Epílogo
1 One Shot 1 - O Que Aconteceu Com O Amor
Notas iniciais
Reyna
Reyna deu um longo gole em seu café espresso. Não era tão bom quanto o de San Juan, mas mesmo assim tinha gosto de casa.
Ela pousou o copo de plástico na mesa e olhou pela janela do café, se perguntando se Annabeth, Piper e Hazel a tinham feito tomar a decisão certa: tirar férias. Depois de todos os problemas com a guerra e a reorganização do Acampamento Júpiter, Reyna realmente estava muito cansada. Mas ela nunca admitiria essa fraqueza, por mais que suas amigas conseguissem perceber.
Sem falar que ela não achava que deixar o Acampamento nas mão de Frank Zhang fosse uma boa ideia...
De repente, Reyna foi atingida em cheio no rosto por um copo de café quente.
Não doeu tanto quanto meros mortais podem acreditar, afinal ela era uma semideusa; e uma das poderosas. Ela limpou o café dos olhos, um pouco irritada, procurando quem quer que tivesse feito aquilo.
Quando Reyna olhou para cima, para ver quem foi seu agressor, tudo que ela viu foi um garoto de cara preocupada misturada com um meio sorriso olhando para ela.
– Tudo bem? — ele perguntou.
– Ah... Sim, sim. — Ah meus Deuses, como ele é bonito.
Agora o menino estava realmente sorrindo.
– Me desculpe, mi hermosa. Eu sou realmente atrapalhado! — ele passou as mãos no cabelo encaracolado e escuro, visivelmente envergonhado.
– Não, está tudo bem. — Reyna disse, pegando um guardanapo para limpar sua camiseta roxa. — Ei, você fala espanhol?
– Ah, você reparou mi hermosa, então. — ele piscou. — Falo sim! Na verdade eu nem sou aqui dos Estados Unidos. Meu nome é Carlos. Y tú, como te llamas, chica?
Reyna sorriu. Ele cheirava a café forte e falava espanhol: mais lembranças de San Juan vieram a tona.
–Yo me llamo Reyna. — ela respondeu, também em espanhol. — Também não sou daqui. De Puerto Rico, para falar a verdade.
– Jura? De que cidade? — Carlos sentou-se. Ele não parecia mais envergonhado, mas sim bem á vontade. Ele olhava Reyna direto nos olhos, com um brilho no sorriso.
– San Juan.
– Que coincidência! Mudei de San Juan para cá há alguns anos.
Carlos tinha um ou dois pontos á mais da consideração de Reyna depois dessa.
– Tem certeza de que nunca nos conhecemos? — perguntou ela.
– Eu ia lembrar de um rosto tão lindo. — ele rebateu.
Reyna riu alto. Tão alto que todos do café olharam para ela.
– Muito clichê? — Carlos sorriu ao falar.
– Não. É só que nunca me disseram alguma coisa assim antes... — dessa vez foi a hora da garota de corar.
– Seu namorados não eram muito bons, eram?
Reyna não se deu ao trabalho de falar que ela nunca teve um namorado.
– Então... — ela começou, quando percebeu que o silêncio já estava ficando bem constrangedor. — Eu preciso ir agora.
Carlos olhou para a janela, para conferir quantas horas eram, ao invés de simplesmente olhar o relógio digital em seu pulso. O céu estava em um tom de laranja claro, com uma grande bola amarela — para Reyna, a carruagem de Apolo; para Carlos, o Sol — começando a se pôr no horizonte.
– Não quer ficar para ver o pôr-do-sol comigo, mi hermosa?
– Eu sempre achei que aqui eles são mais bonitos que em San Juan... Mas eu realmente preciso ir.
Carlos fez um biquinho.
– Se é assim... — rapidamente, o garoto pegou um pedaço de guardanapo e uma caneta que estavam em cima da mesa, rabiscando alguma coisa.
– Aqui está meu celular. Se um dia quiser aceitar meu convite...
Reyna não se deu ao trabalho de explicar que não tinha celular.
Assim que ela se levantou para ir embora, uma coisa ocorreu em sua mente.
– Espera, Carlos. — o nome dele soou perfeitamente em sua língua. — Você jogou café em mim de propósito?
Ele piscou.
– Acho que você vai ter que me ligar para descobrir isso...
Por um momento, Reyna ficou confusa. Ela sempre recebi uma resposta para tudo.
– Ok. Hm, tchau, eu acho. — ela disse.
Carlos se levantou da mesa e deu um beijinho estalado na bochecha da garota.
–Até um dia, mi hermosa.
Ela saiu um pouco desabalada do café, e assim que passou pela porta esfregou os dedos no ponto em que Carlos a beijará. E tudo que ela conseguia pensar era: será que Annabeth me empresta o celular?
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