Entre o céu e o inferno

9 Capítulo 8 - Surpresas


Notas iniciais
♥ Que vergonha gente. Eu demorei quase um mês para postar por dois motivos. 1º Eu travei escrevendo, não conseguia pensar em nada bom para colocar, minha imaginação empacou e-e 2º Me viciei em TVD e todo meu tempo livre ficou destinado a terminar de ver a série. Desculpem-me, isso não irá se repetir! ♥ GENTE DO CÉU 5 RECOMENDAÇÕES!! EU NÃO ACREDITO! Vocês são tão lindos galera ♥ Amo vocês, sério! ♥ viviicaroline, muito obrigada mesmo ♥ Fico feliz que esteja gostando do modo como vou revelando o mistério :3 Obrigada por todos os elogios, fico realmente muito feliz que esteja gostando do meu trabalho ♥ ♥ Helo-vaca-chan te lodeio sua chata ♥ Nossa você é muito idiota nem sei porque sou sua amiga, cruzes u-u AHASUASHS Eu faço maldades okay? Que difamação! UASHUSHS Te amo, amei sua recomendação vaca ♥ ♥ Lady Malyan obrigada sua linda ♥ Fico muito feliz mesmo que esteja gostando do meu trabalho aqui xP ♥ Gabriel Dragneel não posso perder a oportunidade de dizer o quanto gosto do seu nick rimoso UASHASUHA Você é muuuito chato, fica descobrindo as coisas antes da hora, cruzes! Vamos ver se você desvenda tudo antes de eu revelar >:D ♥ Amita Azuna eu te amo, sério ♥ Você é muito fofa e como eu te disse por MP aqui estou tomando vergonha na cara e deixando de lado TVD u-u Obrigada por ter dado uma chance a fic ♥ Obrigada por acompanhar minhas fics e ter paciência com meus atrasos catastróficos e-e Você descobriu meu segredo ♥ ♥ Já estou indo responder a todos os reviews divinos ♥ ♥ Boa leitura, espero que gostem e não queiram me matar ♥

Lucy Heartphilia – New York Downtown Hospital, New York – 14:43

A única sensação que eu captava era a dormência. Minha mente estava nublada e eu ouvia um som constante e irritante de bips ao meu lado. Eu estava deitada em uma cama macia com um pano em cima de mim e mesmo de olhos fechados eu consegui perceber que o lugar era bem iluminado. Um cheiro de álcool e desinfetante invadiu meu olfato e lembrei-me do que havia acontecido.

Arregalei os olhos e sentei-me na cama ouvindo os bips ficarem mais altos e frenéticos à medida que meus batimentos aumentavam por causa do susto. Uma enfermeira rapidamente entrou no quarto e me deitou novamente usando um pouco de força. A mulher possuía o cabelo negro preso em um coque elegante, usava uma roupa verde-claro típica de hospitais e no rosto havia um pouco de maquiagem que realçava seus olhos castanhos.

– Fique calma, querida. – pediu-me com a voz delicada e compreensiva.

Tentei relaxar, mas as faixas ao redor de meu corpo me faziam ficar ansiosa para saber como eu estava. O quarto era pequeno e completamente branco, com algumas pequenas sujeiras nas paredes. Uma janela pequena na parede esquerda ajudava a iluminar meu leito com a luz matinal que entrava por ela. Havia algumas máquinas ao meu lado e uma bolsa de soro conectada em minha veia pingava de modo ritmado em uma seringa. O médico, um homem de aproximadamente quarenta anos usando um jaleco branco, entrou no lugar com um sorriso nos lábios enquanto lia algo em minha ficha. Ele era alto, possuía o cabelo castanho já com alguns fios brancos e seus olhos verdes transmitiam serenidade.

– Estou muito machucada? – perguntei sentindo a minha voz sair rouca.

– Não, você teve sorte de estar mais para frente da loja e não no galpão dos fundos. Só está com algumas pequenas e superficiais queimaduras nos braços e nas pernas, mas fora isso tudo certo. – respondeu sorrindo.

– As queimaduras serão permanentes? – questionei.

– Elas não foram tão graves a esse ponto, mas algumas podem deixar pequenas cicatrizes. – falou como se pedisse desculpas pela última parte.

– Sem problemas. – disse com a voz distante.

