Entre anjos
5 Filha de Lucinda, Kefa é.
Notas iniciais
11:27min.
“Eu realmente sei que muitos queriam nesse exato momento ser eu se soubessem o que esta acontecendo, o que eu vi, o que eu achei... Muitas perguntas passam pela minha cabeça. Perguntas como: Um dia vou voltar a ter minha vida normal? Quem me garante que isso não é um sonho? Era muito difícil de acreditar em tudo aquilo. Queria saber o que se passava pela cabeça do Nick. Ele deve estar bem confuso com tudo isso; Acho que ele deve estar sentindo saudades da faculdade, dos seus amigos, eu não deveria ter envolvido ele nisso. Se eu pudesse voltar no tempo eu não chamaria ele para me ajudar, eu ajudaria Demon sozinha. Ele não precisava desses problemas pra vida dele. E eu sei que isso só esta começando...”
–Levanta garota, se você acha que você vai passar o dia deitada nessa cama você esta enganada. Falou Caterine jogando um travesseiro em minha cara e saindo do quarto.
“Eu vou matar ela.” Pensei e respirei bem fundo.
–Esta calor hoje, não coloque roupa de frio. Falou Nick enquanto batia na porta do meu quarto para me avisar.
Me levantei, tomei um banho rápido. E coloquei minha roupa de calor.
(Roupa de Luna http://www.polyvore.com/cgi/set?id=115298824&.locale=pt-br)
Eu não conhecia muito bem a casa de Vicenza, então fiquei meia perdida para saber onde era a cozinha.
No final do corredor esquerdo tinha uma porta vermelha, alguém estava conversando sobre cintilantes, não pude deixar de chegar mais perto para escutar.
–Um cintilante apareceu para essa garota. Tem alguma coisa errada com ela. Ou você também acha normal ela ter descoberto minha charada? Falou a Vicenza com voz ameaçadora.
–Não sei, não sei. Pra mim ela é uma humana normal que deu sorte na charada, quanto ao cintilante eu vou ver... Vou ver quem se mostrou para ela e por que. Nenhum mente. Falou alguém com a voz não parecida de velho e nem de criança, talvez jovem, um jovem homem.
–Ótimo, descubra tudo sobre a vida dela. Falou a Vicenza enquanto dava um murro na mesa.
“É sobre mim” Pensei e sai daquela porta o mais rápido possível.
“Não posso contar ao Nick, ele vai querer tirar satisfação. Se eu falar pro Demon eu não sei o que ele vai falar. Acho que vou contar para o John e o Demon. Assim o Demon não faz qualquer burrice.”
Quando eu ia virar a direita no corredor pude ouvir Vicenza chamando meu nome.
–Para onde esta indo Luna? Perguntou ela. Eu olhei pra trás e respondi.
–Ai esta você. Eu dei um sorriso forçado. – Estou procurando a cozinha. Não sei onde fica.
–Esta indo no caminho certo. Só seguir enfrente. Tenho uns assuntos a resolver. Te encontro no jantar. Eu concordei com a cabeça e andei rapidamente.
Quando cheguei a cozinha tinha uma mesa enorme, e nessa mesa tinha muitas pessoas. Quer dizer... Pessoas não ... “Pessoas sobrenatural.” Não conseguia achar Demon, John, Nick, ou até mesmo Caterine.
Muitos me olhavam. Eu podia ouvir algumas pessoas sussurrando “Essa que adivinhou o enigma da Vicenza.” Eu estava começando a ficar mais preocupada em como souberam disso.
“A Vicenza não vai deixar isso barato” Falou um garoto moreno olhando pra mim e rindo.
Vi Demon se levantar no final da mesa e acenar pra mim. Quando me sentei Caterine levantou e falou pro Nick:
–Vamos comigo pegar mais geleia? Nick concordou com a cabeça e saiu com ela.
–Preciso falar uma coisa importante pra vocês. Falei olhando fixamente para o John e o Demon.
–Eles ouvem. Falou Demon colocando as mãos em seu ouvido.
Eu peguei um guardanapo um pouco de pasta de amendoim nas pontas do dedo e escrevi:
“Depois do café me encontrem perto dos cavalos” E mostrei para eles. Eles concordaram com a cabeça então o Demon lambeu o guardanapo.
