Então é Natal
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Um Feliz Natal, de muita paz e harmonia para todos! =D
Mônica suspirou enquanto olhava para a árvore de Natal sendo armada no campinho. Uma tradição entre as famílias do Limeoeiro, a grande árvore era montada ali para que todos poudessem celebrar a data juntos, entre amigos. Afinal, eles eram todos uma grande família e Natal era uma data para ser celebrada com a família por excelência.
Porém não podia deixar de sentir uma forte nostalgia enquanto observava todos aqueles preparativos. Lembrou das festas de final de ano quando era pequena. De esperar o Papai Noel. De, por vezes, ajudar o Papai Noel. Das trocas de presentes, confusões causadas por ceias e montagens de árvores, ou até mesmo por pedidos de presentes. Era tudo de uma inocência tão grande, uma pureza, que parecia ter sumido no momento em que eles começaram a dizer que não acreditavam mais em Papai Noel.
Era incrível estar lembrando daquelas coisas; revivendo fragmentos de uma época em que pensava que jamais iria cresc...
CRASH!
Ergueu a cabeça para descobrir de onde vinha o barulho e viu que era o Mingau, junto com a Aveia e filhotes, pulando na caixa de enfeites de Natal para fugir do Bidu, do Floquinho e do Monicão. Os donos dos respectivos cachorroros correram pra salvar as bolas coloridas enquanto gritavam pela Magali, mas ela não estava ouvindo, estando ocupada demais batendo boca com a Carmen, que a acusava de ter \"depenado\" a mesa da ceia cara encomendada por sua mãe no bufê.
— Fala sério, Magali! Você É a única pessoa aqui capaz de ter feito isso!
— Mas não fui eu! Por que não pergunta pro Dudu? Pode muito bem ter sido ele!
Dudu, agarrado ao seu skate, respondia um \"me deixa viver\", e os gritos da briga se misturavam com os da mãe do Cascão:
— Filho, pelo amor de Deus! Vá arrumar seu quarto! Será possível que você não se importe de passar as festas no meio daquele chiqueiro!?
— Iiih, qualé, mãe!
— Além do mais, mocinho, você vai ter que tomar um banho antes da comemoração de hoje!
— Peralá, o combinado não era três banhos por semana? A cota dessa semana já foi!
Passando por eles, estavam Franja e Marina, discutindo os méritos dos novos pisca-piscas inventados por ele.
— Vai funcionar, Marina! Relaxa!
— Não sei por que, Fran, mas não consigo acreditar niss...
Suas palavras eram cortadas pelo forte barulho de um choque, que deixou Fran todo tostado e fez todos em torno rirem, inclusive a própria Mônica.
Enquanto ela ainda ria, Cebola veio sentar-se ao seu lado, trazendo Floquinho pela coleira. Os dois ficaram lado a lado, observando os preparativos. Cascão continuava fazendo birra com a mãe. Carmen agora tinha se juntado a Magali para tentar interrogar Dudu. Nimbus fazia mágica para as crianças pequenas do bairro e Do Contra desejava a todos uma Feliz Páscoa. Seu Souza e Seu Cebola estavam em cima de escadas, colocando na árvore os festões e as bolas que tinham sobrado do ataque da família de gatos. Fran estava tirando mais alguma invenção maluca da mochila, com o intuito de usar na árvore, enquanto Marina tentava fazê-lo mudar de idéia.
— Esse Fran, viu... Hey, Mô, por que você tá rindo assim?
— Porque eu acabei de perceber que, por mais que algumas coisas mudem, a essência continua a mesma. — Mônica respondou, com um largo sorriso no rosto.
Naquele momento, ela jurou ter ouvido barulhinhos de sino no céu. Mas decidiu não se virar pra olhar. Afinal, aquilo iria estragar a magia.
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