Entre Tapas E Beijos
34 O fim de um pesadelo pode ser o início de outro
Notas iniciais
POV Bruno
Acordei, fui fazer minhas higienes, tomei um um café, depois fui acordar a Juh e voltei para a sala, e liguei nos noticiários, e fiquei surpreso quando passou a foto do Henk e de um outro cara, e a foto da Fatinha ao lado, e embaixo estava escrito “A refém Maria de Fátima”, eu gelei, senti um ódio que não era de mim, e soquei a mesa. Logo meu pai chegou com uns investigadores, eles acharam melhor ficar aqui em casa e caso o Henk fizesse algum contato nós rastrearíamos a ligação.
Já se aproximava das 10h da manhã, e meu celular tocou, era um numero desconhecido achei estranho, mas atendi.
Bruno: Alô?
Fatinha: BRUNO GRAÇAS A DEUS. –era ela, eu até cai do sofá, levantei correndo e fui colocar o aparelho para rastrear o celular.
Bruno: FATINHA! FATINHA, ONDE VOCÊ ESTA?
Fatinha: EU não sei, estou numa floresta eu não sei, Bruno me tira daqui, me salva. –sua voz era de desespero e angustia e ela chorava muito.
Bruno: Já estou indo meu amor, eu vou te salvar. –os policiais disseram para eu ficar mais tempo na ligação, mas não deu, alguém desligou do outro lado. –FATINHA! Desligaram.
Ovaldo: E ai conseguiram?
Policial: Foi por pouco, mas não conseguimos.
Bruno: AAAAH ! –eu quebrei todos os vasos que eu vi na minha frente.
Juh: Bruno calma, Bruno. –ela veio e segurou meu braço. –Olha para mim! Vai da tudo certo. –ela me abraçou. –Você não pode sair quebrando tudo o que tiver pela frente seu fortão.
Ovaldo: Juh da um remédio para ele, e filho vai lá pro seu quarto e tenta se acalmar.
Eu tomei o remédio e deitei na minha cama, e me acalmei um pouco, depois meu pai entrou.
Ovaldo: Posso fala com você?
Bruno: Pode pai. –ele se sentou na minha frente.
Ovaldo: Ligamos para os pais dela.
Bruno: E ai?
Ovaldo: Eles ficaram totalmente em choque, e o delegado mandou um carro buscar eles, então eles chegarão amanha, um psicólogo foi junto também, para ir conversando com eles.
Bruno: Que bom pai, vai ser muito melhor para eles ficarem aqui.
Ovaldo: Passando por esses momentos, nós nem conversamos. Bruno meu filho, eu sei que está difícil para você, na verdade ficou difícil desde quando aquela menina voltou, a Manuela, passamos por perdas, ganhos e perdas de novo. –eu apenas o escutava. –Mas sempre um estava do lado do outro ajudando para assim caminharmos, filho, sei que você esta nervoso, estressado e enfim, mas a policia esta fazendo o que pode, e a gente vai encontrar ela.
Bruno: Eu sei pai, mas o senhor sabe que eu perco o controle, se eu ver aquele Henk na minha frente eu sou capaz de matar ele.
Ovaldo: Não pensa nisso, pensa nela, ela precisa de você, deixa a policia fazer o que tem que ser feito com ele. Nós vamos encontrar ela, estamos tão perto. –ele me abraçou. –Força filhão!
Bruno: Eu te amo pai, obrigado por sempre estar comigo.
Ovaldo: Pai é pra essas coisas, você cresceu mais sempre será aquele menininho que jogava futebol dentro de casa e destruía tudo, e que eu amo incondicionalmente.
Era bom falar com meu pai, ele era experiente, sábio e sempre me ajudava. A tarde passou, a Juh foi para a casa da Alice, ela ia ficar melhor lá, a Ana estava no hospital, e eles continuavam buscando informações e sempre em contato com a delegacia. Era umas 19h quando meu celular tocou e dessa vez era o Henk, dizendo que ia libertar a Fatinha, os policias ouviram a conversa inteira, eu iria buscá-la, e a Manuela teria que ir junto comigo, apenas nós dois, pedi para o Tony trazer ela até aqui, e assim ele o fez.
Ovaldo: Você não pode ir sozinho Bruno.
Delegado: É a riscado demais, e estamos mexendo com um psicopata, a policia vai junto, e ficara de longe, ele não nos verá pois estará a noite.
Bruno: É A VIDA DA FATINHA EM JOGO, VOCÊS NÃO PODEM IR, NÃO ESCUTARAM O QUE ELE DISSE?
Delegado: A gente sabe o que faz Bruno.
Ovaldo: Deixa que eu falo com ele. Bruno, vem cá. –ele começou a cochichar comigo. –Filho, estamos em uma equipe especializada, nada vai dar errado, pode confiar, nós temos que ir com você, eu como pai não deixaria você ir sozinho, e como advogado é arriscado também, então nós vamos junto.
Bruno: Está bem.
