Entardecer do dia, sol a beirando a terra, se pondo entre as montanhas e expondo a sua beleza para quem que o visse. Uma bela mulher dormia tranqüilamente sobre uma esteira de uma cabana; em seu pescoço repousava como pingente a jóia de quatro almas. Do lado de fora da cabana não tinha se quer uma alma viva e na floresta dormia Inuyasha, sobre um galho de uma árvore.

Kikyou acorda, pois sente uma energia maligna se aproximando, então ela pega seu arco e flecha e monta em seu cavalo. Logo ela chega na floresta e encontra com dois Youkais. Ela pega rapidamente uma flecha e atinge um deles, mas quando tenta pegar a outra flecha, a mesma escorrega de sua mão e cai no chão. Vendo o que aconteceu o Youkai se aproveita da ocasião e a atinge na barriga, o cavalo se assusta e a derruba, fazendo-a desmaiar. O Youkai a leva embora e sobre o chão estava a jóia de quatro almas, que caíra do pescoço da sacerdotisa.

A barriga do meio-Youkai ronca e ele acorda, faminto. Ele desce da árvore e caminha a procura de alguma fruta, mas ao decorrer da caminhada ele sente um cheiro familiar.

“É o cheiro do sangue da Kikyou...” - pensou Inuyasha.

Ele corre em direção de onde vinha o cheiro do sangue e quando chega lá, ele vê muitos Youkais brigando, mas não entende o porquê disso.

”Onde está a Kikyou?” — pensava enquanto se deparava com a cena.

— Garras retalhadoras de almas!!

Ele destrói os Youkais e então a jóia de quatro almas cai no chão. Inuyasha se assusta ao juntar as peças do quebra-cabeça, ou seja, sangue da Kikyou e jóia de quatro almas, depois de pensar seriamente ele a pega.

O Youkai que seqüestrou a Kikyou a leva para um castelo e a põe presa junto com outras mulheres. Ela ainda estava desacordada, mas aos poucos volta a si, estando tonta ela senta no chão, fechando os olhos.
Inuyasha ia seguindo o cheiro da sacerdotisa e enquanto isso ele pensava:

“Finalmente consegui colocar as mãos na jóia de quatro almas, mas se eu for salvar a Kikyou ela vai notar que está comigo.”

Seguindo o cheiro, ele chega no castelo. Vários Youkais estavam na entrada para impedir que qualquer invasor penetrasse no castelo, mas Inuyasha não pensa duas vezes.

— Garras retalhadoras de almas!

Ele luta com todos os Youkais e acaba vencendo facilmente. E então entra e tenta achá-la, mas parece que está tendo dificuldades mesmo sentindo o cheiro dela tão perto.

— Kikyou... Kikyou! Saiam da minha frente Youkais insignificantes.

Depois de um tempo procurando, ele pega um dos Youkais que estava no chão e faz uma pergunta.

— Onde está a Sacerdotisa? Se tem amor a vida então é melhor ir dizendo.
— Está na ultima sala do corredor à esquerda.

Inuyasha corre até o local indicado e tenta entrar, mas lá continha uma sólida barreira o impedindo.

— Kikyou, você está ai?
— Inuyasha? É você mesmo?

“A jóia de quatro almas” — pensou ao sentir a aura da jóia.

— Eu vou te tirar daí.

Ele começa a dar socos para ver se consegue quebrar a barreira, mas não consegue. O Youkai responsável por tudo resolve aparecer.

— Você só vai conseguir entrar se me vencer – ele riu, sentindo-se vitorioso.
— Não seja por isso, você vai pagar muito caro por ter seqüestrado a Kikyou.
— Inuyasha tome cuidado, ele é muito forte — disse Kikyou.
— Não se preocupe, ele vai ter o que merece, mas Kikyou me diz uma coisa? Ele te machucou?
— Um pouco...


Inuyasha se revolta com a resposta da sacerdotisa e parte para cima do Youkai, sem dó nem piedade.

— Garras retalhadoras de almas! Que droga, monstro mais insistente.

Finalmente depois de um tempo ele destrói o Youkai e a barreira se desfaz. Ele a vê ajoelhada com uma das mãos na barriga. Inuyasha corre e vê que seu kimono está muito sujo de sangue.

— Ela está muito ferida — disse uma das mulheres, que também estava presa.
— Não se preocupem, vou levá-la comigo e vocês podem sair, não tem mais nenhum Youkai lá fora.

E todas foram.


— Inuyasha? Porque me salvou? Não precisava, não era a sua obrigação.
— Não diga bobagens!

Inuyasha a pega no colo com cuidado por causa do ferimento e a leva para uma cabana na floresta.

— Porque você está toda molhada, Kikyou?
— Não sei, acho que o Youkai deve ter me jogado no rio porque eu estava desacordada.

Inuyasha sai e fica um bom tempo fora. A demora do meio-Youkai chega a fazer Kikyou pensar que ele a abandonou e carregou consigo a jóia, mas depois de algum tempo ele aparece com alguns panos, ataduras e algumas ervas.

— Você vai cuidar de mim? — Disse se esforçando para se levantar.

- Não se esforce.
— Eu to bem! — Kikyou sorri.
— Me deixa cuidar de você?

Kikyou se impressiona com o pedido do meio-Youkai e afirma com a cabeça que ele pode cuidar dela. Ele se aproxima e desamarra seu kimono, mas levanta, tira sua veste de pele de rato de fogo e entrega a ela.

— Tome, se cubra com isso enquanto eu cuido do ferimento.
— Está com vergonha de me ver despida, Inuyasha?

