Entre anjos

3 Casa de Vicenza


Notas iniciais
Gente, esse capitulo foi mais pra explicar a estratégia deles.

“Foi realmente ótimo vocês me deixarem ficar aqui nessa noite, eu precisava descansar. Eu sei que se despedir por carta não é a forma mais real de demonstrar minha gratidão por vocês. Mais não quero que vocês pesam para mim ficar. Realmente obrigada por tudo, e eu prometo que voltarei para ver vocês. Palavra de anjo Livre.”

Escrevi a carta, coloquei em cima da mesa da cozinha e fui embora.

Eu estava preocupado com Alex, meu irmão de 9 anos, já anjo. Eu tenho que voltar para minha casa para procurar ele. Ele é a única família que eu poderia ter.

Não é fácil conseguir aliados quando você é um anjo livre, muitos não confiam mais nas suas palavras, suas promessas...

–Parem, por favor, me deixem. Ouvi alguém gritar no meio da floresta, parecia com a voz do Alex.

Abaixei minhas asas, e me escondi atrás de algumas árvores. Até que vi o Alex com as asas penduradas em duas arvores. Tinha dois Klein ao lado dele. Meu sangue subiu, então peguei um pedaço de tronco de árvore que estava no chão e joguei na direção de um Klein. Ele desmaiou, pelo fato de acertar bem em sua cabeça. O outro Klein me viu e voou em minha direção.

Ele me jogou no meio de umas árvores, e deu murros em minha cara até não poder mais. Joguei ele por cima das árvores e então ele sumiu por alguns minutos. Fui na direção do Alex e soltei as asas penduradas dele.

–Alex, me escuta. Tem uma casa a uns 200 metros daqui. Corre pra lá, fala que você é meu irmão. Eles deixaram você ficar lá, eu te encontro lá.

Então empurrei ele para ir embora. Ele correu assustado e foi para a direção que eu mandei.

–Você pode ter deixado seu irmão fugir, mais você não irá fugir dessa vez. Falou o Klein enquanto se levantava do chão. Procurei uma faca que eu havia guardado em meu bolso hoje cedo, e joguei em sua cabeça. A sua cabeça começou a sangrar, e ouvi a respiração dele parar.

–Menos um! Anunciei enquanto puxava a faca de sua cabeça.

Ouvi as asas do outro Klein bater sobre minha cabeça. Me escondi em baixo de uma árvore e ele pousou em cima dela sem me ver ali.

Abri minhas asas rapidamente e voei por cima da cabeça dele, enquanto enfiava aquela faca em seu crânio. Ele caiu no chão e parou de respirar.

–Foi tão fácil de matar vocês. Falei enquanto fechava minhas asas.

Levantei da cama e já fui no quarto do Demon, precisava saber se aquilo não foi um sonho. E quando cheguei não tinha ninguém. Desci as escadas depressa e fui até a cozinha. Tinha uma carta em cima da mesa, então eu li.

–O desgraçado foi embora. Amacei a carta e joguei no chão.

“toc toc” alguém bateu na porta, e fui abrir.

Um garotinho pequeno, com o rosto bem sujo foi entrando já.

–Espera, quem é você? Falei fechando a porta.

–Você tem biscoito? Estou com fome. Então ele foi para cozinha e começou a abrir os armários.

Eu abri outro armário do meu lado e então peguei um pote com biscoito e coloquei em cima da mesa. Ele puxou uma cadeira e comeu loucamente.

–Agora quem é você garoto? Perguntei se sentando do lado dele.

–Sou o irmão do Demon o Alex, ele pediu pra você tomar conta de mim por enquanto. Ele esta na mata lutando com dois Klein. Falou o garoto cuspindo farelo de bolacha ao falar.

–Espera, ele vai embora e me deixa como babá? Pra que lado fica a mata? Perguntei enquanto me levantava.

–Só você seguir enfrente, não vai demorar para chegar lá.

–ótimo. Fica aqui. Eu vou ajudar ele.

