Notas iniciais
Oiiiiieeeee povo lindo que mora no meu coração! Bem, aqui está o 3° capitulo de Entre as Épocas!! o/ Estou muuuito feliz e empolgada com está fic =D Maas... Estou ficando sem inspiração... Porque estou recebendo poucas review's =( Entãao, você, querido autor que acompanha, mas não comenta, que tal fazer está baka aqui feliz? Meia palavra basta para um bom empreendedor(?), como mei pai diz. Mas eu preciso de uma palavra inteira pra entender, então, que me mandar uma unica palavrinha? Não mata e me faz escrever mais rápido! Bem, vamos ao que realmente interessa. Eu consegui fazer esse capitulo maior que o anterior! Uhuuu. Como prometido. Rápido e graaaande. 8) Bom, acho que é só. Boa leitura, e não esqueçam de comentar. o/
-Está sangrando. -Falou ela, ainda séria.

-Como?

-...Bem, estão dispensados turma.

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Gabriela sempre teve uma ótima habilidade para saber como os outros estão se sentindo. Mas, como ela poderia saber que eu estava sangrando por dentro se nem ao menos eu sabia?

-Gabi? –Chamei olhando-a sentar-se embaixo de uma árvore.

-Porque está sangrando? O que esta te machucando? –Perguntou ela analisando meu rosto, como se estivesse tentando ler minhas emoções, minha mente.

-É o que eu quero saber. Como pode saber que estou ‘sangrando’ se nem eu sei? –Indaguei incrédula.

-Eu sinto que você não esta bem Allis. –Disse ela ainda vasculhando algo em meu rosto.

-Gabi, qual o seu problema? Eu estou bem, ok? Pare de me olhar como se eu estivesse escondendo algo... –Disse já explodindo, mas de uma forma ressentida, jogando-me ao seu lado.

-Desculpa Allis. Acho que fiquei fora de mim. –Disse ela após balançar a cabeça.

-Certo... –Concordei sem me incomodar com o ‘Allis’. Já tinha coisas o bastante pra me preocupar.

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A aula de literatura deixou-me completamente envolvida. Estava completamente absorta no que ela lia. O clássico Romeu e Julieta era realmente envolvente.

-‘Que luz é essa, que brilha através daquela janela? Vem do leste, e Julieta é o sol!

Levanta, ó belo sol, e acaba com a lua ciumenta, que já se encontra doente e pálida de dores virg...’

-Com licença professora. –Disse o garoto de meu sonho que aguardava na porta, com a mochila nos ombros.

-Ah. Entre senhor...?

-Ian.

-Espero que o senhor saiba citar Shakespeare, senhor Ian. Pois se não terá que ir até a diretoria esclarecer seu atraso. –Disse a professora desafiadora vendo-o dirigir-se a sua mesa.

-Que luz é essa, que brilha através daquela janela? –Começou ele olhando para todos da turma assim que sentou-se. Como se lesse as expressões de cada um. –Vem do leste, e Julieta é o sol. Levante, ó belo sol, e acaba com a lua ciumenta, que já se encontra doente e pálida de dores virginais, porque tu, sua serva, és muito mais bonita que ela... –Durante cada palavra eu ouvia o leve som de um suspiro. Não era preciso nem olhar, para saber que todos da classe olhavam-no curiosos, enquanto o loiro citava aquelas palavras. E que cada olhar feminino que ele deixava para passar para o próximo suspirava de amores pelo ser que recitava em voz alta. -... Não aceites dela ser sua serva, já que ela é invejosa. Sua farda vestal é anêmica, verdolenta, e somente os tolos a trajam; joga-a fora. É minha dama; oh, é o meu amor! –Seus olhar caiu sobre mim. E eu me perdi naquela imensidão.

-Muito bem. Mas espero que o senhor chegue no horário nas próximas aulas. –Disse a professora, mas nem olhei a expressão surpresa que provavelmente ela carregava.

Ian continuava a me olhar e eu não consegui desviar. Minha mente suportava um vazio enorme enquanto encarava aqueles olhos azuis, tão negros quanto o céu noturno.

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-Mãe? –Chamei entrando em casa. O silêncio dominava totalmente o local. –Mãe? –Chamei novamente, mais alto dessa vez. –‘Vou chegar mais tarde hoje, a comida está na geladeira. Não me espere acordada. PS: eu te amo querida. ’ — Terminei de ler o bilhete que a pouco estava em minha geladeira e larguei a mochila no chão da sala.

Raquel conseguia sempre sumir no final do dia. Perguntava-me o que ela tanto fazia para ficar fora por tantas horas. Mas, para variar, quando dirigia a pergunta á ela, minha mãe não me contava, sempre fugindo do assunto.

Uma das coisas mais estranhas que há de errado comigo é o fato de não me lembrar de absolutamente nada que tenha acontecido antes dos meus oito anos de idade. Ou seja, eu não tenho nenhuma lembrança relacionada ao meu pai.