Inuyasha cora ao Kikyou completar a frase. Ele passa um pano sobre o ferimento para limpar o sangue, mas ao tocar na superfície do mesmo Kikyou solta um gemido de dor, e então ele tira o pano rapidamente.

— Desculpa, tenho a mão muito pesada — disse enquanto ia se levantando.

A Sacerdotisa segura o braço dele, pega a mão que está com o pano e passa sobre seu ferimento. Ela sentia muita dor, mas sabia que isso era preciso para curar depressa.

— Quero que cuide de mim, Inuyasha.

Inuyasha pega algumas ervas cicatrizantes, passa no ferimento e logo o enfaixa.

— Você está com o kimono todo molhado, vista minha veste e tire seu kimono.
— Pode se virar, por favor?

Inuyasha escora na parece e de costas fica atento com o barulho do cair do kimono da Sacerdotisa. Ele vira e dá uma espiadinha e ao olhar ele vê Kikyou nua, então ele vira de volta e cora com a cena. Kikyou põe a veste.

— Pronto, pode virar.

Inuyasha vira, mas ainda corado e se senta no chão.

— Como você sabia que eu estava lá?

Kikyou se senta e encolhe as pernas colocando-as de lado, cruza os braços acariciando-os com as mãos demonstrando que está com frio.

— Senti o cheiro do seu sangue e fui atrás.
— Ah entendo, muito obrigada, ta? Mas escuta, está frio essa noite ou é impressão minha?

Tentava ela arrumar um jeito de se aquecer, seu corpo estava gelado, pois seu kimono estava molhado então o frio que estava sentindo era o dobro do normal.

— Não, não é impressão sua. Está frio sim, vem aqui que eu te aqueço.

Inuyasha cora um pouco e Kikyou atende ao seu chamado e se senta em frente a ele, que tira seu kimono branco e põe no chão. Ele abre as pernas e pede para que Kikyou sente-se entre elas. Ela fez o que ele pedira, então Inuyasha encosta a cabeça dela sobre seu peito, pega o kimono branco e a cobre, depois disso a abraça.

— Você vai ficar com frio Inuyasha.

Kikyou olha de perfil a jóia de quatro almas pendurada no pescoço do meio-Youkai.

“Será que ele vai me devolver?” — pensou.

— Antes eu, que você. Está quentinho ai em baixo?

— Sim está – ela sorriu – Olha, não precisava ter me salvado, você poderia ter se machucado.

Inuyasha a vira de frente pra ele e dá um longo suspiro...

— Eu te salvaria quantas vezes fosse preciso.

Inuyasha acaricia o rosto dela suavemente e aproxima seu rosto devagar até que os lábios se encostam. Kikyou arregala os olho devido ao que o meio-Youkai acabara de fazer, mas logo ela foi aceitando os beijos e carinhos do rapaz.

Aos poucos os beijos e caricias foram ficando mais quentes. Inuyasha tira sua veste que estava cobrindo o corpo nu de Kikyou, a deita sobre o kimono branco e depois de muitos beijos Inuyasha deita sobre Kikyou, sem colocar muito peso por causa do ferimento. Ele pede permissão para entrar em seu corpo e então ela autoriza. Pensava Inuyasha que nunca faltaria o respeito com ela, mas já que ela autorizou então o respeito ainda estava concedido. Ele a beija docemente e isso a faz relaxar um pouco, ao sentir que ela relaxou ele penetra bem devagar e isso faz a jovem Sacerdotisa soltar um gemido de dor. Corpos de ambos virgens, logo se costumam com isso e a dor vira prazer. Os dois nunca imaginaram que um dia poderia acontecer isso.

Inuyasha veste seu kimono nela e a deita com a cabeça encostada em seu peito, cobre ela com a veste de pele de rato de fogo. Inuyasha da um beijo nela e logo adormecem.

De manhã:

Inuyasha acorda e da um beijo sobre a bochecha da linda dama que dormia ao seu lado. Ela da um sorriso e retribui o beijo.

— Desculpa, te acordei?
— Não, eu já estava acordada. Tenho que voltar para o vilarejo.

Ambos levantam. E Inuyasha pega o kimono dela e vê que está sujo de sangue e molhado.

— Eu posso ir com seu kimono? Mais tarde eu te devolvo.
— Claro, deixa o seu aqui que eu dou um jeito nele.
— Está bem, já estou indo.

Kikyou sai da cabana e Inuyasha a segue.

— Kikyou...

Ela vira ao ouvir seu nome ser pronunciado pelo rapaz, e então ela vê Inuyasha tirando a jóia de quatro almas do pescoço e oferecendo-a.

— Você não queria tanto colocar suas mãos na jóia? Não era esse o seu maior desejo? Fique com ela. Para mim a sua felicidade sempre em primeiro lugar, então pode ficar com ela.

— Não, meu maior desejo eu consegui ter essa noite com você, a jóia de quatro almas eu queria ter sim, mas eu quero só você agora e vou te ajudar a protegê-la de qualquer um Youkai que queira se aproximar.

Kikyou sorri e dá um abraço em Inuyasha, logo depois o beija e então pega a jóia da mão dele.

— De tarde te busco no vilarejo para passearmos e passarmos a noite juntos, pode ser?
— Claro, até a tarde então.

“Que bom que ele preferiu me amar a conseguir colocar seus planos ambiciosos em prática” — pensou a Sacerdotisa toda feliz com tudo o que acontecera.

Notas finais
Espero que gostem.
Deixem reviews, não mata.
Beijos e obrigada por terem lido.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!