Notas iniciais
Hey! Gente, recebi mais comentário hoje do que na maioria dos outros capítulos *_* Continuem assim, e talvez eu me empolgue mais do que até o capitulo 18 kkkkkk

– Eu já ignorei mais de vinte ligações suas, Fabray. Será que você não percebeu que não quero falar com você?

– Oi Rachel. Eu to bem, obrigada. Como você está?

– Para de ser sínica, garota.

– Escuta, Rachel...

– Escuta você, Quinn! Eu te disse para deixar pra lá e, além de fazer merda, você quase me levou pro buraco junto com você!

– Eu sei. Por isso liguei. Para pedir desculpa. E... Eu queria que você... Bem, me levasse na casa do Hudson.

– O próximo passo é envenenar ele?

– Não foi tão grave assim, Rachel.

– Qual o plano, Fabray?

– Pedir desculpas.

– E meus pais são heteros.

– Eu... Sabe, isso não é assunto para se falar pelo celular.

– Ótimo. Não falaremos mais.

– Eu fiz besteira! Eu sei disso, ok? Estou pedindo desculpas e quero pedir ao Finn também. Você tinha razão. Isso é entre vocês. Mas, agora, é entre eu e ele.

– Então que se resolvam sem mim.

– Caramba, Rachel. Para com isso. Nem o Kurt, que é quase irmão, ficou tão irritado. Nem a namorada dele ficou tão irritada! – o silencio permaneceu por quase um minuto do outro lado da linha – Rachel?

– Desde... Quando o Finn... Namora?

– Eu não sei. Descobri que ele tem namorada essa semana. Você... Não sabia?

– Você acha que se eu soubesse teria chamado ele para sair? – a voz de Rachel falhou e Quinn suspirou.

– Desculpe, eu...

– Olha, Quinn, eu vou desligar. A gente se fala depois.

Antes que Quinn pudesse responder, a judia encerrou a ligação.

***

– Hey, Quinn. – Leroy sorriu ao ver a loira – Rachel não disse que você vinha. Entre. – disse dando espaço para a garota entrar.

– Olá Leroy. Eu... Hum... Rachel não estava atendendo ao telefone e eu preciso falar com ela. Ela está?

– No quarto. Você sabe onde fica, certo? – perguntou apontando as escadas.

– Sei sim. Obrigada.

Quinn subiu as escadas e não precisou abrir a porta do quarto para saber o que Rachel estava fazendo, e muito menos o humor da morena. Até a melodia, tocada no violão, parecia triste.

A loira ficou indecisa entre bater ou não, e acabou simplesmente respirando fundo, antes de abrir a porta devagar.

– Não sabia que você tocava. – Quinn disse quando Rachel parou de tocar para anotar algo na folha a sua frente.

– O que faz aqui? – perguntou sem se dar o trabalho de olhar para a loira.

– Vim ver como você está.

– Já viu. Agora, se não se importa, você sabe onde fica a porta. Alias, você nem saiu de perto dela.

– Você pode, por favor, olhar para mim?

Rachel encarou a loira e Quinn suspirou, se aproximando dela e sentando ao seu lado.

Ambas ficaram se encarando por um tempo, até Quinn a abraçar e, alguns segundos depois, Rachel se permitiu chorar.

– Eu já disse que ele não vale isso, não disse?

– Se eu soubesse que ele namora, eu não teria feito papel de idiota na frente dele. Eu...

– Teria continuado gostando dele. Você tem que superar isso, Rach. Tenta sair com outra pessoa.

– Eu sou Rachel Berry, Quinn. Quem quer sair com Rachel Berry? E se você falar do Jacob, eu juro que...

– Aposto que tem varias pessoas.

– Claro que tem. – Rachel debochou, se afastando de Quinn – Mas você tem razão. Tá na hora de eu esquecer o Finn.

– Se quer um conselho, acho que começar a agir como os outros e chamar ele de boneco de posto, Finncapaz, Finnbecil, Arranha-céu ambulante e coisas desse tipo pode ajudar.

– Não acho que vá. – Rachel levantou da cama suspirando – Eu acho que parar de escrever músicas sobre ele pode ser uma iniciativa melhor.