O fato de não lembrar nada de minha infância, foi completamente ignorado pela minha mãe.

Estranho? Talvez, mas ela nunca se preocupou com isso. Pareceu até gostar que eu tenha esquecido.

Fui para meu quarto. Talvez tomar um banho esfriasse minha cabeça. Eu talvez eu possa ignorar os últimos acontecimentos, extremamente bizarros.

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Após mergulhar, quase literalmente, de cabeça em baixo da torneira do banheiro relaxei um pouco. A noite anterior tinha sido bem longa, mas, pela primeira vez, não lembro de com o que sonhei.

Sábado aqui em casa correspondia a mais um dia de trabalho para Raquel, e um dia de completo tédio para mim.

-Tem lasanha no forno. E, caso queira ver um filme deprimente, comprei um pote de leite condensado, que está no armário. –Dizia minha mãe pegando alguns documentos em cima da geladeira, enquanto eu comia um imenso pote de cereal. –Eu volto às onze. Só não destrua a casa até lá. –Completou ela beijando minha bochecha.

-Você está falando como se eu tivesse 10 anos e fosse a primeira vez que vai me deixar em casa sozinha. –Resmunguei enchendo a boca com outra colherada.

-Eu te amo. Até de noite. –Falou ela sorrindo, dirigindo-se para porta.

Ouvi a porta fechando e o ronco do motor do Scort 2001 preto dando a partida. Terminei de comer meu café da manhã e fui pra sala.

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Depois de duas horas mudando de canal, sem achar nada de bom, resolvi dar uma volta. Uma caminhada me faria bem.

Subi as escadas, coloquei uma calça jeans velha e uma camiseta azul. Desci as escadas só de meia e peguei um tênis qualquer. Tirei um pouco de dinheiro de dentro da lata de biscoito, onde minha mãe deixava, peguei as chaves e sai caminhando.

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Andei por algum tempo sem destino, até entrar no parque natural que tem próximo a minha casa.

Sentei em baixo de uma árvore á margem do lago, olhando as águas negras dançar junto a leve brisa que soprava meus cabelos, agora soltos.

-Então... É aqui que você costuma passar o tempo? –Disse uma voz ao meu lado, assustando-me. — Desculpe. Acho que te assustei. –Falou o loiro fitando-me.

-Ah, não, tudo bem. –Respondi recuperando-me.

-Posso? –Perguntou ele sentando-se ao meu lado.

-Claro. O parque é publico você pode sentar onde quiser. –Falei fazendo-o rir.

-Não se incomodar alguém. –Acrescentou encostando-se á árvore.

Ficamos alguns minutos em silêncio, observando a paisagem calmamente, escutando a musica que a natureza encarrega-se de fazer.

-É bonito não é? –Indagou ele quebrando o silêncio.

-O que? –Falei olhando para Ian que observava o lago.

-O lago. –Respondeu num suspiro.

-É sim.

-O modo como a água dança, fazendo movimentos suaves... Seu tamanho, que dá a impressão dele ser infinito... O som que faz ao tocar a terra... Sua cor, tão escura quanto o breu, mas que mesmo assim reflete tudo ao seu redor. –Citou ele sem tirar os olhos de meu rosto.

-Você é sempre tão poético? –Perguntei analisando as características que ele falará.

-Só às vezes... –Admitiu voltando a olhar a paisagem.

Passamos a manhã toda observando o lago e conversando sobre coisas banais. O sonho que eu tivera a algumas noites estava entalado em minha garganta. Eu queria contar-lhe o que eu tinha visto, mas o que ele iria pensar? Que eu sou uma garota fútil que deve ter visto ele antes do mesmo chegar a escola e já estava fantasiando com ele em meu subconsciente. Patético.

Outra coisa estranha foi o modo como respondi as suas perguntas. Com naturalidade, como se nos conhecêssemos a anos, do mesmo modo que falo com minha mãe e Gabriela.

-Está quase na hora do almoço. É melhor eu ir pra casa. –Falei vendo o sol já terminando de se por.

-Quer que eu a acompanhe? Se não for incomodar, claro. –Sugeriu Ian bagunçando os próprios cabelos.

-Não é necessário. Mas obrigada. –Agradeci esticando os braços, preparando-me para me levantar.

-Eu insisto. –Disse ele já de pé, oferecendo a mão para me ajudar.

-Tudo bem então. –Cedi aceitando a mão.

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Rukia — Bleach.

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Notas finais
Aêeeeeh! Terminado o 3° capituloo

Espero que tenham gostado.

Agradecimentos especiais a Maay Monteiro que comenta todos meus capitulos.

Maay! Valeu mesmo. Você está me ajudando a escrever mais e mais rápido.

Até o proximo capitulo. o/ file:///C:/Documents%20and%20Settings/Mauricio/Desktop/%27Mayara%27/BLEACH___Hitsugaya_chibi_by_nuriko_kun.jpg