Entre anjos
17 Hora de dizer adeus
Notas iniciais
Demon já estava no acampamento, ele chegou uns dois minutos mais cedo que eu.
Lucca, Lucco e Beth estavam sentados no tronco. Lincoln estava perto de uma barraca com uma mulher bem alta ao lado dele. Lincoln me viu chegando e veio até mim.
–Fico feliz por você estar bem. Então ele me abraçou depressa. Eu apenas sorri.
Quando ele me largou eu passei meus olhos pelo acampamento e vi Viena conversando com o John perto da barraca da enfermeira. Mas eu não vi Crisaor com eles.
Corri até ele e John deu um sorriso forçado até demais.
–Cadê Crisaor? Perguntei. Os dois ficaram quietos.
–Gente? Cadê o Crisaor? Falei começando a ficar nervosa.
O John olhou pra barraca e depois para mim. Eu sabia que ele queria dizer que Crisaor estava lá dentro.
Abri a barraca e ele estava deitado sobre a maca, tinha uma enorme poça de sangue debaixo da maca, e provavelmente era dele o sangue. Ele estava pálido e seus olhos começaram a abrir quando me ouviu entrando. Cheguei mais perto dele e abri um sorriso não muito forçado.
(Gente, quem quiser coloquem essa música enquanto leem http://www.youtube.com/watch?v=ZSM3w1v-A_Y Juro que da mais emoção.)
–O que houve? Você vai ficar bem... Não vai? Perguntei enquanto segurava a mão direita dele.
–Oi, fico feliz em saber que você... – Então ele tossiu e vomitou um pouco de sangue. – Que você esta bem. Então ele deu um sorriso torto.
–O que houve? Me fala, você vai se curar né?
Ele sorriu. –Lamento, mais já chegou minha hora. Não posso me curar com esse veneno que colocaram e mim.
“Veneno?” Pensei.
–Mais sangue de anjo pode te curar, não é?Perguntei esperançosa.
–Pode. –Ele tossiu. – Mas eu já sei que é minha hora, não posso tomar sangue de anjo.
“Então é isso? Ele vai morrer e todos vão o deixar morrer? Vão respeitar a vontade idiota dele?” Pensei.
–Mas Crisaor... Por favor... Não quero que você... — Não consegui terminar de falar.
–Que eu morra? Ele sorriu com cara de deboche. – Desculpa Luna, mais chegou minha hora.
Então os olhos deles se fecharam aos poucos e eu entrei em desespero.
–Crisaor, por favor, fica comigo, Crisaor. – Dei uns tapinhas na cara dele e ele abriu novamente os olhos e falou:
–Vou cuidar de você mesmo quando estiver morto; Eu prometo Luna. Então eu consegui ouvir o seu ultimo suspiro.
“Não o Crisaor não pode morrer.” Pensei enquanto abria uma gaveta procurando alguma seringa guardada. Achei e sai correndo da barraca.
–Eu lamento Luna, mais era o melhor a... John começou a falar, mas eu não deixei. Enfiei a seringa no seu braço direito e puxei o sangue dele, Logo depois corri para Crisaor e enfiei a seringa em seu peito esquerdo.
–Vamos Crisaor, volta... Falei jogando a seringa no chão.
–Luna não era essa a vontade dele. Falou Viena enquanto entrava rápido na barraca.
–E alguém ouve as minhas vontades? Se ninguém ouve as minhas a dele também não precisa ser escutada. Falei ainda olhando para Crisaor.
–É diferente. – Falou Viena chegando mais perto de mim. – Ele estava pronto pra morrer Luna.
Então um silêncio tomou conta da barraca. Eu pude o ouvir voltando a respirar novamente.
Olhei para Viena e falei:
–Mas eu não estava pronta pra ficar sem ele. Então eu sai da barraca.
(Desliguem a música, quem colocou é claro rs).
John estava encostado na barraca me olhando.
–Desculpa... Falei e sai de perto dele também.
Voltei para barraca da Beth e peguei minhas coisas. Quando eu fui saindo da floresta Demon veio atrás de mim.
–Onde você pensa que vai?
–Vou sair daqui, ir pro meu lugar, ser normal. É a única coisa que te peço.
–Luna, você esta nervosa. Vamos voltar para o acampamento. É o melhor lugar pra você.
–Não, não é. Então eu me virei pra ele e continuei – Pessoas morreram para salvar minha vida, eu nunca pedi isso a ninguém. Esse lugar já não é o mesmo quando eu cheguei; Por favor, me deixa ir. E não me procure mais. Falei e continuei andando.
Ele não falou mais nada. Havia feito o que eu pedi.
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