Equilibrium

13 Sombras do Passado


Notas iniciais
Capítulo ficou meio monótono e acaba "do nada" huuhauha mas eu tive que postar mesmo assim, meio inacabado, por que tive um bloqueio terrível essa semana e me atrasei na postagem, então decidi postar assim mesmo. Prometo que capítulo que vem fica mais interessante hahuahu ♥ Apesar de meio chatinho, é necessário pra história ♥ Boa leitura!

O garoto chorava. As lágrimas rolavam quentes e grossas pelas bochechas sarapintadas de sardas. A mente infantil não conseguia processar as informações da maneira correta. O chão sob seus pés pareceu desmoronar, engolindo-o em um buraco negro. Tudo que ele queria era voltar para casa...

Leia estava ajoelhada á sua frente, acariciando o rosto molhado com as mãos macias. Seus olhos carregavam um brilho terno de amor e tristeza.

— Por favor, querido, não chore... — a voz doce soou como uma melodia. –Eu prometo que venho aqui toda semana. Vamos continuar nos vendo...

— Mas eu não quero ficar aqui. – ele falava entre soluços, tentando engolir o choro. – Mamãe, eu quero voltar pra casa, quero ficar com você. Por favor...

— Meu amor, preste atenção. Lembra sobre o que conversamos ontem? – passou os dedos pelos cabelos cheios de Ben. Ele acenou que sim, contrariado. – É para o seu bem. Vai aprender muita coisa legal, vai fazer novos amigos iguais á você...

Ele fungou, os olhos inchados brilhando sob os cílios escuros.

— Quando você vai voltar?

— Em poucos dias. Eu prometo!

Por alguns instantes, a princesa quase vacilou. Seu coração se partiu em pedaços com a perspectiva de deixa-lo na academia de Luke. Ele era tão novo... Tinha acabado de fazer sete anos de idade. Os aprendizes normalmente iam treinar com oito. Era realmente necessário? Como se acostumaria à ausência de Ben em sua rotina?

Leia suspirou, envolvendo o garoto em um abraço apertado. Ele retribuiu, sentindo o aroma doce dos cabelos da mãe próximos ao rosto. Permaneceram em silêncio, absortos no afago, envoltos pela forte conexão que havia entre eles. Se ao menos houvesse outra maneira...

Não. Não havia. As intermináveis discussões com Han ao longo da semana mostraram isso. Garantir o futuro de seu filho era a prioridade, dada ás circunstâncias. A despedida lhe doía à alma, mas era o preço á se pagar para mantê-lo afastado de influências que estavam longe de seu controle. Um dia, Ben entenderia.

Afastou-se devagar, depositando um demorado beijo na testa do garoto. Seu amor ultrapassava qualquer limite da razão, algo tão forte que a assustava. Daria sua vida por ele á qualquer momento, sem pestanejar.

— Quando sentir saudades, não se esqueça de olhar para as estrelas a noite, meu bem. Eu também estarei olhando– ela deu um leve beliscão de brincadeira na barriga dele, fazendo-o rir com as cócegas e se acalmar um pouco. — assim vai parecer que estamos bem juntinhos um do outro.

Um sorriso inocente surgiu nos lábios do menino. Ele pareceu finalmente ceder.

— Está bem.

– Quero que seja forte enquanto eu estiver longe. Forte igual a mim. Promete?

— Prometo.

— Bom menino. – deu-lhe um selinho fraterno, decorando cada pintinha no rosto dele com afinco. — Eu te amo.

— Também te amo, mamãe.

Leia deu as costas com um sorriso triste. Ben a viu trocar algumas palavras com seu tio antes de subir pela rampa e lhe acenar da cabine, partindo em direção ao espaço. Piscou algumas vezes, sentindo os olhos embaçarem, mas engoliu o choro. Apesar do mundo desmoronando ao seu redor, tinha de se mostrar forte. Ele prometeu.

Luke se aproximou e pousou a mão nos ombros do pequeno, sorrindo de forma bondosa.