– Também é um bom passo a se dar. – Quinn sorriu – Eu te diria para sairmos e você poder ter seu segundo porre, mas, além de eu não ter carteira para voltar dirigindo depois, tenho que estar em casa antes de Frannie.

– Por quê?

– Eu já estou ferrada o suficiente sem ter saído escondida. Se ela descobri que eu vim aqui então...

– Ela ficou brava por causa do Finn.

– É isso ai. Alias, você não está mais brava por causa disso, está?

– Deixa pra lá. – Rachel sorriu – Você ainda quer pedir desculpa para ele?

– É... Eu passo. – Quinn disse e Rachel riu.

– Você quem sabe. Agora, se eu fosse você, corria pra casa. Não quero que se meta em mais confusão ainda.

– A gente se fala amanha na escola? – Quinn perguntou levantando.

– Claro.

– Ótimo. – Quinn deu um beijo na bochecha da judia antes de sair do quarto.

Quinn se despediu dos pais de Rachel e, mal pisou fora da casa da judia, correu de volta para a sua.

Pela janela do quarto, Rachel observou Quinn correndo e balançou a cabeça negativamente.

Aquela garota era louca.

***

– Onde você estava? – Frannie perguntou assim que Quinn entrou em casa.

– Que susto, Frannie! – Quinn reclamou, pondo a mão no peito – Fui buscar minha comida. – apontou com a cabeça para o saco que segurava.

– Serio, Lucy? McDonald’s?

A loira tinha chegado há mais ou menos meia hora em casa.

Ligou o computador e, logo em seguida, para o delivery mais próximo de sua casa que encontrou. Colocou um filme qualquer para carregar na internet e correu para o banheiro, tomou um banho e colocou uma roupa confortável.

Assim que a loira saiu do banho, parou em frente ao notebook e avançou o filme para bem mais da metade.

Ia se jogar na cama quando ouviu a buzina do lado de fora da casa e correu para pegar seu lanche.

– Quando, exatamente, você entrou aqui e como eu não te vi?

– Entrei pela porta de trás. E ai, o que fez enquanto eu estava fora?

– Eu... Hum... Fiz umas ligações. E depois fui assistir um filme. – disse passando pela irmã, em direção á cozinha.

– Ligações? – Frannie perguntou, a seguindo.

– Falei com Rachel.

– Ela não estava te ignorando?

– Eu disse que fiz algumas ligações, não foi? Acho que ela cansou de ouvir o telefone tocar depois da vigésima vez.

– Você é insistente. Isso pode te levar longe. Ou te fazer levar uma surra. – Frannie tentou pegar uma das batatinhas da irmã, e levou um tapa na mão.

– Hey!

– Eu perguntei se você queria que pedisse pra você, e você ainda me criticou por comprar lá.

– Sabe, a surra é mais provável.

Quinn olhou para a mais velha arqueando a sobrancelha e Frannie sorriu, colocando uma batata na boca no segundo seguinte.

– Como você...?

– Tenho meus truques, maninha. – respondeu indo para o quarto.

– Não me chame assim!

Assim que Frannie sumiu de vista, Quinn respirou fundo, sorrindo e pegando o telefone.

Discou o numero que memorizara havia um bom tempo, esperando dar sorte e conseguir ter uma boa conversa – realmente, não queria ouvir os gritos que, provavelmente, merecia.

No terceiro toque, o sorriso de Quinn sumiu junto com a voz que atendeu.

– Alô?

– Oi... É... Esse é o numero da Liz, certo?

– É sim. – a garota respondeu – Mas ela está tomando banho, agora. Quer deixar recado?

– Não. Obrigada.

Quinn desligou antes que a garota pudesse responder.

Terminou de comer, jogou as embalagens fora e foi para o seu quarto, ignorando o telefone que havia começado a tocar não muito tempo depois que ela desligou.

Talvez Wes tivesse razão quando brincou com ela.

Liz estava com alguém.

Notas finais
http://letras.mus.br/rascal-flatts/291959/traducao.html O que estão achando dessa "maratona" (alguém aqui lia em blogs? kkk) de capítulos?