A porta se abriu de repente, e o ar na sala pareceu evaporar. O silêncio se transformou em choque quando a figura imponente surgiu no limiar. Heather entrou, impecável como sempre, com aquele ar de quem acreditava pertencer a qualquer espaço que ocupasse.

— Gil… precisamos conversar.

Nick arregalou os olhos, incrédulo. Catherine, ao reconhecer a cena, soltou um suspiro longo, já prevendo confusão. Sara, por sua vez, endureceu a expressão; a raiva pulsava tão forte que chegava a vibrar no ar.

Grissom se virou lentamente, os ombros tensos, o olhar frio como lâmina.

— Heather, não.

Ela sorriu, como se a negativa fosse apenas um detalhe.

— Vai mesmo me dispensar assim? Depois de tudo o que passamos?

Grissom respirou fundo, e a voz dele saiu firme, clara, ecoando como sentença.

— O que passamos ficou no passado. Você não tem mais lugar aqui — nem na minha vida.

O silêncio que se seguiu foi devastador. Sara ergueu os olhos de repente, surpresa pela contundência, o coração disparado. Catherine cruzou os braços, satisfeita com a clareza rara do colega.

Heather piscou devagar, tentando disfarçar a fissura que se abria no seu controle.

— Então é isso? Vai mesmo me trocar por ela?

Grissom não hesitou nem por um segundo.

— Não existe “troca”. Existe escolha. E eu já fiz a minha.

Ele então se voltou para Sara, fixando o olhar nela como se o resto do mundo tivesse desaparecido. A intensidade do gesto a deixou paralisada por um instante, incapaz de esconder o impacto.

Heather riu baixo, amarga, como quem tentava se recompor.

— Cuidado, Gil. O que se escolhe às pressas pode se perder rápido.

E saiu, batendo a porta com força. O som reverberou como um ponto final brutal, deixando todos presos no eco daquela escolha.

O silêncio que se instalou parecia ter peso próprio. Alguns segundos se arrastaram até que Nick, visivelmente desconfortável, pigarreou.

— É… — murmurou, sem coragem de completar a frase.

Catherine, sempre mais rápida, cruzou os braços e soltou em tom prático, mas carregado de significado:

— Bom… acho que isso responde muitas perguntas. Vamos voltar ao trabalho.

Ela lançou um último olhar para Sara, como quem queria transmitir apoio silencioso, e então saiu, levando Nick atrás de si. A porta se fechou, deixando apenas o som distante dos corredores.

Agora, só restavam Grissom e Sara.

Ele deu alguns passos hesitantes, como se atravessasse um campo minado. Quando finalmente parou diante dela, sua voz saiu baixa, sem artifícios:

— Eu precisava que ela ouvisse… mas, principalmente, que você ouvisse.

Sara manteve os olhos fixos nele, o peito subindo e descendo com a respiração pesada. A dor ainda estava ali — viva, latejante — mas algo diferente surgia no fundo: uma faísca de verdade, de entrega, que ela não lembrava de ter visto nele há muito tempo.

Ela não respondeu de imediato. Apenas respirou fundo, lutando contra a vontade de acreditar e o medo de se ferir de novo e foi salva pela entrada efusiva de Hodges trazendo relatórios.

Hodges entregou os relatórios como se fosse o salvador da pátria, mas já saiu resmungando porque ninguém aplaudia suas descobertas. Grissom e Sara ficaram para trás, analisando os dados enquanto caminhavam pelo corredor.

Grissom, tentando soar casual, perguntou:

— Você está mesmo em um hotel, depois de… sair da nossa casa?

Sara, sem tirar os olhos do papel, respondeu rápido:

— Não. Estou com um amigo.

Ele franziu a testa, mas disfarçou com um leve sorriso.

— Sabe… eu adoraria se estivesse em um hotel. Assim eu poderia aparecer para tomar café lá.

Sara ergueu os olhos, surpresa com o tom quase sedutor dele. Grissom deu o golpe final, num sussurro rouco:

— Mas já que não está… talvez aceite tomar café comigo em outro lugar?

Antes que ela conseguisse processar o convite, uma voz masculina interrompeu a cena:

— Olha só quem eu encontro nesse corredor… a mulher mais linda de Las Vegas.

