Notas iniciais
Um mês... Gente, foi mal. Hhahahaa Primeiro, peço desculpas. Depois, dou minhas desculpas pra ter demorado tanto. Primeiro, duas palavras: "Semana acadêmica". A famigerada semana em que tivemos não só as corriqueiras aulas das 7:30 às 15~17:30, mas também palestras das 18 às 22h. Uma maravilha e.e Segundo, provas, muitas provas. E varinhas. Terceiro.... Não tem terceiro. Mas vejam pelo lado bom, pelo menos eu não abandonei e nem vou abandoar a fic :D Enfim... Espero que gostem, esse cap é um pouco mais comprido pra compensar minha ausência :D E mais bem feito tbm, pq revisei bem mais ^_^

Soube que havia ganhado meu dia quando vi a cara de absoluto espanto de todas as pessoas no Mercado ao aterrissar com Merida, montado em Sombra. Bem, aterrissar não era bem a palavra...

Com medo de uma possível ação ofensiva da Guarda, resolvi que era melhor passar rápido pelas muralhas e pousar o mais próximo possível de uma multidão; os arqueiros não arriscariam acertar um cidadão. Certamente, as pessoas não tinham visto muito mais que uma sombra azul escura descendo rápida com um relâmpago de uma nuvem baixa do céu semi encoberto do verão, com o característico — e desconhecido, para eles — assovio das asas de um Fúria da Noite.

Foi um alvoroço, e, como imaginei, os arqueiros não se arriscaram a acertar alguém. Eu e Merida descemos do dragão e imediatamente joguei o arco no chão e ergui as mãos em sinal de rendição. Sombra se ergueu sobre as patas traseiras e lançou uma bola de fogo aos céus. Exibido.

Logo, alguns começaram a reconhecer meu rosto, e os semblantes de medo foram aos poucos dando lugar a burburinhos de curiosidade... Alguns membros da guarda começaram a chegar, e um deles me reconheceu de imediato.

– Pai... — Murmurei, sorrindo ao vê-lo apressar-se pela multidão.

– Dmitrei, meu filho! — Disse ele, quase não conseguindo conter as lágrimas enquanto me abraçava — Por Danu¹, onde você esteve? Ah, céus, sua mãe pensava que você estava morto...

Senti uma onda de culpa tomar conta de mim. Como eu não havia pensado neles por todo o tempo em que estive em Berk?

– Desculpe... — Murmurei.

– É claro, meu filho... Você não sabe como estou feliz por te ver bem...

Poucas pessoas prestaram atenção no fato de que eu havia voltado "dos mortos". Claro, ninguém ali sequer acreditava em dragões, e os poucos que acreditassem na mais remota possibilidade da existência deles, não os classificariam como seres amistosos. A maioria sequer havia notado que Merida estava junto, tamanha surpresa que tiveram.

Meu pai se levantou e me olhou receoso. Um receio diferente daquele que olhavam para Sombra, percebi... Se a parte dos dragões era real, certamente a parte dos vikings também seria. E para ele, aquilo ainda parecia algo terrível. Eu teria de conversar com ele e minha mãe o mais rápido possível. Mas no memento, eu ainda devia algumas explicações às pessoas, que ainda murmuravam baixo.

Eu estava prestes a contar tudo o que pudesse, sem revelar nada sobre os vikings, quando algo me interrompeu.

– Hamish, não! — Ouvi a voz desesperada de Maudie e me virei assustado. Um dos gêmeos de cabeleira ruiva havia se aproximado de Sombra, que o olhava com interesse. O silêncio agora era absoluto, enquanto todos olhavam o que viria a acontecer. Sorri, pensando que não haveria explicação melhor para eu ter esperado tanto tempo para voltar.

– Vem cá, me dá sua mão. — Disse, me abaixando ao lado do pequeno. Os outros dois ruivinhos surgiram da multidão, querendo ver mais de perto o que apenas um deles havia tido corajem para fazer — algo extremamente raro...

Receoso, o pequeno Hamish deixou que eu aproximasse sua mão da cabeça de sombra... E deu um suspiro quando tocou as escamas. Seus olhinhos de um azul tão intenso quanto o da irmã me fitaram, impressionados.

– É quente. — Sombra bufou, deitando no chão e ignorando completamente a multidão em volta dele.

Os outros dois avançaram, agora um pouco mais confiantes, e se juntaram para acariciar a pele escamosa de Sombra. À minha volta os burburinhos recomeçaram

"Então, eles existem.", "Pensei que dragões comessem homens...", "Ele está mesmo vivo..." Eu e meu pai ajoelhamos ao ver Rei Fergus chegando, olhando embasbacado para seus filhos trigêmeos pulando sobre a barriga de um dragão, que aceitava aquilo como uma agradável massagem.