Enquanto eles faziam o plano, eu fui me despedir da Juh, a Alice morava no mesmo prédio que o nosso, e estavam os quatro lá, eles também já estavam sabendo de tudo o que havia acontecido até agora, me desejaram boa sorte, me despedi deles e voltei para casa, assim que a Manuela chegou, nós fomos.
Tony: Boa sorte cara, e cuidado, você é chato, folgado, mas é meu brother.
Bruno: Calma parca vai da tudo certo, brother. –me despedi dele e assim fomos.
Eu fui com o carro na frente, bem na frente, e os policiais vieram com outros carros atrás, cheguei ao lugar, descemos do carro e ainda não tinha ninguém lá, olhei para a Manuela, e ela olhou para mim, depois olhou para a floresta e eu também, e ele saiu com a Fatinha de lá, ela estava machucada com a roupa rasgada, não dava para ver muito bem, ele estava com uma arma apontada na cabeça dela.
Fatinha: Bruno... –ela abriu um sorriso fraco para mim, e eu pude ver que lagrimas caiam de seus olhos.
Bruno: SOLTA ELA HENK, JÁ ESTAMOS AQUI!
Henk: Bom menino não trouxe ninguém junto, Manuela é bom ver você, quanto tempo.
Bruno: Solta ela!
Henk: Antes temos umas coisinhas para revelar né Manuela. –eu olhei para ela, e ela estava assustada. –Conta para ele de quem foi a brilhante idéia de tudo isso.
Manuela: Eu não sei do que você esta falando, eu nem te conheço cara.
Henk: Não se faça de desentendia, conte a ele seu plano! –ele atirou perto da gente e a Fatinha gritou.
Fatinha: NÃO! PARA HENK, PARA. –ela chorava muito.
Manuela: SEU LOUCO PARA, EU NÃO TENHO NADA A VER COM ISSO, EU NÃO TE CONHEÇO, NÃO SEI QUEM É VOCÊ.
Henk: Não? Tem certeza que não me conhece gata? De quem foi a idéia do golpe da barriga em? Achou que isso ia separar eles né? Bom por um lado separou, mas nós dois sabíamos que não ia adiantar muito, então veio a brilhante idéia do sequestro não é? –ele tinha um olhar diferente, cheio de fúria, rancor, raiva. –Com isso ela seria minha para sempre, e você ficaria com ele para sempre.
Manuela: ISSO NÃO É VERDADE BRUNO! VOCÊ TEM QUE ACREDITAR EM MIM.
Henk: É VERDADE SIM! Mas você não conseguiu não é? Ele não ficou com você, eu consegui olha aqui, ela é minha. –eu tinha vontade de matar ele, ela estava desesperada e só chorava, eu comecei a correr em direção a eles e ele atirou. –MAIS UM PASSO E VOCÊ MORRE.
Fatinha: Não! Bruno, não, não, eu to bem. NÃO, ele não Henk pelo amor de Deus. –dava para ver que ela tremia muito.
Bruno: SOLTA ELA!
Henk: VOCÊ é um idiota Bruno, você acreditou que eu a soltaria, você acreditou que aquele filho era seu, quer dizer vocês todos são idiotas.
Bruno: Como é que é? Aquele filho é meu!
Henk: Não é não, fala para ele Manuela, BELO GOLPE EM VOCÊ DARIA CERTO PARA ATRIZ SABIA?
Manuela: Ele esta mentindo Bruno.
Henk: PARA VOCÊ DE MENTIR MANUELA, FALA LOGO PARA ESSE IDIOTA DE QUEM É AQUELE FILHO.
Fatinha: PARA, PARA, Henk me solta, me deixa ir com ele...
Henk: Você o ama?
Fatinha: Eu o amo mais do que tudo.
Henk: Que pena. –ele apontou a arma para mim.
Ele ia atirar, foi tudo muito rápido o que aconteceu, a Fatinha jogou longe a arma dele, e correu, ele correu atrás dela, mais eu o peguei antes e lhe dei muitos socos, quando escutamos um tiro, eu olhei a Manuela estava com a arma na mão, olhei para o outro lado, a Fatinha caída no chão.
Bruno: FATINHAAAAAA! –eu nem me importei com ele mais.
Henk: Eu vou matar você Manuela! COMO VOCÊ TEVE CORAGEM. –ele foi pra cima dela, e ela atirou nele também, eu corri para pegar a Fatinha, e ela gritou.
Manuela: SE VOCÊ FOR ATRÁS DELA EU ATIRO.
Bruno: Você ficou louca, matou ele... Manuela, solta essa arma.
Manuela: Matei o pai do meu filho, ELE ERA O PAI BRUNO, o Mateus é filho dele. E AGORA MEU FILHO ESTA SEM PAI. –ela sorria e chorava. –Eu sempre te amei mais você sempre me esnobou, então comecei a ter um caso com o Henk, e fiquei grávida, nós tínhamos algo em comum, ele queria ela, e eu queria você, então armamos esse plano, e vocês caíram.
