Peguei minha mochila e sai em silêncio. Do lado de fora daquele lugar hostil, vi minha mãe. Ela estava parada, encostada no carro. Senti um nó na garganta, uma das piores sensações que senti. Caminhei até ela ainda em silencio. Ela me abraçou friamente. Um abraço forçado, quase mecânico. Sua expressão mostrava um misto de raiva e descontentamento. Eu sabia que ela só estava ali por obrigação. Por eu ainda ter 17 anos, ela infelizmente ainda era minha responsável legal e sabia que sofreria represália caso me abandonasse. Não retribui ao abraço. Apenas esperei ela me soltar e entrei no carro. Minha mãe sentou-se no banco do motorista e não me disse absolutamente nada. Seria um longo caminho até o lugar onde eu teria que chamar de casa.

INO POV OFF

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— Merda! Quem mexeu na minha guitarra?— Disse Gaara, nervoso, segurando uma corda arrebentada da guitarra.

— Só você que mexe nisso ai, deixa de ser paranóico. Cordas arrebentam— Disse Neji, afinando o contra-baixo.

— A gente precisa colocar um anuncio na internet. Temos que encontrar um vocalista urgente. O festival tá perto, a gente precisa conseguir esse contrato— Disse Sasuke dando batidas na bateria.

— A Hina sabe fazer essas paradas de anuncio, já falei com ela— Disse Naruto afinando sua guitarra.

— E Onde vamos fazer a seleção dos candidatos?— Disse Sasuke girando as baquetas.

— Aqui mesmo na garagem né, Teme— Disse Naruto, dando um tapa na nuca de Sasuke.

— Quer apanhar, Dobe?— Disse Sasuke, mencionando levantar da bateria – Uma coisa é a Temari ter deixado a gente aqui, afinal ela conhece cada um. Mas dai abrir a casa dela pra um bando de estranhos...

— Não será um problema, desde que fiquem somente na garagem, a Tema não vai reclamar— Disse Gaara naturalmente.

— Ainda bem que a Temari deixou a gente montar nosso estúdio de ensaio aqui. Pelo menos temos um lugar mais tranquilo— Disse Neji, jogando-se no sofá médio que ficava perto da estante.

— É, minha irmã é bem desencanada quanto a isso. Se o Kankuro estivesse aqui, o espaço já era— Disse Gaara, terminando de consertar a corda da guitarra. – Enquanto não temos o novo vocal, eu canto. Vamos ensaiar.

— Seu irmão é um viadinho de merda— Disse Sasuke começando a bater nos pratos da bateria com as baquetas, recebendo um meio sorriso de Gaara, em concordância. - 5, 6, 7 ,8.

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INO POV ON

Cheguei em casa com minha mãe e me senti ainda pior. Eu me sentia ainda mais presa naquele lugar. Parei no batente de entrada e não consegui me mover para dentro. Era como se os meus pés tivessem sido pregados ao chão. Nem fugir eu poderia. Fui liberada para voltar para casa, desde que eu não sumisse e voltasse para a escola. Obviamente, eles não acreditaram na minha cara de anjo ao concordar com seus termos, então instituíram que eu seria monitorada por dois agentes em posições estratégicas. Patético. Tinha mais segurança para me manter na linha do que para assassinos em serie. Bom, eu era vista como algo parecido. Despertei dos meus pensamentos ao ouvir o baque surdo da porta da sala sendo batida com força. Minha mãe já havia entrado em casa e me ignorava, o que era muito bom. Entrei e segui para o meu quarto. Eu e minha mãe não trocamos uma palavra sequer. Não havia o que falar. Odiávamo-nos, era algo latente. Eu nunca a perdoaria, ela nunca acreditaria em mim e assim seguíamos nossas vidas.

