Entre erros e escolhas
69 68 - Yes
Notas iniciais
— Ok, me explica como, exatamente, eu vim parar em Nova York? – Quinn murmurou enquanto Frannie empurrava sua cadeira até o elevador do hotel.
— Você entrou naquele trem por livre e espontânea vontade.
— Seja como for, eu ainda não entendi o que viemos fazer aqui, Frannie.
— Primeiro, ver o novas direções ganhar as nacionais hoje a noite. Depois, temos que resolver a sua situação na Columbia, que você mesma disse que não vai abrir mão, não importa se está andando ou não. E, eu acho que seria muito mais romântico da sua parte pedir Rachel em casamento na cidade que ela ama. Ou você mudou de ideia?
— É claro que não!
— Então, são os planos. – Frannie empurrou a loira para dentro do elevador e apertou o botão do andar das duas.
— Rachel vai ficar no hotel com a gente?
— Rachel não sabe que estamos aqui. – Frannie piscou.
— Como não? – franziu a testa
— Eu não contei, ué. Tirando Cooper, Will, Hiram e Leroy, ninguém sabe que estamos aqui.
— Por que, exatamente, Will, Hiram e Leroy sabem?
— Por que se Rachel vai ficar no hotel com a gente, Hiram e Leroy precisavam... Liberar ela da supervisão do Will. Mesmo que ela não saiba disso.
— O que?
— Eu não disse? Vocês vão precisar de uma casa aqui em Nova York, então, vamos atrás de uma.
— Ótimo. Eu já estou confusa sobre o verdadeiro porquê de estarmos aqui. De novo. – reclamoufazendo Frannie rir – E outra, você tinha dito que Rachel não vai ficar com a gente.
— Eu nunca disse isso.
***
Os quatorze integrantes do clube do coral estavam no camarim esperando pelo professor e o sinal de que deveriam ir para o palco. O que chegasse primeiro.
Alguns ensaiavam as coreografias, outros aqueciam a voz, outros estavam simplesmente sentados tentando relaxar. E Rachel tentava ligar para Quinn pela vigésima vez desde que tinham chegado ao teatro.
Alguém bateu na porta e Santana soltou Dani, deixando a coreografia de lado para abri-la.
— Hey! Acertei dessa vez. – Quinn brincou entrando no camarim – Recebi algumas ligações daqui, vim o mais rápido que deu.
— Q! – Rachel correu e abraçou a namorada, que a puxou para sentar no seu colo – O que faz aqui? Por que não disse que vinha?
— Eu não sabia que vinha. Descobri quando Frannie me mandou arrumar as malas hoje de manhã. – sorriu – E vim fazer várias coisas. Mas a primeira delas tinha que ser falar com os futuros campeões nacionais de corais!
— Hey, Q! – Mike se aproximou da garota, e Rachel saiu do colo da namorada para que ele pudesse abraça-la – Como se sente?
— Estou bem. E você?
— Chateado. Perdi minha parceira de dança.
— Pensei que era a Britt.
— Minha segunda parceira de dança. – falou fazendo Quinn rir.
Depois que todos haviam cumprimentado a loira, Kurt se aproximou da loira e colocou a mão no seu ombro, chamando a atenção da Fabray e Rachel, que estava sentada no seu colo.
— Podemos conversar?
— Claro.
Kurt sentou em um lugar afastado e a loira o seguiu, com Rachel logo atrás.
— Eu... Eu queria me desculpar. Pelo o que Finn fez com as duas. Ele não era realmente meu irmão, mas...
— Kurt, está tudo bem. Serio. – Rachel o interrompeu.
— Não foi sua culpa, Kurt. – Quinn o tranquilizou.
— Eu sei. Só... Sinto muito.
— Não se preocupe. – Quinn sorriu para o garoto.
— E eu queria pedir uma coisa. – Kurt murmurou – Se vocês puderem... Eu sei que o que Finn fez foi errado, mas... Eu e meus pais gostaríamos de participar da vida dessa criança.
— Kurt, eu... – Rachel suspirou e Quinn apertou de leve a perna da judia.
— Podemos falar disso quando voltarmos para Lima, Kurt? – Quinn pediu.
— Claro. – o garoto deu um sorriso de lado.
Kurt levantou e se afastou das garotas, e Rachel suspirou, escondendo o rosto no pescoço da namorada.
— O que você acha?
— Eu não veria problema. Apesar de eles serem uma lembrança do babaca que o Hudson era, eles não têm culpa do que ele fez.
— E como vamos contar isso para o bebê?
— Não contamos. Deixe claro que eles podem conviver com a criança, mas ele não vai saber que são parentes. Pelo menos até ter idade para entender.
— Você acha que eles vão aceitar?
— Eu sei que vão. – Quinn sorriu e deu um beijo na bochecha da garota.
— Gente! Somos os próximos. – Will gritou entrando na sala – Formem um círculo!
Quinn já estava saindo do camarim quando Will pôs a mão no seu ombro, a parando.
— A família toda, Quinn. – sorriu.
Círculo formado, Will respirou fundo e começou seu famoso discurso encorajador. Quando ele parou de falar, Rachel disse mais algumas coisas e, em seguida, todos colocaram suas mãos no centro, fizeram seu “grito de guerra” e foram para o palco, enquanto Quinn lhes desejava boa sorte.