Sara se virou e ficou boquiaberta: Hank, o paramédico — e ex-namorado. Ele abriu um sorriso largo, de quem já chegava com segundas intenções.

— Você está ainda mais bonita do que quando a gente estava junto — disse ele, deixando o olhar passear demoradamente por ela. — O que me diz de sairmos depois do plantão? Relembrar os velhos tempos… e talvez melhorar os novos?

Sara arregalou os olhos, entre surpresa e constrangimento.

— Hank! — disse, rindo nervosa.

Grissom, ao lado, fechou a cara imediatamente, cruzando os braços. Sua expressão era um misto de entomólogo diante de um inseto indesejado e homem prestes a explodir de ciúmes.

— Ela já tem planos — rosnou Grissom, a voz carregada de veneno.

Hank arqueou a sobrancelha, nada intimidado, e provocou com um sorriso maroto:

— Tem mesmo, Sara? Porque, se depender de mim, eu libero a noite inteira.

Sara tossiu, corando, chocada com a ousadia. Grissom, por um fio de perder a compostura, deu um passo à frente, encarando Hank de perto.

— Não está vendo que ela não está interessada? — disse com firmeza.

Hank apenas sorriu, ainda mais safado.

— Eu só perguntei. Mas se ela mudar de ideia… sabe onde me encontrar.

Ele piscou para Sara e saiu, deixando um rastro de perfume barato e tensão no ar.

Sara ficou paralisada, ainda surpresa, enquanto Grissom murmurou entre dentes, sem conseguir conter o ciúme:

— Esse sujeito não sabe com quem está se metendo.

Sara cruzou os braços, tentando conter o riso que ameaçava escapar.

— Uau, Gil… não fazia ideia de que você podia ficar tão… territorial.

Grissom a olhou de lado, ainda tenso.

— Territorial? Eu só não gosto de ver certos tipos de gente rondando você.

Ela arqueou uma sobrancelha, aproveitando a deixa:

— Certos tipos de gente… como ex-namorados charmosos que aparecem oferecendo noites inteiras?

Ele engoliu seco, cerrando a mandíbula.

— Ele não é charmoso. É inconveniente.

Sara deixou escapar uma risadinha e deu um passo para mais perto, a voz baixando num tom provocador:

— Então você ficou com ciúmes.

Grissom tirou os óculos, esfregando a ponte do nariz como se quisesse negar, mas falhou.

— Não… eu fiquei… preocupado.

Sara riu de verdade dessa vez, encostando-se à parede.

— Preocupado. Claro. Porque Hank poderia me sequestrar com uma piscadela.

Ele voltou a encará-la, os olhos escuros, intensos.

— Não brinque com isso, Sara. Eu sei o que vi nos olhos dele.

Ela inclinou a cabeça, divertida, e sussurrou:

— Interessante… porque nos seus olhos eu vi outra coisa. Ciúmes, Gil. E, confesso, achei… sexy.

Por um instante, o silêncio entre eles ficou carregado de algo mais denso. Grissom pigarreou, tentando retomar o controle, mas seu rosto traía o efeito das palavras dela.

Sara apenas sorriu de canto, satisfeita por ter acendido aquela faísca, e saiu caminhando pelo corredor, balançando os quadris de leve, sabendo muito bem que ele estava olhando.

Grissom ficou parado por um segundo, os olhos presos no jeito que ela se afastava. O ar entre eles parecia eletrificado. Ele respirou fundo, como se tomasse uma decisão, e então caminhou rápido atrás dela.

— Sara. — a voz dele saiu baixa, firme.

Ela parou, surpresa, mas não se virou de imediato. Só quando sentiu a presença dele bem atrás, quase roçando sua pele, é que ergueu o queixo com um sorrisinho provocador.

— Hm? Mudou de ideia sobre ser “apenas preocupação”?

Grissom se inclinou ligeiramente, a boca perigosamente perto da orelha dela.

— Digamos que… não gostei da ideia de alguém mais te convidar pra sair. Especialmente na minha frente.

Sara engoliu seco, surpresa com o tom dele. Tentou manter o jogo:

— E o que você vai fazer a respeito?

