Entre erros e escolhas
21 20 - Btich
Notas iniciais
– Hey. Eu ouvi Santana xingando em espanhol e você não foi no meu quarto. Está tudo bem? – Rachel perguntou entrando no quarto de Quinn, que estava deitada encarando o teto.
– Tá sim.
– Tem certeza? – a judia sentou do lado da loira e Quinn sentou respirando fundo.
– Elas queriam nos tirar do time.
– Quem?
– Algumas das outras lideres.
– Por que elas fariam isso?
– Por que se sentem incomodadas em compartilhar o vestiário e o quarto de hotéis das competições com a gente. Por que acham que vamos ataca-las e, sei lá, abusar delas a qualquer minuto.
– Isso é um absurdo.
– Eu sei.
Rachel abraçou a loira, e ficou fazendo carinhos nos cabelos dela por alguns minutos.
– Como vai ser quando voltarmos? – Quinn perguntou.
– O que?
– O que você vai querer fazer? Quero dizer, para contar para os seus pais.
– Ah! Bom, eu vou conversar com eles assim que eu chegar.
– Eu gostaria de conversar com eles.
– Sério?
– É claro. – Quinn sorriu, se afastando um pouco da judia – Sou sua primeira namorada. Só não digo que vou pedir a permissão deles por que isso é extremamente antiquado.
– Bom, podemos marcar um jantar para o fim de semana que vem, então.
– Seria legal.
– Leve Frannie e já contamos aos três.
– Não mesmo. – Quinn riu – Ela provavelmente vai gritar “eu disse!” assim que ficar sabendo.
– Leve ela, mesmo assim. – Rachel riu – Se você pode falar com os meus pais, posso falar com sua irmã, certo?
– Parece justo. – Quinn disse – Você acha que eles vão ficar muito bravos?
– Meus pais? Eles provavelmente vão te colocar em um pedestal, ou algo assim. Papai, por exemplo, vivia dizendo que eu precisava de um namorado.
– Bom, não sou exatamente um namorado.
– Não. É melhor. – Rachel sorriu e Quinn avançou sobre os lábios da morena, a beijando calmamente.
Rachel passou os braços pelo pescoço de Quinn, e sentiu a loira sorrir entre o beijo.
Pouco depois a loira cortou o beijo com pequenos selinhos.
– Ainda temos a fogueira hoje à noite. – Rachel murmurou.
– Sabe, a partir do momento em que as atividades do dia foram tomar sol, pular na piscina, e aproveitar a tirolesa para pular no lago, eu não acho que isso seja bem um acampamento. Então, não precisamos ir nessa fogueira.
– E por que não iriamos?
– Por que eu acho que temos coisas muito melhores para fazer.
– Eu não consigo pensar em nenhuma. – Rachel deu um sorriso de lado e Quinn sorriu – Por que não me mostra?
– Com prazer. – disse antes de beijá-la.
***
A fogueira já estava acessa há algumas horas quando as garota desceram para se juntar aos outros.
Puck lhes lançou um sorriso malicioso e Quinn revirou os olhos, sentando ao lado de Santana e Dani.
– Nenhuma delas veio. – Santana disse.
– Sue deve tê-las deixado de fora do resto das atividades. – Quinn suspirou – Sabe, eu ainda não entendi o que aconteceu ali.
– Sue sempre nos deu esse espaço para falar nossas opiniões, mesmo que na maioria das vezes não de em nada. Quando precisamos, é só convocarmos uma reunião com todas as lideres.
– Disso eu sabia, eu só... Não acredito que elas sejam tão preconceituosas assim.
– Não fiquem pensando nisso, garotas. Existe muita gente idiota desse jeito no mundo. – Dani falou, passando o braço pelos ombros da namorada.
– Eu sei. Meus pais são exemplo disso. – Quinn murmurou.
– Deixem isso para lá, gente. Nenhum deles vale a pena.
***
– Vamos! Entrem logo nesse ônibus por que eu quero ir para casa! – Sue gritava no megafone – Deixem de ser moles! Corram!
– Sabe, Sue, você me surpreendeu. Pensei que estivesse aprontando alguma, mas...
– Eu também posso fazer alguma coisa boa de vez em quando, William.
– Por que você decidiu nos trazer?
– Tá vendo o sorriso no rosto dos seus alunos, William? Foi por isso que eu fiz.
Sue se afastou e voltou a gritar com os alunos e Will a encarou arqueando a sobrancelha.
– O que aconteceu? – Beiste perguntou parando ao lado dele.
– Sue está... Estranha.
– Estamos falando da Sue.
– Exatamente por isso. Ela está boazinha de mais.
– Se eu não tivesse certeza que era brincadeira, diria que a ideia dela de engravidar tinha dado certo.
– O que? Do que você tá falando?
– Ouvi Sue comentando a algum tempo que ia tentar fazer inseminação artificial. Mas, Sue, tentando ser mãe? – Beiste riu.
– Não é possível. – Will voltou a encarar Sue, de boca aberta.
***
– Hey! Quinn! – Puck gritou, correndo atrás da loira assim que desceram do ônibus, quando chegaram à escola.
– Diga.
– Você ainda vai comigo na Landing?
– A boate? Puck, eu estou namorando.
– Isso é um sim ou um não?
– É claro que é um não.
– Bem, isso é uma pena. Mas, se mudar de ideia...
– Noah, eu não traio.
– E quem disse que você tem que trair? Olhar não é trair. Mas, de todo jeito, você tem meu numero.
– Esquece Puck.
– Bom, é uma pena. Você ia gostar de lá.
Puck se afastou e Quinn revirou os olhos, voltando a ir para o carro de Frannie.
– Oi.
– E ai, como foi lá?
– Ótimo.
– Muitas historias? – Frannie perguntou ligando o carro.
– Só uma importante. – murmurou – Hey, Frannie, o que acha de fazermos alguma coisa lá em casa? Talvez... Um jantar com Rachel e os pais dela.
– Algum motivo especial?
– Que tal sábado? – perguntou pegando o celular e mandando uma mensagem para Rachel.
– O que você está aprontando dessa vez?
– Nada.
– Quinn...
– Posso marcar, então?
– Se me disser o que está acontecendo.
Quinn ficou em silencio até seu celular vibrar novamente e Frannie desviou o olhar da estrada por alguns segundos, para encara-la.
– E então? Vai falar ou não?
Quinn leu a resposta de Rachel e virou para Frannie.
– Depois que você parar o carro.
– Lucy...
– Tá bem! Eu e Rachel estamos namorando.
Frannie dirigiu por mais algum tempo e, assim que parou no primeiro farou vermelho, se virou para a irmã, sorrindo.
– Eu vou querer detalhes.
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