–Eca. Falei e ri.
Nick chegou com Caterine e se sentaram.
–Toma, peguei pra você. Suco vermelho. Falou Caterine sorrindo. Enquanto me dava um liquido vermelho bem cremoso.
Eu dei um gole então cuspi em cima do meu guardanapo.
–O que você me deu? Falei limpando a boca.
–Sangue de carneiro. Achei que você ia gostar. Ela falou rindo. Demon e John seguraram a risada. E Nick olhou brava para Caterine. Ela suspirou e falou: — Desculpa.
– Não foi nada. Falei amassando meu guardanapo e jogando nela. – Vou ver os cavalos. Pisquei para Demon e o John.
Eu escondi meu arco e minhas flechas dentro de um tronco velho no chão. Não queria que soubessem que eu era útil pra alguma coisa.
Peguei novamente eles e fui mais para o meio da floresta, onde não havia ninguém.
Mirei em uns galhos de árvores que se mexiam rapidamente pelo vento, e fui atirando.
Acertei três galhos de uma vez, com uma só flecha. Depois mirei em um galho que estava bem longe de mim, e se movia constantemente. Acertei bem no meio dele fazendo ele se quebrar e ir pro chão.
Até que ouvi alguém batendo palmas atrás de mim. Eu virei rapidamente minha flecha pra trás e vi um garoto loiro, alto, com alguns fios de barba crescendo em seu queixo, seus olhos eram bem pretos; e ele segurava um tridente de ferro dourado em sua mão esquerda.
–Opa, opa! Espera. Não quero levar uma flechada da garota que acertou o enigma de Vicenza. Falou ele rindo enquanto levantava a mão direita em sinal de indefesa.
Eu só abaixei a flecha, mais não deixei de mirar, ainda mirava em seu pé.
–Meu nome é Crisaor. Mais pode me chamar de Cris. Então ele chegou mais perto de mim.
–Sugiro que você abaixe esse tridente. Falei enquanto mirava minha flecha para sua cabeça.
–Desculpa, sou muito mal educado. Ele falou e jogou o tridente no chão. Então eu guardei minha flecha e pendurei meu arco em minhas costas.
–Me chamo Luna.
–Em 1986 havia uma mulher que se chamava Lucinda, ela morava aqui com Vicenza. Ela era tão boa em arco e flecha como você. Ainda acho que você é melhor que ela. Mais talvez vocês sejam parentes. Falou ele sorrindo.
–Fui abandonada pela minha mãe em um sítio. Meu pai adotivo morreu e agora estou com meu irmão. Duvido muito que sejamos parentes. Falei e sorri.
–Desculpa, não sabia. Falou ele e Eu apenas revirei os olhos.
–Não finja que se importa. Falei e sorri.
–Vejo que já conhece o Crisaor, o galã, preferido de Vicenza, e um rato de 300 anos. Falou Demon surgindo do meio de algumas árvores.
–Oi pra você também Demon, quanto tempo. Isso é jeito de tratar um amigo? Então Crisaor abriu os braços para abraçar Demon. Demon o olhou e mostrou o dedo.
–Já vou saindo. Foi um prazer te conhecer Luna. Então ele pegou seu tridente do chão e deu uma ombreada no Demon.
John saiu de trás de outra árvore e falou:
–Cuidado com o que você fala pra ele, ele é os ouvidos dessa floresta.
–E a boca também. Falou Demon.
–Não falei nada de mais. Falei e peguei meu arco e a flecha novamente para atirar em outro galho.
Eu vi na frente um galho cheio de pássaros encima. Eu mirei no galho e atirei, o galho caiu no chão fazendo um baita barulho, e assim ninguém poderia escutar o que eu ia dizer, a não ser o Demon e o John. Os pássaros saíram gritando ou cantando... Não sei qual foi a reação deles.
–Rápido, vamos sair daqui. Então corri para o outro lado da floresta. E eles correram atrás de mim.
–Estamos sozinhos? Perguntei enquanto respirava fundo. John fez que sim com a cabeça.
Então comecei a falar para eles o que ouvi hoje mais cedo.