Agora que minha mente estava clara novamente, pensei nas palavras do médico. Ele dissera que eu estava na frente da loja, mas eu havia desmaiado no galpão. Não é? Sim, eu me lembro de ter entrado nele, de alguém trancando a porta e depois o incêndio começou. Eu perdi a consciência, mas antes disso eu vi alguém se aproximando. Um homem de cabelo rosa. Natsu! Mas como ele tinha conseguido entrar lá se eu estava na frente da única porta que era a entrada e saída do lugar? Como ele sabia que eu estava lá?

– Você disse que eu estava na frente da loja? – perguntei.

– Sim, os bombeiros acharam-na nesse local. Se você estivesse no depósito não sobreviveria. Encontramos o telefone de Michelle e de uma menina chamada Levy em suas ligações recentes e as contatamos. Sua prima voltará de viagem em breve e sua amiga está lá fora quase brigando conosco pela demora a falar sobre seu estado. – ele riu – Infelizmente você ainda não pode receber visitas, estamos vendo se houve algum dano a seu organismo.

– Tudo bem, obrigada doutor e enfermeira. – agradeci.

Uma forte dor de cabeça me atingiu e me senti tonta. Fechei os olhos com força pressionando a base de meu nariz para tentar amenizar a enxaqueca, mas não obtive êxito. Senti uma vertigem violenta e tive a impressão que tudo ao meu redor rodava mesmo que eu estivesse com os olhos fechados. Eu sentia o sangue pulsar em minha cabeça e ela começou a latejar, como se alguém a martelasse constantemente. Levei as mãos as minhas têmporas e gritei de dor. Ouvi barulhos ao meu redor, mas não consegui entender nada do que o médico e a enfermeira falavam. E então, caí na inconsciência.

~ ♥ ~

– Finalmente, pensei que você não iria acordar nunca. – falou alguém próximo a mim.

Abri os olhos, alarmada. Já não sentia a indescritível e forte dor de cabeça. Virei o rosto e encontrei Natsu sendo banhado pela luz na lua. Ele estava encostado na parede com os braços cruzados diante do corpo olhando de modo impaciente para mim. Ele usava uma calça jeans escura, all star preto e uma camisa de gola v branca.

– Não são permitidas visitas. – falei com a voz trêmula e rouca.

Uma onda de medo me atingiu fazendo meu coração acelerar. Sentei-me na cama sem desviar por um segundo os olhos do rosado, atenta a todo e qualquer movimento do Dragneel. Ele olhou o monitor observando meus batimentos cardíacos e deu um sorrisinho de canto.

– O que está fazendo aqui? – perguntei tentando manter a calma.

Procurei, com minha visão periférica, o botão que ficava atrás de mim que chamava a enfermeira e me senti aliviada ao perceber que minha mão direita estava a poucos centímetros dele.

– É isso que eu ganho por me preocupar com você? – questionou.

– Você não poderia se preocupar comigo igual a uma pessoa normal e ficar do lado de fora aguardando notícias? Aliás, você é normal por acaso? – indaguei irritada.

Natsu deu um sorriso que fez um frio passar por minha espinha. Inconscientemente minha mão se deslocou para mais próximo do botão de emergência.

– Relaxe, Luce. Só quis ver se você estava bem, afinal estar em um incêndio não deve ser fácil. – ele ficou do meu lado, perto de minhas pernas e começou a afaga-las carinhosamente por cima das faixas – Espero que não fique cicatrizes nessa sua pele maravilhosa.

– Me largue, seu idiota! – grunhi batendo a minha mão na sua – O que acha que está fazendo?

– Não é óbvio? Estou cuidando da minha Luce. – respondeu sorrindo.

– Não sou sua. – retruquei ríspida – E eu tenho minhas dúvidas em relação a você cuidar de mim, afinal foi você que me trancou naquela porcaria de depósito. – falei controlando minha vontade de cruzar os braços.

– Acho que você inalou fumaça demais, Lucy. – afirmou com os olhos possuindo um brilho estranho.

– Eu me lembro de tudo. Você apareceu do nada quando eu estava beirando a inconsciência. Não havia nenhum outro jeito de entrar naquele galpão e você simplesmente brotou no meio do fogo! – exclamei – Aliás, como não se queimou?

– Golpe de sorte. – respondeu dando de ombros.

Minha paciência acabou naquele instante e a raiva dominou minha mente.

– Saia daqui. Agora! – gritei apertando o botão para chamar a enfermeira.

– Ah! Pare de drama Lucy, eu não ateei fogo naquela droga de depósito. – falou rolando os olhos e completou em voz baixa – Afinal, eu não quero perdê-la tão fácil desta vez.