Ele deixou um breve silêncio no ar, a respiração dele quente contra a pele dela. Então, com um meio sorriso raro e cheio de intenção, murmurou:

— Vou garantir que o próximo convite que você aceite… seja o meu.

Sara ficou sem fala por um instante, sentindo o peso da promessa escondida naquela frase. Quando se virou para encará-lo, Grissom já recuava um passo, como se tivesse retomado sua calma — mas os olhos dele permaneciam intensos, deixando claro que, dessa vez, não era só teoria.

Ela respirou fundo, tentando disfarçar o quanto estava afetada, mas um rubor leve entregava sua reação.

Grissom ajeitou os óculos e completou, com um ar quase inocente que não convencia ninguém:

— Então… café amanhã?

Sara arqueou a sobrancelha, ainda sentindo o efeito das palavras dele, e soltou um meio sorriso, cheio de malícia.

— Café amanhã?… Tudo bem, eu aceito.

Ele pareceu relaxar por um segundo, mas antes que pudesse soltar o ar, ela completou, com aquele tom doce que escondia uma pontada de veneno:

— Só espero que seja você a me acompanhar. Porque, se a Heather continuar tão presente assim na sua vida… — ela inclinou a cabeça, os olhos brilhando de desafio — … não vejo problema nenhum em deixar o Hank estar presente na minha também.

O impacto foi imediato. Grissom congelou por um segundo, a mandíbula travada, os olhos faiscando por trás dos óculos. Ele tentou disfarçar, mas o ciúme escancarado queimava em cada traço de seu rosto.

Sara, satisfeita, passou por ele com passos lentos, deixando no ar uma mistura de perfume e provocação.

— Vou falar com Brass sobre essas descobertas e pedir para ele chamar John Peck para conversar — disse baixinho.

Ele a seguiu com o olhar, a mente fervendo. Dessa vez não havia ciência, nem lógica, nem inseto que resolvesse. Só a certeza de que não suportaria vê-la em outros braços.

Grissom ficou parado no corredor, olhando Sara se afastar com aquele andar calculado, deixando um rastro de perfume e provocação. O nó na garganta dele apertava a cada passo que ela dava. Quando a perdeu de vista, fechou os olhos por um instante, respirando fundo.

Mas antes que pudesse se recompor, Hank surgiu novamente, segurando uma prancheta e com aquele sorriso petulante no rosto.

— Bonita, né? — disse, como se fosse um comentário casual. — Ela sempre teve esse jeito… irresistível.

Grissom girou devagar a cabeça na direção dele, os olhos azuis faiscando por trás dos óculos.

— Hank… cuidado com o que você está insinuando.

O paramédico riu, sem se intimidar.

— Não estou insinuando nada, doutor. Só estou dizendo que… se você continuar deixando a dama sozinha, eu não teria problema nenhum em lembrá-la do que é ser bem acompanhado.

Grissom deu um passo à frente, a voz baixa, firme, quase um sussurro carregado de ameaça controlada.

— Ela não precisa de lembranças, Hank. O que temos não cabe em comparações baratas.

O outro arqueou a sobrancelha, claramente se divertindo com a tensão que pairava.

— Bom… pelo que eu ouvi, não parece tão sólido assim. — inclinou-se de leve, como quem confidencia um segredo. — Soube que você passou uma noite inteirinha com Lady Heather. A dominatrix mais famosa de Vegas… dizem que nenhum homem sai “ileso” da cama dela. E pelo jeito, até você, o homem dos insetos, não escapou.

Hank riu sozinho, balançando a cabeça.

— Aposto que a Sarinha não gostou nada disso, né? Me diga, Grissom… você realmente acha que pode segurar aquela mulher depois disso? Se conseguir… boa sorte.

Deu dois tapinhas debochados no braço do supervisor e saiu andando pelo corredor, rindo alto, saboreando a provocação.

Grissom ficou imóvel, como se o sangue tivesse parado de circular por alguns segundos. Ajustou os óculos lentamente, a mandíbula travada. Respirou fundo, mas a voz saiu baixa, firme, carregada de ciúme:

— Hank não vai ter nenhuma chance.

Seus olhos brilharam com uma intensidade quase sombria. Então virou-se, determinado. Não havia mais margem para hesitar: reconquistar Sara não era um desejo. Era uma guerra que ele não podia perder.

