Entre dimensões
3 Capitulo três
Jenna
Estava em uma praça observando alguns dos soldados feridos que estavam retornando da grande guerra, o que segundo minha terapeuta não era saudável para mim de acordo com ela eu não devia observar os soldados ou pensar sobre essa guerra, mas quem se importa com isso? Minha mãe tenho certeza que não se importa e ela também não dá a mínima para o que eu faço no meu tempo livre desde que não afete minhas tarefas na loja e não a faça ter que prestar atenção em mim. Deixo esses pensamentos de lado e continuo observando os soldados, quando olho na direção da entrada da cidade vejo um belo garoto trajando roupas que nesta área da cidade era muito incomum se ver alguém da idade que ele aparentava ter vestindo algo do tipo, na verdade até hoje eu só havia visto duas pessoas vestidas daquela forma um foi quando vinheram informar a minha mãe que a base eu que meu pai trabalhava havia sido bombardeada e que não houveram sobreviventes. Durante a manhã antes daqueles homens aparecerem foi a última vez que vi minha mãe sorrindo pois havia recebido uma carta de meu pai falando que era a última semana dele em serviço e depois ele voltaria para casa, mas graças a alguns rebeldes idiotas nunca mais eu vi meu pai vivo e com isso também nunca mais vi minha mãe feliz. O segundo homem que vi vestido daquela forma foi um mês depois da notícia da morte de meu pai, o homem havia ouvido falar da família do soldado que foi morto uma semana antes de conseguir se aposentar e veio oferecer ajuda, mas na verdade não passava de um empresário idiota que tinha tudo que queria e naquele dia ele queria a garota que havia acabado de perder o pai. Ele chegou até a negociar com minha mãe e quase consegui me comprar, mas ele descobriu das minhas idas diárias ao terapeuta que foram estipuladas por alguém que provavelmente era poderoso o bastante para me obrigar a ir e ainda pagar por isso. E também sobre a minha pequena estadia em uma clínica psiquiátrica a aproximadamente dois anos atrás então acabou desistindo, o que foi outro motivo para minha querida mamãe me odiar pois a havia feito perder dinheiro.
—Olá senhorita Heins. — saio de meus devaneio percebendo que o garoto estava em minha frente.
—Quem é você? — Pergunto olhando para ele tentando não deixar a surpresapor ele saber meu nome transparecer e também porque não era todo dia que se via um belo garoto por aqui e ainda mais um que quisesse falar com a garota que o governo obriga a se consultar com terapeutas pois descobriram que ela tem um pequeno transtorno de personalidade, mas quem não ficaria psicologicamente abalado ao receber a notícia que seu pai explodiu? — E o que quer comigo?
—Eu sou Christian Wilson — Ele diz com um sorriso que na minha opinião poderia matar uma pessoa de tanto charme que continha ali. — Estou aqui pois tenho uma informação que pode lhe interessar senhorita Heins.
— Olho para ele desta vez séria.
—E o que seria essa informação?-Desvio o olhar dos olhos dele pois a coloração e a intensidade estava começando a me incomodar pois me lembrava algo que vi em meus sonhos. Eu tinha alguns sonhos que eram muito reais as vezes eu via três bebês em um pequeno cômodo então muito barulho e sempre acabava com um dos bebês abrindo os olhos e lá só se via destruição, essa foi uma das coisas que não contei a minha terapeuta pois seria mais um motivo para ela tentar convencer minha mãe a me internar na clínica psiquiátrica novamente o que minha mãe só não fez até o momento pois ela teria que trabalhar na loja em período integral ou pagar alguém para trabalhar lá.
—Podemos conversar em um lugar mais reservado? — Ele pergunta me olhando de uma forma que parece estar lendo minha alma e entender cada uma das minhas queixas.
—Vamos até minha casa provavelmente minha mãe não está lá. — Digo me levantando do banco em que estava sentada observando as coisas. -Me siga. — Começo a andar sem olhar para saber se ele está me seguindo ou não.
Ando em direção a minha casa que ficava a apenas alguns minutos de da praça aonde nós encontravamos no momento.
Vejo que ele observa atentamente o caminho e as coisas em volta o que não me deixava confortável pois provavelmente ele nunca havia visto uma cidade tão maltratada como essa, esta cidade a poucos anos foi alvo de um grande ataque o que a fez virar praticamente ruinas poucas construções ficaram inteiras e até hoje poucas das construções foram refeitas o que nos deixou como uma cidade que seria considerada fantasma se não tivéssemos continuado a viver aqui.
—Senhorita Heins — Olho para ele esperando que fale o que quer. -Acho que o lugar já é afastado o bastante.
—Então fale o que você acha que pode me interessar.
— Eu sou seu irmão, e antes de falar que não é possível é melhor me ouvir... Eu cresci em um centro de pesquisa um casal de cientistas de lá que foram encarregados de me educar e cuidar de mim me tratavam como se fosse seu filho, então ano passado eles foram demitidos e antes de sairem de lá me entregaram uma pasta com documentos que contavam como eu fui parar ali e nele continha a informação que eu tenho dois irmãos você e um garoto chamado Adam. Nossa mãe morreu no parto e nosso pai era um cientista que desapareceu. -Percebo que ele fala a verdade mas tenho a impressão que ele ainda esconde algo.
—Se isso é verdade porque só você ficou no laboratório?
—Porque alguém sequestrou você e o Adam.
—Então me fale o porque de você ter vindo me procurar.
—Eu preciso de sua ajuda para me encontrar com nosso amado irmãozinho.
Fale com o autor