— Está tudo bem. Venha comigo. Tenho certeza de que vai se sentir melhor assim que eu te mostrar o que há lá dentro.

(...)

— Luke, tem certeza que é uma boa ideia?

Leia o fitava do outro lado da sala, com os braços cruzados. Seus olhos amendoados carregavam certa apreensão.

— Não se preocupe. Hostis é um velho amigo meu. Ele vai colaborar.

O Jedi colocou a capa cor de areia por cima dos ombros, afivelando o sabre de luz ao coldre escondido sob as vestes. O pequeno robô branco e azul apitou ao seu lado, movendo a cabeça de forma agitada.

— Não, R2. Chewie não pode ir conosco, está ocupado ajudando a concertar as naves.

— Eu não duvido da sua escolha de amigos. – a general novamente interviu, contornando a mesa de reuniões em direção ao irmão. – Mas as pessoas mudam com o tempo. Como sabe que ele não trocou de lado?

— Ele é um Anzat teimoso. Nem uma lavagem cerebral o faria mudar de opinião.

Organa suspirou, arrumando a lapela da blusa do gêmeo com esmero.

— Está bem. Só tome cuidado para ninguém te reconhecer.

O homem assentiu e se virou para a porta que dava acesso ás docas. Foi ao tocar na maçaneta que algo o fez parar – um peso aflitivo no peito, causando calafrios ao longo da espinha. Rey.

— O que você sentiu? – ela percebeu sua aflição no mesmo instante. — Rey está em perigo?

Luke fechou os olhos, focando-se na conexão forte com sua aprendiz. Sentiu a sombra de sua presença, e não encontrou verdadeira ameaça.

— Ela está bem. Foi apenas um distúrbio; não é a primeira vez que acontece.

Leia apertou os lábios em uma risca, preocupada.

— Sabe-se lá o que ela está enfrentando naquele lugar... Ah, Luke. Eu não tenho conseguido dormir direito, pensando se fiz a coisa certa...

— Também me preocupo, mas temos de confiar nela. Creio que, desta vez, Rey está exatamente onde deveria estar. – Ele a acalmou em seu tom tenro. — Concentre-se em liderar o que restou da nossa tropa, que eu cuido do resto. Precisamos da sua cabeça no lugar, general.

Deu-lhe uma piscadela e saiu a passos largos pela passarela de ferro, acompanhado por R2-D2. O grande hangar á baixo de seus pés estava repleto de pilotos e caças X-Wing – ou o que restou deles. O Jedi se perdeu em pensamentos conforme observava a movimentação de rebeldes.

A habilidade de Leia Organa em conduzir uma guerra nunca foi surpresa para Luke. Sua experiência de anos como general era conhecida por toda a galáxia, e outros oficiais a respeitavam por isso. Mas ele tinha de confessar de que ficou surpreso quando chegaram ao planeta Serenno, da orla exterior, e encontrou uma segunda base escondida bem no meio da cidade. Era menor e menos equipada, mas ainda assim, perfeita para se recuperarem do último ataque.

Você não pensou que eu não teria uma carta na manga, não é?” Lembrou-se da frase carregada de presunção da irmã ao descer pela rampa. “Jamais”, foi o que ele havia respondido, com um sorriso orgulhoso. Desde então, vinham se esforçando em aumentar seus aliados e conseguir novas armas, apesar de todas as dificuldades e da frota reduzida.

As semelhanças com D’Qar se restringiam á exuberante vegetação araucária e ás grandes montanhas verdejantes ao leste. Em contrapartida, Serenno era um local habitado e conhecido como ponto estratégico para contrabandistas de toda a galáxia. Sua vantagem, obviamente, era a improbabilidade: a Primeira Ordem dificilmente desconfiaria de uma base da Resistência ali, tão á vista, em meio ás piores espécies de fora da lei do universo. O local sempre foi marcado por corrupção – desde que Conde Dooku ainda residia ali — e, agora, sem a Nova República, a cidade havia adotado a filosofia de “olho por olho, dente por dente.” Nem mesmo Snoke teve força o suficiente para controlar o planeta – ainda. A sombra da Primeira Ordem já ameaçava aparecer no horizonte, e não tardaria a tomar o indomável planeta á qualquer dia ensolarado. Eles precisavam aproveitar esse estado de calmaria para reunir forças novamente.