Não iria participar da apresentação pois suas costas ainda doíam – aliás, não sabia nem como Frannie a havia feito ir para NY dias depois do acidente – e, como mudanças tiveram que ser feitas por causa da ausência de Finn, ela não pode ensaiar.
A loira voltou para a plateia, parando a cadeira ao lado de Frannie, e sorriu.
— Como eles estão?
— Nervosos. Mas vão ganhar isso. Eu tenho certeza.
E Quinn não estava errada.
Duas horas, um mash-up e um solodepoiso grupo saia do teatro comemorando, enquanto Frannie e Quinn os acompanhava.
— Campeões nacionais. Quem diria? – Santana disse, sorrindo abraçada a Dani.
— Merecido. – Quinn disse – Vocês foram incríveis.
— Nós fomos, Q. – Dani disse sorrindo para a garota.
—Frannie? – a voz atrás deles chamou, fazendo todos virarem.
— Cooper? O que faz aqui?
— Seguindo um conselho da sua irmã. – sorriu – Hey, pessoal, vocês foram ótimos. Maninho, não sabia que cantava tão bem.
— Valeu, Cooper. – Blaine sorriu.
— Então, Rachel, você dirige, certo? – Cooper perguntou.
— Dirijo. Por que?
— Aqui. – Cooper disse pegando as chaves que estavam na mão de Frannie e entregando para a judia.
— O que você acha que tá fazendo?
— Rachel fica responsável por Quinn hoje. Eu tenho uma surpresa pra você.
— Eu me senti uma criança agora. – Quinn reclamou fazendo os outros rirem.
— Cooper...
— Fran, vai com ele. – Quinn sorriu e piscou para o cunhado.
— Mas...
— A gente se vê amanhã. E eu fico com o quarto. Vamos, Rae? Também tenho um lugar pra te levar.
— Eu não posso, Q.
— Pode sim. – Will sorriu – Seus pais estão a par e me avisaram.
— Tudo bem então. Até amanhã, gente. – Rachel se despediu, se arrumando para empurrar a cadeira de Quinn.
— A gente se encontra pra almoçar. – Quinn disse acenando para o grupo.
Assim que os dois casais sumiram de vista, Will virou para o restante do clube do coral, que o encaravam, e suspirou.
— Voltem até as duas. – disse e os alunos gritaram, logo começando a se afastar em grupos ou casais.
***
—Quinn, você vai ou não me contar logo porque estamos aqui? – Rachel reclamou enquanto empurrava Quinn para dentro do teatro – E como você conhecia o segurança?
— Você vai ver. – Quinn sorriu.
Logo as duas estavam em cima do palco, Quinn sentada sobre a toalha, onde um piquenique as esperava, e Rachel parada na ponta do palco, sorrindo.
— Isso é incrível. Parece... Eu posso ouvir os aplausos, sabe? Eu me sinto em casa. Mesmo que eu nunca tenha vindo aqui antes.
— Essa é sua casa, Rae. E logo você vai brilhar aqui em cima, para milhares de pessoas.
— Espero que sim. – sorriu – Obrigada por me trazer aqui, Quinn. – a judia agradeceu, sentando ao lado da namorada.
— Não é nada. – a loira sorriu – E então, quer um lanche?
As duas horas e meia seguintes, as garotas se ocuparam comendo, conversando e se beijando, até que Quinn percebeu que o tempo da duas ali estava acabando.
— Rae, tem uma coisa que eu quero te dizer.
— O que houve, Q?
— Eu amo você. – disse fazendo a judia sorrir – E eu não tenho palavras bonitas, não preparei uma música, e nem mesmo posso ficar de joelhos para fazer isso, mas eu acho que o fato de eu te amar, e eu sei que você me ama também, é o bastante.
— O que quer dizer? – Rachel gaguejou.
— Quero dizer que... Amo você, vamos ter um filho juntas, e ainda assim eu sinto que não é o suficiente. Eu quero tudo, Rae. Quero que você seja minha de todas as maneiras. E isso inclui legalmente. – Quinn estendeu a caixinha que carregava no bolso para Rachel e a judia a encarou de boca aberta – Então, Rachel Barbara Berry, casa comigo?
— Oh, meu Deus, Quinn! É claro que eu caso. Eu...
Rachel praticamente se jogou em cima da loira, a apertando contra si.
— Eu te amo. – Quinn murmurou.
— Eu também te amo, Q.
Rachel beijou a loira, que sorriu, a afastando de si.
Quinn pegou a mão da judia e colocou a aliança ali, a beijando logo em seguida.
— É linda.
— Como você. – Rachel sorriu e deu um selinho na loira.
— Então, só eu uso aliança? –brincou pegando o outro anel e colocando em Quinn.
As duas se encararam por alguns segundos, sorrindo, até o segurança entrar avisando Quinn que elas tinham que ir.
Frannie não voltou para o hotel aquela noite, e as garotas aproveitaram o tempo conversando e trocando alguns beijos – afinal, ir além disso estava fora de cogitação enquanto Quinn tivesse as costas machucadas.
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