Catherine entrou no laboratório segurando uma pilha de relatórios, mas parou no corredor quando viu Hank e Grissom frente a frente. Ficou ali, discretamente, apenas o suficiente para escutar o “bate-boca velado”. Ouviu o paramédico soltar provocações sobre Lady Heather e sobre a “capacidade” de Grissom segurar Sara.

Quando Hank se afastou rindo, Catherine quase precisou morder o lábio pra não soltar uma gargalhada ali mesmo. Viu o jeito que Grissom ajustou os óculos, a expressão fechada, e murmurou algo que ela não conseguiu ouvir completamente — mas a postura já dizia tudo: o homem estava ardendo de ciúmes.

Mais tarde, Catherine encontrou Sara na sala de descanso. Encostou na porta com um sorrisinho maroto.

— Sabe quem acabou de travar um duelo de machos alfa no corredor por causa de você?

Sara levantou os olhos da caneca de café, desconfiada.

— Quem ?

— Seu ex e… o nosso querido supervisor. — Catherine deixou a frase no ar, rindo baixinho. — Foi hilário. O Hank cutucando, o Grissom travado, tentando manter a pose de “homem racional”… mas, querida, ele estava quase rosnando.

A morena arqueou a sobrancelha, entre surpresa e divertimento.

— Grissom… com ciúmes?

Catherine riu alto.

— Ah, não só com ciúmes. Eu diria que ele está pronto pra montar uma colmeia inteira de abelhas só pra ferrar o Hank. Nunca vi ele reagir assim por ninguém.

Sara tentou disfarçar o sorriso, mas não conseguiu evitar aquele calor subindo pelo rosto.

— Isso não é engraçado, Catherine.

— Não, não é. — Willows deu de ombros, rindo ainda mais. — É maravilhoso! Sabe o que é ver o grande Gil Grissom, rei da neutralidade, mostrando os dentes por causa de uma mulher? Ele praticamente declarou guerra.

Sara abaixou os olhos para a caneca, mordendo o lábio, dividida entre rir da ousadia de Hank e sentir o coração acelerar com a intensidade inesperada de Grissom.

Catherine, claro, não perdeu a chance de cutucar de novo:

— E cá entre nós… se eu fosse você, aproveitava. Um Grissom com ciúmes é um Grissom perigoso… e, digamos, muito mais… criativo.

Sara engasgou com o café e Catherine saiu da sala rindo, deixando a amiga corada e com o coração batendo acelerado.

O turno finalmente chegou ao fim. Grissom esperava na saída, encostado no carro, o cansaço no rosto suavizado pela expectativa. Quando viu Sara se aproximando, endireitou-se de imediato.

— Café da manhã? — perguntou, com um sorriso discreto.

Ela suspirou, avaliando-o por um segundo, mas acabou cedendo.

— Café da manhã.

Como Hank (o cachorro) ficaria o dia no pet shop, Grissom aproveitou para levá-la ao Bellagio, em vez de algum diner de beira de estrada.

O carro deslizou pelas ruas ainda meio vazias, o sol de Las Vegas começando a nascer. O silêncio confortável entre eles só foi quebrado quando Sara cruzou os braços e soltou, com aquele tom de provocação que ele conhecia tão bem:

— Então… fiquei sabendo que você anda rosnando por aí.

Grissom desviou os olhos da estrada por um instante, franzindo o cenho.

— Rosnando?

Ela arqueou uma sobrancelha, com um sorrisinho divertido.

— É. Tipo um lobo mal humorado em corredor de laboratório. Parece que Hank — o humano, não o cachorro — conseguiu tirar você do sério.

Ele pigarreou, ajeitando os óculos, claramente desconfortável mas também querendo disfarçar.

— Eu só… não gosto de interferências.

Sara inclinou-se um pouco na direção dele, mordendo o lábio como quem saboreia a chance de cutucá-lo.

— Ah, entendi. Então quando a Lady Heather aparece na sua casa oferecendo chá da meia-noite, isso é… amizade. Mas quando um ex meu me convida pra sair, isso é interferência?

Grissom apertou o volante com força, tentando manter o olhar fixo na estrada.