Até o dado momento, já haviam convencido muitos á se juntar á causa. No caminho até o speeder, Luke passou por esses voluntários praticando tiro na arena. Silhuetas de papelão surgiam ao longe, com círculos vermelhos pintados como mira. Uma frota inteira atirava com suas blasters assim que os alvos surgiam, recebendo por fim conselhos de seu novo instrutor: Finn.

O recém-nomeado tenente parecia compenetrado em ajudar os recrutas da Resistência, indicando-lhes qual a postura correta para acertar um inimigo. Leia não poderia ter designado alguém melhor – aquele rapaz tinha um bom coração e coragem de sobra. A ânsia do ex stormtrooper em combater a Primeira Ordem havia se intensificado desde que Rey fora capturada, e isso acabou por ser uma bela motivação, apesar de tudo.

Mais alguns passos, e Poe e Chewie entraram em seu campo de visão, distraídos em reparar os danos nas X-Wings restantes. O simpático droid BB-8 rodeava o piloto de forma enérgica, apitando como sempre. Eles não o viram passar até o outro do lado do hangar e montar no pequeno speeder da base. Todos estavam envoltos em suas atividades, dispostos a se reerguer das cinzas.

Mas, se quisessem realmente vencer essa batalha, precisavam de aliados influentes – e era isso que Luke pretendia arranjar naquela tarde.

(...)

O sol punha-se morosamente por detrás das montanhas rochosas, banhando a cidade em seus últimos raios dourados. O ruído de conversas animadas se sobrepunha ao canto dos pássaros no pátio externo. O dia da visitação semanal sempre acabava da mesma forma: crianças reunidas com seus pais, se despedindo para mais uma semana de treino na academia de Luke Skywalker.

Afastado da balbúrdia, um garoto franzino não parecia feliz como seus colegas. Ben estava sentado em um banco de pedra, abraçando as próprias pernas e sentindo a brisa fresca do crepúsculo balançar seus cabelos escuros. Um vinco se formou entre as sobrancelhas, mas ele não chorou. Não queria ser fraco de novo. Seu coração se apertava no peito, entretanto, ele lutou com todas as forças para não desmoronar, especialmente na frente dos “amigos” – já estava farto de ser alvo de chacotas.

“Eles são fracos, Ben. De mente e alma. Dependem dos outros para conseguir incentivo, e não o compreendem porque você é mais forte”.

A habitual voz soturna ecoou pela cabeça, como se alguém sussurrasse palavras em seu ouvido. Ele não se assustou – mantinha conversas com o “amigo” desde que podia se lembrar, por isso permaneceu indiferente ao responder.

—Eu sei. Mas sinto tanta falta de casa...

“Aqui é sua nova casa. Você vai treinar e se tornar o melhor Jedi da história. Não é isso o que você quer?”

— Sim...

“Então seja forte. Honre o sobrenome de seu avô e prove á Han Solo que ele tem razão em te temer.”

— Está bem...

“Além do mais, você nunca está sozinho. Sou um bom amigo, não sou?”

— Sim. – ele suspirou, pesaroso. — Só que você não é real. É só fruto da minha imaginação.

Houve silêncio. As conversas se tornavam mais frequentes quando Ben tinha de tomar alguma decisão importante, ou em momentos de vulnerabilidade. De qualquer forma, ele preferia manter isso em segredo – a última coisa que queria era ter mais um motivo para o julgarem. Já bastavam os apelidos e ofensas gratuitas que recebia nos intervalos do treino, longe da vista de Luke. Perdeu-se em pensamentos não tão saudáveis, e não percebeu a aproximação de seu tio.