–Ajudar ele? Como? Acorda, você é só uma humana. Falou o garoto parando de comer.

–Sou uma humana profissional em arco e flecha. Peguei meu roupão, vesti ele e coloquei minha bota. Peguei meu arco e as flechas que estavam atrás da porta do armário e sai de casa.

Corri até a mata, quando cheguei lá vi um anjo com as asas brancas abertas, ele estava de costa para mim. Tinha alguém na frente dele mais eu não pude ver quem era.

Me preparei para atirar, sem fazer algum ruído de som; me levantei e acertei a flecha em sua asa direita.

Ele caiu no chão e me olhou bravo. Ele gritava de dor.

–Ai meu deus, o que você fez? Perguntou uma garota ruiva de 1,65 vindo em minha direção e levantando as asas. Peguei outra flecha e mirei nela, mais não atirei.

–Espera Caterine! Essa é a garota que eu te falei. Falou Demon enquanto saia de trás de algumas árvores.

–Essa humana patética? A Tal Caterine abaixou as asas, e veio em minha direção. Ela ficou me circulando enquanto pegava nas pontas dos meus cabelos.

Ela tirou uma faca de seu shorts jeans, e passou lentamente em meu braço esquerdo, algumas gotas de sangue caíram no chão.

–Para com isso Catarine. Falou o Demon enquanto tirava a flecha da asa do outro garoto.

–Ela acertou um anjo, ela irá sentir a dor. Antes que eu pudesse pegar uma flecha e acertar em seu peito ela colocou a faca dentro da minha coxa esquerda.

Eu cai no chão enquanto gritava de dor. Demon olhou furioso para Caterine e jogou ela pro outro lado da mata. O garoto que eu atirei no chão veio em minha direção e se sentou ao meu lado.

–Acho que estamos quites. Falou ele rindo.

–Vá pro inferno. Falei e tentei tirar aquela faca de minha perna.

–Deixa que eu ajudo. Ele colocou as mãos sobre a faca e a puxou com força.

Antes que eu pudesse agradecer ele pegou a faca e cortou seu próprio pulso, quando começou a sangrar ele fez que eu bebesse aquele sangue. Comecei a me debater para ele tirar sua mão de minha boca. Quando ele tirou eu pude resmungar.

–Você é louco. Falei me levantando e cuspi no chão.

–Sangue de anjo. Sempre resolve com humano. Então ele apontou para minha coxa.

–O-obrigada, mais isso foi muito nojento. Falei e passei a mão onde alguns segundos atrás estava a minha ferida.

–Vamos procurar Demon e Caterine. Antes que ele mate ela. Falou o garoto andando na minha frente.

–Eu espero vocês na minha casa, Demon vai querer voltar pra lá. O irmão dele esta lá.

–Como você pode deixar ele sozinho? Perguntou o garoto olhando pra mim. – ele é só uma criança. Vai tentar vir aqui.

–Calma, meu irmão esta em casa. Vai olhar ele.

–Temos que ir pra sua casa, já não me importo tanto com Caterine.

Então eu concordei com a cabeça e levei ele em direção a minha casa.

O irmão do Demon estava em cima do meu cavalo branco, o Nick estava segurando suas costas.

–Espero que seu irmão seja mais amigável que você. Então ele riu, e eu ignorei seu comentário idiota.

–Espere por mim. Falou Demon correndo atrás de nós.

–Cadê a Caterine? Perguntei pra ele.

–Esta enfiando uma faca em sua própria perna. Quando o dia acabar ela vem encontrar a gente.

–Cara, você é mau. Então o garoto deu um tapa no ombro do Demon.

–Me desculpe, mais ainda não sei o seu nome. Falei para o garoto.

–Me chamo John. Então ele se curvou, pegou minha mão e beijou. Eu não evitei de rir.

Ele sorriu.

Demon viu o irmão dele, e voou até ele. O garoto deu um pulo do cavalo e o abraçou.

Então todos nós entramos para casa.

Demon se sentou no tapete junto com seu irmão, eu me sentei em um sofá ao lado de Nick, e o John se sentou no outro sofá.

