Entregue-se Ao Amor
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Em 529...
O quão bonito pode ser o simples voar dos pássaros?
Para Isabella, que vivia trancafiada naquela abadia, existiam muitos significados, do mais bonito ao mais receoso.
Como seria voar? Será que eles não sentiam medo?
Isabella lembrou-se que sua irmã Tainah, em uma das visitas após se casar, disse que havia um jeito de voar, mas quando ela perguntou “como” a irmã mudou de assunto. Lembrar da irmã á fazia lembrar que havia um ano e meio que a irmã tinha ido embora e ela estava sozinha naquele lugar.
─ Isabella! Seu pai está aqui. – Diz uma das abadessas que acabara de entrar no quarto, encontrando Isabella na janela á observar.
─ Papai?! Diga que já irei. – Disse preocupada.
“O que será que houve?”Pensou.
A ultima vez que o pai botara os pés naquele lugar foi para buscar Tainah para seu noivado.
Isabella descia as escadas, pensativa. Ela e a irmã do meio adoravam discutir sobre os assuntos mais variados, mas a mãe sempre dizia que mulheres não podem pensar sobre certos assuntos, pois os maridos não gostam destas atitudes o que poderia levar a uma devolução; se não quisessem dar desgosto a família teriam que pensar nos filhos, no castelo e no marido.
Isabella achava tudo uma grande bobagem e jamais seria tão submissa. Tainah também pensava o mesmo antes de se casar e agora fazia todas as vontades do marido. Será que ela ficaria assim?
─ Papai! – Exclama Isabella indo abraçar o pai que não via há tanto tempo. ─ O que traz o senhor até aqui? ─
─ Que saudades minha filha. Está tão crescida. ─ Diz Charlie com orgulho da filha.
─ Não faz tanto tempo que não nos vemos. ─
─ Sim! Mas o motivo que me traz aqui é outro. ─ Fala Charlie receoso com a reação da filha mais nova, pois ela mão ficaria muito feliz com o assunto.
─ Carlisle quer descansar e Esme também então Edward terá que se tornar rei logo... ─
─ Papai! Não irei me casar. ─
─ Você irá sim, se casar. ─ Diz Charlie tentando manter a calma.
─ Não! Não irei! ─ Diz Isabella levantando um pouco a voz. ─ Por que mamãe e Tanya me odeiam por eu me casar com o futuro rei dos Francos e não Tanya. E também tem mus princípios... ─
─ Princípios?! ─ Interrompe Charlie aos gritos ─ Lhe coloquei neste lugar para ser uma boa esposa e nada mais. Agora pegue suas coisas e partiremos.
O pai nunca havia gritado com ela. Apesar da pouca convivência durante sua vida toda, até agora, sempre se deram bem.
Isabella subiu em silêncio até o quarto, sendo observada por todas as colegas e abadessas, juntando os poucos vestidos que tinha e guardando-os em seu baú, foi de encontro ao pai e uma amiga que esperava.
─ Você vai ser a melhor rainha de todas. O povo terá sorte por ter uma rainha bondosa. ─
Elas se abraçam e se despedem. Raven também estava ali pelo mesmo motivo e as duas viraram grandes amigas após a partida de Tainah.
─ Você também. Espero que vá me visitar na minha possível prisão. ─ As duas riem e dão adeus.
Dando uma ultima olhada no lugar que passou a vida inteira, Isabella entra na carruagem real deixando escorrer algumas lagrimas.
A lebre corria no mato, depressa como se soubesse seu destino.
A flecha mirava a lebre com precisão. Quando a lebre para perto de uma arvore, a flecha é disparada e acerta a lebre em cheio.
─ Eldwad! Eldwad! – Grita Alice indo de encontro ao irmão. ─ Papai que falar contigo. ─
─ Diga que já irei pequena. ─
─ Está bem! Você viu meu vestido novo? ─ Pergunta Alice, rodando e mostrando seu vestido bege com fitas em tons de rosa.
─ Vi sim, minha irmã. É muito lindo. – Diz Edward pegando sua irmã no colo seguindo para o gabinete do pai. ─ Agora vá até a mamãe, porque tenho que falar com nosso pai. ─
Alice vai correndo em busca da mãe enquanto Edward entra no gabinete.
─ Me chamaste pai? ─
─ Sim, sente-se! ─
Carlisle espera pacientemente o filho se aproximar e sentar-se.
─ Alice disse que você estava caçando. ─
─ Sim, mas acho que o senhor não me chamou aqui por isso. ─
─ Como seu avô, você gosta de ir direto ao ponto. Seu avô era o melhor rei que os Francos poderiam querer ele me preparou a vida toda para ser como ele, ou melhor, como ele sempre dizia. Mas depois foi assassinado.
Eu tive a sorte de ter um filho homem para continuar a nossa família. Mas também tive a sorte de ter sua mãe nos momentos mais difíceis que passei como rei, enfrentando crises e criticas. É para isso que uma rainha serve; para apoiar o rei e simbolizar amor e carinho para com seu povo. ─
─ Aonde o senhor quer chegar com isso? ─
─ Alguns reis não tiveram a mesma sorte que eu. Eles tiveram apenas filhas mulheres, tendo que casá-las e entregar suas terras como dote.
Edward, eu e sua mãe queremos descansar e o povo merece inovações, um novo rei.
O que estou querendo dizer, Edward, é que Isabella saiu da abadia e está a caminho para o casamento. ─
─ Mas por que não me avisaste? ─ Pergunta Edward exaltado.
─ Por que sabia que iria reagir assim. ─ Responde Carlisle, levantando-se. ─ E é melhor conformar-se, pois não voltarei atrás com minha palavra. Você tinha três anos quando Charlie veio aqui e eu havia lhe explicado tudo. Agora vá! ─
Edward sai esbaforido desejando ter nascido plebeu e não ter de se casar.
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