– Por que você fica dizendo coisas que fazem com que pareça que você já me encontrou antes desse ano? – perguntei.

– Essa, loirinha, é uma pergunta que requer uma resposta que você não vai querer ouvir. – afirmou.

A enfermeira entrou com expressão preocupada e um pouco ofegante, parecia que ela havia corrido para chegar a meu quarto. Assim que seus olhos pousaram em Natsu, ela levou um susto.

– Como entrou aqui, menino? Não são permitidas visitas! – exclamou – Por favor, saia.

– Te vejo amanhã, loirinha. – despediu-se.

– Não. Eu não quero vê-lo nunca mais Natsu Dragneel. – falei séria.

Eu já estava cansada daquele joguinho que ele fazia comigo. Percebi que ele se virou de supetão, com o rosto impassível, mas ao ver que eu estava realmente falando sério, seus olhos ficaram preocupados. Mesmo a distância pude notar que seus músculos estavam tensos e suas mãos, fechadas em punhos ao lado do corpo.

– Tem certeza, Lucy? – perguntou-me com a voz rouca.

– Nunca tive tanta certeza assim. Saia de minha vida e me esqueça. – respondi fazendo-o ofegar levemente.

Antes que a enfermeira pudesse pedi-lo para sair novamente, o rosado caminhou rapidamente para fora do quarto a passos rápidos. Dei um suspiro pesado e deitei-me novamente na cama sentindo um grande cansaço invadir meu corpo.

– Como você está, Lucy? A dor de cabeça melhorou? – perguntou-me a enfermeira.

– Estou ótima. – menti um pouco. Fisicamente eu estava bem, mas emocionalmente não. – O que a causou?

– Você sobrecarregou seu cérebro, ainda estava sob os efeitos dos remédios e por isso sua memória estava um pouco embaralhada, e ao tentar rejuntar tudo provocou a dor de cabeça. Acho que amanhã você será liberada. – confessou sorrindo – Descanse bem, espero que você perdoe seu namorado.

– Ele não é meu namorado! – apressei-me em dizer.

A mulher deu um risinho, com se soubesse de algo que eu não sabia e saiu, deixando-me sozinha naquele quarto de hospital. O que Natsu e a mulher haviam dito não saía de minha cabeça. E se não fosse ele quem ateou fogo no galpão? Minha memória estava embaralhada, então não era certeza que eu tinha o visto, certo? Após alguns segundos refletindo sobre isso, tomei a decisão de investigar eu mesma o que tinha acontecido. Assim que eu recebesse alta iria àquele lugar novamente tirar minhas próprias conclusões e descobrir quem fez aquilo comigo.

~ ♥ ~

– Lu! Pensei que você tinha virado churrasquinho quando me ligaram! Já estava te imaginando igual àqueles personagens carbonizados em desenhos que viram pó. – tagarelou me abraçando de modo forte assim que saí do hospital.

– Ai! Vai com calma, não consigo respirar! – falei rindo.

– Desculpe-me! – falou recuando.

Ela estava usando um vestidinho solto alaranjado que combinava com um arquinho da mesma cor em seu cabelo azul curto. Nos pés havia uma simples sapatilha branca com um lacinho lateral preto. Levy tinha trazido uma calça e uma blusa de mangas compridas para eu vestir, já que não queria que minhas faixas ficassem a mostra. Dei um jeito em meu cabelo e fui com a McGarden até meu apartamento, pois ela havia pedido um taxi para nós.

– Michelle já está em casa? – perguntei.

– Não, ela só conseguiu um voo para amanhã de manhã. – respondeu pagando o motorista.

– Sabe, você não precisava ter pagado a corrida, poderíamos ter dividido ao meio a conta. – afirmei.

– Cale a boca, Lu. Você acabou de sair do hospital, essa é uma desculpa para ficar na cama o dia inteiro e fazer as outras pessoas de escravo alegando que seus machucados a impedem de se mexer. – disse convicta fazendo-me rir – Mas claro que vamos chamar outras pessoas para serem suas escravas porque eu que dei a ideia do plano.

Passamos pela portaria rindo e James logo desviou sua atenção da novela que assistia na pequena televisão de antena para me olhar com a expressão aliviada. Dei um sorriso sincero para ele que retribuiu vindo me abraçar de modo cuidadoso.