– Então... É verdade o que os guardas disseram de uma sombra alada invadindo o castelo essa manhã. — Ele sacudiu a cabeça e sorriu para mim — E você está vivo, garoto! Que notícia ótima! Maudie, pode ir buscar a mãe dele aqui, por favor? A curandeira Althaia. Acho que ela está no castelo tratando as costas de meu cavalo.

Transformei com êxito uma gargalhada em um ataque de tosse. Realmente, o cavalo dele precisava de costas fortes. Meu pai agradeceu o pedido para chamar minha mãe.

– Está tudo bem com você, rapaz? Pensamos que estivesse morto! — Disse rainha Elinor, aparecendo no meio da multidão. Ela ficou branca feito um fantasma quando viu os trigêmeos brincando de "pule o dragão".

– Não fica assim não, mãe. Ele é manso. — Merida se manifestou. — Sabe... Dimi achou o lugar de onde veio. E diz que lá é comum treinarem dragões.

Meu pai me olhou com uma mistura de angustia e alegria. Sim, o fato de existirem dragões e um lugar onde os treinassem e catalogassem era evidência suficiente pra ele deduzir que eu era mesmo filho de vikings, levando em conta o livro que minha mãe biológica carregava quando me encontraram.

– É acho que está explicada a sua demora, garoto! — Rei Fergus me deu um tapa exageradamente forte nas minhas costas.

A multidão já havia se dispersado. Passei mais um tempo explicando o que tinha acontecido para alguns curiosos e antigos colegas de travessuras, até minha mãe chegar, ainda sem saber por que havia sido chamada. Consegui ver o sorriso ao mesmo tempo bondoso e travesso no rosto de Maudie. É, minha mãe não fazia ideia de que eu estava ali.

–Filho! — Ela correu para me abraçar, deixando seu kit de primeiros socorros no chão. — Pelos deuses, Dmitrei Bearcban Beacan! Onde você estava?? — Ela me abraçou com força. — Pensei que tivesse te perdido meu pequeno... — Disse ela, enxugando as lágrimas. Ela suspirou e só então notou Sombra, supus, pois empalideceu de uma maneira que eu pensava nunca ter visto antes.

– Mãe, este é Sombra. Meu Fúria da Noite. — Ela me olhou assustada.

– Então era mesmo verdade?

– Sim. — Confirmei — Mas não é tão ruim quanto parece. — Olhei para os lados. Não poderia falar com eles ali, no meio da feira, repleta de pessoas... — Lá em casa...

Os dois assentiram... Em casa, passei o dia explicando tudo sobre Berk, a cultura, as pessoas, tudo... Garanti que Stoico era sim um líder confiável, mas que também havia os ladrões e, bom, todo o resto, assim como em todas as sociedades conhecidas.

No final da tarde, minha mãe lembrou de uma coisa.

– E o seu dragão? Cadê ele?

– Ali fora, ué — Respondi, olhando pela janela. Sombra não estava lá. — Mas onde ele foi se meter?

••

– Foi mal... Mesmo... — Eu disse, tirando a cabeça do dragão de um barril de peixes. Durante a tarde, em algum momento, ele havia seguido sorrateiramente um mercador, e atacado os peixes quando não havia ninguém cuidando. — Ele geralmente é mais educado... — Seu Wagner, o vendedor de peixes me olhou com cara de poucos amigos.

– Desta vez, passa. E só por que eram os peixes que sobraram do dia de vendas. Iam servir de isca ou comida pros porcos. E saia logo com essa criara daqui, antes que eu mude de ideia!

– Sim, senhor. — Respondi, a fim de não arrumar encrenca com o rabugento. — Muito obrigado, cabeção. — Eu disse, irritado. Sombra me olhou e regurgitou um pedaço de peixe. Olhei com repulsa para a barbatana semi digerida aos meus pés, e então para o dragão, que bufou em resposta, como se dissesse "O problema é seu se não quer aceitar meu pedido de desculpas. Garoto malcriado".

– Sem birra, vamos lá. — Eu disse, puxando Sombra. — Vamos, está anoitecendo, vamos dar uma volta? — Aquilo pareceu animá-lo um pouco. Talvez ele estivesse planejando algum tipo de vingança por eu o ter repreendido, mas não me importei com a possibilidade.

Foi quando três cabeleiras ruivas baixinhas surgiram em nossa frente.

–Podemos voar nele? — Perguntou um dos irmãos de Merida.

– É claro que sim! — Sorri, deixando-o subir na sela. Sombra pareceu gostar da ideia. — Mas antes... — Desci de Sombra e busquei uma corda. Amarrei os três muito bem no dragão antes de sair. — Vamos lá, grandão. — Eu disse, dando tapas leves no pescoço de Sombra ao mesmo tempo em que cuidava para nenhum dos três caíssem; mesmo amarrados, aquele ainda era um risco real.

Sombra correu e pulou para o telhado das casas, de onde alçou voo. De início, um voo muito suave, nos levando por um bonito passeio pelas florestas e bosques em volta da cidade. Fomos até os campos de feno, e então para as cachoeiras e montanhas, contornando o perímetro do Clã, sobrevoando o mar e as pequenas vilas mais afastadas.