— Posso me sentar aqui?

O menino se sobressaltou, e por um instante, pensou que o tal amigo imaginário estivesse se oferecendo para lhe fazer companhia. Suspirou aliviado ao erguer o rosto e constatar os olhos intensamente azuis de seu mestre o fitando de forma preocupada. Deu de ombros, indicando que sim. O mais velho se sentou e esperou alguns segundos até começar a falar.

— Sei que está chateado, Ben. Sua mãe tentou de tudo, mas não conseguiu vir essa semana... O universo está um caos, as pessoas precisam dela mais do que imagina —

— Eu sei. – ele o cortou. – Minha mãe é importante pra política, e eu entendo isso. Precisam dela pra concertar o que o Império fez. – Luke arqueou as sobrancelhas, surpreso pela perspicácia do sobrinho. Quantos anos ele tinha mesmo? Sete? – E meu pai... Bom, ele realmente deve estar bem ocupado com as arruaças dele.

O Jedi ficou momentaneamente sem reação. Ouvir uma acusação dessas de seu sobrinho, proferida com tamanha frieza, o deixou preocupado. Leia costumava reclamar da ausência de Han Solo, especialmente em relação á família – a união entre os dois sempre foi algo conturbado. Mas não imaginava que Ben tivesse essa imagem do próprio pai.

— Ben, seu pai te ama muito... Nunca duvide disso. – “Ele só não sabe demonstrar direito”, foi o que pensou em dizer.

— Não. Ele tem medo de mim. Já o ouvi conversando com minha mãe, dizendo coisas...

— Que tipo de coisas?

Ele finamente encarou Luke, exalando uma maturidade superior á das outras crianças.

— Que eu provavelmente vou ficar parecido com meu avô quando crescer.

Luke respirou fundo. Desejou montar em uma nave naquele instante e sair em busca de Han para lhe dar um sermão, mas tinha de se concentrar em amenizar o grande problema que se desenrolava ali. Antes de se pronunciar, entretanto, o menino voltou a falar.

— Meu avô... É estranho como minha mãe sempre tentar mudar de assunto quando pergunto sobre ele. Como se tentasse esconder alguma coisa de mim.

— Seu pai não tem medo de você, Ben. Ele se preocupa, por que você tem um dom muito especial. Não temos bons exemplos na família...

— Me conte sobre ele. Sobre meu avô. – ele o interrompeu pela segunda vez, genuinamente curioso. – Por favor... Se eu soubesse o que ele fez de errado, seria mais fácil não seguir os mesmos passos.

Luke ponderou alguns instantes. Analisou as feições do sobrinho, ansioso por ouvi-lo, e finalmente cedeu. Ben já estava triste por não ter os pais ali, e talvez ele devesse compensa-lo de alguma forma.

— Está bem.

O garoto sorriu, esquecendo-se de toda a tristeza de outrora.

(...)

O pub estava pouco movimentado naquela tarde. O cheiro rançoso de rum e fritura se misturava no ambiente, deixando o ar carregado e pegajoso. Apenas figuras suspeitas ocupavam as mesas do bar, se assemelhando á um ponto de encontro de foras da lei. Luke achou melhor deixar R2-D2 no speeder, temendo levantar suspeitas ao adentrar o local acompanhado pelo droid.

Retirou a touca e olhou ao redor, a procura do antigo conhecido. Anzatis mantinham alguns costumes por eras, e não gostavam de alterar sua rotina quase religiosa. Assim, não demorou para que o encontrasse ali, sozinho como de costume. Apoiado no balcão, tomando de um líquido verde escuro com cheiro forte, também. Poucas pessoas tinham coragem de se aproximar daquela raça de assassinos, mas Luke não se intimidou. O Jedi se aproximou devagar, e fitando-o de soslaio, teve certeza de que aquele era realmente Hostis: cabelos castanhos ultrapassando os ombros, nariz ofídico, dois compridos tentáculos saindo das bochechas e pele marrom marcada por cicatrizes... Algumas rugas a mais, no entanto. Sentou-se na banqueta ao lado, pediu por uma dose de licor sem álcool e esperou alguns instantes até soltar a frase.