– Fico muito feliz que esteja bem, Lucy. Infelizmente não pude ir visitar você, mas fiquei rezando por sua melhora! – admitiu.

– Obrigada senhor James. Estou morta de cansaço, vou subir. Desculpe preocupá-lo. – disse caminhando junto a Levy em direção elevador.

Não demoramos para entrar em meu apartamento. A azulada ligou para a pizzaria e pediu uma de calabresa grande para nós. Ela foi ao meu quarto e pegou cobertas e travesseiros e os colocou na sala, diante da ampla televisão. Escolhi um filme de investigação policial e, assim que nossa pizza chegou nos acomodamos confortavelmente no sofá comendo o alimento gorduroso e delicioso acompanhado de refrigerante.

Eu não conseguia prestar atenção no que estava passando, apesar de Levy estar quase entrando dentro da tela de tanta empolgação. A cada tiro, explosão ou musiquinha de suspense no fundo, ela se remexia animada e dava gritinhos quando o casal principal se via. Depois Da vigésima vez, me desliguei completamente do que ocorria ao meu redor e fiquei imersa em meus pensamentos.

Minha prima, Michelle, iria voltar amanhã então eu tinha que ir naquele galpão averiguar o que realmente aconteceu hoje à noite. Mas eu tinha medo que fazer isso sozinha. Se por acaso a pessoa que tivesse provocado aquele incêndio ainda estivesse por perto – o que eu duvidava – nada o impediria me atacar quando eu fosse lá sozinha. Eu precisava de ajuda, entretanto estava receosa quanto a contar para Levy. Provavelmente ela iria me jogar pela janela caso eu dissesse o que eu planejava. Porém, ela é minha amiga e poderia me auxiliar.

– Terra chamando Lucy. – falou Levy estralando os dedos diante de meu rosto fazendo-me despertar de meu devaneio.

– Desculpe-me Levy. Eu preciso falar uma coisa para você. – afirmei não conseguindo manter aquilo oculto dela.

– Fale logo Lu, ou eu irei acabar tendo um ataque cardíaco de tão ansiosa que estou! Aquele filme me deixou com os batimentos acelerados até agora. – pediu se virando de frente para mim agarrando um travesseiro.

– Eu vou naquele galpão do incêndio hoje à noite. – ao notar a surpresa estampada no rosto da minha amiga, logo comecei a explicar, antes que ela discordasse totalmente de mim – Preciso saber quem fez isso comigo, Levy.

– E você não pode ser uma pessoa normal e esperar o laudo pericial? – perguntou incrédula cruzando os braços diante do corpo.

– Eu tenho que ver com meus próprios olhos e tomar minhas conclusões sem ninguém por perto. Acho que Natsu tem algo a ver com o incêndio. – afirmei convicta.

– Você está louca! Não irei te ajudar desta vez, isso é maluquice. E se quem fez isso ainda estiver por perto? Você irá diretamente para a morte e eu tenho certeza que o assassino fará algo menos chamativo para dar fim a sua vida. – disse furiosa.

– Você tem razão, mas isso não me impedirá de ir até lá. Eu vou hoje à noite, nem que eu precise esperar você dormir e sair às escondidas. Mas, se isso acontecer ninguém saberá para onde eu fui e se eu morrer minha morte demorará a ser descoberta, isso se quem me matar não jogar meu corpo em uma viela qualquer. – afirmei com calma – Você decide: vai me ajudar ou não?

– Tudo bem. – concordou dando um suspiro – Eu distraio o James enquanto você sai de fininho do prédio, pois com certeza ele não irá permitir sua saída caso a veja. Quero ligações de vinte em vinte minutos para saber que você não está morta ou morrendo e preciso do endereço do lugar para saber onde você está. Deixe o GPS do celular ligado para eu acompanhar seu percurso. Temos que combinar um código: diga ‘‘ok’’ se não tiver acontecendo nada e ‘‘ai’’ se for para chamar a polícia e a ambulância.

Arregalei os olhos, pois ela ficou tão animada que proferiu aquele tanto de pedidos sem quase nenhuma pausa para respirar. Quando acabou, ficou ofegante me olhando com expectativa. Dei um sorriso agradecido e a abracei.

– Você definitivamente entrou no clima daquele filme. – afirmei – Obrigada, eu não sei o que seria de mim sem você!