Adentrei o quarto e tranquei a porta com a chave. Joguei minha mochila num canto perto da cama, no chão. Tudo estava exatamente como há dois anos. Exceto pela sujeira do lugar. Estava empoeirado e cheirando a velho. Provavelmente estava trancado desde aquele dia. Caminhei para o pequeno banheiro que tinha no meu quarto e me inclinei diretamente para a pia, molhando meu rosto com a água fria, que fez meu corpo arrepiar quase que por completo. Levantei meu rosto e olhei no espelho. Havia muito tempo que eu não me olhava nele. Na verdade eu me olhava, porém não me via refletida nele. Meus cabelos estavam extremamente longos. Eram de um loiro claro, quase platinados e estava na altura da cintura. Eu não o cortava há muito tempo. Estavam opacos, assim como minha pele, que estava pálida e o brilho dos meus olhos era algo inexistente. A falta de cuidado estava visível em mim. Minhas olheiras pelas noites mal dormidas e as marcas das torturas em minha alma completavam o quadro de horror que eu via no espelho. Fiquei olhando-me, estática, por longos minutos, ou segundos, não sei dizer. Voltei para o quarto e abri meu guarda-roupa, tossindo compulsivamente pela poeira que se levantou. Peguei uma toalha e voltei para o banheiro. Antes de me despir, resolvi voltar para o quarto para me certificar de que a porta estava realmente trancada. Olhei em baixo da cama e na varanda da janela. Após me certificar que estava mesmo sozinha ali, voltei para o banheiro e me despi. Tomei um longo banho quente. Tinha esquecido o quanto a água quente relaxava os músculos. Onde eu estava não havia esse tipo de regalia. Após o banho, deitei-me na cama, espirrando e tossindo um pouco por conta da poeira dos lençois. Senti meu nariz coçando. Mas não me importei. Estava acostumada com o ambiente não tão limpo, afinal, passei dois anos num quarto pior que aquele. Eu só queria dormir. Dormir até o outro dia.

Iria voltar para a escola. As aulas já tinham começado há duas semanas, ou seja, eu provavelmente seria o centro das atenções. Minha mãe me disse que eu iria para outra escola, diferente da antiga, pois o juiz determinou isso. Segundo ele, voltar para uma escola onde todos sabiam do meu “incidente”, como diziam, não iria colaborar para o meu quadro psicológico. Eles me achavam louca. Para eles nada justificava o que eu havia feito, afinal, ninguém tinha me dado ouvido mesmo. Eu queria apenas ser ignorada. As lembranças deveriam ficar presas aquele lugar. Mas eu sabia que elas jamais me abandonariam.

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Como nos últimos dois anos, acordei com minha cabeça latejando naquela manhã. Mudei de ambiente, porém minha noite não foi tranquila como eu pensei que seria. Na verdade foi muito pior do que as noites no lugar onde eu estava. Aquela casa trazia todas as lembranças à tona, como se tivesse colocado um filme em meu cérebro, que não desligava nunca. Abri os olhos com dificuldade, à luz do sol estava me incomodando. Levantei da cama preguiçosamente, meu corpo e minha mente estavam cansados. Fui verificar se a porta estava trancada a chave. Eu nunca tomava banho sem me certificar de que a porta estava devidamente trancada. Olhei-me no espelho novamente contemplando minhas olheiras e meus cabelos opacos. Estavam realmente enormes. Não pretendia cortá-lo, até que gostei deles assim. Despi-me e entrei no box, ligando o chuveiro e deixando a água quente espalhar-se pelo meu corpo. Era um dos poucos prazeres que eu podia me submeter. Após o banho, escovei os dentes e voltei para o quarto. Abri meu guarda-roupa e vi que estava tudo intacto, assim como o quarto, só havia muita poeira. Retirei um conjunto de lingerie simples e os vesti. Procurei uma calça jeans preta e logo a tirei de lá. Assim que a vesti, peguei uma camiseta longa masculina, que eu havia cortado as mangas, deixando-a abertas nas laterais. Procurei um coturno sem salto no outro armário e o encontrei sob uma pilha de tênis velhos. Logo os calcei. Coloquei uma maquiagem bem carregada de preto nos olhos. Eu já era muito branca, não queria chamar a atenção com aquelas olheiras enorme, que me conferia o aspecto de um cadáver. Peguei uma grande bolsa de tecido que eu usava para ir para a escola e só então percebi o óbvio: eu não tinha materiais escolares, muito menos os livros necessários. Nem sabia onde era a escola, o que provavelmente acarretaria no fato da minha mãe ter que me levar.

— Que grande merda...— murmurei pra mim mesma.

O sol estava realmente muito forte. Procurei meus óculos escuros no guarda roupa e depois de muita procura, encontrei. Coloquei-o no rosto, peguei a bolsa e dentro dela coloquei um fino casaco, um caderno velho que estava sobre a cômoda e uma única caneta que eu havia encontrado em baixo da cama. Abri a porta do quarto e sai em direção à cozinha. Minha mãe estava de costa na pia, lavando a louça distraidamente. Nem me percebeu sentando no balcão da cozinha, ou fingiu que não me viu. Depois do silencio constrangedor, ela se manifestou.

— Tome seu café-da-manhã, está quase na hora de ir para o colégio— Disse minha mãe, sem nem ao menos me olhar, mantendo-se de costas.

— Não to com fome— eu realmente não estava com fome, talvez o meu organismo tenha se acostumado a quase não comer, como acontecia no lugar onde estava.

— Pode ir para a escola, então. – Disse minha mãe ainda de costas.

— Eu já teria feito isso, se eu soubesse qual é— Eu disse já em pé, escorada a porta da cozinha.