Bruno: EU TE ODEIO. –eu estava me sentindo o maior idiota de toda a terra.
Manuela: PARA DE FALAR ISSO, PARA.
Bruno: Eu nunca vou amar você.
Manuela: Eu te amo muito, muito, cuida do meu filho como você sempre cuidou, e não deixe ele saber de nada o que eu fiz...
Foi quando ela apontou a arma pra sua própria cabeça e se matou...
Bruno: AAAAAH MEU DEUS, EU VOU FICAR LOUCO. -eu estava horrorizado, mas eu tinha que salvar a Fatinha corri até ela. -Fatinha, fatinha!
Fatinha: Meu amor, acabou... Me desculpa...
Bruno: Não fala nada.
Fatinha: Eu preciso falar, me desculpa por ter te deixado, mas eu não podia deixar nada de mal te acontecer, o Henk estava ameaçando você, me perdoa... Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, eu te amo. –ela fechou os olhos, senti um desespero que eu nunca tinha sentido na minha vida inteira.
Bruno: MINHA LOIRA, pelo amor de Deus fala comigo.
Logo todos os policiais se aproximaram e uma ambulância também, o coração dela ainda batia, bem fraco mais ele batia, eles fizeram o resgate dela.
Bruno: Pai, pai, você viu aquilo?
Ovaldo: Calma filho, você esta aterrorizado, já vai passar. –ele me abraçou. –Agora vamos pro hospital.
Ela foi levada ao hospital, e entrou em cirurgia imediatamente, a bala tinha pegado em seu braço, mas não tínhamos noticias nenhuma a mais, depois de 30 minutos a Julia, a Alice, o Guilherme e o Alex chegaram ao hospital, a Juh logo veio me abraçar.
Juh: BRUNO. –ela chorava muito. –Você esta bem? Aah Meu Deus isso tudo que aconteceu é terrível!
Bruno: Eu to bem, e eu nem estou pensando no que aconteceu, só quero saber se ela esta bem.
Gui: EI cara. –ele veio me cumprimentar, logo depois a Alice e o Alex.
Alice: Como ela esta?
Bruno: Não temos noticia ainda.
Gui: Ela vai ficar bem amor. –ele abraçou ela.
Juh: Você esta todo sujo de sangue, o que aconteceu? Cadê a Manuela?
Doutor: Alguém de vocês são da família da Maria de Fátima?
Bruno: Nós doutor, sou o namorado dela, os pais não chegaram ainda.
Doutor: Pois bem, a passamos por cirurgia, mas o caso dela é bem delicado...
Bruno: O que aconteceu?
Juh: Bruno calma deixa o médico falar.
Bruno: Desculpa...
Doutor: Como eu havia dito, o caso dela é delicado, e ela está sobre perigo, a bala pegou no braço esquerdo, e foi retirada, mas ela entrou em coma.
Juh: COMA? COMO ASSIM?
Doutor: Não teve nada a ver com o tiro, a mente dela tirou esse tempo para descansar, a mente humana faz isso, ela passou por um momento de grande estresse, e quando isso acontece não sabemos o tempo que ela ficará dormindo, pode ser alguns dias, uma semana, alguns meses, anos...
Alice: AAAAH meu Deus, ela não pode...
Bruno: Eu preciso ver ela, eu posso?
Doutor: Vem rapaz, depois os outros poderão ver ela também. –ele era simpático. –Eu sei como você deve estar se sentindo, faremos de tudo por ela.
Bruno: Obrigado doutor. –ele abriu a porta e eu entrei.
Ela estava deitada imóvel, dormindo, com soro na veia, tubos, fios, curativos, eu não aguentava ver ela assim, me sentei na cadeira que estava ao lado da maca.
Bruno: Minha vida... Está bom seu soninho? Eu acho que sim né... Mas olha, não esquece que eu estou te esperando, vê se não demora, eu preciso de você comigo, preciso de você para viver, eu te amo muito. –limpei as lagrimas que escorriam dos meus olhos, eu nunca tinha chorado por amor... Peguei em sua mão, coloquei minha cabeça em cima de seu tórax, e escutei seu coração. –Seu coração esta batendo, eu sei que você esta ai... Volta pra mim.
O aparelho que media os batimentos do coração dela, começou a apitar mais rápido. Nessa hora o doutor entrou no quarto.
Bruno: Você esta me escutando né amor? Eu estou aqui com você, não vou sair do seu lado nenhum minuto.
Doutor: Parece que ela reconheceu sua voz rapaz, isso é raro, seria bom se você pudesse conversar com ela sempre, é um estimulo para ela voltar.
Bruno: Vou conversar sempre com ela.
Fiquei alguns minutos lá, e depois sai para o pessoal poder ver ela, de manhã os pais dela chegaram, e meu pai conversou com eles, meu pai sempre sábio, conseguiu os acalmar, e depois eles foram vê-la.
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