Entre erros e escolhas
12 11 - We built this city/We're not gonna take it
Notas iniciais
– Hey, Fabray. Ficou sabendo que a namorada chamou outro para sair, ontem? – Um jogador de futebol se aproximou da garota, sorrindo.
– Cérebro de minhoca, pela milionésima vez para um ser da sua espécie pouco desenvolvida, eu e Rachel não namoramos.
– Calma ai. Ficou nervosa, é? Por que não esfria a cabeça? – o garoto riu, jogando uma raspadinha, que Quinn não sabia dizer de onde tinha surgido, na garota.
– Você sabe o que significa nunca mais faça isso? – a garota rosnou, enquanto o garoto ria.
– Você não manda aqui, Fabray. Nós somos a maioria. – enfatizou o nós.
Aqueles que não os encaravam desde que a raspadinha havia sido jogada, passaram a encarar quando o barulho do corpo do garoto se chocando contra o armário preencheu o corredor.
– Vocês são a maioria, mas os escravos também eram, em vários países.
– O que quer dizer?
– Quero dizer que não me importa quem é a maioria nessa escola. Números não ganham nada, a não ser no mercado financeiro. Fora de lá, são as armas que você tem que valem de alguma coisa.
– Isso foi uma ameaça?
– Eu não ameaço. Eu ajo.
– Quinn. – a voz feminina chegou aos ouvidos da loira um segundo antes que a dona desta tocasse seu braço de leve – Não faz isso. Larga ele e deixa eu ajudar você a se limpar.
Quinn afastou o garoto do armário e o empurrou contra o metal novamente, antes de larga-lo e dar as costas ao jogador, deixando Rachel guia-la pelo corredor em direção ao banheiro. Os olhos ainda ardiam por causa do suco gelado e ela precisava limpar o rosto urgentemente.
– Até depois de um par de chifres essa vadia ainda tem você na palma da mão, Fabray?
Nem mesmo Quinn sabia dizer como tinha dado aquele soco o rapaz, no segundo seguinte.
– Você vai se arrepender.
Quinn sentiu dois rapazes a segurarem enquanto o primeiro se aproximava dela com um olhar assassino.
– Não sabe brigar sozinho? – Quinn deu um sorriso debochado.
– Assim é mais divertido. – Assim que o punho do garoto a acertou, na boca do estomago, Quinn sentiu o ar faltar nos pulmões – Quero ver fazer piada agora, Fabray.
– Ai! – a voz de Puck soou alta pelo corredor, enquanto o garoto corria na direção do jogador de futebol, na intenção de para-lo – o que, na língua de Noah Puckerman, significa bater mais que o outro.
– Não precisa se preocupar em ajudar, Puck. – a voz de Beiste fez com que os jogadores que seguravam a loira a soltassem – Os três. Me deem suas jaquetas.
– O que? Você só pode estar brincando.
– Eu mandei me darem as jaquetas. Elas são dos jogadores de futebol e vocês, a partir de agora, não fazem mais parte do time.
– Você não pode se livrar do time de futebol inteiro. Uma hora, você vai voltar atrás da gente.
– Eu tenho reservas e uma lista de nomes de jogadores que eu só não coloquei no time por que não tinha mais vaga que, juntando tudo, dá pra montar uns quatro times completos com reservas. Eu não preciso de você no time. Não preciso de nenhum dos três. Agora, as jaquetas.
– Beleza. – o garoto que havia jogado a raspadinha em Quinn disse e entregou a jaqueta para a treinadora – E agora? Você atinge a gente como, Fabray? Não tenho mais o que perder fazendo da sua vida um inferno.
– Tem sim. – Quinn sorriu – Só não sabe disso.
– Sala do diretor. Os três. Quinn, vá se limpar.
– Espera, ela me bateu também! Onde está à justiça nisso? – o jogador reclamou.
– Está em você sendo expulso se abrir a boca. Pra sala do Figgins!
Os três ex-jogadores seguiram uma Beiste furiosa e Rachel se aproximou de Quinn.
– Você tá legal?
– To sim. Valeu por ter ido chamar ela.
– Vem. Vou te levar pra casa. Duvido que você tenha alguma roupa para se trocar aqui.
– Rachel Berry não vai se importar em perder aula para me ajudar?
– Você vale a pena. – Rachel brincou enquanto ambas saiam da escola.
– Não seria melhor eu tentar me limpar um pouco, primeiro?
– Na situação que você está? Só um banho pra resolver isso.
***
– Como isso começou, exatamente? – Rachel perguntou, sentada no quarto da garota, enquanto esperava Quinn sair do banho.
– Aparentemente ninguém acredita que não estamos namorando, e você ter chamado o Finn para sair ontem me transformou em um alce.
– Alce? Serio? – Rachel riu.
– Foi o primeiro animal com chifre no qual eu consegui pensar.
– Bom, você pode ficar tranquila, senhorita Alce, por que eu não vou sair com o Finn.
– Que bom. Por que o boneco de posto não te merece.
– Ele... Veio falar comigo hoje. Assim que cheguei na escola.
– E o que você fez?
– Deixei ele falando sozinho.
– Rachel Barbra Berry, você merece os parabéns!
– Você acha mesmo? Por que... Eu não sei. Talvez eu devesse ter ouvido.
– Rachel, vamos relembrar o que ele te falou ontem?
– Quinn...
– Não Rachel, serio. Por que, se ele tivesse dito só “não” poderíamos dizer que, sei lá, ele ficou com vergonha por que foi você quem tomou a iniciativa.
– Será que não foi o que aconteceu?
– Eu? Sair com você? Tenha dó Rachel. E uma risada daquelas me parece um fora do tipo que diz não vai rolar, tipo, nunca.
– Isso foi muito animador.
– Isso foi à realidade.
Rachel deitou na cama de Quinn e ficou encarrando o teto até a loira sair do banheiro.
A loira suspirou assim que viu a amiga, sentando do lado dela.
– Quer voltar para a escola e assistir as ultimas aulas?
– Não quero pisar lá nunca mais.
– Bem vinda ao time. Mas, infelizmente, temos que voltar. Bom, eu tenho, pelo menos. Você pode passar o resto do dia, o que deve ser mais duas ou três aulas, além do glee, em casa. Eu, infelizmente, tenho as lideres.
– Você não parece gostar muito.
– Não gosto nada.
– Então por que entrou?
– Longa historia.
– Bem, você pode me contar ela no caminho da escola. – Rachel suspirou – Posso te deixar lá e depois vou para casa.
– Por que não fica também?
– Não quero esbarrar nele de novo.
– Eu me recuso a te deixar parar sua vida por causa dele.
– Quinn...
– Nós vamos voltar pra escola, e, vamos ver... Temos glee e a ultima aula juntas, certo?
– Certo.
– Ótimo. Vou ficar o tempo todo com você. E você vai esperar até acabar o treino das cherrios, para que eu te leve em casa.
– Quinn, eu estou de carro. Alias, é mais fácil eu te trazer para casa. – riu.
– Mas vai me esperar só para não esbarrar no poste ambulante. – disse fazendo Rachel rir.
– Alias, Q, falando nas cherrios... – Rachel ficou seria de repente.
– O que houve?
– Aquele brutamontes não fez a raspadinha aparecer do nada.
– O que quer dizer?
– Que foi uma das lideres que entregou a raspadinha para ele.
– Você saberia me dizer quem?
– Se eu ver ela, sei sim.
– Ótimo. Já temos um motivo para você ficar no treino hoje. – Quinn praticamente rosnou.
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