— Alguns hábitos nunca mudam.

O alienígena pareceu não escutar. Tomou mais um gole de sua bebida, passou a língua pelos lábios e rebateu em um tom ácido após longos segundos.

— Está puxando assunto com o cara errado. A única coisa que vai conseguir aqui é uma morte lenta e dolorosa.

— Na verdade, creio estar falando com a pessoa certa. – o outro respondeu, sem se abalar. – Hostis, assassino de aluguel, devorador de memórias... Velho conhecido meu.

O Anzati finalmente o fitou, franzindo as sobrancelhas. Estudou bem o rosto de Luke, mas não o reconheceu.

— Quem é você?

O Jedi sorriu de canto, devolvendo o olhar intenso.

— Alguém que voltou dos mortos.

Levou mais alguns instantes para que ele finalmente o reconhecesse. Por fim arregalou os olhos, surpreso. A verdade lhe abateu como um soco no estômago, deixando-o momentaneamente atordoado.

— Não... Não pode ser. Você... Tinha morrido!

— Aprendi essa técnica com um antigo mestre meu... – deu de ombros, divertido. – Mas peço que, por favor, mantenha esse segredo guardado.

— Tem minha palavra. – Hostis rebateu, fechando a mão em punho contra o peito. Ele quase sorriu; mas Anzatis provavelmente não possuem essa habilidade, então a única diferença no rosto foi o brilho acentuado dos olhos. — Então os boatos são reais...

— Depende. Qual deles?

— Você estava escondido, ensinando um novo aprendiz sensitivo á Força...

A nova aprendiz, na verdade. É uma jovem promissora.

— E onde ela está?

— Infiltrada; bem longe daqui.

Ele soltou um riso estranho pelo nariz, terminando seu copo em uma virada.

— Manobra arriscada, a sua. Como sabe que dessa vez vai dar certo? Quero dizer, seu primeiro aluno acabou seduzido pelo lado negro.

— Agora é diferente. A luz dela é mais forte que qualquer pessoa que eu tenha visto. E existem outros fatores mais... Pessoais. Algo a ver com sua descendência.

— Ancestrais poderosos na Força, eu imagino.

— Sim. – Luke esperou que o barman lhe entregasse seu pedido, e então atenuou ainda mais seu tom de voz. – Mas não foi por isso que vim a sua procura. Você me deve um favor, e eu vim pedir por ele.

— Vamos ver o que posso fazer pelo amigo.

— Preciso de armas. E soldados. E suprimentos.

O alienígena arqueou a sobrancelha, soando irônico.

— Só isso?

— Ah, e qualquer notícia sobre a Primeira Ordem também seria de boa valia.

— Tenho muita influência nas ruas, como bem sabe. – ele comentou, tamborilando os dedos no balcão. – Mas o que está pedindo é grande. Não sei se tenho como garantir tanta coisa, tampouco se isso vai me beneficiar.

— A Primeira Ordem está impondo uma ditadura no universo. Este planeta será logo tomado pelas influências de Snoke. E eu bem sei o quanto você preza pela liberdade.

— Odeio essa Primeira Ordem tanto quanto vocês. Mas a Nova República também não ajudava nossos negócios. Muito pelo contrário...

— Façamos um trato, então: se ganharmos a guerra, convencerei Leia a limparem suas fichas. Também não vamos mexer em Serenno pelos próximos quatro anos.

— Dez anos.

— Seis anos... E meio. – Acrescentou a última parte ao constatar a careta do colega. – É pegar ou largar.

O Anzati ponderou alguns instantes. Por fim mostrou os dentes pontiagudos no que deveria ser um sorriso, e apertou a mão de Luke.

— Feito.

Notas finais
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