— Saint Pierre-Eton College. Sabe onde fica. Tome, pegue um taxi— Disse ela, tirando uma quantidade de dinheiro do bolso do avental. Eu estava em chamas. Tantos colégios e justamente aquele? Meu titulo de nova aberração do ano já estaria me esperando com toda certeza.

— Saint Pierre-Eton? Era melhor ter me deixado definhar naquele refor...— fui interrompida quando minha mãe virou-se bruscamente para mim furiosa.

— VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE RECLAMAR. NÃO DEPOIS DO QUE FEZ— Ela tinha as mãos tremulas e seus olhos faiscavam de ódio.

— O QUE EU FIZ? VOCÊ É PIOR QUE TODOS ELES— Eu também gritei, sentindo meu sangue ferver. Meu corpo inteiro estremeceu com a lembrança daquela noite, da reação da minha mãe, de como ninguém sequer me ouviu.

— Pegue o taxi e vá para a escola, Yamanaka Ino — Ela não disse mais nada, apenas deixou o dinheiro sobre o balcão e virou-se novamente para a pia.

Peguei o dinheiro para o taxi e sai dali num rompante. Caminhei pelas ruas. Meus passos estavam pesados. Meu peito estilhaçando mais uma vez. Porém eu não sabia mais o que era chorar. Acho que cada célula do meu corpo não processava mais nenhuma dor. A raiva me consumia de tal forma que eu estava alheia ao mundo ao meu redor. Caminhei todo o percurso até a escola, que por sinal era bem longe. Mas eu não queria gastar aquele dinheiro. Com certeza minha mãe não iria me dar nada além do necessário para ir até a escola e eu não poderia arrumar um emprego, não enquanto estivesse sob a medida de restrição. Sentia-me ofegante, afinal a escola não era perto da minha casa. Eu provavelmente tinha andado muito, sem nem perceber. Os meus pés estavam doendo, provavelmente o coturno estava machucando, afinal, não era o tipo de sapato ideal para longas caminhadas.

A escola possuía enormes portões na fachada e seguranças por todos os lados. Um deles me olhou minuciosamente, como se eu fosse o ser mais estranho da terra. Exceto os funcionários, a escola estava vazia. Nada de alunos. Otimo, provavelmente todos já estavam na sala, pensei. Além de chegar com duas semanas de aula, ainda me atraso. Fui interrompida dos meus devaneios por uma moça, jovem, de cabelos curtos pretos, usando um blazer cinza e uma saia de cintura alta na mesma cor. Elegante e perfeitamente no lugar, como tudo ali.

— Posso ajudar em algo, minha jovem?— Disse a mulher ainda me olhando nos mínimos detalhes.

— Ah... Sou aluna nova. Na verdade não faço ideia de onde ficam as salas e nem se preciso ter algum comprovante— Eu disse olhando sem retirar os óculos escuros. Preferi manter o tom educado, afinal, a mulher também estava sendo, apesar da seriedade.

— Ah sim, você deve ser Yanamaka Ino. Sou Shizune, vice-diretora— Disse sorrindo cordialmente.

— Yamanaka..— Corrigi – Yamanaka Ino— Mantive minha expressão séria. Não estava com vontade nenhuma de ser gentil. Minha educação teria que ser o bastante.

— Certo. Eu vou levá-la até sua sala. No final de todas as aulas, passe na minha sala que irei te entregar a lista de livros que você vai precisar. Acompanhe-me, por favor.

Eu a segui por alguns lances de escadas que davam acesso ao piso superior e dele a um imenso corredor. Ao final do corredor ela parou na porta de uma sala e bateu delicadamente, ouvindo um sonoro entre, provavelmente do professor. Shizune abriu a porta e entrou na sala, acenando com a mão para que eu entrasse em seguida. Ao entrar dei de cara com o professor, um homem alto, barbado e estranhamente com um cigarro apagado na boca. Difícil imaginar fumantes naquele lugar tão pomposo. Shizune fez com que eu me virasse de frente pra turma, que em sua maioria me olhavam com cara de espanto e desdém, principalmente as meninas, como se eu tivesse algo contagioso. Os meninos me olhavam com um nojo imenso e o murmurinho logo se instalou no lugar. Shizune pediu silêncio e com muito custo os alunos se aquietaram. Apresentou-me a turma e saiu em seguida. O professor me indicou uma cadeira vaga no fundo da sala, na frente de um menino loiro. O professor voltou a dar aula e eu podia jurar que ouvi o garoto loiro falar para o garoto ruivo ao seu lado:

— Pronto Gaara, agora você tem uma musa— Disse ele rindo baixinho para que o professor não escutasse e recebendo um dedo do meio do ruivo aparentemente mal humorado.