–Você não deveria ter partido. Falei para Demon.

–Me desculpe, só estava procurando meu irmão.

–Tudo bem.. Falei e sorri.

–Vamos direto ao assunto Demon. Então John se levantou. –Luna, esse lugar não é mais seguro pra vocês. Os Klein viram atrás de vocês por terem ajudado o Demon. E nós concordamos em levar você com a gente.

–Opa, opa. Parou! Levar pra onde?

–Para a casa de Vicenza. Falou Alex empolgado.

–Eu sinto muito, mais eu e o Nick não vamos sair daqui.

–Foi como eu temia. Falou Demon se levantando. – É o seguinte Luna, vou ser mais direto. Tem um grupo de Klein te procurando Por você ter me ajudado. Se você quiser ficar aqui você morre. Se você for embora com a gente, você vive. Hoje as 22:00hrs. Vamos partir para Vicenza. Tem até essa hora pra decidir.

–Que droga! Falei e subi pro meu quarto.

–Eu tenho opção nessa merda? Eu quero viver, simples. Vou com esse idiota que ia me deixar pra morrer. Droga, droga, droga, droga! Chutei uma cadeira do meu quarto e a perna da cadeira quebrou.

Peguei umas roupas e joguei em uma mochila. Fui até o quarto do Nick, peguei algumas roupas dele e joguei dentro da mesma mochila. A mochila era grande cabia bastante coisa.

Depois coloquei minha roupa.

(http://www.polyvore.com/cgi/set?id=115231151&.locale=pt-br roupa de Luna)

Desci as escadas e joguei a mochila em cima do Nick.

–É o seguinte Demon, se os Kleins estão vindo, eles estão vindo da mata. E não da cidade. Então se formos sairmos ao anoitecer eles já vão saber. Ou você acha que eles iria pegar a gente durante o dia? Com certeza não.

–Você tem razão. Fui um idiota em achar que só de noites estaríamos seguros. Vamos ir de tarde pela cidade.

–De tarde não, agora. Vai pegar a Caterine. Ela vai ser muito útil. Eu vou arrumar algumas outras mochilas para encher de comida e roupas.

–Tudo bem então, vou buscar ela. Vou demorar 20 minutos no máximo. Se eu demorar mais que isso venham me procurar. Então ele saiu de casa.

–Nick, minhas roupas e as suas estão ai. Eu preciso que você vá agora pro seu quarto e coloque mais roupas em outra mochila. Para o Demon e o John.

–Tudo bem... Estou indo. Então Nick subiu as escadas depressa.

–John, vai pegar comidas nos armários. Não esqueça dos biscoitos do Alex. Então eu sorri enquanto jogava outra mochila pra ele.

“Eu e Nick podemos ir de cavalo, ele vai com a Caterine e eu com Alex. E Demon e John vão com a moto.” Pensei e admito que gostei do meu plano

Depois de dez minutos Nick desceu com uma mochila nas mãos. E colocou em cima do sofá com a outra. John saiu da cozinha com outra mochila e colocou no sofá.

–Coloquei uma garrafa de agua pra cada. Será o suficiente. Falou John. Eu concordei com a cabeça.

–Estou preocupada com o Demon. Falei enquanto colocava meu arco e minha flecha nas costas.

–Não fique, ele já vai...

–Cheguei. Estamos prontos. Falou Demon cortando as falas de Nick.

Nick olhou pra mim e sorriu. Caterine me olhava com a cara de ódio.

Demon, tem uma moto atrás de casa. Vá com o John. Eu levo o Alex de cavalo comigo. E Caterine, e Nick vão com o outro cavalo.

Demon concordou e foi atrás da casa.

Nick estava voltando do celeiro com os cavalos.

Eu ajudei Nick a subir no meu cavalo branco e depois subi.

E o Nick ajudou Caterine e ela já foi se atirando pra cima dele. Que idiota.

“Vamos lá” Pensei e então o cavalo andou.

Notas finais
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