Entre os mundos
15 Nunca vou te soltar
Notas iniciais
A Conífera onde eu me encontrava era realmente grande, dava pra ver da mais alta montanha até o pântano fungi, era uma cena bela, sacodi a cabeça, nunca fui de notar essas coisas, o que estava dando em mim agora?
– Aaron – folha se aproximou de mim.
– oi – senti meu queixo tencionar – já estou aqui folha, não deveria sair da sua rota.
– Hey paz irmão – ele levantou as mãos – só vim aqui dizer que vou tomar o seu lugar nos turnos, que pode ir pro ninho descansar.
Concordei com a cabeça, odiava o fato d não me sentir plenamente em comunhão com ele.
Desci, da arvore e olhei para cima, aquela conífera era realmente alta, uns 100 metros de altura, qualquer dia desses eu deveria trazer mikaella para ver aquela vista. Pronto, era só o que faltava, não conseguia tira-la da cabeça, minha cabeça. Peguei minhas coisas e fui em direção ao ninho, se eu pegasse mikaella sulivan, poderia leva-la para dormir comigo.
– Aaron – ouvi a voz de Brisa, ela vinha correndo –Aaron espere.
Ela chegou perto de mim respirando com dificuldade, se apoiou no meu peito até normalizar a respiração.
– hey – esfreguei as costas dela – tudo bem?
– ela conseguiu – Brisa falou de modo entrecortado –Mayaan conseguiu abrir Yav.
Nunca tive a sensação de perda, dor, e aquela sensação de raiva e tristeza se apoderou de mim como uma onda.
– o que?
– venha – ela me puxou pela mão – já avisei a Enantiomorfos e ao povo, mas seu pai me disse para chamar você, venha.
Comecei a correr com ela, em direção a arvore, todos já estavam lá, as elfas mais velhas, as mais novas, havia até alguns dos meu caçadores ali também, todos prontos a se despedir, o problema é que eu não estava, e algo me dizia que ela também não.
Mikaella sulivan estava parada em frente a arvore, ao portal de modo indeciso, eu queria chegar perto dela, abraça-la e implorar para que não fosse. Burro, isso que eu fui, em me esquecer de que ela não pertencia a esse mundo, não pertencia a mim.
– parece que seu destino conosco não está mais interligado – meu pai suspirou.
Antes que qualquer um pudesse falar mais alguma coisa, mikaella começou a correr em direção a floresta, ela deixou todos ali e notei que ela estava chorando, brisa começou a se mexer mas peguei o braço dela.
– o que foi?
– eu vou – olhei pra ela.
– Aaron não acho que...
– eu vou – repeti.
Não dei a oportunidade de falar de novo, corri atrás dela, procurando-a entre as arvores, ela parecia que tinha um lugar certo para ir, comecei a pensar, onde eu iria se eu estivesse daquele jeito? Quase sorri quando a resposta me pareceu obvia, corri até o limite do acampamento e abri uma brecha na aura que protegia nosso perimetro, eu a encontrei parada em frente ao salgueiro em havíamos passado a nossa noite, dava pra ver que ela estava soluçando.
Parei a alguns metros dela.
– veio me acompanhar para ir embora?
– não brinque com isso – murmurei.
– não era isso que eu sempre quis? – mikaella sulivan se virou na minha direção.
Meu coração se partiu no meio, seu rosto estava inchado e havia círculos vermelhos em volta de suas safiras azuis.
Venci os metros que nos separavam e abracei com força, apertando seu corpo pequeno contra o meu.
Ela levantou a cabeça, procurando, eu sabia exatamente o que ela queria, me abaixei para beija-la.
Levantei o corpo dela para que ficássemos na mesma altura, suas lagrimas molharam meu rosto, prensei seu corpo contra a arvore e invadi sua boca, explorando ao máximo cada canto dela, queria vê-la sorrir, ninguém nesse mundo podia faze-la chorar.
– quero que fique – me distanciei para olha-la nos olhos – fique aqui, comigo, aqui.
– sim – ela puxou meus cabelos e voltou a me beijar – vou ficar com você.
Me abaixei e a coloquei no chão enquanto tirava sua túnica, explorando seus ombros, mordendo sua clavícula, beijando seus ombros.
– você não quer ir para o ninho? – ela murmurou tirando minha própria túnica.
– não, quero você aqui, agora – retirei cada fivela que prendia aqueles panos ao seu corpo – já estou cheio de não te tocar.
Fiz que com que nossas roupas desaparecessem de modo rápido, já estava no meu limite, e pensar em perde-la, me causou uma dor que eu não queria sentir novamente, mikaella inverteu nossas posições, ficando em cima de mim, isso nunca havia acontecido antes, nunca deixei nem uma elfa ficar por cima, e quando tentei mudar de posição, ela me olhou feio.
– vou te mostrar o que é tem uma mulher no comando – ela abriu um sorriso encantador.
Ela se sentou em cima de mim, esfregando nossas intimidades, tive que me esforçar para não demonstrar o quanto estava gostando daquilo, passei minhas mão por sua mare vermelha aproximando seus rosto, beijando-a com intensidade, peguei seus seios com as mãos chupando seu mamilo, sugando, beijando-o enquanto minha outra mão se intercalava entre puxões e massagens, quando ela sentou em mim, aquela sensação maravilhosa se apoderou de mim, ela repetia meu nome como em uma prece enquanto me cavalgava, e nós chegamos ao ápice juntos.
Tivemos que nos vestir logo em seguida, mas fiquei ao lado dela, encostei no salgueiro e ela se sentou entre minhas pernas, eu abracei suas costas.
– nunca vou soltar você – beijei seu cabelo.
– tem certeza?
– nunca mikaella sulivan, nunca.
Senti uma pequena picada no meu pescoço, nessa floresta isso é uma coisa comum, e fui gradativamente caindo no sono ao lado dela. Eu falei sério quando disse que nunca iria solta-la, não importa contra quem eu teria que ir.
Então tudo ficou escuro.
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