— Não é a mesma coisa.

— Claro que não — disse ela, fingindo concordar, mas com aquele humor ácido na voz. — Porque, veja bem, você com a Heather foi “acadêmico”, “profissional”... Já eu com o Hank seria o quê? Recreativo?

Ele lançou-lhe um olhar rápido, tenso, quase desesperado.

— Sara…

Ela riu baixo, adorando vê-lo tão fora da zona de conforto.

— Relaxa, Grissom. Só estou testando seus decibéis de rosnado.

Ele suspirou fundo, mas o canto de sua boca quase traiu um sorriso.

— Você se diverte demais às minhas custas.

— Sempre — respondeu ela, ainda rindo, mas com o coração acelerado por vê-lo tão humano, tão palpavelmente ciumento.

Enquanto se aproximavam do Bellagio, o ar entre eles estava carregado: humor, provocação e uma tensão elétrica prestes a se transformar em algo mais.

O carro entrou na entrada do Bellagio, os vitrais refletindo o sol nascente em tons dourados. Grissom estacionou, desligou o motor e virou-se para Sara.

— Aqui estamos — disse, em tom mais suave do que o habitual. — Um café da manhã que não envolve laboratórios, células ou… insetos.

Ela sorriu, pegando a mão dele por um instante ao sair do carro, o gesto breve mas carregado de tensão e significado.

Sentaram-se perto da janela, a luz iluminando o rosto dela. O aroma do café e dos croissants frescos preencheu o silêncio inicial. Sara, com o humor ácido e provocador que só ela tinha, finalmente abriu a boca:

— Sabe… eu estava começando a achar que você nunca ficaria com ciúmes de nada. Mas hoje… acho que vimos a face selvagem do homem dos insetos.

Grissom pigarreou, corando levemente, sem saber se ria ou se mordia a língua de constrangimento.

— Ciúmes? Não é isso… apenas não gosto de ver… — Ele parou, buscando palavras. — Não gosto de ver certas situações, é tudo.

Ela inclinou-se mais perto, sorrindo com malícia.

— Então eu posso concluir que ver Hank flertando comigo te tirou do sério, mas ver Heather tentando se insinuar para você, aí é “acadêmico”?

Ele fechou os olhos, respirou fundo e finalmente sorriu, meio torto, incapaz de resistir ao charme da provocação dela.

— Você tem talento para cutucar a ferida.

— Sempre — respondeu ela, rindo. — Mas sabe, Gil… às vezes eu sinto falta do que a gente tinha antes de todo esse caos.

Ele pegou a mão dela, segurando firme.

— Eu também, Sara. Mais do que gostaria de admitir. Mas estou aprendendo… e quero que saiba que você é minha escolha, sempre.

Sara ergueu o olhar, surpresa com a sinceridade e intensidade dele. Pela primeira vez em muito tempo, a tensão entre eles parecia se dissipar.

Em outro ponto da cidade

Na frente da casa de Grissom, Heather parou com o carro, admirando a fachada. Ela estava impecável, com um vestido que sugeria elegância e domínio. Um sorriso confiante surgiu.

— Café da manhã, Gil? — murmurou para si mesma, já se imaginando conquistando o dia.

Entrou pela porta da frente apenas para encontrar… silêncio absoluto. Nenhum som de passos, nenhum cheiro de café recém-feito. Ela franziu o cenho, confusa.

— Estranho… — disse baixinho, enquanto caminhava pelo hall. — Ele nunca me deixa esperando.

Ela suspirou, frustrada, percebendo que a casa estava vazia. O aroma de café que sempre a guiava para perto dele não estava ali.

— Talvez… ele esteja ocupado no trabalho ainda. — Um sorriso irônico se formou em seus lábios, mas a pontada de decepção não passou despercebida.

Heather se afastou da porta, decidida, mas ainda intrigada. O desafio agora era maior do que imaginava: conquistar Grissom não seria tão fácil quanto pensava, especialmente com Sara no caminho.

"Grissom, Grissom, você conseguiu arrebatar meu coração e eu não vou desistir tão fácil de você." disse uma decidida Heather, que começou a ligar para o celular dele, mas as ligações não estavam sendo atendidas.

E no café da manhã dos pombinhos??