~ ♥ ~

Já se passava das dez horas da noite e nosso plano havia sido arquitetado com maior cautela. Havíamos considerado várias possibilidades e não existiam muitas pontas soltas. Era um plano infalível, ou quase. Um grande número de coisas teria que acontecer para que tudo fosse por água abaixo e, aparentemente, nossas chances estavam mais favoráveis ao sucesso.

Contei um minuto e chamei o elevador. Levy havia descido pelas escadas e fingiria que tinha tropeçado e rolado os últimos degraus para atrair a atenção de James. Eu me sentia mal por preocupa-lo daquela forma, mas era o único jeito. Estava usando preto dos pés à cabeça, minha calça, minha regata, uma bota – que minha amiga insistiu que fosse de cano longo e de salto –, até mesmo o gorro que escondia meu cabelo louro e minha mochila. Aquela maluca até me maquiou para que eu ficasse parecendo aquelas espiãs de filmes sexys e confiantes. O que definitivamente estava longe de definir a pilha de nervos em que eu me encontrava.

A porta do elevador se abriu e ouvi Levy dar um grito e um baque surdo em seguida. Rapidamente James foi ao seu encontro sem me ver naquele cubículo metálico. Corri para fora tomando cuidado para meus saltos não ecoarem no piso da entrada. O vento frio da noite bateu em meu rosto e sorri para o céu estrelado. A rua estava movimentada, fiz sinal para um taxi, e dei o endereço do galpão ao taxista que nem havia se importado com meus trajes. Nova York possuía várias pessoas estranhas que faziam coisas duvidosas, eu não estaria tão anormal e não chamaria atenção desnecessária com aquelas roupas.

Em menos de vinte minutos eu já conseguia ver a faixa da polícia cercando o prédio. Agradeci ao homem que quase havia provocado milhares de acidentes de trânsito com sua maluca forma de dirigir. Desci do carro pagando o motorista que saiu rapidamente cantando pneu dali. Dei um suspiro olhando para a fachada chamuscada da loja. Lembranças fragmentadas começaram a invadir minha mente e minhas mãos começaram a tremer quando eu lembrei de que havia desmaiado dentro do galpão e não perto da frente da loja, como todos estavam dizendo.

Olhei ao redor para ver se havia alguém olhando, mas a rua estava vazia e com um poste com a lâmpada piscando, o que dava ao lugar um ar típico de filmes de terror. Tomei coragem e passei por baixo da faixa amarela da polícia fingindo uma confiança que estava longe do meu alcance.

Entrei na pequena loja tomando cuidado para não encostar em nada e parei diante do vão onde deveria haver uma porta, mas só tinha metal distorcido e marcas do fogo. Respirei fundo e atravessei o batente, sendo envolvida pela escuridão e pelo cheiro de coisas queimadas. Abri minha mochila e peguei uma lanterna que funcionava a base de bateria, não confiava nas de pilha, pois elas sempre acabavam no momento mais importante. Eu estava com medo, apavorada, e para ser sincera nem sei como eu ainda estava ali. Meus músculos estavam tensos e minhas pernas, prontas para correr diante de qualquer ruído diferente e próximo. Todo aquele assustador silêncio deixava meus nervos em frangalhos. Mesmo com toda a quietude parecia haver um chiado dentro da minha cabeça que transformava toda aquela loucura em algo pior.

– Droga! – murmurei quando senti meu pé se chocar em uma pilha do que antes tinha sido montes de folhas e caixas.

O que eu toquei tinha desmoronado e isso levantou uma pequena nuvem de cinzas. Quando ela abaixou, direcionei o faixo de luz naquele local sem esperar encontrar nada. Entretanto, algo reluziu, chamando minha atenção. Iluminei novamente o lugar pensando não ter visto nada, mas realmente existia algo dourado ali. Abaixei-me e peguei a pulseira de modo cuidadoso em baixo dos escombros, como se ao tocá-la, eu acabasse acionando um dispositivo que atearia fogo novamente ao galpão. Porém, nada aconteceu e suspirei aliviada. Analisei a bijuteria e arregalei os olhos quando a reconheci.

– Lisanna. – murmurei deixando a pulseira dela cair no chão.

Notas finais
♥ AUSHSAUSHU Previsível? Talvez. Mas só digo uma coisa para quem lê as notas finais: Nem tudo é o que parece ser u-u BWAHAHAHAHAH Vão ficar com isso na cabeça até o próximo cap >:D ♥ Mereço recomendações e/ou comentários? Deixem um review para me animar e me fazer escrever loucamente ♥