Entre o céu e o inferno

7 Segunda guerra mundial


Notas iniciais
Os homens estavam doentes, loucos, amedrontados, e era a vez de reencarnar em peso para dominar o mundo. Seria como nos tempos do Grande Império Romano, só que desta vez governariam o planeta para sempre. E um a um, os capetas foram assumindo responsabilidades futuras, para a realização de um plano audacioso que os levasse ao poder totalitário e eterno. E, pouco a pouco, as ideias foram sendo escritas sobre um grande tapete vermelho:

Em pleno século XX, o último confronto sobre o domínio da Terra foi preparado com antecedência no mundo das trevas. A depressão econômica estava acontecendo com êxito em todo lugar na vida terrena. Os homens estavam doentes, loucos, amedrontados, e era a vez de reencarnar em peso para dominar o mundo. Seria como nos tempos do Grande Império Romano, só que desta vez governariam o planeta para sempre. E um a um, os capetas foram assumindo responsabilidades futuras, para a realização de um plano audacioso que os levasse ao poder totalitário e eterno. E, pouco a pouco, as ideias foram sendo escritas sobre um grande tapete vermelho:

Nero encarnaria na Alemanha, seria novamente um megalomaníaco desvairado, e formaria um grande exército. Invadiria a Europa, norte da África, e parte do Oriente Médio. Herodes seria seu aliado desde a Itália, e Calígula reinaria na Espanha, para formar entre os três, a aliança dos domínios do mal. Imediatamente Belfegor, Abadon, Mamon, Belial, foram engrossando a lista de trabalhos nesse canto da terra. A seguir, foram escolhidos demônios do segundo escalão, para tomar o poder nos países da Ásia, América, e no Sul da África.

Hiroíto, que governaria o Japão, achou que a América poderia ser dominada e governada facilmente. Ele próprio acabaria com os soldados americanos nas Ilhas do Pacífico. Depois da derrota americana, poderiam invadir o continente descendo desde o Canadá até o México.

Satã riu com discrição, interrompendo as elucubrações dele. Esses demônios novos eram por demais ingênuos. E gritou para todos:

— Mas, vocês acham que vamos estar sozinhos? Esqueceram-se do Ador? E do Remígio? Cassiano? Gotardo? Benildo? Marçal? E do traidor Belzebu com sua cambada de filhos que agora lutam nos exércitos da luz? E vocês acham que eles não estão, neste momento, fazendo o mesmo que nós? Planejando como nos vencer? Ah?

Lúcifer, o filho mais inteligente de Satã, deu uma sugestão:

— Então, façamos um cronograma. Vamos primeiro que nada, supor onde é que cada um deles vão a reencarnar. Ah? Comecemos pelos mais perigosos, Ador e Aurora. Eu me ofereço para buscar essa mulherzinha, como agulha no palheiro.

Satã pensou um pouco, pois Aurora já fora chinesa, francesa, inglesa, indiana, sempre metida na guerra ao lado de Ador. Eram parceiros. Lutou junto ao marido na guerra dos cem anos e na revolução francesa. Mas, havia uma pista escrita na Bíblia. Abriu sua Bíblia pessoal, e leu bem altivo tudo sobre o Apocalipse. Nossa! Ador apareceria sentado no trono para formar uma Nova Jerusalém. E só podia ser ele. E perguntou, aos berros:

— Mas, onde é que vai ser essa Nova Jerusalém?

Lúcifer falou:

— No lugar mais afastado do mundo. Mais inocente. Longe da guerra. Acho que quem vai nos combater na grande guerra, são os homens de preto. Vão se sacrificar para que Ador, e sua corja de malditos, nasçam em segurança para dar o bote final. Estamos indo pelo caminho errado. Eles vão nascer depois da grande guerra, ou durante a grande guerra. Temos que matar todas as crianças possíveis. E vamos começar pelos judeus. Nova Jerusalém? Só podem ser judeus, gente do Oriente.

E a seguir, os palpites foram longos, onde cada demônio gritava mais alto, dava uma sugestão, sem jamais chegar ao consenso comum. Por esse motivo, tudo foi aceito, e cada ideia foi levantada com respeito. E Satã, finalmente, leu o cronograma dos novos tempos, que haveria de se suceder:

Primeiro: ganhariam a grande guerra, pois ela definiria os impérios dos próximos dois milênios. Se perdessem o domínio sobre o planeta, os anjos podiam expatriar todos eles. E isso estava fora de discussão. A Terra teria que ser deles e de mais ninguém. Estava chegada a hora de Ador e os Santos vazarem. Sumirem!

Segundo: matar crianças, para aniquilar os Santos desde bebezinhos. Na Europa, na África, na China, e na América. Organizar guerrilhas, e incentivar ditaduras terríveis, e extinguir a população inocente, em busca de Ador e sua trupe de imbecis.

Terceiro: se perdessem a grande guerra, deviam destruir a vida na Terra. Desmatar tudo. Acabar com as selvas. Envenenar rios, encher o ar de gás carbônico para ocasionar desastres naturais. Os anjos iam sentir tanta peninha, que levariam Ador e os homens de preto, para uns paraísos em outros cantos do Universo. E a Terra continuaria deles, e só deles.

Quarto: havia que corromper os homens. Incentivar a consumação de drogas em massa! A beberem muito álcool, pois se devia incentivar a promiscuidade geral. Deviam também destruir o casamento, a fidelidade, e toda a baboseira do “amor eterno” e sagrado espalhado durante o Romantismo. O puritanismo tinha seus dias contados.

E um ar de otimismo tomou conta dos demônios. Ninguém conseguiria impedir a realização de um plano tão magistral.

Depois comemoraram. Fizeram o maior bacanal de todos os tempos, pois nos dias que viriam a chegar teriam que encarnar para desafiar as hostes da luz, pela última vez. E agora era vencer, ou vencer. E cada vez que um capeta ficava eufórico, ele gritava: — Viva a revolução-, ou, -Vamos fazer um brinde a grande guerra.

Afinal, o Inferno estava superlotado. Eram mais ou menos um milhão e meio de sádicos dispostos a tudo. Guerreiros cruéis e sanguinários, porém, belos, orgulhosos, bem-dotados, queixo erguido e os homens mais cativantes do planeta, junto às mais belas damas. Muitos deles loiros e de olhos azuis.

Notas finais
E a seguir, os palpites foram longos, onde cada demônio gritava mais alto, dava uma sugestão, sem jamais chegar ao consenso comum. Por esse motivo, tudo foi aceito, e cada ideia foi levantada com respeito. E Satã, finalmente, leu o cronograma dos novos tempos, que haveria de se suceder: Primeiro: ganhariam a grande guerra, pois ela definiria os impérios dos próximos dois milênios. Se perdessem o domínio sobre o planeta, os anjos podiam expatriar todos eles. E isso estava fora de discussão. A Terra teria que ser deles e de mais ninguém. Estava chegada a hora de Ador e os Santos vazarem. Sumirem!