–Isso é um problema, um grande problema. Falo Demon coçando o queixo.
–Mas isso faz sentido, nenhum humano jamais acertou ela, e um cintilante apareceu pra você. Tem mais coisas ai... Falou John se sentando embaixo de uma árvore.
–Gente, eu sou normal. Seja lá o que for não sou um anjo, nem um filho de Deuses, nem uma bruxa. E nem nada. Sou apenas eu.
–Nessa altura do campeonato vou ter que desconfiar se você é humana ou não. Falou John.
–Ta, não vou discutir. Só saibam se eu sou alguma coisa antes da Vicenza descobrir. Se ela descobrir ela vai me querer aqui. De algum jeito eu sei disso. Eles concordaram e voltaram para a casa de Vicenza. Eu me sentei embaixo da árvore que John estava e fiquei lá, até começar a escurecer.
–Olá filha de Lucinda. Ouvi uma voz mais não via ninguém.
–Filha de quem? Perguntei pra mim mesma.
–Filha de Lucinda oras.. Ouvi a voz novamente.
–Quem é que ta falando? Perguntei enquanto pegava uma flecha.
–Calma calma. Aqui embaixo. Eu olhei para baixo e vi uma coisa pequena e cintilante.
–Foi você que apareceu pra mim? Perguntei enquanto colocava minha mão no chão para essa pequena coisa subir. Ele subiu e eu coloquei ele perto de meu rosto.
Não era um bicho nada fofo, os seus pequenos dentes, era tão afiados, suas unhas eram grandes, e ele não tinha nariz. Eles mediam em torno de 1cm, a 2 cm, e tinha uma forte luz verde.
–Fui eu. Prazer me chamam de Tommy. E você Luna, eu já sei.
–Quem é Lucinda? Desculpa, não conheci minha mãe.
–Eu sei que não. Lucinda nunca criava seus filhos, ela sempre os abandonavam. E de uma forma ou de outra todos são bons com esportes, arco e flecha, tridentes, facas... São bons em muitas coisas. Você é a segunda garota que eu conheço que é filha de Lucina, os outros eram todos meninos. E aliás, a outra garota também treina arco e flecha. Então o tal Tommy riu, e sua risada era tão alta e forte que eu fiquei aterrorizada.
–Uau, você sabe mais de mim do que eu mesma. Quantos irmão eu tenho? Ao geral? Perguntei ansiosa pra resposta.
–7, Só que eu não conheço ainda o sétimo. Acho que ele deve ter uns 15 anos. E de um jeito ou de outro quando ele fazer 18 ele vem pra casa de Vicenza.
–Realmente, estou impressionada. Nunca quis saber da minha mãe, e do anda descubro que ela era uma.. O que ela era aliás?
–Uma Kefa, e você também é uma Kefa.
–Me desculpa, mais já tenho que ir. Então coloquei aquele bichinho no chão. — Me encontra aqui amanhã a tarde. E se alguém te perguntar se você falou comigo negue!
–Mais cintilantes não mentem. Falou ele com uma carinha de dó.
–Sinto muito em dizer, mais você mente! Falei e então corri. Subi no alto de uma árvore e pendurei minhas flechas e meu arco em um galho coberto de folhas escuras. Não dava pra ver. Desci da arvore e corri para casa de Vicenza.
–Onde você estava mocinha? Perguntou Vicenza assim que me viu entrar pela porta.
–Andando por ai, estava conhecendo a floresta. Mais não tem nada de mais
–Exatamente, nada de mais. Então ela sorriu tanto que forçado.
Demon veio em minha direção, Ele segurou minhas mãos e me fez seguir ele de mãos dadas comigo até a mesa.
–Não fala nada do que fez lá fora. Me encontre as 23:30min. na sala de jogos, é a quarta porta a esquerda. Demon se sussurrou que quase não pude ouvir ele.
Então eu tossi, e minha tossi saiu na palavra “tá”. Ele entendeu e riu.
O jantar estava sendo servido por uma velha aparentemente de uns 90 anos, mais como todos ali é estranho eu duvido que ela só tenha 90 anos.
Depois do jantar me despedi de todos e fui para meu quarto a espera de ser 23:30min.
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