Conforme voávamos pelos campos e dávamos voltas pelas cachoeiras próximas ao Clã, a confiança dos gêmeos aumentava, e eles pediam pra que Sombra fosse cada vez mais rápido. E o Fúria da Noite não decepcionava; cada vez que ele passava zunindo sobre os campos verdejantes ao lado do Clã ou fazia as curvas cada vez mais fechadas, passando por entra as nuvens baixas que se formavam no céu, eles davam gargalhadas.

– Mais alto! — Pediu um deles, acho que o Harris. Era ainda mais difícil diferenciá-los em pleno voo. E sombra subiu tão alto que as tochas já acesas lá em baixo, no Clã, pareciam pequeninos pontos de luz. No alto, sombra fechou as asas e se deixou cair em uma velocidade estonteante. Com um estrondo, atravessamos as nuvens e demos um rasante nos guardas sobre a torre. Os pores quase caíram de lá de susto.

– Perdão! — Gritei, duvidando que tivessem ouvido. Sombra deu mais algumas curvas fechadas entre as torras do castelo, evitando-as por centímetros antes de, finalmente, pousarmos. Os trigêmeos estavam em êxtase, mal se aguentando em pé com as pernas trêmulas.

– E então, gostaram?

Sem fôlego, eles apenas sorriram e acenaram que sim com a cabeça. Sombra sentou-se, orgulhoso, como se admirasse o belo trabalho que havia feito impressionando os três. Mais uma vez: Exibido.

– Dimi! — Uma voz me chamou.

– Merida! — Sorri.

– Onde vocês se meteram? Ah... — Disse ela, ao ver a mistura de espanto e diversão no rosto dos irmãozinhos, que acariciavam o pescoço de Sombra. — Falei com seus pais. Eles ainda me parecem preocupados com os Vikings.

Assenti.

– Acho que devo contar ao seu pai... — Comentei, olhando para as portas do Grande Salão do castelo. — É, vou contar agora. — Continuei, num surto de coragem ou loucura. Ainda não descobri qual dos dois.

– Não, Dimi, espera! — Chamou Merida, mas era tarde demais. Eu já havia entrado no salão sem notar que os outros Três Lordes estavam ali.

O velho Dingwall, patético e repugnante como sempre, tombou para trás em sua cadeira.

MacGuffin, o que eu classificaria como o "menos pior" dos outros três líderes do Reino, levantou-se em sua cadeira, e disse, espantado

– Os demônios... São mesmo reais!

MacIntosh, desleixado, pintado e seminu (eca) como sempre, se levantou com a clava em mãos e avançou gritando, mas fui mais rápido. Aproveitei minha menor estatura dei-lhe uma cotovelada no ponto certo das costelas. Ele caiu arfando no chão. MacGuffin fez menção de leantar a espada, mas peguei duas adagas e me coloquei em posição de ataque.

– Nem pense em atacar o dragão — Eu disse, lançando-lhe um olhar assassino. Uma vida de convivência com Merida e umas aulinhas com Astrid haviam me deixado realmente bom nisso.

– Mas como assim?? — Gritou Dingwall, ainda tentando se levantar. — ISSO nem devia existir, e vai nos devorar se tiver chance! Matem a fera! Agora!

Sombra rosnou para ele.

– Calma, garoto. Sabe que é melhor que o que dizem. E é só isso que importa — Eu disse, acalmando Sombra sem sair de minha posição de ataque.

– O demônio... O obedece? — Lorde MacGuffin perguntou para mim, mas foi Rei Fergus que o respondeu.

– É um dragão, velho amigo, não um demôio.

– Mas como?...

– Era sobre ele que eu lhes havia falado no começo da reunião. O dragão é sua descoberta. Devia ter esperado um momento mais oportuno, meu jovem, mas suponho que tenha algo importante para interromper um conselho de guerra. — Terminou Fergus. Pude sentir um tom de irritação em sua voz, mas outra coisa chamou mais minha atenção.

– Guerra?...

Foi quando um mensageiro chegou correndo à toda velocidade no castelo.

– Um navio foi avistado, meus Senhores... Receio que a batalha esteja próxima.

– Navio, que navio?... Eu perguntei, guardando as adagas e pegando o par de mini-lunetas que o mensageiro trazia. Como era o nome mesmo? Binóculo? De qualquer jeito, olhei através dele, e o que vi não me agradou nem um pouco. Ainda distante da costa e, graças os deuses, navegando contra o vento, havia uma pequena frota...

De legítimas embarcações vikings.

Notas finais
Suspense.... Huahahha, até mais, não prometerei datas, pq estou em época de provas, tendo q ajudar gente na segunda fase do vestibular, fazer varinhas e lidar com a iminência de provas finais em duas matérias da facul :D Mas eu continuo adorando estudar kkk Até mais, pessoinhas! :D