Equalize
3 Primeiro dia pt 2 e um novo amor no ar
Notas iniciais
Se eu achava que de longe ele era bonito era por que eu não tinha visto de perto. É, ele era realmente bonito.
— Prazer. Bem, o meu nome você já sabe — Dei um sorriso. Ele sorriu.
— Você e suas amigas querem sentar com a gente? — Ele apontou para uma mesa com mais 3 meninos. Antes que eu pudesse falar algo, fui interrompida.
— Claro que ela quer! Vamos — Disse Thalia. Ela iria me pagar por isso.
Fomos em direção a mesa e nos sentamos. Pude notar que Percy se sentou do meu lado.
— Meninas, vocês sabem por que a loira se jogou da janela? Ah, esqueci de me apresentar. Sou o Nico.
— Essa eu sei, essa eu sei — Disse um menino que não tirava os olhos da Thalia.
—Cala a boca, Léo. Então, vocês sabem? — Questionou ele.
— Ah, alguém me tira daqui — Sussurrou Hanna.
— Eu ouvi, sua sem senso de humor — Retrucou Nico — Por que ela quis testar o shampoo anti-queda.
Os meninos começaram a rir, e nós não pudemos deixar de rir também. Menos a Hanna, que estava com uma carranca.
— Mas pra que essa cara feia? Tá com fome, gatinha? Eu pego algo pra você comer- Perguntou Nico a Hanna.
— Não sou sua gatinha — Respondeu ela — E não estou com fome, obrigada.
— Então por que essa cara? Pelo visto ela não gosta das minhas piadas, gente — Disse ele com uma falsa cara de choro que nos levou a rir novamente.
O celular da Hanna apitou. Ela esboçou um sorriso discreto e o Nico abriu um largo sorriso.
— Finalmente consegui fazer a gatinha rir — Ele disse, satisfeito.
— Ih, pelo visto não é por sua causa não, gatinho...é outro gatinho que fez ela sorrir — Disse Thalia, espiando o celular por cima do ombro da Hanna.
Na hora o sorriso dele se desfez, e quando a Hanna viu isso ela soltou uma gargalhada.
— Que gatinho o que, Thalia — Disse ela entre risos — É um trabalho que eu consegui.
— Ufa, pensei que já tinha perdido essa briga — Disse Nico.
— O que? — Perguntou Hanna, confusa.
— Nada. Quer ouvir outra piada?
— NÃO! — Falamos eu e Percy juntos, e logo começamos a rir.
— Suas piadas são muito ruins, Nico — Disse ele.
—Nossa, assim vocês me magoam — Defendeu ele. E assim passamos o resto do intervalo, intercalando entre rir de alguma coisa e conversar. Fomos para a sala para uma dose torturante de matemática, que por sorte ou azar, eu tinha com o Percy.
Ele subiu ao meu lado em silêncio e eu mantive o mesmo, com receio de uma aproximação que pudesse se tornar trágica.
Chegamos na sala e ele se sentou ao meu lado.
— Sabe — Ele começou — Eu gostei muito de ficar com você hoje no intervalo. — Gostaria de ressaltar o "você", e não o "vocês" — Mas eu queria ter a oportunidade de conversar com você melhor, sem tanta gente por perto. Será que eu posso? — Ele perguntou com um sorriso.
Será que ele pode? Eu não sei se devo começar uma coisa que eu não quero terminar.
— Pode, claro — Por fim, falei, mas não muito animada.
Ele sorriu e o professor chegou, interrompendo nossa conversa. E seguimos trocando olhares.
Fale com o autor